Marche Funèbre – Into The Arms Of Darkness

bmm079Formada no final de 2007 com a proposta de tocar Doom/Death metal inspirado pelas bandas dos anos 90.

O Marche Funèbre vem provando ser uma das bandas mais promissoras da cena underground dos Países Baixos.

Fato disso é que em apenas 10 anos de atividades, são 5 ótimos lançamentos de grande qualidade, consolidando a forte reputação positiva da Banda.

‘’Into The Arms of Darkness’’, lançado em fevereiro do mês passado, soma 5 faixas que perduram seus mais de 58 minutos de audição…

Todas executadas com bastante destreza e maestria, carregadas de escuridão e tristeza, deixando seus ouvintes com o gostinho de quero mais, com destaque especial para as faixas ‘’Deprived (Into Darkness)’’ & ‘’Lullaby Of Insanity’’.

Esse é um trabalho que marca uma década de estrada da banda, aumentado sua notoriedade e a tornando popular dentro do gênero maldito , um trabalho que recomendo para todos fãs de Doom/ Death, especialmente pra quem curte Paradise Lost e My Dying Bride antigo.

Marche Funèbre – Into The Arms Of Darkness (Solitude-Prod/MFL/Frozen Light)
1. Deprived (Into Darkness)
2. Capital of Rain
3. Uneven
4. Lullaby of Insanity
5. The Garden of All Things Wild

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Solitude Prod

Resenha por: Luan Monteiro

Frowning – Extinct

CoverPara quem não conhece, o Frowning é uma ‘one-man-band’ do músico alemão Val Atra Niteris, que já integrou diversos projetos, mas nenhum deles expressivos. Porém, tal fato não significa que o que contenha neste trabalho seja de má qualidade, muito pelo contrário.

O álbum tem toda aquela atmosfera depressiva, desesperadora e fria tradicional do estilo e trabalha bem essas sensações ao longo das cinco faixas existentes no álbum. A sonoridade é bem dentro da linha tradicional do estilo como eu mencionei anteriormente, apresentando aquele ritmo lento e fúnebre em composições extensas e bem construídas. As guitarras reforçam a atmosfera densa e cadavérica feita pela Frowning e entregam uma série de riffs marcantes e pesados.

Os vocais seguem o estilo gutural mais cavernoso possível e transmitem toda carga emocional existente nas letras da Frowning, que lida com temas referentes à morte e tristeza, ressaltando a existência do cover incrível de “Marche Funèbre” do Frédéric Chopin no encerramento do disco. O álbum conta com a participação do SG da Suffer Yourself nos vocais da faixa de abertura “Nocturnal Void” e do Hekjal da Ad Cinerem também nos vocais da faixa “Encumbered by Vermin”. O álbum é sólido e apresenta composições num nível similar, com destaque para a colossal “Buried Deep”, faixa beirando os 21 minutos de duração na qual a Frowning apresenta uma vasta diversidade de ideias, nos deixando completamente à mercê de sua sonoridade massiva e sufocante.

Extinct irá agradar aqueles que acompanharam a banda em seu debut, além de ser um álbum totalmente recomendável para os apreciadores do gênero. A Frowning mais uma vez se mostra além das expectativas e entrega um álbum muito agradável.

Frowning – Extinct (Black Lion Records)
1. Nocturnal Void (feat. SG of Suffer Yourself)
2. Veiled in Fog
3. Encumbered by Vermin (feat. Hekjal Of Ad Cinerem)
4. Buried Deep
5. Frédéric Chopin’s Marche Funèbre

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Black Lion Records

Resenha por: Luan Monteiro

Illimitable Dolor – Illimitable Dolor

albumartwork1A Illimitable Dolor surgiu através da mente criativa de Stuart Prickett, numa forma de homenagear seu amigo Gregg Williamson que faleceu em dezembro de 2014. Como o próprio Stuart menciona, o passamento de seu amigo deixou-o “fudidamente entristecido” e as músicas que ouvimos neste álbum auto-intilulado são em sua maioria composição que surgiram seguidas da morte de Gregg. São apenas 4 composições no álbum, que variam entre 9 e 12 minutos e que vai esmagando o ouvinte a medida que os minutos passam.

O disco abre com “Rail of Moon, a Stone” e ja nos dá uma prévia do que ouviremos. Temos aqui um belo Atmospheric Doom, altamente emotivo e arrastado, beirando o Funeral Doom.

A faixa seguinte “Comet Dies or Shines” eu toquei no FuneralCast e quem tiver interesse pode dar uma checada diretamente lá e tirar suas próprias conclusões.

“Salt of Brazen Seas” é a maior música do disco, beirando os 13 minutos, e me lembrou muito o Skepticism. Numa levada bem lenta e com o predomínio do famoso órgão que fez os finlandeses conhecidos. E aqui dão um charme a mais na faixa e não conseguiria imaginar outro efeito se não fosse esse.

E para encerrar o disco temos “Abandoned Cuts of River”, que nos brinda de forma magistral e com o perdão do trocadilho, o sentimento de abandono que ela nos traz é incrível. Detalhe para as belas melodias que acontecem em plano de fundo a ela, e as vocalizações que são de fazer o ouvinte repensar a sua existência.

O lançamento oficial deste álbum acontece agora em março e já podemos incluí-los na lista de melhores do ano, com toda certeza.

