Entrevista The Gardnerz

Entrei em contato com Wilhelm há pouco tempo atrás via myspace para obter maiores informações sobre a banda e nos dar mais algumas novidades sobre o que está por vir para estes jardineiros suecos.

 1. Para aqueles que ainda não os conhecem, nos dê um breve histórico da banda até a gravação do debut.
Wilhelm Lindh – Esta banda começou como um projeto solo no verão de 2008, eu só queria fazer o que nunca veio à mente tocando de modo sensato. Minha idéia era misturar o som Katatonia antigo com death metal na linha do Bolt Thrower por exemplo, death com mais alguma coisa, eu queria misturar todas as minhas bandas favoritas para tentar criar algo que eu poderia chamar de meu. As canções que você pode ouvir hoje, tem partes gravadas a partir de 2008 até 2010. E nesse tempo alguns membros vieram e alguns foram. Agora nós somos Niclas Ankarbranth (V), Wilhelm Lindh (G), Francisco Martín (B) e Juan Pablo Donoso (D).

2. Ao ouvir os primeiros acordes de The Art of Suffering, logo nos vem a mente o início dos anos 90, onde as bandas faziam um death/doom de forma crua, foi de uma certa forma pensada seguir essa direção ou apenas acabou acontecendo.
Wilhelm Lindh – Essa foi a primeira música que escrevi para esta banda e depois foi um puro culto ao Katatonia de minha parte. Como eu disse antes, eu queria misturar Katatonia / doom e death metal. Então, algumas músicas têm mais do elemento doom e alguns têm mais do elemento death. Eu acho que as primeiras músicas eram mais doom e estes últimos eram mais death, eu acho, no sentido de que eles eram mais técnicos, a maioria deles é pura Doom no andamento, mas talvez um pouco mais *de tempo nos riffs. Eu acho que ficou bom, pois o álbum ficou variado, mesmo que seja de modo geral meio “lento”.

3. Como está o processo de divulgação do álbum The System of Nature?
Wilhelm Lindh – Bem, a coisa é que antes nós enviamos algumas cópias promo ou qualquer coisa e fomos contatado por dois selos que de alguma forma encontraram nosso myspace, e decidimos assinar com a Abyss Records para a versão em cd. Já havíamos feito cópias promocionais que enviamos para as revistas e tal.

4. Acredito eu que pessoas que estão começando na cena a pouco tempo só conhecem o Vulcano de nome. Como foi a escolha de Bloody Vengeance e porque?
Wilhelm Lindh – Isso foi idéia do nosso baixista (Francisco Martín) , eu mesmo não tinha ouvido Vulcano, mas ele me mostrou a música e eu pensei que poderíamos fazer algo legal com ela.

5. Sei que The System of Nature foi lançado recentemente, mas vocês planejam entrar logo em estúdio para gravar seu segundo álbum. E o que podemos esperar desse novo material?
Wilhelm Lindh – O álbum só está em versões promos ainda, a última coisa que ouvi foi que ele vai ser lançado entre Maio/Junho através da Abyss Records. E também será lançado em LP pela Mechanix Records mais ou menos no mesmo tempo. Já temos material para o nosso segundo álbum, e nós vamos conversar sobre começar a gravar um novo álbum ou um EP no inverno. Eu diria que nós estamos mantendo o mesmo estilo de “System”, mas as músicas estão um pouco mais lentas e maiores. Tentamos apenas continuar fazendo o que gostamos de fazer, que é fazer Doom/Death Metal.

6. Você fez parte de um dos mais respeitados nomes dentro da cena doom o Tristitia, quais as lembranças que você tem daquela época.
Wilhelm Lindh – Eu toquei com o Tristitia apenas por um período muito breve, mas eu achei legal tocar com eles. Louis estava trabalhando em material novo assim que nós estávamos ensaiando duas ou três músicas novas. Mas infelizmente não deu em nada. Tocamos juntos em uma banda de death metal chamada Devastator, bem, nós fizemos uma demo, mas nada mais.

