Teaser of the new work of Thy Light

Teaser of the new work of Thy Light called “No Morrow Shall Dawn” to be released in 2013 by Pest Productions.

The song used in the video is called “The Bridge” and it’s a tribute to the documentary film made by Eric Steel in 2006, capturing the image of suicides that happened on the Golden Gate Bridge during 2004

https://www.facebook.com/officialthyl…
https://www.facebook.com/Pestproductions
http://pestproductions.bandcamp.com/
http://pest666.com/

 

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Gallow God – The Veneration of Serpents

375125Após um belo trabalho de estréia, eis que esses britânicos retornam com um full-lenght.

Em pouco mais de uma hora, temos um Doom Metal de altíssimo nível, por vezes empolgante e em outras bem depressivo.

Os vocais de Dan Tibbals estão ainda melhores que no EP anterior e o trabalho de guitarra dele e de Riccardo estão mais precisos, vide a faixa de abertura “The Circle”.

“Waters of Death, Thy Hands Will Not Cleanse” vem na seqüência e começa de forma pesada e depois cai numa depressão sem fim, onde podemos sentir o peito sendo esmagado lentamente. E dentro de seus 8 minutos temos várias sensações que variam da tristeza extrema ao alívio de poder respirar novamente.

“At Eternity’s Gate” começa de forma lenta e os vocais de Dan estão bem enigmáticos nessa faixa, ainda mais que as linhas de vocais foram encaixados nas linhas de guitarra, sendo cantado de forma morosa.

Em seguida temos “The Veneration of Serpents”, esta que dá nome ao disco e nela temos uma das mais pesadas faixas do álbum.

“Gaslight” segue na mesma linha das anteriores, mas possuindo ótimas linhas de guitarra.

Vale ressaltar a entrada dos novos integrantes Mitch Barret e Chris Takka (baixo e bateria respectivamente) e em pouco tempo se entrosaram tão bem que nem parece que entraram antes das gravações.

Em seguida temos uma das faixas mais “coverizadas” no meio musical e parece que é um pré-requisito das bandas britânicas gravar a sua versão. “Scarborough Fair” é uma música folclórica britânica e já esteve presente no EP dos também britânicos do My Dying Bride, isso sem contar as pessoas além daquelas fronteiras que já a gravaram, por exemplo: Leave’s Eyes, Simon & Garfunkel, entre outros.

Mas a versão do Gallow God ficou muito boa e acabou casando com o contexto de todo o álbum.

“A Misers Land” tem um dos riffs mais depressivos que eles já compuseram e com o perdão do trocadilho a música deveria se chamar “A Misery Land”. Voltando a faixa, dentro de seus 9 minutos encontramos além dos riffs arrastados, os vocais de Dan fazem muito bem o papel de terminar de deprimir o ouvinte, deixando em estado catatônico onde quer que você se encontre na hora em que esteja ouvindo-a.

E para encerrar temos “The Cranes of Ibycus” que segue na mesma linha da faixa anterior, ou seja, de forma lenta e depressiva acertando em cheio a última pazada de terra em cima do corpo em estado avançado de decomposição.

Entrem em contato com a banda para adquirir esse material, que com certeza irá agradar aos fãs de Doom Metal.

 

 

Gallow God – The Veneration of Serpents (Independente)

1. The Circle

2. Waters of Death, Thy Hands Will Not Cleanse

3. At Eternity’s Gate

4. The Veneration of Serpents

5. Gaslight

6. Scarborough Fair

7. A Misers Land

8. The Cranes of Ibycus

 

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Contatos:

http://www.gallowgod.co.uk/

https://www.facebook.com/pages/Gallow-God/185275254829537

The Howling Void – The Womb Beyond the World

sp065Via Solitude Productions, temos em mãos mais um grande lançamento do The Howling Void, banda de Funeral Doom dos EUA que lançou em 2012 seu ultimo álbum chamado “The Womb Beyond the World”. A banda tem dois ótimos álbuns anteriores chamados Megaliths of the Abyss e Shadows over the Cosmos, e no terceiro registro, a one man band formada por Ryan mostra que está em sua melhor forma.