Illimitable Dolor – Illimitable Dolor (Transcending Obscurity)
1. Rail of Moon, a Stone
2. Comet Dies or Shines
3. Salt of Brazen Seas
4. Abandoned Cuts of River

depress5

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Transcending Obscurity

Doomed – Anna

sp-117-16Este cara não para! Muito diferente do subgênero que é notoriamente conhecido pela lentidão, este alemão está a todo vapor no que diz respeito a lançamento de materiais. O projeto começou em 2011 e desde 2012 (debut The Ancient Path) foram lançados mais 4 álbuns, sendo o último este ano, intitulado de Anna. A mente por trás deste projeto se chama Pierre Laube e sim ele é encarregado de todos os instrumentos, vocais e conteúdo lírico do projeto. 

Anna possui somente 7 músicas, com maioria ultrapassando os 7 minutos de duração. Partindo de uma comparação com seu antecedente, (Wrath Monolith, 2015) é notável que o músico partiu para um caminho mais melódico, mas não menos pesado e denso. As linhas melódicas de guitarra são bem mais exploradas nesse play e certamente pode agradar uma parcela maior de ouvintes que não simpatizam com o Death/Doom menos “firulento”, digamos assim. “As The Thoughts Began To Be Tarnish”, é um ótimo exemplo de como o músico explora essas novas nuances que antes não eram inexistentes, mas eram menos evidentes. 

A faixa que mais me agradou foi, “The Frozen Wish”, por possuir um começo extremamente melancólico e partindo para um riff Sabatthiano extremamente pesado no estilo serrote. Os vocais limpos fazem toda a diferença nessa faixa que remete muito na minha opinião, à Black Sabbath ou Ghost, por passar uma atmosfera bastante bruxuleante. 

A arte gráfica do álbum continua seguindo o padrão dos álbuns anteriores, trabalhando com cores envelhecidas, desbotadas e transmitindo um sentimento de foto ou filme velho, esquecido, ultrapassado. Este álbum não pode não agradar numa primeira audição, como foi o meu caso, mas nada que uma geladeira de uma semana e uma conferência com maior atenção não faça o ouvinte mudar de ideia. Excelente trabalho para os apreciadores de Death/Doom.

Doomed – Anna (Solitude Prod)
1. Your Highness The Chaos
2. Anna
3. As The Thoughts Began To Be Tarnish
4. The Weeping Trees
5. Withering Leaves
6. Roots Remain
7. The Frozen Wish

depress4

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Resenha por: Guilherme Rocha

Ocultum – Ceremonia Oculta Primitiva

522144Banda chilena formada em 2009 e nos apresentou seu primeiro material gravado em 2012, através de um single.
Mas apenas em 2015 saiu seu full-lenght intitulado Ceremonia Oculta Primitiva. O que temos aqui é um sludge altamente sujo, pesado e com passagens absurdamente lentas e trazem sete temas em pouco menos de uma hora e vou fazer um apanhado geral deste disco.
Os temas são cantados na maioria em espanhol e algumas faixas cantadas em inglês e em ambos os resultados são bem satisfatórios.
“Nausea y oración” abre este material e já de cara deixa o ouvinte em estado de catarse. A música é bem estruturada e nos brinda com um excelente solo de guitarra.
A próxima é “The Faceless King” já chega nos brindando com um excelente clima em sua abertura e vai mantendo o pique ora arrastado, ora mais cadenciado. A única coisa a se lamentar por assim dizer, foram os vocais que ficaram um tanto baixo e fica quase ininteligível o que Sebo vocifera.
Chegada a vez da terceira música e para mim uma das melhores do disco, “Marasmo” e apesar do nome, ela não deixa ninguém parado. Com riffs Sabbathicos e um solo bem inspirado esta faixa cativa do seu início ao final.
“Tumba de Siglos” vem em seguida e mantém o pique da anterior e também é uma faixa muito inspirada e acredito que ela deve ser um dos pontos altos da banda nas apresentações ao vivo.
A faixa título é outra faixa bem interessante, talvez pelo próprio nome dela, temos algumas batidas “tribais” da bateria perto da metade dela trazendo bons resultados a ela. O andamento lento e a linha de “solo de guitarra” é outra parte angustiante dela.
E para encerrar temos “E.N.D.”, é a maior faixa do álbum e seu andamento é desesperador e como diz o nome dela, nos leva ao fim de tudo e consigo uma certa dose de angústia, principalmente nos minutos finais.
Na página do bandcamp deles este material está disponível para download e se quiser o material físico e dar aquela força para a banda, basta entrar em contato via facebook.

Ocultum – Ceremonia Oculta Primitiva (independente)
1. Nausea y oración
2. The Faceless King
3. Marasmo
4. Tumba de Siglos
5. Black River
6. Ceremonia Oculta Primitiva
7. E.N.D.

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Resenha por: Rodrigo Bueno

The Wounded Kings – Visions in Bone

590742Após 12 anos de atividades, os ingleses The Wounded Kings resolvem encerrar as atividades após o lançamento do 5º disco “Visions in Bone”, o play contém apenas 5 faixas, porém, se alongam em quase 50 minutos.
Celebrando tal encerramento o disco, nos presenteia com o melhor do Doom Tradicional, trazendo outros elementos musicais como o sludge, stoner e até um pouco de rock progressivo.
Os caras seguem fiéis ao que se propuseram a executar desde o início, a atmosfera sombria, o peso absurdo, a voz fantasmagórica de “George Birch”, um disco que marca o seu retorno e o fim de uma das bandas mais clássicas da nova era da música lenta.
Aguardemos um retorno da banda, caso isso não aconteça, temos a certeza de que eles cravaram os vossos nomes na história e jamais serão esquecidos!

The Wounded Kings – Visions in Bone (Candlelight Records)
1. Beast
2. Vultures
3. Kingdom
4. Bleeding Sky
5. Vanishing Sea

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Resenha por: Luan Monteiro