The Cross

A The Cross foi fundada em Salvador, BA por Eduardo “Slayer” Mota no ano de 1990, inspirada não só pelos trabalhos do Black Sabbath, Candlemass e Trouble, mas também por grandes nomes do metal extremo como Samael, Slayer, Morbid Angel, Death, Sadus e Paradise Lost. Em em meados de 1992 a formação de estabiliza e a banda lança uma demo ensaio. No ano seguinte eles gravam o que viria a ser torna a demo “The Fall”; a Bazar Musical Records, extinto selo soteropolitano, tinha planos de lançar um split chamado “Damned Symphony” com esse material, um split que nunca veio a se materializar.

A “The Fall” teve uma recepção positiva a ponto de ser distribuída internacionalmente – na França pela Holy Records e nos EUA pela Moribund Records – além de sair numa coletânea australiana intitulada Dead Forever. Essa recepção positiva no cenário internacional se traduziu também como resenhas e entrevistas em zines como Metal Preacher (PORTUGAL), Occult Grinder (JAPÃO), Mortician (HOLANDA) e Screams From the Gutter (EUA) entre outros. Essa demo eles também conseguiram fazer shows por todo o país, inclusive uma apresentação no Garage Rock 1994 ao lado do Amen Corner, no Rio de Janeiro.

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Após um hiato nas suas atividades, o THE CROSS retorna em dezembro de 2014 e após dezoito anos de sua última apresentação ao vivo, o grupo se solidifica novamente no cenário com sua formação composta pelo experiente vocalista Eduardo Slayer, que é acompanhado pela dupla de guitarristas Jenner Randam (Behavior) e Elly Brandão, além da cozinha composta por Uilian Rocha e Alex Poisonous (Mystifier, Poisonous).

Logo após o relançamento de sua Demo “The Fall”, remasterizada, agora no formato CD, a banda entrou em estúdio mês de maio de 2015, para a gravação de um EP, com duas músicas inéditas e contando com a referida Demo como bônus, intitulado “Flames Through Priests”. Este material foi lançado no Brasil através da parceria entre a The Fall Records e a Eternal Hatred Records, tendo a sua distribuição conduzida pela Voice Music, também responsável pela Nuclear Blast no país.

O segundo semestre de 2015 esteve disposta para shows pelas principais cidades do Brasil, em suporte a “Flames Through Priests”.

Em paralelo ao processo de composição do vindouro primeiro full lenght que a banda pretende lançar em 2016, intitulado apenas como: THE CROSS. Este apresenteará apenas músicas inéditas e que será disponibilizado no Brasil através da Eternal Hatred Records.

Após algumas mudanças em sua formação, a banda se estabiliza com os musicos: Eduardo Slayer (vocal), Elly Brandão (guitar), Felipe Sá (guitar), Mario Baqueiro (Bass), Louis Fernando (drums).

DISCOGRAFIA
The Fall (Demo Tape, 1993)
Live Demo Tape (1992)
The Fall (EP, 2015)
Flames Through Priests (EP, 2015)
The Cross (CD, previsto para 2016)

Contatos:
https://www.facebook.com/thecrossdoom/

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Doom of the Week: Red Fang

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Existia uma época em que fazer clipes de metal se resumiam aquela mesma ladainha de sempre: Uma breguiçe de filmar bandas com pose de metaleiro tr00, com um roteiro tosco, que na maioria das se resumiam entre temas épicos, ou temas sombrios, com uma profundidade artística tão funda quanto uma piscina de criança.

Eu particularmente tenho birra com clipes de metal, pois quase todos não saem desse clichê barato e não consigo enxergar o porque de bandas ainda se arriscarem nessa mesmisse que não traz nada positivo. Tanto é que por um bom tempo deixei de lado os clipes de metal pelos motivos já explicados acima.

Mas vez ou outra, uma banda consegue se destacar por sair um pouco dessa tangente. E nem sempre precisa ser tão inovador. Sendo algo simples, até mesmo despretensioso, pode soar como uma boa experiência e até mesmo divertida.

