Enshine – Singularity

RWE011Tendo seu bem aclamado debut lançado em 2013, eis que este duo franco/sueco retornam com mais um ótimo full-lenght.

Tudo o que pudemos conferir no álbum anterior, encontramos aqui, ou seja muito Melodic Doom Metal.

As linhas de guitarra soam mais melodiosas e as atmosferas criadas pelos teclados são de fazer qualquer ser pensante se tornar uma pessoa mais introspectiva. Isto podemos sentir logo de cara na faixa de abertura “Dual Existence”.

“Adrift” é a faixa que vem em seguida começa com uns efeitos que me trouxe o Anathema na cabeça, por manter um clima viajante/deprê. Os vocais limpos dão uma ênfase maior nessa melancolia, enquanto os guturais fazem o belo serviço no restante da faixa.

A faixa seguinte, “Resurgence” deixa de lado o Melodic Doom e nos traz uma pegada mais modernosa, não é ruim, mas eu achei muito genérico. Para nossa sorte, a medida em que a faixa vai avançando, temos uma variação para uma levada mais tristonha, com um forte apelo as melodias do teclado.

“In Our Mind” para mim é uma das melhores músicas do disco, pois possui uma dose extra de melancolia, principalmente na hora em que os vocais limpos aparecem, e seu clima (nesta parte em específico) flerta com o shoegaze para tão logo descambar para o lado melódico e seus vocais guturais competentíssimo. Não há como não destacar o excelente solo de guitarra.

É chegada a hora de um pequeno interlúdio, marcando a metade do disco e intitulado como “Astarium Pt. II”. A primeira parte pode ser encontrada no debut album e soa bem interessante vocês ouvirem as duas em sequência.

“Echoes Master” é a responsável por abrir o segundo ato, e aqui mantém todo seu approach do Melodic Doom que lhe é característico e tendo sua extensão na faixa seguinte intitulada “Dreamtide”.

“The Final Trance” e “Apex” são responsáveis de finalizar de uma maneira bem pra baixo, mas no bom sentido. Enquanto a primeira mantém a mesma pegada do álbum, a última é responsável por dar aquele toque introspectivo e deixar aquele gosto de quero mais.

Enshine – Singularity (Rain Without End/Naturmacht Productions)
1. Dual Existence
2. Adrift
3. Resurgence
4. In Our Mind
5. Astrarium Pt. II
6. Echoes
7. Dreamtide
8. The Final Trance
9. Apex

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Rain Without End

Resenha por: Rodrigo Bueno

Entrevista com Morgan Gonçalves, por Cielinszka Wielewski

O ano: 2014. Conheci esse cara muito talentoso e criativo. Suas palavras foram mais ou menos essas: “Precisamos criar mais eventos de Doom Metal, vou correr atrás, pesquisar e ver o que posso fazer”. Ou, “Você tem ideia de que eventos ocorrem por aqui?”.
Sem saber muito por onde começar, ou para onde ir, após meses de conversa, no passo a passo, eis que o Morgan organizou um evento fantástico no Rio de Janeiro, intitulado October Doom Festival. Com patrocínio e aposta da Persephone Dark Clothes na primeira edição, o evento teve uma repercussão muito animadora.
Um ano após, os resultados e as ideias só vem a somar: está à frente da idealização e aprimoramento da October Doom Magazine (na sua edição 45 até o fechamento dessa entrevista), que comemora um ano de edição também; administra a página homônima no facebook, além de outras reservadas surpresas em breve…!

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É um cara promissor e muito decidado à causa no Brasil. Por isso nada mais justo, que uma entrevista com ele não é mesmo? Então, vamos lá!

1- Cielinszka: Olá Morgan, como vai? Desde que nos conhecemos ano passado, tenho acompanhado do princípio seu trabalho, e pude perceber que muita coisa evoluiu. Apresente-se ao público e comente como toda a ideia de apoio ao doom metal brasileiro (e seus subgêneros relacionados) surgiu.
Morgan: Bom, antes de tudo, meu nome é Morgan Gonçalves (de verdade), tenho 26 anos, sou casado e pai da Sophia, de sete meses. Eu escuto Doom Metal há quase 10 anos, mas passei boa parte desse tempo somente apreciando o gênero. Entre 2011 e 2013 eu morei no Mato Grosso, e lá as coisas são muito paradas. Quando voltei para o Rio de Janeiro e depois de tanto tempo sem conhecer gente que gostasse de Doom, eu cheguei muito animado, mas percebi que no Rio não havia opções de eventos Doom. Foi então que tive a ideia do October Doom Festival.
Mas sozinho essa ideia nunca teria saído do papel. Conversei com meu #BrotherOfDoom, Fabricio (Morgan Austere), sobre a ideia de fazer um fest voltado ao Doom, que ele também curtia muito, e com a ajuda dele e o apoio da minha esposa, decidi levar a ideia adiante. O primeiro evento aconteceu e, apesar das falhas características de principiantes, foi um sucesso.
Depois disso, veio a ideia de fundar a Produtora, – October Doom Entertainment- , e a ocupação de espaços dentro da cena, como por xemplo a revista, October Doom Magazine: a primeira revista Doom digital e gratuita do Brasil. Depois isso a revista cresceu, a segunda edição do ODF aconteceu, muitas amizades surgiram e parcerias se firmaram.