7. Faça um perfil comparativo da cena na época do Tristitia e hoje com o The Gardnerz. As dificuldades para divulgação de seu material, gravações precárias, etc..
Wilhelm Lindh – Eu realmente não posso comentar muito desde que eu não estava na banda quando eles estavam começando realmente, mas sei que Louis esteve lutando por muitos anos para encontrar membros e tal. Eu acho que a questão principal era porque não podiam ter uma lineup estável até porque era difícil de fazer shows, e se você não pode fazer shows, é difícil promover a sua banda. Temos problemas semelhantes com o “Gardnerz”, a cena sueca não é realmente o que era, agora todo mundo quer tocar metalcore o que não é divertido.

8. Obrigado por esta pequena entrevista, deixe-nos suas últimas considerações, e esteja certo que em breve nos contataremos novamente.
Wilhelm Lindh – Obrigado por nos divulgar, mantenham-se lentos e mantenham seus olhos para o nosso álbum de estréia The System Of Nature !! Espero falar com você em breve novamente.
Cheers
Wilhelm

Contatos:
http://www.facebook.com/thegardnerz
http://www.myspace.com/thegardnerz/

* Tempo: Na terminologia musicaltempo é o nome dado à pulsação básica subjacente de uma composição musical qualquer. Cada “clique” do metrônomo corresponde a um tempo. Os tempos se agrupam em valores iguais e fixam-se dentro de divisões das pautas musicais conhecidas como compassos. Os tempos, em música, estão diretamente relacionados com a pulsação da música, e não ao som em si; por esse motivo, uma pausa temporal numa partitura também possui a sensação e o valor de duração de tempo e, por isso, é considerada um tempo, ou parte da unidade do tempo.
Mais sobre o assunto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo_(música) 

Anúncios

In the Shadows – Bleeding Tears

Não que eu seja preconceituoso, talvez um pouco relutante à bandas que cantam em sua língua natal, principalmente o português, pois dá um ar muito “Renato Russo”, mas deixando essa bobeira minha de lado, esse material da banda goiana In the Shadows me surpreendeu, pela excelente qualidade sonora/visual do play. Abismo sem Volta a faixa que abre o disco, é muito bem executada, e vai de pontos extremos da melancolia e riffs melódicos ao extremo, com riffs corridos e vocais rasgados intercalados com líricos numa pegada que lembra The Sin of thy Beloveth. Filho da Dor / Trevas vem na seqüência, com uma passagem mais black metal, e seus vocais falados dão o destaque especial, vale citar que essa faixa é a mais longa do play, então dá pra sacar as variações de andamento levando o cidadão à sentimentos extremos de amargura e rancor. Quando a Morte Clamar e seu início atmosférico nos da a sensação que ela está ali, no outro cômodo da casa esperando você ir até ela. Mas nas duas últimas faixas que para mim a coisa acontece, Atrocious Penury e sua passagem funeral doom é espetacular, e momentos após toda essa depressão, o som cai numa pancadaria extrema que você sente vontade de esmurrar a parede, só de sentir a ira do sr. Marilan Ashaverus cuspindo as palavras. E para encerrar The Fausty Empty Throne e seu clima de violões e teclado que valem cada segundo escutado dessa faixa. Esse material lançado pela DeathToll Recs são de materiais gravados entre 2001 e 2002 que saíram em formato demo na época e lançado nesse formato único em 2009. E como prometido pela banda esse ano deve pintar mais um play. Estamos no aguardo.

In the Shadows – Bleeding Tears
(Death Toll Records)
01. Abismo sem Volta
02. Filho da Dor / Trevas
03. Quando a Morte Clamar
04. Sonhando na Eterna Escuridão
05. The Fausty Empty Throne
06. Atrocious Penury

Contatos:
http://itshadowsdoom.blogspot.com/
http://www.facebook.com/intheshadowsband
http://www.myspace.com/itshadows 

Entrevista …in Deviltry

Entrei em contato via e-mail com esse simpático guitarrista, que há 15 anos atrás o escutava numa fita k7 no clássico Velvet Darkness They Fear, e hoje faço uma divertida entrevista. Muito atencioso, ele nos responde sobre as diferenças e dificuldades entre montar uma banda aqui no Brasil e na sua época lá na Noruega nos primeiros passos do Theatre of Tragedy. Falou-nos também sobre o lançamento do vindouro Ep da …in Deviltry, do seu AVC que o afastou da música por um breve período, além de sua “quase briga” no México, vamos conferir.