O CD começa com a faixa que dá nome ao CD, “The Womb Beyond the World“, e a mesma se mostra enigmática e destruidora já em seu início. Quando se apresentam os instrumentos, a qualidade que sai das caixas é ótima, de grande produção. Soando pesada, densa e mesmo assim soando limpo. Fico satisfeito em ouvir um trabalho de grande qualidade no gênero. Os vocais de Ryan são cavernosos e transmitem o vazio espiritual que o CD tenta repassar ao ouvinte por toda a audição. Porém, os timbres usados nas programações das orquestras e dos teclados soam meio infantis e são um pouco ultrapassados para o que a banda poderia proporcionar na segunda década do século XXI. A segunda música a ser apresentada é “The Silence Of Centuries”, que nos mostra riffs agonizantes e levada hipnótica. A banda usa muito bem elementos extras nas músicas para aumentar a carga de densidade e agonia, como sinos. Eu sei que muitas bandas usam sinos em suas músicas, mas são poucas que conseguem transmitir o que o The Howling Void conseguiu colocando esses elementos e alguns outros ao longo do play, ponto positivo. “Lightless Depths” tem um começo agonizante ao extremo, e belas notas em seguida. A música aposta num clima lento e carregado ao extremo, porém com sucesso. Teclados bem postados (Porém ainda soando de forma não convicente em algumas partes) aumentam a carga emocional da canção. Outra música bem grande (dezoito minutos), porém mostra ao que veio. “Eleleth”, a última música do álbum é um emocionante registro instrumental composto apenas por teclados e timbres ambientais. Terminando o álbum de forma primorosa e tocante, deixando um gostinho na boca para um próximo trabalho.

O CD se encontra para aquisição de forma fácil e rápida no site da Solitude Prod. Mais um passo a frente na carreira de uma banda que mostra que ainda tem muita lenha pra queimar. Que venham os próximos trabalhos!

 

The Howling Void – The Womb Beyond the World (Solitude-Prod.)
1. The Womb Beyond the World
2. The Silence Of Centuries
3. Lightless Depths
4. Eleleth

 

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Contatos:

http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/09/sp-065-12-the-howling-void-the-womb-beyond-the-world/

https://www.facebook.com/TheHowlingVoid

http://thehowlingvoid.bandcamp.com/

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Zgard – Astral Glow

bmm057-13Das terras geladas da Ucrânia, chega até nós o terceiro full-length da banda Zgard, formada por Yaromisl (Guitarra, vocal, teclados, mouth harp e programações) e Hutsul (Flauta), com uma bela apresentação visual, a bolacha chega até nós via BadMoodMan Music.

A primeira música se chama “Balance in Universe” e somos apresentados de cara a teclados bem postados e com ótimos timbres, a música se desenvolve bem e podemos vislumbrar a interessante forma como os instrumentos étnicos são colocados na música. A faixa tem ótimos riffs e ambientação primorosa, já abrindo o álbum de forma positiva. “When Breakin Down All the Ideals” vem em seguida, fincando o black metal rústico e folclórico praticado pelo grupo, porém com gravação acima da média do estilo. “Letargy Dream” é a próxima, mostrando as ambientações muito bem feitas pela banda logo no começo. Efeitos bem postados e guitarras ríspidas dão o tom da canção, que tem um trabalho de piano magnífico e riffs de guitarras épicos, criando uma faixa grandiosa. Novamente o trabalho étnico é muito bem explorado e dando o diferencial no som da banda. “Stars In The Night Sky” tem um começo mais arrastado, bem influenciado pelo doom metal, e novamente carregada de bons timbres ambientais. A faixa mostra um ótimo trabalho da guitarra de Yaromisl, com riffs intricados e exalando complexidade. Na parte do meio da música, temos o lado extremo da banda se fazendo presente. A faixa também contém um solo de guitarra simples mas eficaz. “Old Woods” começa de forma agressiva, mas logo volta ao lugar comum da banda, apresentando bons riffs e levada precisa. A música apresenta passagens extremas em toda a sua extensão e é a mais agressiva do play. “Astral Glow” vem na sequência destilando riffs de muito bom gosto por todos os setores da música.

