My Indifference To Silence – Horizon Of My Heaven

357686One man project de um veterano da cena russa, My Indifference to Silence, surgiu das cinzas de outro projeto intitulado On The Edge Of The Netherrealm capitaneado por Vladimir Andreev.

Encontramos aqui um doom/death com passagens funeral, muito bem composto e com muito peso.

Ao mesmo tempo em que se apresenta uma crueza nas linhas de guitarra, conseguimos identificar linhas melódicas, seja ela na guitarra ou teclado.

“Decline of your Consciousness” abre o disco da melhor forma. Seu instrumental arrastado, traz consigo uma atmosfera bastante densa. A medida que a música avança, ganha um pouco de velocidade.

Uma coisa que não gostei muito, que a bateria é programada e em algumas passagens soou um pouco artificial, mas isso não ofusca o brilho dessa música.

“For You” vem dando sequência para o álbum, apesar do mesmo nome da faixa do My Dying Bride, esta nada tem em relação aos britânicos. Aqui encontramos guitarras muito bem composta, andamento cadenciado com algumas quebradas, dando um toque bem interessante para ela.

Outro destaque vai para “Your Easy Death”. Com seu início alguns arpejos de guitarra e um vocal falado, para tão logo começar sua aura depressiva. Em meio a toda escuridão e lentidão, temos alguns fraseados de guitarra dando melodia para a faixa e quebrando um pouco a monotonia do funeral doom.

“Horizon Of My Heaven”, sempre que uma música dá nome ao disco, devemos prestar bastante atenção a ela, pois muitos julgam como sendo a melhor do disco. Eu sempre fiquei meio assim com esses pré-julgamentos, mas ainda assim essa é uma dos destaques desse álbum.

“Falling Stars” e “I Lost Myself” vem na sequência e ambas esbanjam muito peso e melodias fortes.

E para encerrar temos “We’re All On The Other Side” que começa de forma brilhante, mas tão logo começa os pedais duplos, voltamos aquela citação do início, e a velocidade apresentada aqui soou um bocado artificial.

No momento em que há uma quebra em seu andamento, as coisas funcionam perfeitamente.

Em suma, um bom álbum apresentado aqui e esperamos para que num próximo material esses pequenos detalhes sejam sanados e tenhamos um álbum ainda melhor do que esse.

 

My Indifference To Silence – Horizon Of My Heaven (BadMoodMan/Solitude Prod.)

1. Decline Of Your Consciousness

2. For You

3. Scream Of Despair

4. Around You

5. Your Easy Death

6. Horizon Of My Heaven

7. Falling Stars

8. I Lost Myself

9. We’re All On The Other Side

 

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Kausalgia – Farewell EP

a3859555040_10Primeiro material desses finlandeses e trazem consigo um som calcado no black metal, com algumas passagens atmosféricas e até mesmo Doom Metal.

Este projeto é capitaneado por ninguem menos que Markus Heinonen, que é o mastermind por trás das bandas Astral Sleep e Night of Suicide.

Este EP podemos separá-lo em 2 partes. As duas primeiras faixas temos um esporrento black metal, com vocais rasgados, instrumental cru e velocidade.

O disco abre com “Reincarnated” e apesar de seu andamento lento no início, ela vem ganhando velocidade. A sonoridade da Kausalgia, me lembrou a também finlandesa e falecida Bethel, onde praticavam um black metal altamente melódico e frio que debutaram apenas uma demo antes de encerrarem.

Vindo na sequência, temos “The Drug”, que é a faixa mais curta do play e tem a crueza das bandas nórdicas de black metal. Mesmo com um teclado dando o clima nela, ela mantém aquele sentimento gélido e cortante.

As duas últimas faixas desse EP é onde o bicho pega para o lado triste da força. “Lupaus” é uma faixa melódica e o oposto da faixa anterior. Repletos de acordes dissonantes e arpejos em contraponto com os pianos que vão dando o clima da música. Essa música tem um feeling depressivo e um andamento cadenciado, lembrando lá de longe o debut do Agathodaimon, deixando-a como uma das faixas de destaque do EP.

“Farewell”, faixa que da nome ao material é uma música que tem em seu início uma levada doom e bem melancólica e a medida que ela avança, ganha um pouco de velocidade mas nada como as primeiras faixas. Em seu final é levada de forma cadenciada para morrer em paz.

Foi lançada uma edição limitada com uma faixa bonus “As the Curtain Falls” e está disponível no bandcamp do selo, vide link logo abaixo.

 

Kausalgia – Farewell  (Pest Productions)

1. Reincarnated

2. The Drug

3. Lupaus

4. Farewell

5. As the Curtain Falls

 

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Ophis – Effigies of Desolation

PromoImageTivemos o lançamento desse álbum nos primeiros meses desse ano, mas devido aos excessos de materiais e um pouco de desânimo, acabou ficando para trás esse excelente material dessa banda.

