HellLight – Funeral Doom/The Light That Brought Darkness

Clássico do doom metal nacional relançado pelo selo russo Solitude Prod numa edição especial, que contém de bônus o álbum de versões.
Não vou ficar aqui me prendendo ao álbum Funeral Doom, pois todos que têm uma certa vivência dentro do cenário doom sabe da importância/qualidade desse material. Disco que contém faixas como Funeral Doom, Nexus Alma, Afterlife isso para não acabar citando o disco todo.
Mas vou fazer um pequeno insight sobre esse álbum de versões, que contém bandas um tanto inusitadas e que o resultado foi bem satisfatório.
O álbum abre com The Light That Brought Darkness, faixa autoral e que também abre álbum anterior e mostra perfeitamente a proposta da banda.
Abrindo a sessão de versões temos Heaven and Hell, que foi muito bem executada tanto no instrumental como nos vocais, onde podemos notar nos vocais de Fábio, a influência do eterno baixinho Dio.
How the Gods Kill do Danzig é uma faixa que ficou bem interessante, mas após inúmeras audições desse material, e analisando esse disco como um todo, ela ficou um pouco deslocada.
Para mim a melhor hora do material é nessa dobradinha de Hey Hey My My e Comfortably Numb.
Já conhecia a versão original, já ouvi a versão Glam do Negative e agora chegou a vez da versão doom. E para falar a verdade todas as 3 têm o seu toque especial e dependendo de como você toque essa música, pode deixá-la “alegre” ou na forma miserável como o HellLight bem fez.
Comfortably Numb para mim tem um “sabor especial”, pois por um tempo obscuro de minha vida, essa faixa assim como o Pink Floyd me acompanhou e a versão original já me deixava miserável, agora nessa versão me mantém no mesmo clima.
Os vocais doentios do início: “Hello, Is there anybody in there?”.. dando uma ideia de um espirito obsessor entrando na mente de um cidadão doente.
Man of Iron do Bathory é outra faixa que ficou muito boa, mas achei ela muito próxima da original e apesar de gostar muito de Bathory, por mim eu deixaria de fora, pois assim como a versão do Danzig ela também soou deslocada.
E para encerrar temos a versão inusitada de The Show Must Go On do Queen.
Quando soube da disponbilidade desse material para download, essa foi uma das faixas que mais queria escutar.
Mesmo sabendo que a potência dos vocais de Freddy Mercury são muito difíceis de se igualar, aqui podemos dizer que a lição de casa foi bem feita.

 

HellLight – Funeral Doom/The Light That Brought Darkness (Solitude Prod)
CD 1:
1. Deep Siderial Silence
2. Funeral Doom
3. Nexus Alma
4. The Diary (Instrumental)
5. Life In Darkness
6. Afterlife
7. In Memory Of The Old Spirits
CD 2:
1. The Light That Brought Darkness
2. Heaven And Hell (Black Sabbath)
3. How The Gods Kill (Danzig)
4. Hey Hey My My (Neil Young)
5. Comfortably Numb (Pink Floyd)
6. Man Of Iron (Bathory)
7. The Show Must Go On (Queen)

 

 

Contatos:
http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/01/sp-054-12-helllight-funeral-doom-the-light-that-brought-darkness/
http://www.helllight-doom.com/

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The Foreshadowing – Second World