E foi particularmente dessa forma que conheci o Red Fang. Em uma das minhas horas de procrastinação na internet (meu trabalho favorito!), me vi lendo um texto mencionando o clipe do Red Fang como sendo “um clipe de metal que é realmente divertido”. Foi o bastante para eu me interessar na banda e ir atrás do tão comentado clipe, o de “Wires”, na época.

Saca só o roteiro: Os caras ganham um cachê da gravadora (5 mil doletas) para fazer o clipe deles. Então eles compram um bocado de bala, salgadinhos e chocolates, um tipo de Belina americana em um concessionária de carros usados, dão umas modificada trash nela, galões de leite e outros montes de porcarias, pra fazer o que?? DESTRUIR TUDO COM O CARRO! E tudo isso regado a mil e uma latas de cerveja que os caras compram!

Porra, melhor que qualquer outro roteiro de clipe piegas de metal e todo aquele épico fake que deixaria o Tolkien com facepalm lá de Valhalla olhando os monstros que ele criou. A propósito, essa temática também foi zoada pelos caras em outro clipe da banda, o de “Prehistoric Dog”

Mas bem, além dos clipes a banda atrai pela sua imagem bem dispersa, longe de qualquer pagação de pose de machão que existe em praticamente quase todas as bandas de metal de caras que estão mais preocupados em saber qual bar está aberto em plena madrugada para poder passar a noite bebendo do que qualquer outra coisa na vida (me identifico).

E o som? Um stoner metal que não deve a ninguem em termo de qualidade e que lembra bem o som de ótimas bandas do estilo como Orange Goblin, Truckfighters, Clutch, mas com um apelo Pop que torna o som da banda super divertido e agradável de se escutar. Perfeito para os momentos de churrascão com a galera regada a Skol gelada e farofa com vinagrete. Ou para qualquer momento que envolva cerveja no meio…

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O Red Fang até o momento lançou 3 álbuns: O auto-intitulado, em 2009, lançado pela Sargent House. O Murder The Mountains, de 2011, até então o álbum de maior sucesso da banda e que alavancou os caras para o cenário major do Metal, e o Whales and Leeches, lançado ano passado, ambos lançados pela gravadora Relapse Records, responsável por outros grandes nomes do estilo como Baroness, Agoraphobic Nosebleed, Pig Destroyer, Cough (que inclusive fiz uma matéria sobre a banda também nesse site, dá uma lida lá depois que vale a pena!), entre outras coisas maravilhosas abençoadas por Baphomet.

Se minha indicação vale, o meu álbum preferido continua sendo o Murder The Mountains, pois é o que mais sintetiza o som da banda e a atitude dos caras. Foi top 2011 pra mim fácil e marcou bastante quando conheci o som dos caras.

O Red Fang veio ao Brasil em 2012 para dois shows, um em Brasília no festival Porão do Rock, e outro em São Paulo, no Inferno Club, e, segundo informações de amigos que foram ao show, os caras fizeram jus ao nome da casa de shows e fizeram um show do caralho!! Eu tive a oportunidade de ver os caras ao vivo na Alemanha em uma pequena cidade chamada Osnabrück, só que perdi o horário do trem e tive que ficar em casa afogando as mágoas em cerveja por ter perdido o show deles. Faz parte da minha vida, né…

Pra fechar, deixo aqui o som dos caras ao vivo no KEXP, tocando material do álbum mais recente deles e com outros clipes da banda que envolvem eles se mostrando com suas técnicas de bebeção de manguaça. Peritos!!

 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

Doom of the Week: Mist

band1Recebido por esses dias o link para escutar a sonzera que essas moças eslovenas fazem. Doom Metal tradicional, calcado nos criadores do estilo.
Pesado e melodioso, há alguns pequenos ajustes para fazerem, mas é coisa que o tempo de estrada trará.

Segue abaixo o press-release (traduzidoom).

 

Mist é uma nova banda de Occult Doom Metal só de mulheres da Ljubljana (Eslovénia) e foi formada em julho de 2012. Eles criam suas músicas sobre o legado de bandas lendárias como Black Sabbath, Pentagram, Candlemass, Coven, Saint Vitus e outros. Com sua estréia ao vivo no final de setembro 2013 as meninas, sem dúvida tem demonstrado, que esse gênero específico de música, não é necessariamente apenas um domínio dos homens. A banda acaba de lançar uma edição limitada de sua demo chamada simplesmente Demo 2013.

