In Absenthia – A Subtle Teardrop – pt I

ARTWORK.jpgPrestes a lançar um EP Compilation de seus materiais que deve chegar no início do próximo ano, nada melhor do que encerrar este com uma das promessas dentro do cenário Doom Metal brasileiro.

Mostrando uma clara evolução desde seu primeiro material, este “A Subtle Teardrop – pt I” nos brinda com 3 canções de altíssimo nível.

Começando com a bela “Everlasting Cycle of Consciousness”, tendo em sua intro belas linhas de piano acompanhados de um violino, para tão logo entrar as guitarras e o sofrimento. Os vocais de Bruno me lembraram os vocais de Felix, do saudoso Crematory (fase Transmigration//Illusions). Onde mesmo sendo “cantado” gutural torna-se inteligível a sua audição.

Seguindo em frente temos “My Eerie Affair” e aqui posso citar a marcante presença do novo baterista  Erlon Guterres, tanto pelas batidas precisas em sua bateria tanto pelos vocais limpos em dueto com o vocalista Bruno Braga. Outro destaque vão para os belos vocais de Marina Melo, simples porém eficazes.

E para encerrar temos, para mim, a melhor faixa do EP intitulada “A Lament (Unveiled by the Moonlight)”. Esta faixa tem em sua levada um flerte com o Funeral Doom, as belas intervenções de piano sendo acompanhados de uns vocais falados, dão a ela um clima soturno. Para completar a tristeza temos também os vocais limpos de Erlon marcando presença.

Agora nos resta aguardar pelo EP compilation que citei no início e torcer para que este ajude-os a alçar vôos mais altos antes que seu debut seja lançado no final do vindouro ano.

In Absenthia – A Subtle Teardrop – pt I (independente)
1. Everlasting Cycle of Consciousness
2. My Eerie Affair
3. A Lament (Unveiled by the Moonlight)

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Resenha por: Rodrigo Bueno

A Dream of Poe – An Infinity Emerged

SP. 110-15.jpgInspirados pela rica literatura do escritor estadunidense, Edgar Alan Poe, este grupo lusitano formado por apenas dois integrantes (Miguel Santos encarregado da parte instrumental e Paulo Pacheco nos vocais) lança seu segundo full-length e traz uma sonoridade que faz juz ao nome do grupo e a inspiração no emblemático escritor gótico.

Composto por cinco faixas, todas com mais de 10 minutos de duração, o grupo consegue prender a atenção do ouvinte do início ao fim com as melodias melancólicas de rasgar qualquer alma perturbada e solitária. Os vocais sofrido na faixa, “Lethargus” é um belo exemplo do sentimentalismo que o grupo pode transmitir. É também bastante visível a influência de My Dying Bride na composição das canções, viradas de bateria e também nos vocais de Miguel, que aliás, pode ser só uma impressão minha, mas na faixa “The Isle of Cinder” seu vocal me lembrou o de Layne Staley, falecido vocalist do Alice In Chains, o que não de nenhum modo ruim, diga-se de passagem. A sonoridade do grupo também é bastante fortalecida pelos trabalhos de teclado e solos que ajudam a dar uma desafogada na atmosfera densa. “Lighthouses For The Dead” tem tudo pra ser a favorita dos ouvintes, possui uma excelente introdução melódica e prossegue com um belo riff e belos vocais sobrepostos culminando num riff arrastado como se tivesse ceifando a vida lentamente. A última faixa, “Macula” talvez seja a que canção que destoa das outras, mas nada que comprometa o álbum, pois ainda é uma canção regular.

An Infinity Emerged é um bom álbum que corresponde a todas as exigências que qualquer doomer pode desejar, mas que com certeza pode melhorar e certamente irá se o grupo continuar trilhando este caminho. O ponto negative fica pela arte da capa que ficou meio aquém do som do grupo, mas para isso o leitor deve seguir sempre a dica: não julgue o CD pela capa.

A Dream of Poe – An Infinity Emerged (Solitude-Prod)
1. Egregore
2. Lethargus
3. The Isle Of Cinder
4. Lighthouses For The Dead
5. Macul

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Solitude-Prod

Resenha por: Guilherme Rocha

On Thorns I Lay – Eternal Silence

SR-0158.jpegLembro da primeira vez em que ouvi o som desses gregos, foi por volta de 1995/96 quando o seu debut havia sido recém lançado. Lembro também de ter achado estranho, mas ter me agradado os ouvidos e passei por um tempo ouvindo apenas bandas gregas (lê-se Rotting Christ, Nightfall e Elysian Fields) e esta para mim seria uma nova promessa. Naqueles tempos a internet não era o que ela é hoje e algumas revistas especializadas não traziam tantas informações sobre a cena mais underground. Através do programa mIRC, onde havia alguns canais de compartilhamento de arquivo, acabei por encontrar mais alguns discos deles e a minha recepção à eles não foi muito agradável.