1. Trace um perfil comparativo entre o início da … in Deviltry em relação ao início da Theatre of Tragedy, as dificuldades encontradas, a falta de músicos, apoio…
Tommy: Quanto ao perfil para mim pessoalmente é muito diferente, não musicalmente, mas na maneira de administrar e criar a música é muito mais difícil do que eu tive durante o meu período no Theatre of Tragedy. Você poderia fazer algumas comparações como uma intro e uma outro do mesmo álbum. Eu não estou falando sobre o álbum final, porque há sempre o próximo que vem depois. Para mim … in Deviltry é mais um retorno do que começar uma nova banda. Assim que me traz mais aos perfis.
Theatre of Tragedy: Alguns amigos com o interesse comum pela música metal se reuniram e o fizeram algumas músicas. Uma grande parte do início do Theatre estava experimentando melodias melancólicas, vocais femininos e o mistura gêneros e o tentar fazê-la funcionar e o soar bem. Apesar de não ter vocais femininos durante a 2-3 primeiras canções. Ele realmente aconteceu quando Raymond trouxe sua namorada Liv a um de nossos ensaios, a idéia de experimentar com sua voz começou. Bem, nós éramos todos muito jovens e só tinha a intenção de tocar ao vivo para o divertimento e o em pequenos clubes locais. Eu acho que eu estava errado sobre a última parte lá, hehe. De qualquer forma eu tenho que mencionar a diferença entre a Noruega e o Brasil como se fosse uma enorme importância para Theatre of Tragedy existência. O sistema e a cultura na Noruega é muito diferente do Brasil. Temos clubes de jovens, onde eles têm vários estúdios de ensaio totalmente equipados (mesmo com guitarras e teclados), você pode ensaiar de graça! Mesmo com um instrutor “free” em alguns lugares que pode lhe ensinar a tocar, se você precisar dele. Embora a maioria dos lugares, quando você completar 18 anos, você não será apoiado pelos estúdios mais e o tem que ter seu próprio espaço e equipamentos. Assim, a início do Theatre foi muito fácil quanto a maioria das bandas menores.
… in Deviltry: Depois do meu acidente quase fatal de volta a estúdio de gravação na Alemanha, com Theatre of Tragedy, eu fui obrigado a fazer uma pausa da música, deixando Theatre of Tragedy e me concentrar em minha reabilitação para os anos seguintes. Eu estava viajando entre Portugal, México, Alemanha, França, mas acabei no Brasil. Final de 2008 eu já não podia mais segurar a minha paixão pela música, assim que eu formei a banda … in Deviltry. A formação será revelada muito em breve, juntamente com alguns video-teasers de nosso EP.
Minha condição é diferente agora de quando eu era o “Tommy Lindal do Theatre of Tragedy”, então todo mundo queria a tocar na minha nova banda. Cara, esse foi um momento difícil e frustrante. A maioria das pessoas nem sequer conhecem o doom metal, e para mim parecia que só queriam tocar comigo por interesse e atenção. Não que eu me considere um cara famoso (porque eu não sou), mas por algum motivo eu sou reconhecido em várias partes do mundo, que eu acho estranho. Eu sou apenas um cara normal, caramba! Eu só encontrei um punhado de verdadeiros profissionais, um deles, que acabou por ser a minha namorada (noiva) Larisse Katarine, que tem sido um membro da banda desde o início.
Após várias formações, acabei com a formação atual, que é Larisse (vocal), um brasileiro (baixo) e o dois caras da Noruega. Eu sou a único guitarrista, então por enquanto eu estou escrevendo duas guitarras até que outro guitarrista entre para a banda. Estamos escrevendo partes da música através da Internet e ensaiando por playback, aqui no Brasil você precisa pagar para ensaiar, o que é estranho para mim, hahaa.
Estes são os perfis diferentes e eles são bem diferentes, né!