Recebi esse material há pouco tempo atrás e aliado a correria diária que me encontro, esse álbum me faltou palavras para descrevê-lo.
Pois de uma forma natural esse trabalho segue em evolução em relação ao anterior Oionos, mas apesar da sonoridade semelhante entre eles, esse Second World me pareceu mais carregado de sentimento e melodia.
Um ótimo exemplo disso é a faixa Havoc, que apesar de seu toque um pouco “comercial” é uma ótima faixa, do seu início ao final, recheada de peso, um certo ar de melancolia paira no ar quando começa os “cânticos”.
Os vocais de Marco Benevento são um destaque a parte pois o cara está cantando muito, não se prendendo somente aquele vocal “goth”.
Outros destaques para esse material vão para as faixas The Forsaken Son, com seu riff cavalgado sendo um convite a “bateção de cabeça”, e seu refrão todo melodioso, deixando impossivel o ouvinte não se flagrar cantando …“Here’s no heaven/ And always, and always feeling / Shame and failure / Forever and ever, empty souls of nothing / And feeling a pleasant urge to fly / To fly away”
A faixa título é outro destaque, com seu toque todo melancólico e ao olhar para a capa do material, dá uma certa angústia e a vontade de sair o mais rápido desse mundo por qualquer saída, torna-se inevitável. Por citar a capa fica aqui o registro para o belíssimo trabalho do mestre Travis Smith.
A pesada Aftermaths, a triste Reverie is a Tyrant com os sinos dobrando ao fundo e Colonies também são ótimas sacadas para esse disco. Para essa última o destaque vai para os duetos dos vocais, e aquela narração dando uma idéia de comunicação EVP causando uma certa melancolia ao ouvir com as luzes pagadas.
Noli Timere tem todo um toque melancólico, tanto no instrumental quanto nos vocais, e em alguns momentos me lembrou o saudoso Dreadful Shadows do clássico/depressivo Buried Again. E mesmo as guitarras pesadas não tiram esse “ar negro” dela.
E para encerrar o play vem, a dispensável, Friends of Pain, sendo tocada quase que à capela, o que acabou se tornando um pouco anti-climática.
E esse play serviu para calar a minha boca, pois um país que eu achava que não conseguia despontar com bandas extremas de qualidade, eis aqui mais uma prova de que o país da bota TEM SIM bandas de muita qualidade.

 

The Foreshadowing – Second World (Cyclone Empire)

1. Havoc
2. Outcast
3. The Forsaken Son
4. Second World
5. Aftermaths
6. Ground Zero
7. Reverie Is a Tyrant
8. Colonies
9. Noli Timere
10. Friends of Pain

 

 

Contatos:
http://www.facebook.com/theforeshadowing
http://www.theforeshadowing.com/
http://www.cyclone-empire.com

Entrevista: Swallow the Sun

Há um tempo atrás tive a oportunidade de conversar com esse guitarrista dessa influente banda de doom metal finlandês. O bate-papo teve como assunto o novo disco novo e sua concepção, além de Juha se declarar fã da série televisiva Twin Peaks e o desejo de tocar pela América do Sul.

 

1. Passado alguns meses do lançamento oficial, como está sendo a receptividade do novo álbum?
Juha Raivio: Novo álbum já tem uma resposta inacreditavelmente boa entre os críticos e fãs. Não é fácil agradar aos críticos e fãs quando você já lançou 6 álbuns, mas o principal é fazer música que você ama a si mesmo e se alguém gosta muito, então é melhor ainda.

 

2. Gostaria que nos contasse mais sobre o conceito do álbum, já que foi baseado numa canção de ninar finlandesa (Sininen Uni)?
Juha Raivio: Conceito do novo álbum é sobre esse lugar entre a noite e a manhã, onde você encontra seus demônios e seus anjos. Seu conto é sobre um pai que lê um conto para o seu filho em leito de morte, para que ele não esteja tão assustado na noite em de sua morte. Esta é uma velha canção de ninar finlandesa e me fez chegar a esta história.

 

3. Como surgiu a idéia para a participação de Anette Olzon na bela Cathedral Walls?
Juha Raivio: Eu queria encontrar alguém que pudess cantar como um anjo e eu de alguma forma ouvi a música “Invincible” do álbum solo de Anette solo e eu sabia que precisava pergunta-la se gostaria de fazer os vocais na canção Cathedral Walls. Ela realmente gostava da música e queria fazê-la e ela o fez ótimo trabalho.

