The 11th Hour – Lacrima Mortis

Após o belíssimo trabalho de estreia, muitos se perguntaram, seria Ed Warby capaz de fazer um disco tão bom como seu antecessor? E graças a sua “depressão” eterna, a resposta é: Sim.
A pequena intro de piano que dá início a este opus, serve de preparativo para o que vem em toda extensão, os vocais que se tornaram característicos de Ed intercalando com os vocais guturais que desta vez foram feitos por Pim (Officium Triste). Instrumentalmente falando, esse disco ficou impecável pois além das partes arrastadas, temos uma forte influência do doom metal tradicional e algumas partes intrincadas que ao longe lembram o grandioso e falecido Memento Mori.
Uma coisa a ser notada, foi a naturalidade dos vocais que Ed canta nesse disco, sentimos que ele está mais a vontade, explorando em muitas vezes as dobras e obtendo um resultado satisfatório.
As linhas de guitarra do play ficaram de extremo bom gosto, por muitas vezes pesadas e pelas passagens extremamente melódicas, com frases de guitarra que deixariam com inveja qualquer guitarrista depressivo de plantão.
Dentro de um álbum tão homogêneo fica difícil de destacar esta ou aquela faixa, mas We All Die Alone, The Death of Live, que já pelo sua melodia no vocal já vale a audição do disco, Reunion Illusion, a “rápida” Tears Of The Bereaved e a derradeira Bury Me que é para morrer em paz.
Um destaque em especial vai para os vocais guturais de Pim, pelo o entrosamento com o mentor Ed quanto pelo disco em si, não desmerecendo o trabalho de Rogga no álbum anterior, mas Pim parece estar mais moldado ao som do The 11th Hour, talvez pelas apresentações ao vivo que realizaram pouco tempo atrás.
Enfim, um álbum que qualquer amante do doom metal merece ter em casa.

 

The 11th Hour – Lacrima Mortis (Napalm Records)
1. We All Die Alone
2. Rain On Me
3. The Death Of Live
4. Tears Of The Bereaved
5. Reunion Illusion
6. Nothing But Pain
7. Bury Me

 

 

Contatos:
http://www.facebook.com/pages/The-11th-Hour/117564111594195?sk=info 
http://www.myspace.com/11thhourdoom
http://www.napalmrecords.com 

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Entrevista: Evadne

No início de dezembro entrei em contato com esses espanhóis para saber mais a respeito dessa fantástica banda, onde nos deram mais à respeito do novo álbum “The Shortest Way”, sobre a cena doom espanhola, downloads “ilegais”.

 

1. Já se passaram quatro anos desde o lançamento de “The 13th Condition”. Faça-nos um retrospecto desses anos até a gravação de “The Shortest Way”.
Josan: Bem, a verdade que foram quatro anos com sentimentos amargos, em todo este tempo a formação teve várias mudanças. Enquanto, estivemos trabalhado duro para dar vida a este novo trabalho e tocar em grandes concertos / festivais.

 

Joan: Eu entrei na Evadne quando a banda começou a produzir este novo álbum e eu vivi de perto o sentimento de um projeto musical sério e os problemas que podem surgir. Tem sido quatro anos de grandes momentos / maus, e depois de muita pedras na estrada, nós conseguimos nosso objetivo.

 

 

2. Pelo teaser que pude ouvir, The Shortest Way tem uma atmosfera mais entristecida em relação ao debut. Seria isso um reflexo da situação difícil que a banda passou nesses anos anteriores?
Josan: Eu acho que embora nos últimos anos temos tomado decisões difíceis no âmbito pessoal e musical. O novo trabalho é um passo na evolução da banda.

 

Joan: Eu tenho sido capaz de viver a mudança progressiva da banda, porque no passado, eu era um “fã do Evadne” e sou atualmente o baterista, tenho testemunhado uma grande evolução e continua em ‘crescendo’. É muito natural e normal.
(Nota do tradutor: Crescendo: da escala musical, palavra que demonstra a alteração da dinâmica, tornar-se mais forte. Usado como trocadilho para crescendo, do verbo crescer.)

 

3. Um fato marcante no debut foram os duetos de vocais, visto que vocês tinham um membro feminino na banda. Nesse novo material vocês decidiram manter alguns vocais femininos? E ao vivo como são executados essas faixas?
Josan: Hoje, ela não é um membro da banda, é apenas uma colaboração de Lady Nott (Narsillion) a quem somos gratos por seu trabalho duro. Em “The Shortest Way” há apenas um pequeno momento com vocais femininos limpos, mas de uma forma mais fria e atmosférica.