2. Escutei uma música (Orchestral Version) e já deu pra ter um gosto do que virá, então, quando a … In Deviltry lançará o tão esperado material?
Tommy: Sim, ele foi retirado do tema principal do nosso próximo EP, por isso chamado de Tema (Orchestral Version) também. O verdadeiro nome da canção que será “Even Kings Must Crawl at Feet of Death” Esta é uma versão real, com guitarras, vocais e metal de verdade, mas você ainda pode ouvir o tema nele;) Agora nós estamos preparando um vídeo teasers do EP que será lançado em nossa página oficial (www.indeviltry.com).
O material real (EP) será lançado em alguns meses, mas será limitado a ordem de correio e imprensa. Você receberá todas as informações na nossa página como o lançamento e como obtê-lo.

3. Após o lançamento desse material, vocês pensam em fazer alguns shows promocionais aqui no Brasil? Pois aqui no sul temos excelentes festivais, alguns voltados ao doom metal, já ouve algum convite, ou ainda é muito cedo?
Tommy: 
Sim, ainda somos uma banda sem contrato, então os shows serão bem limitados, mas vamos tentar tocar em todas as cidades que oferecem-nos locais e datas. Nós já tivemos alguns convites, mas como hoje, ainda (a banda) não está pronta para ir “para a estrada”. Eu acho que os primeiros shows serão do tipo estranho, pois dois membros vivem na Noruega, mas eu prometo que vai ser um show 100% profissional. Seria muito caro para o promotor de trazer os noruegueses para o Brasil, mas vamos fazer o possível. Também estamos preparando uma lineup e os shows aqui no Brasil para substituir os dois membros da Noruega, para shows locais. Eu quero dizer os dois rapazes não podem vir até o Brasil para um show! Para tours e grandes shows, estaremos a formação original é claro.

4. O que você acha dos arquivos em mp3, onde hoje em dia conseguimos encontrar facilmente discografias para downloads, no caso da …In Deviltry isso ajudaria ou atrapalharia?
Tommy: Esta é uma pergunta muito difícil de responder, eu acho que há vantagens e desvantagens para isso. As bandas são mais facilmente descobertos, música se multiplica a partir do acesso fácil, mas no final o artista trabalhador e a indústria musical perde sua força financeira. Assim, menos dinheiro para lançamentos especiais, produções menores e um acesso limitado a banda e shows.

5. Vamos voltar ao passado, você saiu do Theatre of Tragedy por razões médicas, passou algum tempo longe, rodou pelo mundo e veio parar no Rio Grande do Norte. Conte-nos um pouco sobre essa jornada até vir parar aqui.
Tommy: Não há realmente muito o que contar pois estava de férias, mas uma das lembranças que fez me deixou uma lembrança foi quando eu estava em Monterrey, México. Immortal foi fazer um show lá. De alguma forma, algumas pessoas me reconheceram lá (Tommy do TOT) e perguntaram se poderia tirar algumas fotos comigo e dar alguns autógrafos. De repente havia um monte de pessoas que me cercaram e alguns deles até pensaram que eu era um dos cara do Immortal. Eu disse a eles que eu não era, até o meu cabelo loiro confirmou que eu não era. Mesmo assim eles insistiram para eu assinar alguns “encartes”. Estava muito escuro lá embora (em frente ao palco, antes do show). Eu disse a um cara em Inglês que “EU NÃO SOU DO IMMORTAL”, porque eu não podia falar nada de espanhol, mas ele começou a ficar puto, por isso assinei qualquer maneira. Então, mais tarde no show o cara voltou, querendo começar uma briga comigo, porque eu tinha assinado o seu cd Immortal. Tudo terminou com alguns caras da segurança agarrando o cara e jogando-o para fora do show. Eu acho que ele estava muito perdido em alguma merda. Hahaahaahaha que cara imbecil.
Eu também passei o meu tempo para analisar, buscar inspiração e obter feedback para doom metal em geral, mas a minha memória favorita ainda está Brasil, por isso, e eu ainda estou aqui 🙂

6. E hoje, você está totalmente recuperado?
Tommy: 
Já foram 15 anos desde o meu acidente. Gostaria de dizer que eu me recuperei 95% de tudo pois o progresso da melhoria pararam há muitos anos, ainda tenho problemas com meu braço direito. É um processo lento, e eu não posso tocar qualquer riffs rápidos em tudo, mas para o meu tipo de música, não será um problema. Se assim for, o outro guitarrista tocará essa parte, heheeh. O acidente talvez tirou algumas capacidades físicas, mas não conseguiram tirar a minha paixão ardente e alma na música. Eu sou um cara tranquilo e teimoso, se eu amar algo, vai ser difícil tirá-lo de mim.