Aqui temos o álbum duplo intitulado Effigies of Desolation, em que consiste no debut álbum Stream of Misery e o EP Nostrae Mortis Signaculum e mais algumas faixas demo, ensaio e ao vivo.

Não vou me ater no primeiro CD que é o Stream of Misery, pois todos sabemos de quão bom é e item essencial para todo doomster.

No segundo CD que estão os materiais diversos e até porque não, interessante.

As primeiras 4 faixas são as mesmas que figuraram no EP Nostrae Mortis Signaculum.

Na sequência temos um dos clássicos da banda “Pazuzu”, neste CD numa versão ao vivo, deixando-a mais tétrica do que a versão de estúdio contida no primeiro CD.

“Convert to Nihilism” é a segunda faixa ao vivo, e temos a versão de estúdio neste mesmo segundo CD.

As seguintes faixas “The Halls of Sorrow” e “Suffering is a Virtue” são versões demos de duas músicas que estão no segundo cd da banda Withered Shades. Além da raridade desses materiais demos, a única coisa em que difere da versão estampada no Withered Shades, é que são melhores produzidas, mas a desolação de ambos é a mesma.

E para encerrar esse disco temos a versão ensaio de “Caressing the Dead”, faixa essa que figurou num primeiro material da banda, intitulado Empty, Silent and Cold.

Nem preciso que pela quantidade de material extra, esse CD é um item essencial.

 

Ophis – Effigies of Desolation (Cyclone Empire)

CD 1:

1. Godforsaken

2. Beneath Sardonic Skies

3. Dead Inside

4. Pazuzu

5. Dolor Nil Finis

6. Black Wish

7. Thy Flesh Consumed

 

CD 2:

1. Funeral

2. Kennel of Estrangement

3. Convert to Nihilism

4. Nostrae Mortis Signaculum

5. Pazuzu (live)

6. Convert to Nihilism (live)

7. The Halls of Sorrow (demo)

8. Suffering is a Virtue (demo)

9. Caressing the Dead (rehearsal)

 

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Cyclone Empire

Black Sabbath – Rio de Janeiro

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Domingão de sol, praia, churrasco e aqui no Rio de Janeiro temos  os pioneiros do heavy metal tocando com um dos pilares do thrash metal mundial. No dia 13/10, o domingo característico carioca foi substituído por uma grande celebração: Black Sabbath com o ato de abertura capitaneado pelo Megadeth. A fila era grande e a animação era visível nos olhos das pessoas que estavam esperando para ver um desfile de clássicos nunca antes presenciado por essas terras.

 

O Megadeth é uma grande banda e todos sabemos, poderia fazer uma resenha separada só para o show dos caras mas como a atração principal essa noite não é a trupe de Dave Mustaine e Cia.,  vou me abster em algumas palavras. O show estava com uma qualidade de som impecável e presença de palco convincente dos membros. Setlist curto porém certeiro, haja vista o show começar com um dos clássicos intocáveis do grupo norte-americano: Hangar 18. A banda ainda junta nesse hall de grandes hits da noite: Wake Up Dead, In My Darkest Hour, Sweating Bullets, Tornado Of Souls, She-Wolf, Symphony Of Destruction, Peace Sells e Holy Wars. Tocando apenas Kingmaker, do último cd da banda, Super Collider, a banda fez um set de dez músicas e sem erros. Preparando o terreno para os pais do heavy metal.

 

901924_10151690286773456_2058503352_oBom, eu tenho 22 anos e não, não sou nada saudosista. Gosto de coisas antigas e novas e não acho que não exista salvação e que tudo que é bom já foi feito. Gosto de muitas bandas do revival que estão fazendo na cena de stoner doom, stoner rock e psychedelic rock, porém não me abstenho a isso. Acho que muita coisa é feita no cenário mundial com ar fresco e sempre estou aberto a novas experiências. Porém, dessa vez não teve jeito,  quando o quarteto britânico entra pontualmente às 20H30 com a incontestável War Pigs, o RJ vai abaixo. É quase um sonho ver Ozzy Osbourne, Tomy Iommi e  Geezer Buttler ali, bem na frente. Tommy Clufetos complementa bem a banda, ocupando o lugar de Bill Ward. E assim, os britânicos destilaram duas horas de clássicos para o público completamente hipnotizado na Apoteose.

 

Na sequência, o riff matador de Into The Void começa a ser tocado pelo riffmaster  Tomy Iommi, eu acho que falar que todas as músicas foram tocadas com maestria e perfeição é totalmente pleonasmo, pois não poderia ser menos dos caras que inventaram a definição do heavy metal como conhecemos. Na sequência, Under The Sun e Snowblind continuam a derramação de clássicos e maestria. Age Of Reason, do novo álbum 13, é apresentada e se mostra bem homogênea ao setlist tocado, adicionando um toque de atualidade no setlist jurássico, porém sem ser pejorativo.