 

4. Vamos fazer um retrospecto na carreira do Swallow the Sun, desde o lançamento do debut até o mais recente álbum. Olhando para trás hoje e tentar nos passar todo o sentimento da época em relação a cada nova gravação?
Juha Raivio: Quando eu fiz primeiras demos para Swallow the Sun no ano de 2000, eu já sabia que se nós fizéssemos um álbum algum dia, ele seria cheio de beleza tristeza e desespero. Então, primeiro álbum era mais morte / doom álbum e com o ‘Ghosts of Loss’ viramos um pouco mais doomish com o nosso som. ‘Ghosts of Loss’ ainda é o meu álbum favorito, juntamente com Plague of Butterflies. Quando eu escrevi o álbum ‘Hope’,  melodias mais bonitos começaram a vir para as músicas e o som começou a ser um pouco mais produzido. ‘Plague of Butterflies’ foi feita para o balé norte-americano e por isso a sua música tão longa e progressiva. Nosso som ficou mais e mais “escuro” com a ‘Plague of Butterflies’ e com o som de New Moon foi ainda mais enegrecido e trazendo influências de black metal. Com o novo álbum estamos mais para o lado progressivo e belo do nosso som, mas ainda mantivemos as peças de black metal aqui e ali para mantê-lo frio como o nosso inverno.

 

5. Uma das músicas que mais gosto do StS é a Ghost of Laura Palmer, principalmente por ser um fã da série Twin Peaks. Como surgiu a idéia para a letra dessa música e por que Laura Palmer?
Juha Raivio: Eu amo Twin Peaks e Laura! Desde o primeiro álbum que temos tido muitos temas Twin Peaks em nossas letras e nossa música sempre tem mesmo tipo de atmosfera que Twin Peaks tinha. Eu amo essa atmosfera escura e sombria de Twin Peaks e queria fazer uma homenagem a Laura.

 

 6. Lembro da época em que os escutei pela primeira vez, havia achado divino, pois era um som “único” e repleto de melodia, vocais guturais e melódicos. E hoje vi algumas bandas que seguem uma mesma linha e se dizem influenciados. Qual a sua opinião sobre essa influência do Swallow the Sun para essas novas bandas doom que estão surgindo?
Juha Raivio: 
Obrigado. Sem My Dying Bride, Candlemass, e Type O Negative nós soariamos muito diferente, mas eu sempre sinto que nós temos o nosso próprio som também. Acho que tentamos trazer algumas coisas novas na cena e, agora, algumas bandas mais jovens são influenciados talvez por algumas coisas e sons que temos feito e levá-la em seu próprio estilo também. Assim, é maravilhoso saber que a música “doomish” não está morrendo, mas está em evolução e permanece viva.

 

7. Muito tem se falado sobre os “downloads ilegais”. Qual a sua opinião sobre o assunto, e você acha que tem interferido de alguma forma para o Swallow the Sun?
Juha Raivio: Claro que faz muitas e muitas coisas ficarem mais difícil nos dias de hoje, mas eu sempre tenho dito que, se você baixar o álbum e gostar, então venha para o show e compre alguma merchandising da banda e apoiá-la para que eles possam continuar a fazer música e turnês.

 

8. O que você tem escutado ultimamente? E qual banda recomendaria?
Juha Raivio: Eu não tenho ouvido muitas músicas novas, porque na verdade estou preso em meus velhos discos favoritos. Mas Solstafir da Islândia e Ghost Brigade da Finlândia são grandes bandas para conferirem.

 

9. Qual foi o pior e o melhor show que você já tocou com o Swallow the Sun?
Juha Raivio: O pior foi no festival With Full Force, na Alemanha, onde tocamos num enorme palco principal e o show foi gravado com 10 câmeras e não tínhamos nenhum instrumento 15 minutos antes do show. A companhia aérea perdeu todos os nossos instrumentos e apenas a 15 minutos antes do show, conseguimos algumas guitarras e cabos curtos emprestados, e nosso tecladista tocou com um piano elétrico, foi horrível.
Temos tocado tantos shows grandes que é realmente difícil de escolher. Nosso primeiro show em Israel foi realmente incrível e quando tocamos com o Apocalyptica “sold out” no Astoria, em Londres era apenas inacreditável.

