Funeral Moth – Transience

coverApós uma significante mudança em sua lineup, com a debandada de um de seus membros fundadores, a Funeral Moth eis que estabiliza a sua lineup e lança um poderoso novo material.

São apenas duas faixas do mais extremo Funeral Doom já escrito por estes japoneses. No seu debut álbum já encontrávamos algo desesperador, mas nada que se compare a este play e sua faixa de abertura que da nome ao disco, “Transience”.

A música transcorre de forma lenta e contínua, com grandes passagens atmosféricas e belos fraseados de guitarra, que trazem um clima soturno para ela. As letras seguem sendo cantada em duas línguas, em inglês e o próprio idioma deles, ou seja, o japonês.

A segunda e última música é “Lost”, com menos tempo que a primeira, esta beira perto dos 18 minutos e o clima desesperador continua aqui.

Andamento mais arrastado e em algumas passagens dela, me trouxe a mente a banda norteamericana “Loss”.

Os vocais sussurrados, os acordes longos e semi distorcidos.

Próximo a metade da música, temos um dos melhores momentos dela, onde encontramos alguns arpejos e uma atmosfera ímpar, para em seguida mergulhar num abismo sem fundo em mais uma parte funeral.

Ótima audição para auto reflexão e acompanhado de uma boa taça de vinho

E com estas belas palavras que encerram a faixa de abertura, finalizo esta resenha: “os sonhos perdidos, as ilusões sem voz, as almas transitórias, o fim é o nada”.

Funeral Moth – Transience (Weird Truth Prod.)
1. Transience
2. Lost

depress5

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Weird Truth Prod
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Resenha por: Rodrigo Bueno

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Of Spires & Throne – Sanctum in the Light

OSAT SITL - CD_04 COVERRecebi este material desta banda escocesa de Extreme Doom com algumas passagens Sludge e flertando um pouco com o Drone.

São apenas 4 sons apresentados neste debut intitulado “Sanctum in the Light” e com aproximadamente 55 minutos.

“Carrier Remain” é a faixa de abertura e como não poderíamos deixar de esperar, ela é vagarosamente cativante, os vocais desesperados característicos do Sludge se fazem ecoar pela sala. A bateria cadenciada, lembrando um toque tribal e o baixo pulsante dando um peso absurdo para ela.

Seguindo adiante temos “Fathom”, é a faixa mais curta do play com pouco mais de 8 minutos. O baixo da a tônica da faixa, sendo seguido por distorções de guitarras (lê-se barulhos) característicos do Drone. Apesar de se manter praticamente em toda a música esta levada viajada, o sentimento de desespero e a vontade de sair correndo é grande.

“Upon the Spine” vem em seguida e consigo o desespero eminente. Seus acordes iniciais (guitarra e baixo) são de um sentimento depreciativo logo sentidos em seus poucos segundos de audição. A bateria tem uma participação especial aqui, pois segue de maneira intrincada, prendendo a atenção do ouvinte.

A última e derradeira faixa do álbum “Gallery of Masks” flerta fortemente com o Drone, principalmente em seu início, devido ao seu início, mas a medida em que a faixa avança, temos um excelente Doom, me fazendo lembrar os brasileiros do Vulkro. É incrível o poder sonoro que este trio escocês consegue transmitir em suas músicas. Recomendado e diversão na certa para os ouvintes fãs desta vertente.

Of Spires & Throne – Sanctum in the Light (Aesthetic Death)
1. Carrier Remain
2. Fathom
3. Upon the Spine
4. Gallery of Masks

depress4

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Aesthetic Death

Resenha por: Rodrigo Bueno