Svart Records

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Dêem as boas-vindas ao mais novo parceiro do blog Funeral Wedding.
Situada em Turku na Finlândia, esse selo é focado em vinil e é bem conhecido por sua alta qualidade em seus lançamentos.
Seus lançamentos são baseados nos diversos gêneros musicais, como: punk, metal, psych, folk, progressive rock e seu cast de artistas possui bandas como: Beastmilk, Sammal, Hexvessel, Jess and the Ancient Ones, Seremonia, Kuolemanlaakso, entre outros.

Enshine – Origin

Enshine_cover_final_previewHá muitas coisas que poderia falar sobre esse disco, e entre uma delas é que, ele soa como uma continuação do Brave Murder Day do Katatonia. Pois em muito se parece, dê uma boa escutada nas levadas de guitarra, bateria e até um vocal parecido com o qual o Akerfeldt fez naquele disco. Mas não se iludam, pois não se trata de uma cópia, mas talvez, uma boa fonte de inspiração.

O álbum abre com a bela “Stream of Light”, e para mim, me lembra em muito a Brave (faixa de abertura do álbum citado). É como se fosse uma irmã mais nova, mas igualmente bela.

Para não ficar subentendido, há momentos de pura inspiração e até um flerte com os dias atuais, vide a faixa “Refraction” e seu início moderno. As mudanças de andamento dessa faixa são um dos destaques, prendendo a atenção do ouvinte.

“Cinders” é uma faixa bonitinha, nela o guitarrista, fundador e mentor do projeto Jari Lindholm é também responsável pelos vocais.

“Astarium” é uma faixa instrumental e que segue como se fosse um poslúdio da faixa anterior.

“Ambivalence” é uma das melhores faixas do disco e se você se deixar levar pela sua linha instrumental, será uma viagem e tanto. Ao fundo dos vocais guturais de Sebastien Pierre (ex-Inborn Suffering) se faz ouvir uns vocais de uma soprano e deram um toque especial para a faixa, mas nada que lembre aquelas bandas do chamado Gothic/Doom do final da década de 90.

Na sequência temos “Nightwave” e nela temos uma pegada mais rápida e o fraseado de guitarra em seu início me traz a mente a faixa Leaders do Katatonia.

“Immersed” é uma faixa instrumental e que prepara o terreno para “Above us”. Esta faixa tem o mesmo embalo da faixa de abertura e se não fosse pela faixa instrumental “Constelation” que encerra o álbum, seria como se fosse uma volta ao início, fechando o círculo.

Em suma é um bom álbum, de fácil audição e que renderá alguns bons momentos de viagem astral e instrospecção.

 

 

Enshine – Origin (Rain Without End)

1. Stream of Light

2. Refraction

3. Cinders

4. Astrarium (instrumental)

5. Ambivalence

6. Nightwave

7. Immersed (instrumental)

8. Above Us

9. Constellation (instrumental)

 

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Until my Funerals Began – Behind the Window

304108-1O Until My Funerals Began lançou em 2008 seu debut intitulado “Cemeteries Flowers “, em 2011 lançou seu segundo álbum chamado “Behind The Window”.

A primeira faixa, que dá nome ao álbum, “Behind the Window” começa com uma intro de teclado, que aos poucos vai introduzindo os riffs, a melodia vai se tornando a cada minuto mais lenta e densa, até que o gutural entra em ação, um vocal pesado, negro e obscuro, um dos fortes do Until My Funerals Began é manter esse arrasto longo de forma ótima, a faixa aos poucos vai perdendo suas guitarras e terminando.

Logo em seguida vem a faixa “Began Snowflakes”, nome bem legal, ela começa com riffs e ao poucos entra o som do teclado fazendo uma atmosfera bem interessante, dessa vez o vocal não começa com o gutural e, sim com um limpo bem calmo e mesclado com a melodia, em sequência a música da quase uma “parada” e o gutural volta à tona, mas dessa vez não com um vocal “death”, agora mais “agoniado e chorado”, e aos poucos os riffs vão aumentando, com o passar da melodia há a alternância entre limpo e gutural, essa faixa tem uma parte que é utilizado um “ambiente/darkwave”, com o uso de synth fica uma batida com um ambiental bem presente.

Dando continuidade ao álbum, temos a bela “Questions”, uma faixa muito bem trabalhada, que caminha com uma melodia arrastada, melancólica, com uma forte presença do ambiente “programado”, o vocal com uma presença única, faz a faixa caminhar para obscuro da mente do ouvinte.

“Funeral Waltz” chega para consagrar esse trabalho, com um início épico, essa faixa é com certeza o ápice do álbum, o vocal consta presente de forma única, agradando o ouvinte por completo, ao fundo você ouve uma bateria arrastada e pesada, essa faixa representa todo o sentimento que ouvinte necessita.

Por último temos “To The Sun”, faixa que começa com uma instrumental bem obscuro, o vocal já inicia a faixa mostrando seu melhor lado, gritado e arrastado, a melodia vai caminhando a cada segundo mais arrastada.

Um ótimo álbum, o destaque principal que colocaria para o trabalho do Until My Funerals Began, é essa mescla com o “programação”, essa parte ambiental incrível que ela proporciona, para apreciadores do gênero, esse álbum é marcante, você nunca ira esquece-lo quando ouvir.

