Agony Voices – Burning in Darkness

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Primeiro video da banda de death/doom catarinense Agony Voices.
A faixa Burning in Darkness está no cd The Sin, lançado de forma independente no ano de 2012 e para breve um novo material será gravado.

O vídeo apresenta o personagem principal atormentado por pensamentos obscuros, seguidos de momentos doentios.

 

Clique no link abaixo e confira.

http://vimeo.com/58402718

Pessoas interessadas em adquirir o debut The Sin, entrar em contato com a banda via seu website.www.agonyvoices.com

Pallbearer – Sorrow and Extinction

325211Um belo dia ouço falar dessa banda, Pallbearer, e resolvo dar uma sacada pra ver se eles me fariam ter aquela vibe tão opressora, depressiva e tão introspectiva que pouquíssimas bandas de doom metal me faziam ter, como o Shape of Despair, o Longing for The Dawn,  o Warning e o Worship. E eles conseguiram.

Arrisco dizer que o Pallbearer, junto com o novo do Evoken e o do The Fall of Every Season, o fantástico “Amends”, é a melhor coisa que escutei de Doom Metal em 2012. É daqueles álbuns que só de escutar os primeiros segundos da primeira música do cd, você sabe que vai ouvir coisa boa do começo ao fim.

O início lento e solo de Foreigner com apenas violão + silêncio ao fundo é simplesmente maravilhoso. E aquela sensação de simplesmente estar entrando em uma dimensão vazia, que só um bom doom sabe fazer, é constante.

Mas é com a entrada do vocal de Brett Campbell que a coisa se destaca e mostra a faceta real do Pallbearer: De um doom arrastado quase flertando com o funeral, pedindo por um gutural fudido e podre, para um doom metal tracional porém bem dosado com várias vertentes do estilo, como o melódico e o stoner, tudo na medida certa. Algo que realmente não esperava e ganhou muitos pontos positivos com esse rapaz que escreve neste momento.

Durante a audição deste álbum, Sorrow and Extinction, foi impossível não lembrar do já citado anteriormente Warning, grupo de doom metal inglês, formado por Patrick Walker, e que em 2006 lançou o fantástico “Watching From a Distance” e logo depois a banda se pirulitou da existência para anos mais tarde formar o 40 Watt Sun, que não é a mesma qualidade do Warning, mas é legalzinho.

Finalizando, o Pallbearer é o album de doom metal, todo do jeitinho que o rapaz aqui gosta e que fã do estilo não vai botar defeito nenhum. Se você não gostou do álbum, você é estranho e eu não gosto de você.

 

Pallbearer – Sorrow and Extinction (Profound Lore)

1. Foreigner

2. Devoid of Redemption

3. The Legend

4. An Offering of Grief

5. Given to the Grave

 

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Resenha feita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

Astral Sleep – Visions

sp066Há quatro anos sem um full-lenght e a dois sem lançar nada, sendo que seu último registro foi o EP Angel, eis que esses finlandeses liberaram no final de 2012 esse novo material intitulado Visions.

E apesar de se manterem fiéis ao som do Astral Sleep, muita coisa nova foi adicionado ao seu death/doom.

The Towers abre esse petardo de forma funesta, como não haveria de ser. Vocais ora guturais, ora gritados fazem dessa música um item indispensável na playlist de quem gosta do estilo.

Não pensem que ao longo de seus 14 minutos a banda toca de forma lenta e grunhe, muito pelo contrário, inúmeras mudanças de andamento são ouvidos e até um momento alá Opeth podemos conferir, o que seria correto afirmar que eles migraram do death/doom para o prog death/doom? Somente ouvindo para saber.

Channel Sleep tem um início de piano e consigo vem toda uma atmosfera funesta. Tão logo começa o instrumental, Markus Heinonen canta de forma limpa e intimista, nos dando uma sensação de apreensão e desespero.

Visions é a maior faixa de todas, com pouco mais de 15 minutos e certamente uma das melhores músicas já feita por esses músicos.

Desde seu início somos agraciados pela bela melodia, pelas vocalizações, ora cantando ora urrando. A cozinha está impecável, a bateria certeira e a linha de baixo competentíssima.

No final da música temos até uma passagem black metal, com vocais gritados, palhetadas rápidas e blast beats, lembrando um pouco o Burzum da fase Aske.

E para encerrar temos … They all await me When I break the Shackles of Flesh. Temos seu início executado por Jaako Oksanen, e posteriormente a música segue como todas já executadas, ou seja, se forma lenta e introspectiva. Senti nessa música uma certa influência de Pink Floyd, a letra também acaba contribuindo muito bem para isso. Se um dia o Floyd resolvesse investir no doom, certamente estaria soando como o Astral Sleep nessa faixa.

