Mist of Misery divulga vídeo

A banda sueca de Depressive Black Metal “Mist of Misery” disponibilizou no canal do selo Black Lion Records a faixa de seu vindouro EP chamado “Fields of isolation” e esta faixa conta com a participação de Paolo Bruno (Thy Light/ex-Desdominus).
O Ep será lançado dia 15 de dezembro deste ano e mais informações sobre ele, basta clicar aqui.

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Paradise Lost – Medusa

658250O Paradise Lost tem há muitos anos lançado álbuns regulares, nada que se compare com o que se foi nos anos 90, mas mesmo assim tem rendido muitas audições agradáveis.

Com este novo álbum “Medusa” não seria diferente e poderíamos aqui falar bem ou mesmo falar mal, mas vamos partir do pressuposto que, nos dias atuais, eles não tem mais nada para provar para ninguém. É uma banda já com sua carreira consolidada e por onde passam, tem os seus seguidores fiéis.

Partindo disso, temos que ver que qualquer álbum que eles façam sempre vai soar como algo que já fizeram no passado que pode ser analisado da seguinte forma: primeiro, eles só estão seguindo seus instintos e como eles mesmos escreveram os álbuns anteriores, então seria natural que as composições se pareçam ou lembre algo. Segundo, eles já conhecem a fórmula e sabem que muitos fãs são xiitas e querem ouvir aquele mesmo disco dos anos 90 e resolveram agradar aos fãs e não o que eles realmente gostariam de fazer. Prefiro ficar com a primeira opção.

Só que o que mais me deixa de cara, é esse pessoal que fica falando que esse “Medusa” se parece com o “Shades of God” ou que é um “Gothic” sem inspiração, o Iron Maiden lança o mesmo álbum desde a sua fundação e ninguém reclama, isso que nem quero mencionar o AC/DC…

O álbum não é ruim, não soa datado e na minha concepção, eles apenas misturaram tudo aquilo que já fizeram nesses quase 30 anos de carreira, com excessão da parte eletrônica que começou na época do One Second e perdurou por alguns anos.

Há muitos vocais guturais, assim como no álbum anterior, há muitos vocais limpos, o que para mim nunca incomodou pois gosto de ambos os vocais que o Nick Holmes executa.

Faixas como “Fearless Sky”, “The Longest Winter”, “Medusa”, “From the Gallows”, soam muito bem, uma que eu poderia deixar de lado ou incluí-la como bônus seria a felizinha “Blood & Chaos” que acabou tirando um pouco aquele clima soturno do álbum e em seu lugar eu incluiria “Shrines” que está de bônus em algumas edições.

Se você é fã do Paradise Lost e curtiu muito o álbum anterior, este certamente irá lhe agradar também, mas se você é aquele fã que torce o nariz desde o final dos anos 90, na época do “One Second”, nem perca teu tempo com esse disco aqui.

Paradise Lost – Medusa (Nuclear Blast)
1. Fearless Sky
2. Gods of Ancient
3. From the Gallows
4. The Longest Winter
5. Medusa
6. No Passage for the Dead
7. Blood & Chaos
8. Until the Grave

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Jupiterian – Terraforming

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Prestes a embarcarem para mais uma turnê européia, o selo indiano Transcending Obscurity disponibilizou para a imprensa esse novo trabalho do Jupiterian. Modéstia a parte, algumas músicas desse trabalho eu ja havia presenciado a sua execução ao vivo numa apresentação que eles fizeram no Curupira Rock Club em Guaramirim, cidade próxima a Blumenau, ao lado das bandas Desdominus, Creptum e outras.
Então ao ouvir esse álbum, foi meio que reviver a experiência que foi assisti-los ao vivo.

Mas voltando ao álbum, quem já conhece os álbuns anteriores, já sabe o que esperar, mas há que acrescentar um nível de evolução natural em suas composições. Um nível de capirotagem que não era, talvez, tão evidente nos trabalhos anteriores e “Matriarch”, faixa que abre o disco, é um bom exemplo disso.

Em seguida temos “Unearthly Glow” que já começa destruindo com uma linha melódica de guitarra que faria muito medalhão do estilo torcer o nariz de inveja. Por citar as linhas de guitarra, esse álbum está com um trampo muito maior nas 6 cordas, ou mais evidente por assim dizer, onde volta e meia tu se pega analisando a linha melódica, intervalos e harmonizações de ambas.

“Forefathers” é outra faixa que já havia ouvido e me lembro de ter ficado anestesiado com com a dissonância das guitarras, e sempre que ouço essa faixa, aquele mesmo sentimento volta, volta e volta, num looping eterno de desgraça.

“Terraforming” para mim, seria a faixa que deixaria de lado ou teria a colocado como uma intro, pois a primeira vez que a ouvi me causou uma certa estranheza, pois estava esperando logo entrar as guitarras e não ficar numa viagem eterna num Drone/Dark Ambient. Tudo bem que tem a participação do Maurice de Jong, mas, sobrevivemos.

“Us and Them” é outra faixa que eles haviam executado ao vivo e me recordo da bateria numa levada voltada ao hardcore e em seguida os acordes dissonantes e invadindo a mente. Esta faixa é bem interessante pois temos muitas variações de tempo nela, hora mais lenta e hora mais esporrenta e mostrando todo o lado agressivo da banda e em seguida ser agraciado por uma linha melódica de guitarra nunca imaginável.

E para encerrar temos “Sol”, faixa truncada, pesada, arrastada no melhor estilo Sludge. A afinação baixa dos instrumentos em “Zé bemol” dão um ar tenebroso a ela e nos faz imaginar o astro rei tão logo se apagando.

Em suma, um trabalho extremamente maduro, conciso e definitivo para a banda fincar de vez o pé no Sludge/Doom mundial.

Jupiterian – Terraforming (Transcending Obscurity)
1. Matriarch
2. Unearthly Glow
3. Forefathers
4. Terraforming (ft. Maurice de Jong)
5. Us and Them
6. Sol

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Transcending Obscurity

Resenha por: Rodrigo Bueno