 

Joan: É apenas um momento exato, um toque de ‘cinza e frio’ musicalmente / liricamente em que precisávamos de uma voz feminina.

 

4. E já encontraram algum selo que esteja disposto a lançá-lo ou ainda estão em negociação?
Josan: Não, neste momento estamos com o álbum promo, as gravadoras não é algo que preocupe muito agora, se eles oferecem uma boa proposta, nós iremos pensar sobre a negociação, ou então iremos auto-produzir como o trabalhos anteriores.

 

5. Qual música você acha que melhor representa o Evadne hoje?
Joan: Todos têm a essência da Evadne mas se temos que escolher: “One Last Dress for One Last Journey”.

 

 

6. O que você acha da internet, e seu fácil acesso à informação, já que pessoas que estão começando no Doom podem encontrar disponível para download os álbuns, demos e até mesmo materiais que sequer foram lançados ainda?
Josan: Eu acho que a Internet é uma ótima ferramenta para fazer propaganda de hoje, especialmente se você é um pequeno grupo, pouco conhecido mundialmente como Evadne. Em termos de downloads é algo que todas as bandas estão expostas, para melhor ou para pior.

 

Joan: A Internet é necessária, é a arma mais poderosa de divulgação, não importa que o álbum está em muitos lugares para fazer o download, queremos expandir a música e nosso público. Além disso, se você gosta de ter o formato original (CD, vinil, etc) e o trabalho em sua essência natural, mais cedo ou mais mais tarde você vai comprar o álbum.
Eu faço isso com a música que eu escuto (e antes, eu tenho baixado). Eu faço e não vejo problema ou uma contradição, apenas tenho um conceito ético e claro.

 

7. Como anda a cena metálica espanhola, especialmente a doom metal? E qual banda você destacaria?
Josan: Seria necessário mais apoio da mídia, é um gênero subestimado em comparação com outros estilos. Gostaria de mencionar bandas como: Helevorn, Autumnal e In Loving Memory …. só para citar alguns.

 

Joan: Na Espanha há muitas pessoas que escutam “Doom”, há apenas um problema: A imprensa. As pessoas precisam de promoção de música real, e na Espanha há muita atenção sobre as mesmas bandas sempre, no mesmo estilo, como sempre.
O metal extremo está fazendo um pequeno buraco na cena porque o público que adora esses gêneros minimalista estão cansados de que a mídia não dá atenção suficiente e subestimam o grande número de bandas boas no metal extremo. Na “cena underground extrema” o público / fãs são freqüentemente nossa mídia.

 

8. Qual o seu playlist atual?
Josan: Existem muitas bandas que eu escuto, mas cito algumas (básicas influências): Swallow The Sun, Daylight Dies, My Dying Bride, Katatonia, a última obra do Paradise Lost, e muitos mais, como eu disse, eu escuto muitas outras bandas.

 

Joan: Estou constantemente ouvindo / buscando e trocando de bandas com amigos de outros países e membros da “Evadne”. Minha última e bem sucedida descobertas em “Doom” este ano: Akelei (NL), Year of No Light (FRA), Shattered Hope (GRC), Lethian Dreams (FRA), Eye of Solitude (UK).

 

9. Agradeço pela entrevista e gostaria que deixasse sua última mensagem para os leitores do Funeral Wedding.
Josan: Muito obrigado pela entrevista, dando-nos a oportunidade de mostrar-nos ao mundo em sua página. Para os leitores, obrigado por tomar seu precioso tempo para ler esta entrevista.

 

Joan: Primeiro eu quero te agradecer pela entrevista e para os leitores, fica aqui! Não parem de ouvir por um segundo sequer de sua vida esta música maravilhosa e profunda. O nosso caminho está condenado. (Our way is doomed).

 

Photos:
Promotion
AngelPolo

 

Contact:
www.evadne.es
www.facebook.com/pages/Evadne/160492491642 

Interview: Evadne

In early December I contacted these Spanish guys to learn more about this fantastic band, which gave us more about the new album “The Shortest Way,” about the Spanish doom scene and “illegal” downloads.

1. It has been four years since the release of “The 13th Condition”. Make us a retrospect of years until the recording of “The Shortest Way.”
JOSAN: Well, the truth that has been four years with bittersweet feelings, in all these time the formation had several changes . While, we have worked hard to give life to this new job and playing at grands concerts/festivals.

 

JOAN: I joined Evadne when the band started to produce this new album and I have lived near the feeling of a serious musical project  and the problems that can arise. It has been 4 years of great/bad moments, and after lots of stones on the road, get we have achieved our goal.