Se eles forem demorar mais 4 anos para lançar um álbum tão variado e ao mesmo tempo tão coeso, acredito que lá por 2016 teremos outra obra de arte para apreciar.

 

Astral Sleep – Visions (Solitude-Prod)

1. The Towers

2. Channel Sleep

3. Visions

4. They All Await Me When I Break The Shackles Of Flesh

 

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Mournful Gust – Sleeping with my Name

358608Há tempos sem lançar algum material com inéditas, eis que esses ucranianos aportam com um single de 4 músicas, sendo uma inédita, uma versão para Rainbow Eyes do Rainbow, e 2 versões remix da faixa inédita.

Sleeping with my Name podemos considerar como um próximo passo a ser seguido por esses músicos. Ainda encontramos muito do que ele já fizeram anteriormente, intacto, mas algumas passagens nos trazem uma modernidade em sua música. Agora resta-nos esperar pelo o que virá em seu próximo full-lenght.

Rainbow Eyes serve de homenagem para o saudoso baixinho do heavy metal, onde nessa versão (dessa bela canção diga-se de passagem) ganhou um approach mais “dark” com um feeling goth/doom para ela. Se aquela balada  servia para confortar um coração partido, essa versão serve como inspiração para fazer coisas piores consigo mesmo.

Sleeping with my Name (Xes Dreams Remix) tem uma sonoridade um pouco minimalista, para não dizer introspectiva. Mesmo com uma nuance electro, ela não perdeu o feeling dark dela e renderá até uma certa diversão.

Sleeping with my Name (Bejalane & G_m Remix) já tem uma pegada mais voltada para essas baladas electro/goth, o que resulta você estando numa balada e acaba passando batido por essa faixa sem se importar. Agora você em casa e ouví-la, acaba se tornando um pouco maçante, a não ser que esteja ocupado demais lavando a louça para desligar o player na hora em que ela começa a tocar.

 

Mournful Gust – Sleeping with my Name (digital single) (Solitude-Prod)

1. Sleeping with my Name

2. Rainbow Eyes (… in loving memory of Dio)

3. Sleeping with my Name (Xes Dreams Remix)

4. Sleeping with my Name (Bejalane & G_m Remix)

 

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Falling Leaves – Mournful Cry of a Dying Sun

405308_353680194649004_944005511_nNovamente tenho contato com essa banda jordaniana de Melodic Death/Doom e só posso dizer uma coisa: que disco maravilhoso.

Está certo que não há nada de novidade, mas podemos sentir que são composições honestas e de muito bom gosto.

A influência de Saturnus é evidente, principalmente nas linhas de guitarra, com uma fazendo a linha melódica e a outra segurando as bases.

Além das músicas serem um atrativo por si só, há convidados de peso nesse debut. Nomes como Pim Blankenstein, Paul Kuhr, Josep Brunet para você ter ideia do que lhe espera.

Reaching my Last Heaven abre esse petardo, logo somos transportados pela linha melódica da guitarra principal, e em meios a vocais falados e guturais (por Josep Brunet) nos deixam num certo estado de catarse.

Blight é uma faixa com uma grande carga Saturniana, e com a presença do ilustre Pim, o que deu uma carga emocional muito grande à ela. O contraponto dos vocais guturais com os vocais falados são de muito bom gosto. A linha de violino ficaram a cargo de Olaf Gothlin e foram executada por uma forma desumana e certamente essa faixa é uma das melhores do disco.

Trapped Within é uma faixa concisa, com uma harmonização e linha melódica muito boa. Aqui a linha de violino ficaram a cargo de Pete Johansen e que também é responsável pelos mesmo violinos na faixa Memories will never Fade.

Silence Again é uma faixa que nos traz a mente a boa fase do My Dying Bride, da época do Turn Loose the Swans com a faixa de abertura Sear Me MCMXCIII, trazendo consigo os vocais “falados” em uma linha de piano executando a parte sonora, mas nem por isso deixa de ser bela. Aqui a linha de violino foram tocadas novamente por Olaf Gothlin.

Vanished Serenity tem uma linha melódica alá Saturnus e com o inconfundível vocal de Paul Kuhr. Os vocais limpos fazendo as linhas principais na estrofe e sendo acompanhados por algumas palavras do segundo vocal, nos traz uma sensação de desespero e é como se você estivesse assistindo uma confissão de uma pessoa obsediada, onde ela e o seu espírito obsessor confessassem sobre os planos que tramavam.

Celestial é uma faixa boa, com variações ritmicas e quebradas em seu andamento trazendo um resultado moderno para o doom tocado por eles.