 

Lineup:

Nina Spruk – vocals

Ema Babošek – rhythm guitar & backing vocals

Nina Grizonič – lead guitar

Neža Pečan – bass

Mihaela Žitko – drums

 

Segue abaixo 3 vídeos para conferirem o trabalho dessas garotas.

Mist – Phobia:

Mist – The Living Dead:

Mist – Frozen Velvet (Live in Vienna):

 

Para encomendas, solicitações, agendamento, encantamento ou propostas de casamento, escrevam para: mist.doom@gmail.com

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Doom of the Week: Saturndust

Não vou fazer aquele texto todo que o colunista dessa sessão, Allan Daniel faz, mesmo porque não é meu intuito tomar o seu lugar haha, mas segue essa brisa sorumbática e psicodélica vindo da cinzenta São Paulo.
Há pouco tempo no cenário, mas pela qualidade de som parece que faz tempo que estão na ativa.
Para quem ainda não os conhece, o som deles é calcado no Stoner/Doom, com uma pitada de psicodelia numa mesma pegada que os deuses britânicos do Cathedral faz com maestria.
O trio é formado por Phil Dalam (Guitar/Vocals), Marlon Marinho (Drums), Renan Angelo (Bass).
Abaixo podemos dar uma conferida nos 2 sons que essa banda tem e mais abaixo temos o link do facebook e bandcamp, onde poderemos fazer um download free.
Mais uma grande banda que surgiu em terra brasilis e tem muita fumo lenha pra queimar.

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Doom of The Week: Indesinence

ind01Se tem uma gravadora que anda se superando a cada lançamento do seu cast, essa é a Profound Lore. Lar de bandas como Disma, Agalloch, A Storm of Light, Altar of Plagues, The Atlas Moth, Evoken, Loss, entre muitas outras cacetadas do Doom e outros estilos.

 

E mais uma vez essa gravadora super antenada do mundo da vibe torta joga outra maravilha de banda para os fãs: Indesinence. Essa banda é formada na cidade onde o hype-coxinha toma de conta em cada esquina, Londres, na Inglaterra, tendo como conterrâneos o Warning (ou 40 Watt Sun, se preferir), o Esoteric, além dos clássicos Anathema, Paradise Lost e My Dying Bride.

 

Tive contato com esta banda através do broder Richardson, na comuna da Sinewave, e desde então o papai aqui tá in love com essa banda! Um vício que só é comparado com a sensação que tive ao escutar pela primeira vez o Pallbearer.

 

O Indesinence na verdade surgiu em 2001. Durante esse tempo lançou uma demo em 2003, um full-lenght e EP ambos em 2006. 6 anos depois a banda viria a lançar mais um material novo, o Vessels of Light and Decay, que só não figurou nos lançamentos top de 2012 porque vim a escutar e descobrir essa banda só a umas semanas atrás. Hahahahahaha.

 

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O som do Indesinence não é focado apenas nos andamentos clichês e não se renega a apenas fazer o arroz com feijão do Doom Metal. Na verdade, o som dos caras é bem variado, hora carregando uma vibe de bateria bem arrastada, quase Funeral, outra puxando para um death metal no estilo do Incantation e de quebra com riffs bombados de guitarra que vai fazer a alegria de qualquer fã de Sludge. A atmosfera super intensa das músicas e o vocal de Ilia Rodriguez por hora me fazia lembrar do bom e velho Novembers Doom, quando a banda ainda fazia uns lançamentos de responsa.

 

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A abertura do álbum com a intro “Flux” dá aquela sensação de que você está em algum cenário cabuloso de um filme do Dário Argento e que algo de ruim vai acontecer mais na frente. E daí em diante é só bad vibe de qualidade!!

 

O álbum é sensacional do começo até os últimos suspiros sonoros de Unveiled, mas se há uma forma de destacar o full-lenght como um todo, então a forma seria as duas melhores músicas do álbum: “Vanished Is The Haze” e “Fade (Further Beyond)”. A primeira simplesmente começa com um riff de Doom da melhor qualidade, com a guitarra abafando junto com o rítmo arrastado da bateria. Uma maravilha! A segunda é um riff de se apaixonar com os riffs dissonantes e toda a mudança de andamento na música.

