Light of the Morning Star – Cemetery Glow

ae85bfe1-5516-423e-916b-1119b9efec43Desde o dia que recebi este promo até o presente dia, o som apresentado por esta banda inglesa continua inrotulável. Mas podendo enquadrá-los dentro de alguma coisa, notamos elementos do DeathRock, Gothic Rock e com algumas passagens voltadas ao Doom e porque não, uma pequena dose de psicodelia.

Neste MLP temos apenas 3 sons que se resumem em pouco mais de 12 minutos. Pra quem se recorda, no episódio #06 do FuneralCast, eu toquei uma música deste material, que é a faixa de abertura intitulada “An Empty Hearse”.

Nela podemos ouvir nitidamente esta influência do DeathRock/Gothic Rock, sua levada simples e cativante, os vocais numa levada mais grave, tradicional do estilo lembrando ao longe os vocais de Roony Moorings.

Na sequência temos “Black Throne Ascension” que é bem direta como a faixa anterior, mas com uma leve passagem mais cadenciada. A simplicidade instrumental me trouxe a mente a banda Khold, que tem em seus riffs simples e muito cativantes mas com uma dose sinistra.

E para encerrar temos “Wraith”. Destacamos nela o baixo marcado e as quebras de tempo, deixando-a bem tétrica e que prende a atenção do ouvinte.

Espero não ter que aguardar muito para o debut álbum, pois este pequeno material deixou com uma vontade de ouvir mais e mais. O jeito, por enquanto, é colocar pra rodar novamente até saciar a vontade.

Light of the Morning Star – Cemetery Glow (Iron Bonehead)
1. An Empty Hearse
2. Black Throne Ascension
3. Wraith

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Resenha por: Rodrigo Bueno

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Alaric – End of Mirrors

a3757278799_16Rótulos não servem para definir o que ouvimos ou o que somos, mas em muitos casos eles servem para nos dar uma base. Este é o caso da banda estadunidense Alaric, pois em alguns lugares temos como rótulos: Dark Punk, Noise Rock, Post-Punk, mas ouvindo o som posso concluir que: temos a agressividade do Punk, a melancolia do Doom e o peso do Sludge em suas canções.
O som é simples, sem estruturas complexas que fariam o Dream Theater morrer de inveja, mas é muito cativante e por vezes depressivo.
Já havia ouvido a banda na época que lançaram o split com outra banda norteamericana Atriarch, mas não havia dado a atenção merecida e após ter recebido um teaser deste novo álbum “End of Mirrors”, entrei em contato com o departamento de imprensa da gravadora que ficou de enviar o play, mas por algum motivo não chegou e ainda bem que existem boas almas que disponibilizaram este artefato na internet e de lá baixei e estou aqui resenhando.
São ao todo 7 faixas e aproximadamente 40 minutos de pura desgraça sonora.
As músicas são de média duração, girando em torno de 5 a 8 minutos, exceto a faixa que dá nome ao material com pouco menos de 3 minutos.
O álbum abre com “Demon” e seus barulhinhos eletrônicos no início causam uma certa estranheza e deixa o ouvinte um pouco receoso do que está por vir, mas logo faz-se ouvir as primeiras batidas dos tambores de Jason Willer e em seguida as microfonias da guitarra de Russ e o baixo de Rick vão dando o clima sombrio a ela, preparando o terreno para os vocais melancólicos de Shane Baker.
Após ter o corpo esmagado já na faixa de abertura, não há muito espaço para respirar, pois a sensação claustrofóbica que causa este álbum é impressionante, vide faixas como: “Wreackage”, “Mirror” e “Adore”.
A faixa que menos gostei aqui foi justamente a que dá nome ao material, talvez por sua levada mais HC e ser a mais rápida, não é ruim, mas senti um pouco deslocada neste material.
Para encerrar de forma tranquila, “Angel” vem para apaziguar o espírito cansado e desgraçado após a audição deste álbum.
Mas aquela sensação de ouvir de novo e de novo permanece.