E para encerrar temos Dying Sun que serve também como o encerramento da vida do sujeito após o massacre ouvido nesse material.

Item indispensável na coleção de qualquer doomer de carteirinha.

 

Falling Leaves – Mournful Cry of a Dying Sun (Endless Winter)

1. Reaching My Last Haven

2. Blight

3. Trapped Within

4. Silence Again (Silence Pt. II)

5. Vanished Serenity

6. Memories Will Never Fade

7. Celestial

8. Dying Sun (Outro)

 

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Obsidian Sea – Between Two Deserts

337389Faz algum tempo que recebi esse material da Solitude-Prod, já o coloquei para rodar e sempre surge imprevistos que não consigo resenhá-lo, seja por motivo qualquer ou por apenas falta de palavras para fazê-lo.

O que dizer desse duo búlgaro, que praticam um som voltado ao doom tradicional? Que possuem uma pegada instrumental impecável, riffs cadenciados, bateria compassada, peso e melodia de dar inveja, mas tem alguma coisa nesse som que não me convenceu.

Não sei se foram os vocais, ou por ser um som que não traga nada de novo e não é por falta de costume, pois já ouvi algumas (lê-se muitas) vezes esse CD e não vai.

Mas como gosto é gosto, vamos tentar relatar os pontos altos desse material.

A primeira música, At the Temple Doors, é uma boa faixa de abertura pois consegue prender a atenção do ouvinte e bons riffs de guitarra são ouvidos nela.

Mountain Womb também tem uns riffs arrastados, e uma bateria com toques ritualísticos e um solo de guitarra simples, porém eficaz.

Impure Days mostra uma faixa cadenciada, com riffs bebidos na fonte da Iommi Doom Institute. Aqui os vocais estão de certa forma legais, não sei se já é o costume ou se realmente aqui eles estão inspirados. Nos minutos finais, temos uma pausa e logo temos uma acelerada no tempo, dando uma quebrada naquele andamento funesto.

Curse of the Watcher tem um início que me lembrou os riffs the Bell Witch do saudoso Mercyful Fate. Nela encontramos alguns fraseados de guitarra bem compostos e algumas quebras de andamento.

Outros destaques vão para Second Birth e Flaming Sword, a mais doom de todas e também a maior em duração, com pouco mais de 9 minutos.

 

Obsidian Sea – Between Two Deserts (Solitude Prod)

1. At the Temple Doors

2. Mountain Womb

3. The Seraph

4. Impure Days

5. Curse of the Watcher

6. Absence of Faith

7. Second Birth

8. Beneath

9. Flaming Sword

 

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Thy Light – Suici.De.pression

ArtcoverUm dos trabalhos mais representativos do metal depressivo já lançado por essas terras, ganha um relançamento com nova capa, formato digi-sleeve e áudio totalmente remasterizado.

Este trabalho figurou como um expressivo nome dentro da cena depressive black metal, tendo como influência de Nortt, Trist e afins.

Após uma peça introdutiva no estilo neoclássica, peça esta que dá nome ao material e serve para preparar o ouvinte para o que lhe será servido.

In my Last Mourning tem uma pequena introdução tocada tristemente na guitarra,  tão logo ecoa dos falantes os acordes de guitarra (distorcidos) e um vocal impecável no melhor estilo dsbm.

Lástima e desprezo são sentidos a cada verso cantado, não somente nessa faixa mas em todo CD, ainda mais pelo contexto existente nesse material.

A Crawling Worm in a World of Lies traz consigo toda áurea black metal, e me lembra muito o saudoso Bethel, só que bem menos sinfônico mas com aquele sentimento gélido.

I am the Bitter Taste of Gall é daquelas faixas que você deve esconder os objetos cortantes e se amarrar à cama, tamanho é o sentimento negativo em relação à vida que ela nos transmite.

E para encerrar …And I Finally reach my End, onde encontramos melodias funestas, vocais desesperados e angustiantes (mesmo que somente grunhidos sejam ouvidos) há de sobra aqui e facilmente essa faixa faria com que um belo dia de verão seja transformado numa penumbra sem fim.

Se você perdeu a primera prensagem desse indispensável material, eis a sua chance de conseguir, mas corra pois só foram lançados 500 dessa belezura.

E segundo o facebook desse projeto, coisa boa deverá vir no decorrer desse ano, vamos torcer para que seja logo.

 

Thy Light – Suici.De.pression (Pest Productions)

1. Suici.De.pression

2. In my Last Mourning

3. A Crawling Worm in a World of Lies

4. I am the bitter taste of Gall

5. …And I Finally reach my End

 

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