2- C: Faça um breve comentário a respeito dos dois eventos do October Doom já realizados, e a expectativa para os próximos.
M: O Primeiro foi um tiro no escuro. Eu não conhecia ninguém, ninguém nunca tinha ouvido falar de mim e eu nunca tinha me proposto a nada semelhante. O evento, apesar dos contratempos, foi muito bom e trouxe a experiência de que precisávamos.

O segundo veio com um planejamento melhor e correu muito bem. Mais amizades foram seladas e eu ainda tenho muita vontade de fazer mais e mais edições. Quanto às próximas edições, estamos trabalhando para expandir para outros estados, em parceria com outras iniciativas.

3- C: No dia a dia da “mão na massa”, o que você acha que mais mudou do início até agora?
M: Hoje tenho mais contatos, cada vez me envolvo mais com pessoas como Merlin Oliveira, do Murro, Rodrigo Bueno, do Funeral Wedding, Felipe Toscano, da Abraxas, e disso, sempre tiro muito aprendizado. Com gente assim por perto, as coisas tendem a ficar mais claras.

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4- C: Cite um exemplo de repercussão que te realmente te surpreendeu durante todo esse tempo.
M: Posso citar um de cada iniciativa?
– Sobre o ODF: Algumas bandas da Itália e da Bélgica, que se interessaram pelo evento, e se propuseram a tocar conosco.
– Sobre a Revista: Bandas e pessoas de lugares distantes, como Filipinas e Azerbaijão, que acompanham nossas publicações. Isso tudo é muito gratificante.

5- Ao acompanhar super de perto o cenário nacional, o que mais te chamou a atenção até agora?
M: A quantidade de bandas de qualidade incrível. Mesmo além de ícones como HellLight e MythologicalColdTowers, o Brasil tem se superado constantemente na qualidade das bandas e no cuidado na produção de cada álbum.

6- C: Como você imagina o Brasil daqui uns dois ou três anos em termos de festivais e bandas?
M: Bom, para Festivais, eu não imagino muitas mudanças. Talvez alguns eventos com mais estrutura. Nossas bandas merecem. Agora, em relação às bandas, o nosso país tem se mostrado um maravilhoso celeiro para projetosde Doom. Só neste ano eu já acompanhei o surgimento de Pantanum e Cassandra, de Curitiba/PR; Black Witch, de Mossoró/RN e várias outras excelentes bandas novas que o mundo precisa conhecer.

7- C: Meio injusto perguntar quais suas bandas brasileiras preferidas não? Afinal, a evolução brasileira está tão latente, que acredito ser difícil essa pergunta. Mas cite três sons brazucas que mais tem ouvido ultimamente.
M: Putz… Três nomes que eu tenho mantido na playlist constantemente são HellLight, Pantanum e Black Witch, mas eu poderia falar mais umas oito ou dez bandas, hehehe.

8- C: Quais as maiores dificuldades sentidas na pele para um organizador de festival?
M: Nossa, a gente apanha muito com casas de show. O Rio de Janeiro não tem tantas opções como São Paulo, e isso atrapalha muito.

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9- C: Obrigada pela entrevista!
M: Eu que agradeço. Só quero deixar meu convite à todas as bandas, músicos e artistas do gênero Doom e periféricos. Contatem a gente. Temos uma revista que vem crescendo muito, e tem espaço pra todo mundo.