 

10. Vocês já receberam alguma proposta em tocar aqui pela América do Sul?
Juha Raivio: 
Ainda não, mas eu realmente espero que nós poderíamos vir em breve para tocar na América do Sul, seria fantástico! Espero que poderia vir em breve.

 

11. Obrigado pela entrevista e deixo o espaço livre para suas últimas palavras aos leitores do Funeral Wedding.
Juha Raivio: O verão está chegando aqui e dura cerca de três meses, então é frio e escuro de novo. Portanto, aproveite o sol, porque nós não temos isso aqui!

Juha Raivio / Swallow the Sun

Interview: Swallow the Sun

A while ago I had the opportunity to talk with the guitarist of this influential doom metal band from Finland. The chat was to issue the new album and his new conception, and Juha declaring himself a fan of the television series Twin Peaks and the desire to play for South America.

 

1. After a few months of official release, as is the receptivity of the new album?
Juha Raivio: New album has have unbelievably good response among the reviews and fans. It’s not easy to please reviewers and fans when you have put 6 albums out, but the main thing is to make music that you love your self and if someone likes it too then its even better.

 

2. I would like to tell us more about the concept of the album, since it was based on a Finnish lullaby (Sininen Uni)?
Juha Raivio: Concept of the new album is about this place between night and the morning where you meet your demons and your angels. Its a tale about a father who reads a tale to his dying child so he wouldn’t be so scared on the night he dies. This Finnish old lullaby made me come up with this story.

 

3. How did the idea for the participation of Anette Olzon in the beautiful Cathedral Walls?
Juha Raivio: I wanted to find someone who can sing like an angel and I somehow heard Anette’s solo song called “Invincible” and I knew I need to ask from her if she wants to do the vocals on the Cathedral Walls song. She really liked the song and wanted to do it and she did amazing job with it.

 

4. Let’s look back at the career of Swallow the Sun, since the release of debut album to the most recent. Looking back today and try to spend all the time feeling for each recording?
Juha Raivio: When I did first demos for Swallow the Sun on the year 2000 I already knew that if we are gonna make an album some day it will be full of gloom, beauty and despair. So first album was more death/doom album and with the Ghosts of Loss we turned a bit more doomish with our sound. Ghosts of Loss is still my favourite album along with Plague of Butterflies. When I wrote Hope album more beautiful melodies started to come to the songs and the sound started to be a bit more produced. Plague of Butterflies was made for the American ballet and that why its so long song and progressive. Our sound got bit more darker with Plague of Butterflies and with New Moon the sound went even more black bringing more black metal influences. With the new album we got more into the progressive and beautiful side of our sound but still kept the black metal parts here and there to keep it cold as our winter.

 

5. One of the songs I like most is the Ghost of Laura Palmer, mainly for being a fan of the series Twin Peaks. How did the idea for the lyrics to this song and why Laura Palmer?
Juha Raivio: I love Twin Peaks and Laura! From the first album we have been having lots of Twin Peaks themes in our lyrics and our music has always have same kind of atmosphere than Twin Peaks series had. I love that dark twisted and gloomy atmosphere of Twin Peaks and wanted to make a tribute to Laura. 

 

6. I remember when I heard for the first time, it was a sound “unique” and full of melody, melodic and guttural vocals. And today I saw some bands that follow the same line and say they are influenced. What is your opinion about this influence of Swallow the Sun for these new bands that are coming doom?
Juha Raivio: Thank you. Without My dying Bride, Candlemass and Type O Negative we would sound lot different, but I have always feel that we have have our own sound too. I think we have brought some new things on the scene and now some younger bands are maybe influenced of some things and sounds we have done and take it on their own style too. So, its wonderful to know that “doomish” music isn’t dying but its evolving and staying alive.

