Bordel Inferno – Volume I (EP)

a2477812717_10Vindoura do Rio de Janeiro, a Bordel Inferno mostra seu primeiro EP de alguns músicos de longa data da cena carioca. O nome da bolacha é Volume I e já de cara nos apresenta uma bela capa, bem bonita e exótica, com cores berrantes e bom gosto, já preparando o terreno para o seu Stoner Metal/Rock pesadíssimo.
A primeira faixa é a que leva o nome da banda, “Bordel Inferno” é uma patada com timbres matadores das guitarras de Rodrigo Treze, tanto nas levadas pesadíssimas quanto no solo bem encaixado e de muito bom gosto. “Enxofre” é a segunda música e começa com um discurso, digamos, cativante. Uma levada bem rock n’ roll com o baixo de Eerie Jonas erguendo uma parede de peso no ouvido do ouvinte.
Novamente, música com ótima pegada e bem construída. “Ossos” é quase uma jamming session de Rodrigo Treze com seus timbres western, fazendo uma faixa singular e bem interessante, mesmo que pequena. “Mosca”, a última do EP, traz no começo a vibe western da música anterior, mas ao começo de seus versos, volta ao padrão stoner rock do grupo.
A música segue o padrão de qualidade empregado por todo o registro. Ótimos riffs, bom gosto nos solos de guitarra e pegada certeira do baixo e bateria fazem um encerramento digno de um EP tão esperado pela galera que conhece a banda há algum tempo.
A banda disponibiliza o EP para ser baixado de graça via bandcamp, e o link do mesmo está ali embaixo. Em um ano de vacas magras em lançamentos dignos do gênero, a Bordel Inferno traz uma nova energia e mostra que ainda tem muita lenha pra queimar:

 

Bordel Inferno – Volume I (EP) (Independente)

1. Bordel Inferno
2. Enxofre
3. Ossos
4. Mosca

 

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Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus
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Doom of the Week: Mist

band1Recebido por esses dias o link para escutar a sonzera que essas moças eslovenas fazem. Doom Metal tradicional, calcado nos criadores do estilo.
Pesado e melodioso, há alguns pequenos ajustes para fazerem, mas é coisa que o tempo de estrada trará.

Segue abaixo o press-release (traduzidoom).

 

Mist é uma nova banda de Occult Doom Metal só de mulheres da Ljubljana (Eslovénia) e foi formada em julho de 2012. Eles criam suas músicas sobre o legado de bandas lendárias como Black Sabbath, Pentagram, Candlemass, Coven, Saint Vitus e outros. Com sua estréia ao vivo no final de setembro 2013 as meninas, sem dúvida tem demonstrado, que esse gênero específico de música, não é necessariamente apenas um domínio dos homens. A banda acaba de lançar uma edição limitada de sua demo chamada simplesmente Demo 2013.

 

Lineup:

Nina Spruk – vocals

Ema Babošek – rhythm guitar & backing vocals

Nina Grizonič – lead guitar

Neža Pečan – bass

Mihaela Žitko – drums

 

Segue abaixo 3 vídeos para conferirem o trabalho dessas garotas.

Mist – Phobia:

Mist – The Living Dead:

Mist – Frozen Velvet (Live in Vienna):

 

Para encomendas, solicitações, agendamento, encantamento ou propostas de casamento, escrevam para: mist.doom@gmail.com

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Darktrance – Pessimum

bmm058-13Via BadMoonMan music nos é entregue o terceiro CD da banda ucraniana Darktrance chamado Pessimum. A banda tem um som muito peculiar, com vocalizações exóticas e grande influência da vertente extrema no som, porém com surtos esquizofrênicos exacerbados, quase sendo encaixada no gênero Avant-Garde.
“Anthem of Melancholy” abre o álbum mostrando uma certa influência circense no som, porém bem adequada e funcional.
“Soul Collectors” tem uma levada cadenciada e é bem concisa, apresentado também elementos exóticos, se mostrando uma peculiar e interessante faixa. Pessimum é a terceira a ser apresentada e mostra blast beats bem encaixados (inclusive um com vocais limpos que criam uma bonita atmosfera dada a beleza das linhas vocais). “Day X” mostra-se também uma faixa bem peculiar, com levada intrincada e vocais enigmáticos e sorumbáticos.
“Evening Again” é um interlúdio feito com camadas interessantes e soturnas, levando à boa “Fall Of The Emptiness”. “Disappointed Again” e “Whispers In The City Of Blood” dão continuidade no álbum sem apresentar grandes surpresas.
“Rejection” nos presenteia com características bem ligadas ao depressive black metal em todos os sentidos. Levadas cadenciadas, vocalizações desesperadas e riffs gélidos permeiam a faixa e “Hills Of Coma” e “Last” fecham o play.
Um bom trabalho de uma banda com algum tempo de estrada. Espero que no próximo álbum, a banda traga uma identidade um pouco mais formada, pois o cd em sua audição é um pouco cansativo e linear.

 

Darktrance – Pessimum (BadMoodMan/Solitude-Prod)

1. Anthem Of Melancholy

2. Soul Collectors

3. Pessimum

4. Day X

5. Evening Again

6. Fall Of The Emptiness

7. Disappointed Again

8. Whispers Of The City In Blood

9. Rejection

10. Hills Of Coma

11. Last

 

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Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Poema Arcanvs – Transient Chronicles

bmm063Novo trabalho de nuestros hermanos chilenos. Originalmente lançado em 2012 pelo selo local Australis Records e em 2013 ganhou uma nova roupagem e foi lançado mundialmente pelo selo russo Solitude Prod/BadMoodMan.

Visualmente não há diferenças entre os materiais lançados, a única coisa que podemos festejar é que a versão russa contém uma faixa bônus.