Swallow the Sun – Songs from the North I, II & III

635790940617727036(2)Desde que foi anunciado que o Swallow the Sun estava preparando um álbum novo, algumas perguntas pairavam no ar. Seriam eles capazes de fazer um álbum tão bom quanto o seu anterior?
Aí quando foi revelado que seria um álbum triplo, este escriba logo indagou-se: O que será que iremos ouvir neste disco? Terial alguma sonoridade diferente, talvez floydiana ou apenas uma depressão sem fim?
Passada a primeira audição, podemos separar os 3 discos como álbuns individuais e serem digeridos de acordo com o seu humor. Nada os impede de ouvi-los todos de forma aleatória ou em sequência. Mas o primeiro disco é como se fosse a continuação do seu álbum anterior, ou podemos escrever assim, temos o que de melhor esses finlandeses sabem fazer: Melodic Doom/Death Metal.
Assim que o primeiro lyric video foi lançado, a música “Heartstrings Shattering” acabou por nos trazer tranquilidade e nos certificar que a sonoridade deles continuava intacta. Deste primeiro disco podemos
destacar também “10 Silver Bullets”, “Rooms and Shadows”, “Lost & Catatonic” e seu refrão grudento e para finalizar a primeira hora “From Happiness to Dust”.
A surpresa veio ao ouvir o segundo disco, pois não era algo que eu esperava, poder curtir as belas melodias de uma forma mais intimista, ao som de violão aliados a sua atmosfera musical.
Após a primeira faixa, instrumental chamada de “The Womb of Winter” e sendo logo pego por “The Heart of a Cold White Land”. Tá certo que o que ouvimos aqui não é nenhuma novidade, visto que o Katatonia já havia feito isso em seu “Dethroned and Uncrowned”, mas ao contrario dos suecos, estas faixas contidas neste disco são todas inéditas.
A ideia/sentimento é o mesmo, músicas melodiosas com uma carga emocional muito intensa e seu clima melancólico/deprê toma conta até seu último acorde.
Os vocais de Mikko Kotamäki estão melhores a cada disco e aqui ele dá uma aula de interpretação, assim como o inspiradíssimo guitarrista Juha Raivio e suas belas composições.
Destaques para este segundo ato: “Pray for the Winds to Come”, “Songs from the North”, “Before the Summer Dies”.
O terceiro disco é outra obra-prima, por assim dizer, pois nos apresenta uma nova faceta desta banda finlandesa e assim como muitos de seus conterrâneos, parecem ter em seu DNA os genes do Funeral Doom.
Neste álbum a atmosfera é muito mais densa, pesada e moribunda e isto podemos sentir logo na faixa de abertura “The Gathering of Black Moths”. O clima sorumbático tem sequência em “7 Hours Later” e “Empires of Loneliness”.
“Abandoned by the Light” já era uma música conhecida visto que foi a terceira faixa a ganhar um lyric video e para encerrar este opus magnum “The Clouds Prepare for Battle”.
Após 3 anos de espera desde o seu último trabalho, não me surpreenderei se tivermos que esperar pelo menos uns 5 anos até o seu próximo lançamento. Até lá temos esta obra indefectível do doom metal para devorarmos.

Swallow the Sun – Songs from the North I, II & III (Century Media)
I

1. With You Came the Whole of the World’s Tears
2. 10 Silver Bullets
3. Rooms and Shadows
4. Heartstrings Shattering
5. Silhouettes
6. The Memory of Light
7. Lost & Catatonic
8. From Happiness to Dust

II

1. The Womb of Winter
2. The Heart of a Cold White Land
3. Away
4. Pray for the Winds to Come
5. Songs from the North
6. 66°50´N,28°40´E
7. Autumn Fire
8. Before the Summer Dies

III

1. The Gathering of Black Moths
2. 7 Hours Late
3. Empires of Loneliness
4. Abandoned by the Light
5. The Clouds Prepare for Battle

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Resenha por: Rodrigo Bueno

The Gathering disponibiliza faixa ao vivo

Em comemoração aos seus 25 anos de carreira, foi gravado um CD/DVD que será lançado em breve pelos holandeses do The Gathering.

Em virtude disto, a banda disponibilizou via streaming e download grátis a faixa “Paper Wives” e pode ser conferida diretamente no bandcamp da banda.

Esta faixa conta com  a participação especial de Anneke, além de sua atual vocalista Silje.

MIDNIGHT DOOM FEST

12231655_1680381512245481_1711760223_nUnião Doom Metal e Vendetta Produções apresentam:

MIDNIGHT DOOM FEST

O 1° festival de Mato Grosso voltado exclusivamente para o Doom Metal! Serão 03 bandas de diferentes regiões do país que estarão pisando pela primeira vez nos palcos da cidade de Cuiabá!

Com as bandas:

MYTHOLOGICAL COLD TOWERS – Epic Doom, Death-Black Metal diretamente de Osasco (SP)
www.facebook.com/officialmythologicalcoldtowers

MORTIFERIK – Funeral Doom diretamente de Campos dos Goytacazes (RJ)
www.facebook.com/mortiferik

BERTRAN DE BORN – Drone Sludge Doom Experimental diretamente de Agudos/Bauru (SP)
www.facebook.com/bertrandebornband

Apoio: Cavernas Bar, Subverta Distro & Recs, Sunset Press e Arte Metal.

Participe do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1048547571844118/

Ereb Altor grava tributo ao Bathory

Os suecos do Ereb Altor gravaram um tributo especial ao grandioso Bathory, intitulado “Blot – Ilt – Taut” (que significa Blood, Fire, Death em sueco).

Este lançamento ocorrerá em fevereiro do próximo ano em LP e Digital via Cyclone Empire.
As 7 músicas escolhidas para este álbum são dos seguintes álbuns:
1 do primeiro álbum “Scandinavian Metal Attack”
1 do “Under the sign of the Black Mark”
2 do “Blood Fire Death”
2 do “Hammerheart”
1 do “Twilight of the Gods”.

Enquanto a data do lançamento não chega, vamos apenas apreciando o primeiro teaser.