“Return To The Void” é a música mais lenta do disco, com levadas bem cadenciadas e grandes partes mezzo-acústicas que engradecem a música e dão um charme ímpar ao longo de seus onze minutos. “Then Time Comes To Go Away” termina o CD de forma concisa, mas sem apresentar nada diferente do restante do CD.

O material é por vezes cansativo, por ser bastante homogêneo e ter músicas bem parecidas entre si, mas para fãs do black metal atmosférico e de bom gosto, a pedida é certa.

 

Zgard – Astral Glow (BadMoodMan/Solitude-Prod.)
1. Balance In Universe
2. When Breakin Down All The Ideals
3. Letargy Dream
4. Stars In The Night Sky
5. Old Woods
6. Astral Glow
7. Return To The Void
8. When Time Comes To Go Away

 

depress4

Contatos:

http://zgard.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/pages/Zgard/203165013034128

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Mental Torment – On the Verge

364897Pensa numa banda que toca um Death/Doom nos moldes do Mourning Beloveth, mas com a veia melódica do Officium Triste. Esta banda chama-se Mental Torment.

Apesar de não apresentarem nada de inovador, podemos sentir através de suas linhas de guitarra uma sinceridade ímpar.

O disco abre com uma pequena intro “The Path To Shining” que serve de aperitivo para o que o disco nos reserva.

“Maelstrom” é a primeira faixa e observando a capa, encontramos um náufrago e os vocais “desesperados” de Mad acabam que nos levando para ela e acabamos nos sentindo como se nós estivéssemos à deriva.

“My Torment” é a maior faixa do disco e dentro de seus 8 minutos temos um andamento carregado de tristeza, ainda mais se o ouvinte se deixar levar pelas linhas de guitarras de Miha Esp e Ross.

“Unspoken Word” tem uma pegada bem Mourning Beloveth, com fortes riffs de guitarra, peso e melodia na dose certa. Destaque para a atmosfera que ela cria lá pela metade dela.

“Cold Rusted Flame” é uma música com uma velocidade um pouco maior do que o restante encontrado no álbum. Mas não esperem que ela termine com algum blast beat, pois tão logo ela embala, há uma quebrada em seu andamento deixando novamente lenta. Vale destacar uma passagem com as guitarras limpas e os vocais mezzo guturais de Mad que vai guiando a faixa. Essa música carrega consigo um certo grau de melancolia, deixando-a como uma das melhores músicas do disco.

“I see this End” é uma faixa bem “down-tempo” e até um pouco atmosférica, seguindo numa linha My Dying Bride da fase do grandioso The Angel and the Dark River, só que sem os violinos.

“The Tragedy” vem no mesmo feeling do início do álbum, ou seja, muita melodia e tristeza. E a última faixa “The Drowned Man” é toda instrumental, selando de forma melancólica o fim do náufrago.

 

Mental Torment – On the Verge (Solitude-Prod)

1. The Path To Shining (intro)

2. Maelstrom

3. My Torment

4. Unspoken Word

5. Cold Rusted Flame

6. I See This End

7. Tradegy

8. The Drowned Man

 

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http://mentaltorment.bandcamp.com/album/on-the-verge
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Ocean Chief – Sten