7. Você ainda mantém contato com seus antigos companheiros de banda?
Tommy: Bem, nestes dias, eu conversei bastante com Raymond, pois ele finalmente percebeu que o Brasil é definitivamente um lugar mais divertido para se viver, do que na Noruega. No começo ele costumava fazer piadas de mim em suas entrevistas e outras coisas, até recentemente. Ele terminou um relacionamento duradouro, vendeu sua casa na Noruega e mudou-se para o Brasil também. Eu dei uma grande risada sobre isso e só tinha que perguntar a ele: “bem Ray, quem é que está rindo agora?” Ele disse ” ehhhh Tommy, eu tenho que admitir que você estava certo. Brasil ROX !!”

 8. Agora que o Theatre of Tragedy encerrou as atividades, alguém já cogitou a possibilidade de uma reunião com a formação clássica?
Tommy: Eu acho que a formação clássica que você está se referindo seria muito difícil reunir todos os membros antigos estão como se dizem, soprado pelo o vento. Liv Kristine vive na Alemanha, eu aqui no Brasil, Pal (Theatre of Tragedy) parou de tocar guitarra há muito tempo, Geir (Velvet Darkness They Fear) ninguém ouviu em anos, Eirik (baixista) se casou e parou de tocar. Então eu acho que a reunião iria ser muito difícil. Na verdade, nós conversamos sobre uma pequena reunião para o último concerto também conhecida como a “Last Curtain Call”– DVD, mas depois a banda decidiu que seria muito arriscado, como eles estavam indo para gravá-la. Na verdade, eu tenho que discordar disso. Eu acho que seria uma excelente ideia e uma grande surpresa e um “Grande Obrigado” para o público e fãs que têm acompanhado a banda nos últimos 15 anos! Mas essa foi a decisão da banda.

9. E o projeto Scars of Lis? Está parado? Você pretende dar continuação a esse projeto, ou toda sua inspiração está voltada para …in Deviltry?
Tommy: Scars de Lis foi um projeto de mim e David Cantidio começou muitos anos atrás. Ele era um brasileiro residente em Portugal. Eu realmente não me lembro como eu conheci, mas trocamos idéias e trabalhou através da internet com um rapaz francês chamado Alexandre Soles. Fizemos alguns riffs e tal, mas nunca chegou a uma música inteira. Nós trabalhamos durante meses e depois de um tempo que perdemos contato. Mais tarde, eu já tinha começado com a … in Deviltry, e entrei em contato novamente com David para perguntar se ele seria o segundo guitarrista, ele aceitou. Nós trabalhamos por alguns meses novamente, mas estava tendo vários problemas com lineups. Tudo terminou com ele indo para outra cidade, então ele não podia continuar mais. Meu objetivo neste momento era formar uma banda com que todos os membros morem perto de outro, mas este ano eu tive que perceber o fato de que este “sonho” era impossível. A conclusão é que agora a metade, a banda é brasileira e a outra metade é norueguesa. Então … em Deviltry é a minha única e última banda que nunca vou fazer. Tenho investido muito na banda para apenas começar de novo …

10. Você também participou como convidado no cd da banda Ravenland, conte-nos como foi sua contribuição.
Tommy: Bem, um dia eu recebi um convite através do meu e-mail de Dewindson para ser um convidado em seu CD de estréia. Ele tinha ouvido falar da minha presença aqui no Brasil através de um amigo dele. Eu apenas pedi a ele algumas músicas para ver que eu poderia fazer sobre ela. Fiz algumas linhas de guitarra e entrei em um estúdio aqui no Rio Grande do Norte, gravei e enviei de volta. Eles gostaram de minhas músicas, e adicionaram-lhes em seu CD. Simplesmente:)