 

Until my Funerals Began – Behind the Window (Silent Time Noise)

1. Behind the Window

2. Snowflakes

3. Questions

4. Funeral Waltz

5. To the Sun

 

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Resenha feita por Diego Augusto (Depressão Doomster)

Paradise Lost confirma turnê sulamericana

A Produtora Dark Dimensions apresenta a tour sul-americana da banda Paradise Lost.

Com datas confirmadas em abril pela América do Sul e Brasil, a banda Paradise Lost volta com seu estilo único para 5 apresentações da sua “Tragic Illusion Tour 2014”. A banda se apresenta no dia 8 de abril no México, dia 10 no Chile, dia 11 em Curitiba, dia 12 em São Paulo e dia 13 na Argentina.

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Malthusian – MMXIII

Malthusian demo coverPensa num som apocalíptico, que reúne membros de bandas consagradas como: Wreck of the Hesperus, Mourning Beloveth, Altars of Plague, e que consegue transparecer toda sua ira, blasfêmias e uma certa dose de instropecção num som calcado no Black/Death/Doom.

Este projeto formado em meados de 2012, tendo debutado com sua demo intitulada apenas de “MMXIII” e contém apenas 3 devastadoras canções em pouco menos de 25 minutos.

A demo abre com “Wraith///Plague Spore”, a parte que cabe a Wraith é como um prelúdio da seguinte Plague Spore e não há como explicar com palavras exatas o que esse som nos passa. Mas a impressão que fica é que acabamos de ser atropelados por uma carreta desgovernada, tamanho é o poderio de som desse quarteto irlandês.

A seguinte é “The Mother’s Blade” e em pouco mais de 10 minutos, temos a sensação de ter a vida arrancada à machadada, para tão logo se sentir dissecado enquanto os espíritos malévolos habitam esse corpo.

Guitarras rápidas, baixo ultra-pesado, blast beats aliados aos urros e grunhidos doentios, dão a tônica dessa música. Ao final dela temos uma certa atmosfera negra para tão logo emendar em “Hallucinogen”. Esta uma das faixas mais rápidas de duração e de velocidade. É bem verdade que encontramos algumas variações de tempo e em certas passagens chega a ser doentio essa lentidão, mas não pense que é algo como funeral doom e sim algo como o Incantation faz de forma primordial.

Se você está procurando por algo, como eles mesmos mencionam em sua página de Facebook “blackened death and claustrophobic doom”, esta demo é um bom exemplo disso.

Detalhe importante, este material foi lançado em K7 e deve ter seu lançamento em CD para logo e possivelmente em vinil, então busquem já a cópia de vocês.

 

Malthusian – MMXIII (Invictus Productions)

1. Wraith///Plague Spore

2. The Mother’s Blade

3. Hallucinogen

 

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Invictus Prod.

Lorelei – Ugrjumye Volny Studenogo Morja

bmm062-13Há quase 20 anos passam pelo mundo, bandas do chamado Gothic/Doom, muitas delas hoje já foram esquecidas e algumas ainda se mantém firmes e fortes, e influenciando as novas que vêm surgindo e renovando o estilo.

Veja o caso dessa banda, formada há 10 anos atrás, debutaram com sua demo somente em 2007, um EP em 2007 e somente ano passado (2013) que estrearam com um full-lenght intitulado: “Угрюмые Волны Студеного Моря”. Isso mesmo, é cantado em sua lingua natal.

Já nos primeiros acordes de “Холод Безмолвного Зимнего Леса…”, sentimos uma forte influência de Draconian em sua sonoridade. E isso não é visto de forma ruim, pois como não entendemos nada do que está escrito, nos atentamos a melodia e o que nos passa é uma sensação agradável.

Na sequência temos “Тенью Безликой…”, com uma bela atmosfera criada pelos teclados, temos o vocal cavernoso de Alexey Ignatovich e seu contraponto, os belos vocais líricos de Ksenia “Serafima” Mikhaylova. Vale ressaltar que os vocais da donzela são mais operísticos do que a maioria dos vocais que têm surgidos nas bandas recentemente.

“La Vita Fugge, Et Non S’arresta Una Hora…” é um interlúdio operístico sofrido, que serve de introdução para a bela “Ne Vedaja Temnyh Predelov Pechali…”. Esta última é uma das melhores canções do álbum. Repleta de melodias, com destaque ao trabalho excepcional das linhas de guitarra de Andrey Osokin e o peso da base de Alexey Ignatovich.

Outros destaques para o disco vão para: “Угрюмые Волны Студеного Моря…” e “Рай Потерян…”

Vale ressaltar que, segundo o press-release, a temática da banda é inspirada pelo renascentismo e o romanticismo, em particular pelas poesias de Francesco Petrarca. Se você é fã dessa vertente do Doom Metal, pode ir já comprar a sua cópia, pois não irá se arrepender.

Segue abaixo o tracklist “traduzido”.

 

Lorelei – Ugrjumye Volny Studenogo Morja (BadMoodMan/Solitude/Prod)

1. Intro

2. Holod Bezmolvnogo Zimnego Lesa…

3. Ten’ju Bezlikoj…

4. Ugrjumye Volny Studenogo Morja…

5. La Vita Fugge, Et Non S’arresta Una Hora…

6. Ne Vedaja Temnyh Predelov Pechali…

7. Holodnyj Prizrachnyj Rassvet…

8. Raj Poterjan…

9. Outro

 

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