 

2. I could hear the teaser, The Shortest Way has an atmosphere more saddened about to debut. Is this a reflection of the difficult situation that the band spent these past years?
JOSAN: I think though in recent years we have taken difficult decisions in the personal and musical ambit. The new work is a step in the evolution of the band.

 

JOAN: I have been able to live the progressive change of the band, because in the past,  I was a “Evadne fan” and I am currently the drummer, I have witnessed a major evolution and continues in crescendo, It’s very natural and normal.

 

3. A notable event was the debut in vocal duets, since you had a female member in the band. In this new material you decide to keep some female vocals? And live and run those tracks?
JOSAN: She is not a member of the band, was only a collaboration of Lady Nott (Narsillion) to who  we are grateful for their hard work. In “The Shortest Way” there is only one little moment with female clean vocals but in a more cold an atmospheric way.
JOAN: It’s just an exact moment, a gray and cold touch musically/ lyrically where we needed a female voice.

 

4. And they found a label willing to release it or are still in negotiation?
JOSAN: No,in this moment we are with the promotion album, the record labels is not something we worry too much now, if they offer a good proposal, we will think about the negotation. if not we will self-produced as the previous work.

 

5. Which song do you think best represents the Evadne today?
JOAN: All have the Evadne essence but if we must choose: “One Last Dress for One Last Journey”.

 

6. What do you think the internet and its easy access to information, since people are getting into Doom can find the albums available for download, demos and even materials that have not even been released yet?
JOSAN: I think that Internet is a great tool to advertise today, especially if you’re a little band, little known worldwide as Evadne. In terms of downloads is something that all bands are exposed, for better or for worse.
JOAN: The Internet is necessary, is the most powerful promotional weapon. No matter that the album is in many places to download, we want to expand the music and our audience. Besides, if you likes to have the original formats (CD, vinyl, etc.) and the work in their natural essence, sooner or later…the people will buy the album. I do it with the music I listen (and before, I’ve downloaded this). I do not see a problem or a contradiction, just , have a etic and clear concept.

 

7. How is the Spanish metal scene, especially doom metal? And which band you highlight?
JOSAN: It would require more support from the media, is a genre underrated compared to other styles. I would mention bands as: Helevorn, Autumnal and In Loving Memory ….to name a few.
JOAN: In Spain there are many people who listen “Doom”, there’s only one problem: The Media. People need real music promotion, and in Spain there is too much attention on the same bands always, in the same style as always.
The extreme metal is making a small hole in the scene because the public that worship these minimalist genres are tired that the media doesn’t pay enough attention and underestimate the large number of good band in extreme metal. In the “underground extreme metal scene” the public/ fans is often our media.

 

8. What is your current playlist?
JOSAN: There are many bands that I listen but I quote some (basic influences): Swallow The Sun, Daylight Dies, My Dying Bride, Katatonia, the last work of Paradise Lost, and many more, as I said, I listen other many bands.
JOAN: I am constantly listening /searching and exchanging bands with friends from other countries and members of “Evadne.” My last and successful discoveries in “Doom” this year: Akelei (NL), Year of No Light (FRA), Shattered Hope (GRC), Lethian Dreams (FRA), Eye of solitude (UK).

 

9. Thanks for the interview and would like to leave his last message to Funeral Wedding’s readers.
JOSAN: Thank you for the interview, giving us the opportunity to show us at world in your page. For the readers, thank you for taking your valuable time to read this interview.

 

JOAN: First I want to thank you for the interview and for the readers, stay here! and not stop to listen for even a second of your life this wonderful and deep music. Our way is doomed.

 

Photos:
Promotion
AngelPolo

 

Contact:
www.evadne.es
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Entrevista: De Profvndis Clamati

Através do contato via email, conversei com Kleber Fainer para saber mais desta excelente banda Funeral Doom, sobre o futuro incerto e participações em coletâneas via FunerART (Chile) e Guilhotine Prod (Portugal).
Link da entrevista original: http://wp.me/p1kjIP-F realizada em 06/02/2011

 

1. Ae, muito tempo passou desde o primeiro contato, e hoje como se encontra a banda?
Kleber Fainer – 
Atualmente a banda encontra-se em stand by eu diria, por razões profissionais, um membro formado recentemente e trabalhando em outra cidade, outro realmente ocupado com sua carreira profissional e nisso as atividades foram ficando bem em segundo plano, realmente eu cogito a possibilidade do fim da banda ultimamente, mas isso é algo que precisamos conversar à respeito e somado à isso a ausência de perspectiva alguma para o estilo, enfim…

 

2. Como surgiu o convite para a participação para a Coletânea INVOCACION?
Kleber Fainer – Isso foi inicialmente o primeiro contacto, FunerART, que posteriormente tornou-se nosso selo, nos encontrou no Myspace e assim surgiu o convite…

 

3. Como anda a divulgação do trabalho de In Between Passionate Minnuendos?
Kleber Fainer – Esse Ep já foi amplamente divulgado antes mesmo de seu lançamento físico recentemente, o Ep físico está sendo distribuido para países como Rússia, França e Noruega pela FunerART.