 

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Behind The Wall Of Sleep prepara o terreno para a monstruosa Black Sabbath, que continua macabra, sinistra e depressiva mesmo depois de quarenta anos. Momento magnânimo da noite, aura incontestável e clima soberano, mostrando quem manda. N.I.B. (com um solo espiritualizado de Geezer antes da música) e a nova The End Of The Beginning continuam o massacre. Os telões ficam preto e branco pra uma das músicas que eu mais esperava da noite: Faeries Wear Boots, executada com precisão cirúrgica. Totalmente hipnótica. Nessa hora do show ninguém mais conseguia tirar os olhos do que estava acontecendo ali e duvido muito que alguém queria que aquilo acabasse. Rat Salad vem na sequência, com um solo bonito e virtuoso de Tommy Clufetos, deixando a Apoteose em euforia para a execução da histórica Iron Man. Sem mais.

 

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O primeiro single do 13, God Is Dead?, vem na sequência. Gosto muito dessa música por ter uma pegada bem arrastada, porém, deu uma esfriada na galera, mas Dirty Women e Children Of The Grave (Que tem um dos riffs mais pesados da história da música) tratam de puxar todos para cima de novo e manter os olhos vidrados para o grande finale. Uma das músicas mais tocadas exaustivamente, curtida com os amigos e cantada aos berros da história da música: Paranoid.

 

Óbvio que todos saíram de risos fáceis,  cabeça fresca e felicidade incontida da Apoteose,  é óbvio que todos que estavam naquela noite de domingo na Apoteose entenderam a importância do que aconteceu ali. É óbvio que todos ali sabiam que foi um dos shows mais importantes da vida daquelas pessoas. E é óbvio que sabemos que é bastante pretensão, mas esperamos, lá no fundinho, ver aquelas caras de novo aqui. Voltemos a programação normal.

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus
Fotos por: Daniel Croce (para visualizar mais fotos, clique aqui).

Solothus – Summoned from the Void

a0608329018_10Há pouco mais de um ano, eu contatei a banda sobre a demo que eles lançaram e que havia me chamado atenção.

Então chega uma mensagem do vocalista Kari Kankaanpää, que era para eu aguardar um pouco que logo estaria em minhas mãos o debut da banda.

Poucos meses se passaram e eis que recebo esse álbum e que de cara me surpreendeu pela sinceridade das faixas.

“Summoned from the Void” é um álbum cru, direto, pesado e mesmo assim com passagens lentas e porque não, depressiva.

“Frostbane Overture” é quem abre esse play e sendo a única faixa instrumental, preparando o terreno para “Hordes of the North”. Seu início lento, quase arrastado nos propiciam um certo deleite, aliados aos vocais cavernosos de Kari a faixa se torna um tanto assustadora. A medida que ela avança, ganha um pouco de velocidade, lembrando as bandas de death/doom do início dos anos 90 como Cyanide, Ophis e até os primórdios do Paradise Lost. Já ao final a faixa retorna a lentidão do início para em paz ela terminar.

“Plaguewing” vem em seguida e o que nos surpreende, além das guitarras pesadas e melodiosas de Velli-Matti e Sami Iivonen, são os vocais extremamente fechados de Kari, num mesmo timbre do falecido Joe Ptacek (Broken Hope).

A cozinha dessa banda está numa pegada incrível, mesmo com a entrada recente do batera Juha Karjalainen que mantém a pegada da banda, dando uma cara específica para a sonoridade da Solothus.

Vale mencionar que tanto Juha quanto Sami, tocam também na banda finlandesa de death/doom Cataleptic.

“Magus of Doom” vem em seguida e seu início melódico com um fraseado de guitarra logo nos traz a mente o aspirante Amorphis, na época em que engatinhava com seu Karelian Isthmus.

A faixa seguinte é a que da nome ao álbum e assim como as faixas anteriores, ela é extremamente lenta, só que não apresenta tantas mudanças de andamento que as outras possuem. Aqui podemos sentir a força dos “backing vocals” de Sami Iivonen e nos minutos finais ela vem carregada de uma melancolia que podemos sentir todo o desprezo que o vocalista Kari cantou nela.

E para encerrar temos “Upon Shattered Lands” que vem nos brindar com uma excelente faixa e não há como imaginá-la sem estar no lugar que está.