11. Desde já agradeço pela oportunidade dessa entrevista e desejo-lhes toda a sorte nessa nova empreitada, e gostaria que deixasse suas últimas palavras.
Tommy: Primeiro de tudo eu realmente agradeço todo o interesse na minha banda e tenho que dar os meus mais sinceros pedidos de desculpas para o atraso para a nossa lançamento. A razão é simples, nós queremos lançar um EP de 100% para vocês. Em segundo lugar, quero dizer um grande obrigado a todos vocês relacionados à imprensa que mantêm todo o metal cabeças informados do que está acontecendo em nossa cena. Não se esqueça de visitar o … in Deviltry na web (www.indeviltry.com) para conferir as últimas notícias e atualizações sobre o nosso futuro EP. Obrigado Rod pela a entrevista e paciência, heeh.
Vejo vocês em algum lugar em breve,
Tommy Lindal

The 11th Hour – Burden of Grief

Esse cd é de 2009, mas no final do ano passado que caiu em minhas mãos, e nem tava com idéia de resenhá-lo, mas não tive como passar batido. O que temos aqui é um projeto/banda de Ed Warby (Gorefest/Hail of Bullets/Demiurg) que toca todos os instrumentos e também canta, e nos vocais guturais temos a presença de Rogga Johansson (Demiurg/Carve). O disco já abre com a estupenda One Last Smoke, mas um dos destaques do play é a extensa Origins of Mourning, com melodias de arrepiar e duetos variando entre vocais limpos e melancólicos e os urros do já citado cidadão. Weep for me e Atonement são faixas onde os mais depressivos devem tomar cuidado para não irem em busca de algo cortante, pois os vocais nos moldes de Pat Walker (40 Watt Sun/Warning) em clima soturno com os teclados nos traz aquela aura depressiva. Ao vivo a banda conta com seu ex-companheiro de Gorefest Frank Harthoorn além do vocalista do Officium Triste Pim Blankenstein.
E que venha logo o segundo cd.

The 11th Hour – Burden of Grief (Napalm Records)
1. One Last Smoke
2. In the Silent Grave
3. Origins of Mourning
4. Weep for Me
5. Atonement
6. Longing for Oblivion

Contatos:
http://www.facebook.com/pages/The-11th-Hour/117564111594195?sk=info
http://www.myspace.com/11thhourdoom

 

Frustration Emotions – Sisisfo (Σίσυφος)

Na verdade não queria colocar vídeos aqui, por mais interessantes que fossem, mas esse da Frustration Emotions me chamou atenção e resolvi postá-lo. Segue a prévia do seu mais recente álbum I Saw, NOW we are Dying e a faixa em questão é Sisisfo (Σίσυφος) . Postmodenist Doom bem interessante além da animação absurdamente foda de Jankovics Marcell (1974), que casou perfeitamente com o som.

Funeral Inconscientemente Natural – Layil

Projeto postmodernist doom de Alexis Brantes, seguindo a linha de seu antigo projeto The Sad Darkness of thy Love, mas não tão caótico, e dando ênfase nas viagens de teclado e temas bem introspectivos. Algumas vocalizações em vocoder aparecem aqui e ali, quebrando um pouco a “monotonia”. Diosa (Solemne Canto) é uma faixa de destaque, e com seus 15 minutos, Alexis consegue explorar de forma ímpar as viagens, e ao fechar os olhos e se deixar levar, parece que você está tocando as estrelas. A letra dessa música é recitada em inglês/latim/espanhol, e acaba soando uníssono e dando um toque especial. Item bastante interessante e recomendado principalmente para aqueles que curtem essas viagens de teclado e música ambiente.

Funeral Inconscientemente Natural – Layil (FunerART)
1. Tierra del Sur
2. Conversations with the Asteroid 1181
3. Diosa (Solemne Canto)
4. Layil
5. Dead Poem

Contatos:
www.fin.funerart.org
www.myspace.com/doomfin