 

4. E os show da banda? Algum projeto em vista?
Kleber Fainer – Definitivamente não existe nenhuma probabilidade para shows da banda esse ano e inclusive devido a situação atual da banda, como citada em uma pergunta anterior…

 

5. Como anda a cena Curitibana em geral?
Kleber Fainer – Para o Doom Metal, como o usual, pode-se dizer inexistente, simplesmente não acontecem shows de Doom Metal em Curitiba, acontecem mais em outros estados do que aqui, não existe apoio algum por aqui, e o apoio que existe não é o ideal ainda… não existe espaço para shows de Doom Metal aqui e/ou interesse dos produtores, a onde atual é o folk/viking Metal, estilo que aprecio muito por sinal e tenho algum envolvimento com uma banda do estilo…

 

6. Vi na página do myspace que vocês que também participaram da coletânea Wings of Blood da Guilhotine Prod, como surgiu esse convite?
Kleber Fainer – Com relação a essa coletânea, eu descobri a Guilhotine Prod através do Myspace mesmo e interessei-me, resolvi enviar material da banda para ver se a banda seria selecionada e deu certo, fomos uma ou a última banda a entrar para a coletânea.

 

7. Como está o andamento de The Vehement Shade of Passion?
Kleber Fainer – Os trabalhos para nosso debut album full lenght, foram iniciados há um algum tempo atrás e trabalhamos nisso por alguns meses, porém como já dito as atividades da banda encontram-se estagnadas…

 

8. Agradeço sua participação e deixe-nos suas últimas considerações.
Kleber Fainer – Obrigado pela oportunidade e apoio, e para todos os fãs e amigos que continuem acompanhando oque faço na música independentemente do futuro do De Profvndis Clamati.

 

Contatos:
https://www.facebook.com/deprofvndisclamati
www.myspace.com/deprofvndisclamati
http://www.reverbnation.com/tunepak/2824570

Morito Ergo Sum – Moonchild

Quando recebi o primeiro contato dessa banda a menos de um ano atrás e tive o prazer de ouvir seu primeiro material e na época contava apenas com o vocalista/baterista italiano Walter Basile e o guitarrista/baixista brasileiro Paolo Cito, e ambos residem na Suécia e lançaram um grande material de estreia.
Hoje com a banda praticamente completa tendo ainda nesse registro o vocalista acumulando a função de baterista e a inclusão de mais dois integrantes Pablo Magallanes (Demonical) na guitarra e o baixista Harry Virtanen e conseguiram dar um passo adiante em sua evolução musical com esse novo material.
O disco abre com a poderosa Behind These Tears e além do andamento arrastado, conferimos um belíssimo dueto de guitarra e vocais inspirados pela linha do Epic Doom, lê-se Solitude Aeturnus/Candlemass, melodias relativamente fáceis e logo você se pega cantando… we shed.. we shed….
When the Grass Grows Over Me começa de forma morosa e já aos primeiros segundos temos a participação da violinista Elle Torry dando um clima extremamente depressivo lembrando até mesmo os primeiros trabalhos do My Dying Bride, a medida que os vocais vão avançando a música, vai lhe dando uma certa agonia até a chegada do refrão, e aqueles duetos são de realmente se questionar se realmente a grama cresceria sobre a minha pessoa, onde quer que eu fosse enterrado.
This Selfish Act é a maior faixa do ep, com pouco menos de 10 minutos e também um andamento um pouco mais “rápido” do que as anteriores e tendo uma passagem numa pegada bem heavy tradicional para logo descambar para a morosidade.
E para finalizar o material temos uma versão para Moonchild da prog-rock Crimson King, onde onseguiram captar de forma ímpar a tristeza/psicodelia da faixa original e gravar da forma deles, dando uma ênfase maior às nuances depressivas.
Vale destacar também ao belo trabalho de produção de Mike Wead (Merciful Fate/King Diamond).
Trabalho recomendado não somente aos apreciadores do doom metal, mas para quem curte uma boa música.

 

Morito Ergo Sum – Moonchild (independente)
1. Behind These Tears
2. When the Grass Grows Over Me
3. This Selfish Act
4. Moonchild

 

 

Contato:
http://moritoergosum.com
http://moritoergosum.bandcamp.com/ 
https://www.facebook.com/moritoergosumofficial