 

7. Much has been said about the “illegal downloads”. What is your opinion on the subject, and you think you have interfered in some way to track Swallow the Sun?
Juha Raivio: Of course it makes many many things so much more harder these days, but I always have said that if you download the album and like it, then come to the gig and buy some merchandise from the band and support them so they can keep on doing the music and tour.

 

8. What have you heard lately? And which band would you recommend?
Juha Raivio: I don’t listen much new music actually because I’m stuck on my old favourites a lot. But Solstafir from Iceland and Ghost Brigade from Finland are great bands to check out.

 

9. What was the worst and the best gig you have played with Swallow the Sun? 
Juha Raivio: The worst was in With Full Force festival in Germany where we played huge main stage and the gig was recorded with 10 cameras and we didn’t have any instruments 15 minutes before the gig. Airline company lost all of our instruments and just 15 minutes before the gig we got some spare guitars and short cables for loan, and our keyboardist got some electric piano for the stage, it was fucking awful. We have played so many great gigs that its really hard to choose. Our first gig in Israel was actually amazing and when we played with Apocalyptica in sold out Astoria venue in London it was just unbelievable.

 

10. Have you received any proposal to play here in South America? 
Juha Raivio: Not yet but I really hope we could come soon to play South America, it would be fantastic! I hope we could come soon. 

 

11. Thanks for the interview and feel free to leave a message to the Funeral Wedding’s readers. 
Juha Raivio: The summer is coming here that last about three months, then its cold and dark again. So, enjoy the sun because we dont have it here!!!

Juha Raivio / Swallow the Sun

The Sullen Route – Apocalyclinic

Para quem conheceu o som deles no debut ‘Madness of My Own Design’, aguardou ansiosamente por esse material e que podemos resumir que a banda decidiu trilhar pelo lado do experimentalismo.
O conhecido death/doom de seu álbum anterior continua ali, mas agora tem um algo a mais que faz com que esse material soe bem diferente.
Confesso-lhes que a faixa de abertura Hysteria não me agradou muito, ou melhor eu gostei, mas não dos vocais dela. O início me lembrou muito o Nick Holmes da fase Shades of God, mas na medida que a faixa avança os vocais se tornam um pouco esquisitos, o que para mim acabou decepcionando.
As faixas seguintes Selfish I, Burial Ground, Cypnotic, são representações do que o The Sullen Route sabe fazer de melhor.
Já em Dune, o espanto foi grande. A faixa começa de uma forma calma, até um clima bluesy entrar em cena, o que ficou bem interessante. Alguns slides de guitarra foram usados, mas para quem esta acostumado a “podridão”, essa sonoridade deixou com um pé atrás.
Tonight’s Avenue tem um clima meio Katatonia, viajandona e com uma levada de bateria soando eletrônica mas novamente os vocais não me agradaram, pois Elijah canta com uma voz semi rouca dando uma impressão de um Lemmy desanimado.
All in October da uma levantada no astral do disco, sendo uma das mais rápidas e um convite ao depressivo ir bater cabeça. Nela encontramos algumas quebras em seu andamento, guitarras sem distorção junto com o baixo marcando a faixa.
Vamos esperar pelo terceiro disco desses russos para saber a que pé que irá ficar o som deles. Se forem seguir o caminho dessa última faixa, acredito eu que serão um dos nomes fortes na cena russa, agora se acabarem deixando levar pela “piração” certamente essa será uma banda que já foi legal.

 

The Sullen Route – Apocalyclinic (BadMoonMan/Solitude Prod)
1. Hysteria
2. Selfish I
3. Burial Ground
4. Cynoptic
5. Dune
6. Tonight’s Avenue
7. All In October

 

 

Contatos:
https://www.facebook.com/pages/The-Sullen-Route/106125116138850
http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2011/07/bmm-043-11-the-sullen-route-apocalyclinic/