795_10151336582951676_736286132_nApesar de já ter mais de 10 anos de estrada, esses suecos são bem poucos conhecidos por esses lados do globo.
Esse novo álbum lançado pelo selo sueco IHate, já é o 4º álbum da carreira da banda, isso sem contrar os splits e EP’s.
Temos aqui um Sludge/Doom/Stoner muito pesado e sombrio. Os temas cantados em sua língua natal (sueco) deixa as músicas mais assustadoras.
“Den Sanna Styrkan” traz em sua faixa tudo aquilo o que iremos presenciar no álbum, andamentos carregados, mudanças de andamento, desespero em suas vocalizações.
“Slipsen” é a segunda música, e os vocais de Tobias Larsson soam mais “melodiosos” nas primeiras frases. Tobbe também é encarregado bateria, o que não deve ser uma tarefa fácil e mesmo a banda sendo lenta, o trabalho dele em cima do instrumento é bem variado.
Uma coisa que vale salientar, é que as letras da banda não são muito extensas e com as faixas extremamente longas, a ênfase no instrumental é absurda.
Fui dar uma pesquisada sobre essa banda na internet, e a partir do álbum anterior que eles começaram a cantar em sueco e hoje apesar de serem um quinteto, esse álbum foi gravado como um quarteto e é o primeiro disco gravado com o tecladista Johan Pettersson, que fica encarregado de tocar um pequeno sintetizador.
“Stenhög” é a faixa mais curta do álbum, com pouco mais de 15 minutos e é uma faixa bem viajante. O baixo de Jocke é bem presente nela, assim como as linhas de sintetizadores.
E para encerrar temos “Oden”. Começa com uma linha de guitarra de Björn Andersson, como se fosse uma invocação aos poderes de Odin. O peso que emana dos falantes nessa música é absurda e a atmosfera carregada deixa a faixa bem melancólica e ao longo de seus 20 minutos podemos sentir num campo de batalha na época medieval acompanhando os guerreiros vikings em sua jornada.
Este álbum é altamente recomendado e não se atenham em apenas “baixar”, entre em contato com a banda ou com o selo para adquirir uma cópia física do disco.

 

Ocean Chief – Sten (IHate)
1. Den sanna styrkan
2. Slipsten
3. Stenhög
4. Oden

 

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Contatos:
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http://oceanchief.bandcamp.com/
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Evoke Thy Lords – Drunken Tales

sp071-13Num passado não muito distante, foi formado na Russia mais uma entre muitas bandas de Gothic/Doom Metal. Anos se passaram e eles debutaram com o bom Escape to the Dreamlands e na sequência lançaram um split intitulado Twofaced com a banda Riders on the Bones.

Esse split ainda mantinha em sua sonoridade aquele Gothic/Doom mas apresentava um algo a mais.

Eis que chegamos a esse novo material intitulado Drunken Tales, e o que ouvimos aqui, segundo rótulo do selo trata-se um “Psychodelic Doom Metal”, o que nada mais é do que um Sludge/Doom.

Talvez a parte psicodélica fique a cargo das passagens de flauta de Irina Drebushchak que dão um toque viajante para as músicas.

A música de abertura Routine of Life, serve como uma amostra do que nos espera esse álbum, pois além das já citadas passagens de flauta, encontramos andamentos arrastados, ora intrincados (vide a bateria swingada de Alexandr Mironov), ora pesados, onde podemos sentir o peso do baixo do também vocalista Alexey Kozlov.

Dirty Game começa com um belo trampo das guitarras de Yury e Sergey, onde novamente a linha de flauta se faz presente, levado o ouvinte para longe. Uma coisa que podemos notar no trabalho deles, pelo menos nesse álbum, que as letras não são muito extensas, o que dá uma ênfase muito maior no instrumental.

Down the Drain é a faixa mais curta com pouco mais de 7 minutos, e seu início traz consigo uma certa influência stoner. Apesar de manter o peso das guitarras, próximo ao meio da faixa, temos um riff numa linha Sabbathica que poderíamos imaginá-lo em qualquer álbum que o mr. Iommy teria composto.

Dregs segue numa linha jazzistica, sendo carregada pela linha de flauta deixando totalmente chapado o ouvinte, e lá pelo final que a pessoa se toca que essa faixa não possui vocal e devido a massa sonora que ela produz, nem fez falta.

E para finalizar essa caminhada pelo psicodelia, Cause Follows Effect. A única faixa que traz um vocal feminino, lembrando de longe sua antiga sonoridade. E na metade dela temos aquele clima característico do Type O Negative, guitarra pesadíssima, linha de teclado dando o clima e bateria extremamente lenta.

Para quem procura algo diferente para escutar, eis a banda que procuravam. Evoke thy Lords: guardem bem esse nome.

 

Evoke Thy Lords – Drunken Tales (Solitude-Prod)

1. Routine Of Life

2. Dirty Game

3. Down The Drain

4. Dregs

5. Cause Follows Effect

 

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Contatos:

http://www.evokethylords.com/

https://www.facebook.com/evokethylords

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