Ela tem uma melancolia ímpar, como se fosse um último suspiro de vida de alguém que tenta se agarrar com todas as suas forças, antes de ser vencida pelo anjo da morte. E termino a resenha com a estrofe que termina a música: “…Destroyed by death, Possessed by doom, Upon Shattered Lands…”

 

Solothus – Summoned from the Void (Memento Mori)

1. Frostbane Overture (instrumental)

2. Hordes of the North

3. Plaguewing

4. Magus of Doom

5. Summoned from the Void

6. Upon Shattered Lands

 

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Memento Mori

Ataraxie – L’Être et la Nausée

l'etre_et_la_nausee_frontcoverDoentio, é a palavra que resume esse novo material dos franceses do Ataraxie. Longos anos após seu último lançamento, eis que voltam com esse L’Être et la Nausée em 2 CD’s.

O primeiro disco abre com o petardo “Procession of Insane Ones” com apenas 20 minutos de duração. E nessa faixa já podemos sentir o que o disco todo nos apresentará, ou seja, muito peso, desespero, depressão e ódio.

Temos alguns momentos nela de pura introspecção e nesses momentos algumas passagens cantadas em francês, dando um toque bem pessoal a música.

“Face the Loss of your Sanity” vem na sequência e ao contrário da faixa de abertura, ela começa de forma violenta e a medida que os minutos vão passando, toda aquela ira vai se tornando introspecção. Aqui não há como não destacar os vocais característicos de Jonathan que nos passam um certo desespero em suas letras.

“Estats d’Ame” vem para encerrar o primeiro CD sendo como um grand finale para a faixa anterior.

O segundo play abre com “Dread the Villains” e seu início rápido, logo me trouxe a mente as bandas de death/doom do início dos anos 90 que muito praticavam essa sonoridade, como o primeiro play do Paradise Lost ou mesmo os americanos do Cyanide. Em seus 10 minutos de duração temos essa mesma pegada, ora mais cadenciada mas seguindo essa mesma linha.

E para encerrar temos “Nausée” com seu início lento, repletas de microfonia de guitarra já nos prepara para o enterro simbólico de nossa existência.

Os vocais num gutural baixo, sendo cantado de forma morosa nos dão um certo desespero, nos trazendo uma certa turbulência mental.

Novamente temos algumas passagens em francês, no seu início falado e posteriormente nos vocais desesperados nos trazendo uma certa angústia. E nesse clima vamos seguindo até o final da música.

Não me importo em esperar por mais 5 anos, se num próximo material desses franceses seguir essa linha, ou seja Funeral Doom/Death em estado bruto.

Um destaque especial para o trabalho do encarte, de muito bom gosto e agradecer a Weird Truth por nos presentear novamente com um excelente material.

 

Ataraxie –  L’Être et la Nausée (Weird Truth Productions)

CD1

1. Procession of the Insane Ones

2. Face the Loss of your Sanity

3. Etats d’Ame

 

CD2

1. Dread The Villains

2. Nausée

 

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www.ataraxie.net

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Weird Truth

Doomed – In My Own Abyss

sp068-12Diretamente da Alemanha nos é entregue mais uma grande banda via Solitude Productions. O nome do gigante é Doomed e ano passado foi lançado o segundo cd da banda, intitulado In My Own Abyss. Com um trabalho gráfico de muito bom gosto (e que, se comparado com a arte do primeiro cd, parece seguir uma linha estética) e boas referências, o grupo abre o cd na pressão com “Downward”, onde Pierre Laube, membro único do grupo, mostra todos os lados da banda de uma só vez, indo de boas levadas cadênciadas e vocal gutural de respeito para um timbre limpo de voz e levadas hipnóticas.
“Alone We Stand” nos presenteia com lindas melodias e peso acima da média.
A próxima música a ser destilada é “The Ancient Path” e o deleite é imediato quando a mesma inicia-se com timbres limpos de gelar a espinha logo adentrando em uma levada hipnótica de muito bom gosto. Melodias etéreas, vocais opressivos e atmosferas criadas na medida certa são destiladas durante os nove minutos da música ponto alto do long-play.
A Wall Of Your Thrones”, “Restless” e “Leave” (E que coisa linda é essa última mencionada) são executadas em seguida antes do grand finale: “Ах ты, степь широкая” (Sim, esse é o nome da música mesmo) e suas ambientações épicas, vocalizações em coro de muito bom gosto e grandes melodias criadas na guitarra.
Para os curiosos, a música na verdade tem 17 minutos e uma hidden track nos seus momentos finais que faz arrepiar até os cabelos mais escondidos do nosso corpo. Nesse segundo play, o Doomed finca seu nome como mais um grande expoente da vertente e ficamos no aguardo de mais obras como essa no futuro.

 

Doomed – In My Own Abyss (Solitude-Prod)

1. Downward
2. Alone We Stand
3. The Ancient Path
4. A Wall Of Your Thrones
5. Restless
6. Leave
7. Ах ты, степь широкая

 

depress4

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http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/12/sp-068-12-doomed-in-my-own-abyss/

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus