Merkstave – Merkstave

12 Jacket (3mm Spine) [GDOB-30H3-007}Merkstave lançou em agosto de 2013 seu único full-lenght, sendo uma remasterização de seus demos anteriores, que foram lançados em cassete, passando agora para o formato de vinil.  Contendo três faixas, no “side-a” temos a faixa “Lament for The Lost Gods pt.1”, e no “side-b” temos 2 faixas, “Lament for The Lost Gods pt.2” e “Spawn of a Lower Star”.

Iniciando o álbum já podemos notar a mescla bem forte de drone com a lentidão do funeral doom, “Lament for The Lost Gods pt.1”, é uma faixa forte, que alcança bem seu objetivo de criar algo lento e caótico, destaque para os vocais que dão um certo “ar de desgraça e desespero”.

Na sequencia temos sua segunda parte, “Lament for The Lost Gods pt.2” por alguns minutos segue um ritmo mais cadenciado e lento, até por seguir a risca os últimos minutos de sua antecessora. Sendo a faixa mais curta, em seus momentos finais ela flerta com um death/black doom com uma levada mais rápida e vocais mais “gritados”.

“Spawn of a Lower Star” encerra esse trabalho, trazendo uma mistura de atmosfera e peso, com momentos acústicos a banda trabalha muito bem o “ambiente” que essa mescla proporciona.

 

Merkstave – Merkstave (Pesanta Urfolk)

1. Lament for The Lost Gods pt.1

2. Lament for The Lost Gods pt.2

3. Spawn of a Lower Star

 

 

 

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Resenha feita por Diego Augusto (Depressão Doomster)

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Grown Below – The Other Sight

burn017-13Lançado exatamente nos últimos dias de 2013, este álbum esteve presente em algumas situações comigo e que por alguma razão acabava por não resenhá-lo. Para quem acompanha a banda desde seu material anterior, o excelente The Long Now, saiba que neste novo disco, eles apresentam uma pequena evolução natural, mas mantendo toda aquela sonoridade soturna e viajante, ou seja, a combinação do seu Sludge + Doom + Post-Metal.

“New Throne” é uma boa faixa de abertura, pois ela meio que faz um ele de ligação com o já citado álbum anterior e não há como não citar como destaque os vocais de Matthijs Vanstaen.

“My Triumph” vem a seguir, sendo a maior música do disco, e também a que mais investe numa sonoridade Post-Metal. Não há como destacar algo nesta faixa pois tudo soa tão singular e rica em detalhes, que nos resta apenas nos deixar levar por esta viagem musical.

Seguindo adiante temos “Vallo Etendi” que serve como um ato de abertura para “Phantoms” que começa bem “atmosférica”, como algumas batidas nos tambores, aos poucos outros instrumentos vão sendo adicionados e a música vai ganhando forma, até que pouco mais da metade as guitarras distorcidas invadem a calamaria e os vocais desesperados de Matthijs são incorporados.

“Reverie” tem uma pegada mais voltada ao Post-Metal, principalmente nas linhas de guitarra com muito reverb. Apesar da música toda possuir um sentimento próprio, não há como não destacar os vocais sofridos de Matthijs e acabar sofrendo junto.

E encerramos o álbum com “Malwarma”, que nos traz um pequeno alento e um gosto de quero mais.

 

Grown Below – The Other Sight (Slow Burn/Solitude Prod.)

1. New Throne

2. My Triumph

3. Valo Etendi

4. Phantoms

5. Reverie

6. Malvarma

 

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Slow Burn

Pig Destroyer – Mass & Volume

Mass&VolumeMuitos deverão estar se perguntando, o que é que uma banda de grindcore está fazendo num blog dedicado ao Doom Metal? Pode deixar que eu explico.

Nas horas restantes do estúdio em que gravaram o seu álbum Phantom Limb, eles acabaram gravando essas duas faixas e nunca haviam lançado, até que em fevereiro de 2013, Pat Egan, um membro da Relapse Records foi desta para uma melhor. A banda por sua vez, resolveu disponibilizá-las em sua página do Bandcamp e todo o dinheiro arrecadado seria repassado para a filha de Pat poder pagar seus estudos.

E o que encontramos nesse EP com pouco mais de 25 minutos, são o mais puro e esmagador Doom Metal. Há influências de Drone/Doom, vide a que dá nome ao play e também encontramos elementos Sludge/Doom como na segunda e última faixa.

A música “Mass & Volume” é a maior do play e beira os 20 minutos. Com passagens arrastadas, cheias de microfonias, batidas cadenciadas de bateria e encontramos alguns samples no meio da música, não consegui identificar direito, mas me pareceu o fanático Jim Jones em um dos seus depoimentos. Um destaque especial para ela, é o conteúdo filosófico contido em sua letra, no mínimo intrigante.

Para encerrar este EP, “Red Tar”, segue numa pegada Sludge e apesar de não ser tão lenta quanto a faixa anterior, ela agrará em cheio os fãs do gênero.

Em alguns comentários sobre o disco que andei lendo pela internet, muitos acabaram torcendo o nariz para este material, eu particularmente adorei, pois podemos descobrir uma nova faceta da banda e explorar elementos que não caberiam dentro do grindcore deles.

Se tu quiser dar uma força para a banda e também para a filha do Pat Egan, adquira oficialmente este EP, pois será de uma grande ajuda.

 

Pig Destroyer – Mass & Volume (Relapse Records)

1. Mass & Volume

2. Red Tar

 

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Relapse Records

Without God – Circus of Freaks

sp093-14E no ano que se findou, foi lançado um dos álbuns mais “alto astral” por meio do depressivo selo Solitude Prod.

É nítida a influência do grandioso Cathedral e do Electric Wizard, principalmente pelo embalo do riff de abertura do álbum.

Este quarteto russo não é novo na cena e tiveram seus materiais lançados por um selo menor, mas com este álbum eles estão aparecendo para um mercado muito maior e querendo ou não, este disco acabou tendo uma cara de debut.

O álbum já valeria a sua aquisição pela faixa homônima ao álbum. “Circle of Freaks” vai da felicidade enfumaçada do Stoner ao arrasto depressivo do Doom.

A influência de Cathedral perdura pelo álbum todo, principalmente nas linhas de vocal de Anton, que em muitas vezes o timbre de sua voz se assemelha ao de Lee Dorian. Podemos notar essa semelhança na faixa “Where the Sun Doesn’t Shine”, outro destaque nesta faixa vai para o excelente solo de guitarra, regado a muito wha-wha.

“Mushroom Man” é muita faixa que já em seus primeiros acordes me lembrou muito o Electric Wizard e a levada dos vocais seguem numa mesma vibe que Jus Oborn usualmente costuma fazer.

“Flood” é quase que uma baladinha, vide os arpejos durante a música, sendo acompanhados pelos vocais e dão um certo ar deprê para ela. Seguindo adiante temos a “Seven Sins”, que também possui uma bad vibe, que perdura até o final de  “Everything Decays”, mas a tristeza logo é sanada pela vibe psicodélica de “Fear”.

Voltando ao submundo dos desesperados, temos “Helter Skelter”, mas não se deixe enganar, pois não se trata de um cover dos Beatles. Como não possui as letras no encarte, acredito que seja algo baseado no Charles Manson e aquele fatídico dia do assassinato de Sharon Tate.

E para encerrar temos “Good Evil” que segue numa rifferama no melhor estilo Electric Wizard de ser.

Um bom segundo álbum Espero que, quando a pira passar eles ainda continuem levando a banda, pois na minha opinião, eles ainda tem muita tora pra queimar.

 

Without God – Circus of Freaks (Solitude-Prod)

1. Circus of Freaks

2. Where the Sun Doesn’t Shine

3. Mushroom Man

4. Flood

5. Seven Sins

6. Everything Decays

7. Fear

8. Helter Skelter

9. Good Evil

 

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Solitude-Prod

The Flight of Sleipnir – V

456335Sabe quando você faz aquele prato de comida e vai comendo tudo e deixando o seu alimento favorito por ultimo? Foi exatamente assim que terminou o ano de 2014, com o melhor álbum lançado na finaleira. Formado apenas por dois integrantes, os norte-americanos, Clayton Cushman (baixo, guitarras, vocais e teclado) e David Csicsely (bateria, guitarras e vocais) lançaram esta obra no dia 24 de Novembro e na primeira audição, é evidente que este álbum é figurinha fácil entre os melhores de 2014.

Com o som fincado no Stoner e no Doom a dupla além de saber explorar com excelência os dois subgêneros, incrementam á sonoridade elementos do Folk Metal e do Black Metal, sendo este ultimo citado mais bem representado pelos vocais rasgados típicos do gênero.

Com estruturas musicais sensacionais é difícil escolher canções que se destaquem. É mais fácil ressaltar os elementos técnicos usados pelo grupo, como as incríveis distorções e efeitos de pedal nas guitarras, bem evidenciados na canção, “Gullveig”, que para este escriba é a melhor do cd.  Logo em seguida notamos uma semelhança musical com o grupo inglês, Alunah, por usarem uma sonoridade bastante psicodélica e vocal femininos.

Acredito que o grande feito desta sensacional banda é não soar maçante nem por um minuto, justamente pela qualidade imensa dos dois artistas em mesclar de 3 a 4 subgêneros  de maneira bastante criativa, entretendo a atenção do ouvinte em todas as passagens, sejam distorcidas, atmosférica ou acústica.

Finalizando, a arte do álbum não fica atrás da qualidade das músicas também.  Arte extremamente envolvente e psicodélica. Resumindo, é o presente do final de ano para todos os amantes do Doom/Stoner Metal. Que 2015 nos proporcione álbuns tão belos quanto este aqui Doomers!

 

The Flight of Sleipnir – V. (Napalm Records)

1. Headwinds

2. Sidereal Course

3. The Casting

4. Nothing Stands Obscured

5. Gullveig

6. Archaic Rites

7. Beacon in Black Horizon

 

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Napalm Records

 

Resenha por: Guilherme Rocha