Sorrows Path – The Rough Path of Nihilism

Essa banda é “antiga” mas debutou somente em 2010. Seus primeiros passos surgiram por volta de 93, tendo lançado apenas 2 demos (94/96) para depois encerrarem suas atividades em 98. Estiveram de recesso até 2005 quando resolveram voltar a atividade.
E o que encontramos aqui nesse debut é um som mais direto com uma influência direta do heavy metal tradicional/doom metal.
Os vocais de Angelos Ioannidis me lembrou em muitas passagens os vocais de Warrel Dane do Nevermore (isso não significa que ele cante igual ou com a mesma potência).
Neste álbum bem diversificado encontramos muita coisa boa, como o refrão grudento de All Love is Lost e os solos de guitarra em Fetish.
The Beast (S.P.R.) tem um toque especial, o seu começo meio fantasmagórico e assim como seu pré-refrão que tem uma pegada quase “operística” dando um certo suspense, para depois seguir em seu refrão. Os riffs assim como o solo de guitarra de Kostas Salomidis também são um dos atrativos dela.
Dirty Game começa de forma “explosiva” e a linha de baixo se torna bem marcante, assim como os bumbos precisos de Fotis Mountouris são a tônica da faixa. O refrão dessa faixa fica quase impossivel não cantar junto e se imaginar na situação: “Honey, play your dirty game, but you’ll lose again. Foolish girl, play your dirty game, you’ll become my slave”.
Getting Closer é outra faixa que sentimos o poder de fogo desses gregos, novamente a bateria precisa, o baixo se fazendo presente aliados ao andamento quebrado dela.
Outros destaques vão para Queen of Doom, Hymn of Differentiation, Empty Eyes and Blackened Hearts.
Em suma um bom disco de estréia e agora ficamos no aguardo de seu segundo material que deverá vir mais pesado pois a banda recém admitiu seu segundo guitarrista.

 

Sorrows Path – The Rough Path of Nihilism (Rock it Up Records)
1. All Love is Lost
2. The Beast (S.P.R.)
3. Honestly…
4. Fetish
5. Dirty Game
6. Mr. Holy
7. Getting Closer
8. Queen of Doom
9. Prostitute
10. Hymn of Differentiation
11. Empty Eyes and Blackened Hearts
12. Nihilism

 

 

Contatos:
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https://www.facebook.com/SorrowsPath

Esoteric – Paragon of Dissonance

A cada trabalho do Esoteric sempre há uma certeza de que as músicas serão quilométricas e viajantes. Melodias sofredoras, vocais desesperados urrando as palavras de dor e nos transmitindo toda a agonia em suas harmonias fúnebres.
Não há como citar essa ou aquela faixa como a melhor do disco, mas uma coisa certamente o ouvinte irá fazer que é separar a audição dos dois discos. Pois por mais fã de funeral doom que seja, lá pela metade do segundo disco se você ouvir direto os 2, certamente estará tendo convulsão.
Voltando ao play, encontramos aquele trampo de guitarras que se fez a marca registrada da banda, e se o ouvinte se dispor a ouvir esse disco com fones de ouvido, a identificação das diversas linhas ficará mais fácil e dá pra entender a tamanha complexidade das composições dessa obra prima.
Non Being meio que resume esse álbum todo, pois seu começo viajante (os primeiros 5 minutos) me lembrou em muito os trabalhos de Pink Floyd, para depois descambar para o funeral doom da forma mais funesta, densa e desesperadora.
Outras faixas a se destacar são Abandonment, Loss of Will, Disconsolate.
Em algumas vezes que coloquei esse play para rolar eu fico imaginando o tamanho da massa sonora que deve ser ao assisti-los tocar vivo, pois nesses álbuns de estúdio já passa um turbilhão de coisas e estar na platéia sentindo o “grave” batendo no peito deve ser uma coisa incrível.
Em suma, mais uma ótima pedrada desses mestres do funeral doom.

 

Esoteric – Paragon of Dissonance (Season of Mist)

Disc 1
1. Abandonment
2. Loss of Will
3. Cipher
4. Non Being

 

Disc 2
1. Aberration
2. Disconsolate
3. A Torrent of Ills

 

 

http://www.facebook.com/pages/Esoteric/224227908107
http://www.esotericuk.net
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