Trees of Eternity – Hour of Nightingale

trees-of-eternity-coverFinalmente foi lançado “Hour of the Nightingale”, o tão esperado full-length do Trees of Eternity. Um disco que desperta alegria e tristeza simultaneamente, alegria por se tratar de uma obra-prima, um dos melhores do ano, diga-se de passagem e tristeza, por que trata-se de um tributo a bela e jovem vocalista Aleah, falecida em abril desse ano.
Musicalmente o play conta com todas as 4 músicas do primeiro registro do grupo, a demo “Black Ocean”, que aqui passaram por um processo de remasterização e ficaram até melhor por assim dizer e outras 6 inéditas, dividas em uma hora e alguns minutos de audição.
A princípio contando apenas com o instrumentista Juva Raivio (Swallow The Sun) e Aleah Liane Stanbridge nos vocais, esse lançamento teve participação de alguns músicos ilustres do cenário Doom Metal mundial. Fredrik Norrman e Mattias Norrman respectivamente guitarrista e baixista (October Tide), Kai Hahto baterista (Wintersun), Mick Moss (Antimatter) vocais na faixa “Condemned To Silence” e Nick Holmes (Paradise Lost) vocais na derradeira “Gallows Bird”.
Quem já ouviu o grupo antes, não tem do que reclamar desse play, o que temos aqui são 10 hits, totalmente atmosféricos, trazendo o melhor do gênero com bastante peso e lentidão, aliadas aos belos vocais de Aleah.
Destaque para a faixa de abertura “My Requiem”, “Broken Mirror” (primeira faixa disponibilizada para audição) e “Gallows Bird”.
“Hour of Nightingale”, cumpre bem o seu papel de homenagear a Aleah, que jamais será esquecida, devido aos sentimentos transmitidos por sua bela voz. Só nos resta o lamento de saber que nunca mais ouviremos algo novo dela, pelo menos fica o legado de um dos melhores discos do ano.

Trees of Eternity – Hour of Nightingale (Svart Records)
1. My Requiem
2. Eye Of Night
3. Condemned To Silence (feat. Mick Moss)
4. A Million Tears
5. Hour Of The Nightingale
6. The Passage
7. Broken Mirror
8. Black Ocean
09. Sinking Ships
10. Gallows Bird (feat. Nick Holmes)

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Svart Records

Resenha por: Luan Monteiro

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SpiritBell divulga músicas e tracklist de próximo material

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SpiritBell surgiu das cinzas de Aiming High, uma banda de homenagem Accept que era popular no underground da Hungria Ocidental. Influenciado por artistas como Metal Church, Savatage, Mercyful Fate, Iron Maiden, Accept e Judas Priest, os guerreiros húngaros logo criaram suas próprias músicas. Depois de uma demo, dois EPs, um full-length e um cover-album, eles se tornaram uma banda conhecida na cena metal underground húngara. Devido ao fato de que a audiência de sua música diminuiu na Hungria, SpiritBell começou a ter menos shows que finalmente levou a banda para a sua morte em 2013 … No entanto, a paixão permaneceu.
Apesar dessas decepções, SpiritBell permaneceu inquieto e continuou a produzir novos trabalhos em sua garagem. O trabalho árduo de derreter o aço húngaro resultou em cinco novas músicas de alta energia cheias de escuridão. Infelizmente, a falta de interesse bloqueou estas obras-primas em suas adegas, mas todos nós sabemos o que dizem sobre o animal acorrentado … Ele finalmente encontra o seu caminho para a superfície com uma fome sem fim de sangue.

Em 2016, os tempos eram diferentes, as pessoas começaram a mostrar interesse em tocar a SpiritBell novamente, despertando o fantasma do ato prometendo uma vez underground. Sándor “Pixi” Patak “, cantor e membro fundador da banda, decidiu atender a chamada e ressuscitou o grupo terminando as músicas que foram escritas após a divisão. Cinco obras-primas de Heavy/Doom Metal foram postas em sua forma final no estúdio caseiro do amigo de Pixi. Cinco músicas mortais sobre guerra, fantasmas e outros tópicos misteriosos. Pixi está trabalhando atualmente em criar uma linha estável para executar essas músicas junto com os favoritos antigos.

A besta interior é desencadeada na imagem de sabre que empunham os arqueiros de cavalo da Hungria, que como uma onda mortal do Oriente está pronta para espalhar sua música heavy / doom metal em todo o mundo.

Esta versão, originalmente planejada como EP, foi ampliada com 5 faixas extras, trazendo o tempo de jogo em 48 minutos!

Ouça aqui

Track – List:

1. The Nameless Soldier
2.  Desert Ghost
3. The Flying Dutchman
4. Breath of the Raven
5. Full Moon Madness
6. I am the Vengeance (Demo 2016)
7. Queen of the Night (Demo 2016)
8. Ivan the Terrible (Demo 2016 -Instrumental)
9. Horgonyt fel! (Demo 2012)
10. Doomed Planet (Demo 2013) – Cirith Ungol Cover

Cross Vault – Miles to Take

cross-vault-coverNovo EP deste grupo alemão que sai agora dia 18 de Novembro e tem apenas 2 sons e com pouco mais de 15 minutos.

Pra quem não tá ligado no som deles, é um Doom Metal, mas não se limitam a isso, algumas passagens me lembraram o Bathory (Hammerheart era), ou mesmo bandas numa levada mais voltada ao Folk (devido a levada de violões), lê-se Agalloch e Empyrium.

Mas vamos ao álbum, “A Hand Moving Mountains” abre o disco de forma cativante, as linhas melódicas de guitarra aliadas aos vocais melancólicos de N. são como uma lâmina rasgando a carne. As intervenções de violão (citados a cima) dão esse toque mais folk, mas não deixa o pique cair e mantém-se firme e forte na tristeza.

“Miles to Take” é a segunda e derradeira faixa e tem uma carga depressiva embutida nela, desde o seu primeiro acorde até o último bate uma “bad vibe” no ouvinte e fica difícil não emocionar com ela.

Dando uma viajada na capa do álbum que leva o nome desta última, é fácil de se entristecer ao imaginar o cidadão que está nela ter que caminhar milhas e milhas para chegar ao seu destino. Deixando mais atual, esse “Miles to Take” poderia ser representado como a trilha sonora dos refugiados sírios com destino a longínqua europa.

A única coisa negativa assim por dizer, é ter apenas essas duas faixas e fica inevitável sua nova audição.

Cross Vault – Miles to Take (Iron Bonehead)
1. A Hand Moving Mountains
2. Miles to Take

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Iron Bonehead

Resenha por: Rodrigo Bueno