Ao final de todo os 60 minutos do álbum, Vessels… é um álbum digno de honrar o estilo da melhor forma. Se este rapaz que vos escreve não estivesse desempregado, já estaria encomendando meu CD agora mesmo para ter minha cópia na minha estante e fazer a pose das laranjas invisíveis do metal toda vez que escuto esse álbum. Não sabe que pose é essa? Só ver a imagem abaixo e vai entender o que eu disse.

 

ind04O EP antecessor do Indesinence é o chamado Neptunian. Fuçei bastante a internet até achar o material na net, porém sem sucesso. Mas dá para escutar o álbum inteiro que está disponível no Youtoba, caso tenham interesse. O EP possui uma produção mais pedra mas ainda assim tem uma qualidade altíssima em termos de Doom Metal. Rola até um cover do Cocteau Twins (!!) que ficou do caralho, tamanho a qualidade da roupagem mais Doom que os caras deram a uma música de Dream Pop! Hahahahaha! Dá uma sacada como era a parada original pra versão dos caras:

 

E a original:

 

Os outros materiais ainda não consegui encontrar. Fica ai o apelo a alguma alma caridosa que me ache o primeiro álbum dos caras porque aqui na net não achei de jeito nenhum, mas, independente disso, o Indesinence é a dica para começar essa semana com o pé direito no abismo da vibe torta.

Au revoir!

 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

 

 

Doom of The Week: Cough

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Adoro ser pego de surpresa quando escuto uma banda cuja primeira impressão é que vai ser apenas mais uma que não vai lhe chamar a atenção. Aí você simplesmente para de escutar a música na metade e vai procurar algo melhor pra fazer. Comigo isso acontece bastante.  Só que tem vezes que quando se está escutando uma banda e, aos primeiros riffs da banda, você já sabe que é o buraco é mais embaixo… E para Doom Metal, isso é um elogio, tá??

 

Foi mais ou menos assim como eu conheci o Cough. Fuçando um pouquinho o site do Cvlt Nation, encontrei uma review do novo material dessa banda em split com o Windhand, o Reflection of The Negative, e logo bateu o interesse ao ver a capa do material (Qualquer coisa que envolva bodes ou algo parecido na capa já me interessa). E como quem não esperava muita coisa, ao escutar os primeiros segundos de Athame, foi um estouro!

 

cough03Aquele som de bateria seca com o reverb na medida certa, do jeitinho que o papai aqui mais gosta, um instrumental Doom Metal de vibe ocultista com uma pegada quase Funeral. Vocais que alternam com o estilo hipnótico ,que o Electric Wizard ensinou bem para a sociedade bad vibe, e o gritado sofrido e arrestado foi o bastante para deixar este rapaz que vos escreve totalmente in love!

 

O Cough é uma banda de Richmond, Virgina, US and A, formada por volta de 2005 e já tem na bagagem dois Full-lenght lançados até hoje, o Sigillum Luciferi, de 2008, e o Ritual Abuse, de 2010 e galera, Esse Ritual Abuse é uma maravilha!! É desespero, misantropia e bad-trip de ácido em forma de música. Do tipo que nenhum fã do estilo vai botar defeito.

 

Os dois álbuns da banda foram gravados no Volume Studious, em Chicago, estúdio do bambambam do metal na região, Sanford Parker (do fudidérrimo Minsk!), daí a pitada meio Sludge que dá um sabor a mais ao som do Cough!

 

cough04O Cough também é uma das bandas que integram o cast do festival Roadburn, o Woodstock dos Doomsters e adjacentes, desse ano, que conta com a curadoria de ninguem mais ninguem menos que Jus Oborn, do Electric Wizard. E enquanto isso neguinho fazendo de tudo para ir pra Lollapalooza e Rock in Rio…

Bem, como já falei demais sobre a banda, tá na hora de fechar o bico (ou o texto, no caso) e deixar vocês se deliciando com o som do caras! Solta o som, DJ!

 

 

 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.