Alaric – End of Mirrors (Neurot Recordings)
1. Demon
2. Wreckage
3. Mirror
4. Adore
5. Shrinking World
6. End of Mirrors
7. Angel

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Resenha por: Rodrigo Bueno

The Drowning – Senescent Signs

album coverÉ a primeira vez que escuto The Drowning, então não posso afirmar se o som destes ingleses vem evoluindo ou mudando dos outros 3 full-lenghts que já lançaram, mas aconselho, me baseando neste Senescent Signs que o ouvinte busque os ouvir os outros trabalhos deste grupo. A proposta é bem direta e sem firulas, Death/Doom que não deixa nenhum fã do gênero desapontado

 Senescent Signs, pode ser aquele tipo de álbum que não lhe cai muito bem numa primeira audição, como foi o meu caso, mas numa segunda em diante pode aparecer algum ou alguns detalhes musicais que se não ouvir com atenção a visão sobre o som do grupo pode cair no conceito de maneira desmerecida.
A terceira faixa, “Betrayed by God”, é um bom exemplo que podemos utilizar para representar o que estou querendo dizer, pois é uma faixa que tem uma introdução que transborda um feeling não muito comum ao Death/Doom e chegando mais para o meio da musica temos aquela pegada bem conhecida de todos nós, com um peso tremendo e uma levada um pouco mais rápida.
O grupo também traz em suas faixas fraseados de guitarra bem melódicos e diria que no caso que no caso da faixa, “At One With The Dead”, bem pegajosa fácil de ficar com ela na cabeça por bastante tempo. O restante do álbum é bastante similar no que diz respeito a proposta de Death/Doom, muito peso nos riffs com algumas passagens mais cadenciadas e diferenciadas, com vocais femininos aqui e acolá, alguns solos mas nada de que caminhe fora dos trilhos.
Se você está procurando algo com muitas nuances The Drowning não vai lhe fornecer isso, mas se você é um fã do Death/Doom mais tradicional, segure essa pedrada que é Senescent Signs.

The Drowning – Senescent Signs (Casket Music)
1. Dolor Saeculi
2. Broken Before the Throne
3. Betrayed by God
4. Never Rest
5. At One with the Dead
6. House of the Tragic Poet
7. Dawn of Sorrow
8. When Shadow Falls
9. The Lament of Faustus

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Resenha por: Guilherme Rocha

Womb – Deception Through Your Lies

SP. 112-15Womb lançou seu primeiro álbum intitulado “Deception Through Your Lies” de forma independente em Maio de 2015, logo a Hypnotic Dirge Records e a Solitude Productions decidiram lançar o título em conjunto.
A banda traz no lançamento as principais características admiradas pelos fãs de funeral doom, riffs pesados e arrastados, vocais guturais profundos e uma atmosfera sombria densa.

A faixa “Echoes of Our Scars” inicia com sutis toques no piano longos, que vão dando espaço para uma execução bem arrastada dos riffs, acompanhado dos belos múrmuros entoados por Emilio.
As melodias são muito bem trabalhadas, percebi uma certa influência do Swallow the Sun e até mesmo My Dying Bride, os arranjos são elegantes em todo trabalho e se destaca especialmente em alguns solos como os da faixa “Ends” e principalmente da faixa “March”.

Numa linha mais pesadas da frieza crua do Funeral Doom,  a faixa “Equidistant”, para mim, a que mais se destacou, é de uma harmonia amarga incrível.
O artefato encerra com “Forgotten by Her Bliss”, uma canção um pouco mais agressiva, sem perder a morbidez.
Womb está no caminho certo, eles são realmente bons, espero que nos próximos trabalhos sigam com essa originalidade e com todo capricho empregado nessa ótima produção.

Womb – Deception Through Your Lies (Solitude Productions / Hypnotic Dirge Records)
1. Echoes of Our Scars
2. Ends
3. March
4. Equisdistant
5. Forgotten by Her Bliss

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Solitude-Prod

Resenha por: Vortane