Assim quando recebi esse promo acabei por escutar com um pé atrás, pois a minha lembrança não era muito agradável.

E por um lado isto foi bom, pois pude ir conferindo faixa a faixa e me envolvendo com o disco de uma forma que acredito que posso dar uma nova chance a eles.

Após uma pequena introdução chamada “Believe”, que prepara o terreno para “Breathing”, onde podemos encontrar boas passagens atmosféricas, assim como interessantes intervenções de violino.

“Eternal Silence” já tem uma pegada mais moderna, talvez influência de um passado recente, os vocais femininos me fizeram lembrar de Evanescence. Apesar desta música dar nome ao disco, ela não é a melhor faixa.

“Cursed” é um belo interlúdio com violão sendo acompanhado por uma melodia de violino e piano, abrindo caminho para “Life Without You”. Esta música me trouxe a mente o Lacuna Coil, sem os lances eletrônicos que estão usando ultimamente. Esta faixa soa pesada, moderna porém com uma melodia que gruda na cabeça e logo você se flagra cantarolando.

Dando sequência ao disco, “People we Hurt” é uma das melhores faixas do play, apesar de seu início meio Evanescence, a melodia vocal que a cantora Maxi Nil (responsável pela gravação) impõe. A atmosfera criada nesta música, as melodias de violino são de arrepiar.

“Escape from Loneliness” é um novo interlúdio, com uma ambientação de teclado e umas vozes eletrônicas se fazem ouvir. “One Day to Live” vem na sequência e mantém um bom astral para o disco que se finda. Com uma levada mais na linha do Lacuna Coil, apesar de não ser nada de novo, as melodias agradam e muito. E para morrer em paz temos um último interlúdio chamado “Touching the Unknown”.

Um bom disco de retorno desses gregos e espero poder conferir outros discos deles num futuro próximo.

On Thorns I Lay – Eternal Silence (Sleaszy Rider Records)
1. Believe
2. Breathing
3. Eternal Silence
4. Cursed
5. Life Without You
6. People We Hurt
7. Escape From Loneliness
8. One Day To Live
9. Touching The Unknown
10. Eternal Silence (bonus video)

depress4

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Sleaszy Rider

Resenha por: Rodrigo Bueno

Top 10 – 2015

Salve doomers, eis que mais um ano está prestes a se findar e como já é tradicional na indústria musical, são eleitos os 10 melhores trabalhos. Mas como a tarefa não é fácil, ainda mais que 2015 foi um ano atípico e tivemos muitos lançamentos de qualidade, acabamos criando uma “Menção Honrosa” para aqueles trabalhos que são bons, mas que por um triz não chegaram lá.

Segue Top10 segundo o colaborador Guilherme Rocha:

katatonia.jpg1.Katatonia – Sanctitude
2. Draconian – Sovran
3. Within The Fall – Where Sorrow Grows
4. HellLight – Journey Through Endless Storms
5. My Dying Bride – Feel The Misery
6. Paradise Lost – Plague Within
7. Swallow The Sun – Songs From The North I, II & III
8. Mythological Cold Towers – Monvmenta Antiqva
9. Red Moon Architect – Fall
10. Ereb Altor – Nattram

Menções Honrosas: 

11. Moonspell – Extinct
12. Fleur de Lis – In The Midst Of Chaos There Is Stillness
13. Luna – On The Other Side of Life
14. Shallow Rivers – The Leaden Ghost
15. Colossal Void – Womb

Segue Top10 segundo o colaborador Rodrigo Bueno:

meliora_-_limited_cdon_exclusive_version_bronze_vinyl-33862069-frntl_1438615425.jpg1. Ghost – Meliora
2. HellLight – Journey Through Endless Storms
3. Draconian – Sovran
4. Mythological Cold Towers – Monvmenta Antiqva
5. Paradise Lost – The Plague Within
6. Shape of Despair – Monotony Fields
7. Ahab – The Boats of The Glen Carrig
8. Swallow the Sun – Songs from the North I, II & III
9. Year of the Goat – The Unspeakable
10. Indesinence – III

Menções Honrosas: 

11. My Silent Wake – Damnatio
12. Bullet Course – She’s Looking for Flowers Under City Light
13. Skepticism – Ordeal
14. Carma – Carma
15. Agony Voices – Mankind’s Glory