Há muitos anos atrás, nos primeiros meses de vida da primeira versão do Funeral Wedding, nos idos dos anos 2000, entrei em contato com a banda solicitando material para divulgação e a conversa caiu por terra.

Acredito que por isso, mesmo respeitando a banda, acabei deixando passar batido todos os materiais que eles lançaram desde então.

Agora que caiu em minhas mãos esse novo trabalho, vejo a besteira que fiz e por sorte vivemos na era da tecnologia e com apenas alguns “clicks” conseguimos baixar, mesmo que ilegalmente, algumas discografias.

De longe este é o trabalho mais maduro desses chilenos e o álbum todo soa coeso, com boas doses de melodias e melancolias.

Os vocais de Claudio Carrasco dão um show a parte, assim como os riffs de Igor Leiva.

Destaques vão para as faixas “Fugitive”, “Omniscient Opponent”, “Our Little Blood” “Fading”, não há como não citar a participação de Don Zaros (Evoken) nos teclados, mesmo que singela seja a sua participação e a quase death metal “Lambs”.

Como todas as bandas que conheci, que vieram do Chile, sempre teve ao menos uma música cantada em sua língua natal e “Inquilinos” está entre uma das melhores.

Um detalhe que vale ressaltar, a faixa bonus “Errant Souls” apareceu orignalmente na demo Underdeveloped de ’95, de quando a banda ainda se chamava Garbage, e aqui ganhou um novo acabamento.

Outro destaque positivo do material, é a arte gráfica, que é de excelente bom gosto e aliadas a música causa uma viagem única.

Entre em contato agora mesmo com a banda ou com selo e garanta a sua cópia, pois se trata de um item indispensável.

 

Poema Arcanvs – Transient Chronicles (Solitude Prod/BadMoodMan)

1. Us, Those Half Dead

2. Stream Of Debris

3. Fugitive

4. Inquilinos

5. Fading

6. Omniscient Opponent

7. Lambs

8. Default Song

9. Our Little Blood

10. Errant Souls

 

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Solitude-Prod

Abstract Spirit – Theomorphic Defectiveness

sp072-13O Abstract Spirit lançou no ano passado seu quarto full-lenght, intitulado de “Theomorphic Defectiveness”, um dos mais belos trabalhos de um projeto de funeral doom lançados no ano.

O álbum começa com a faixa que dá nome ao “full”, para quem acompanha a banda, conhece que eles fazem um funeral meio “diferente” dos clichês da vertente, um funeral “ritualístico” digamos, “Theomorphic Defectiveness” já abre passando bem essa sensação, com um começo mais trabalhado e com riffs mais melódicos, aos poucos ela vai adentrando o arrasto comum no gênero e algo bem interessante ocorre nessa faixa, em certa parte começa uma “sinfonia” a tocar, um “choque” no ouvinte, fazendo você se sentir em uma espécie de “culto” antigo, depois ela vai acabando e começa os guturais de A.K., aos poucos ela adquire uma melodia rápida e obscura, fazendo uma bela alternância de riffs.

“Za Sonmom Cvetnyx Snovidenii” é a segunda faixa do álbum, com um começo bem arrastado, aos poucos os riffs vão ficando rápidos e contínuos, diferente da bateria que continua lenta, com um vocal quase “falado”. Essa faixa traz uma melancolia maior que sua antecessora, o arrasto se mantém ao longo da faixa, até ocorrer uma nova “aceleração”, pela primeira vez vem à tona um vocal limpo bem melancólico, uma atmosfera nova é criada com um teclado ao fundo, o término é quase parado mesmo, cada minuto você está mais dentro de uma celebração…

A terceira faixa “Leaden Dysthymia” é uma instrumental incrivelmente trabalhada e obscura, com longos riffs e uma atmosfera perfeita. Você realmente percebe que está em um local de “rituais”.

“Prism Of Muteness” começa com um gutural forte, um “grunhido” infernal, esse começo é bem interessante, onde a música dá um “flertada” com o death/doom. E de repente começa um côro macabro, levando o ouvinte de vez ao “culto negro”, uma pegada incrível e bem introduzida, ao poucos os teclados tomam conta da melodia, o arrasto continua a te levar por esse “culto”. As distorções estão bem presentes nessa música, este “culto” está muito bem conduzido.

A continuação desta “missa fúnebre” é feita pela “Under Narcoleptic Delusions”, mais uma vez o início foge do clichê arrastado, com riffs bem trabalhados, com a chegada do gutural, você é novamente banhado por uma sensação de escuridão, há dessa vez uma focada no som do teclado, algo que ficou bem interessante, um dos fortes do Abstract é levar seu ouvinte para “viajar” musicalmente, eles conseguem reproduzir uma bela atmosfera, o ambiental muito distorcido. O final realmente parece que você encontrou novos “espíritos” …

Encerrando o álbum, temos “March October”, um cover do Skepticism, uma das bandas clássicas do funeral doom, executada com extrema maestria, arrastada e com uma “sinfonia melódica” bem presente em seu meio, mais uma vez uma gigantesca atmosfera toma conta de seus ouvidos, riffs bem trabalhados, uma bateria quase parada. Para não deixar nos esquecer que estamos em um “culto”, há o som de um órgão, criando aquela ideia de “igreja”, essa faixa encerra com chave de ouro um trabalho incrível feito por esses Russos.

 

Abstract Spirit – Theomorphic Defectiveness (Solitude Prod.)

1. Theomorphic Defectiveness

2. Za Sonmom Cvetnyx Snovidenii

3. Leaden Dysthymia

4. Prism Of Muteness

5. Under Narcoleptic Delusions

6. March October (Skepticism cover)

 

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Resenha feita por Diego Augusto (Depressão Doomster)