Asphodelus – Dying Beauty & the Silent Sky

a_lp_cover.jpgApós 3 demos e um EP lançados sob a alcunha de Cemetery Fog, estes finlandeses optaram por mudar o nome de sua banda por achar que o nome antigo não cabia mais no som em que estão executando atualmente e esta nova empreitada denomina-se Asphodelus.

Se antes aquele Doom/Death Metal com uma pegada bem Old School predominava, agora temos um lugar a mais as melodias lembrando em muito a época “podre” do Katatonia, ou seja, este material bebe muito da fonte do Dance of December Souls.

O som apresentado aqui em comparação a antiga empreitada, é muito parecido e para nós apreciadores não haveria um motivo para a tal mudança de nome, mas como apenas observamos de longe, não sabemos o que ocorre internamente além de uma vista mudança no lineup.

Este MLP 12” intitulado “Dying Beauty & the Silent Sky” contém apenas 4 sons, sendo que uma intro, duas faixas executadas integralmente e um interlúdio que leva nome do material para criar uma bela atmosfera.

Illusions of Life” tem uma pegada do ja citado Katatonia, me fazendo lembrar da excelente “In Silence Enshrined”. Andamento lento, uma guitarra fazendo a linha guia para para o restante do grupo. Para não ficar na morosidade, presenciamos algumas mudanças de andamento, deixando a faixa um pouco mais rápida e ao fundo se fazem ouvir algumas vozes femininas completando a harmonização.

Nemo Ante Mortem Beatus” segue nesta mesma pegada, ou seja, melodiosa mas ao mesmo tempo com uma crueza ímpar. Temos uma participação feminina e não apenas no coro para dar clima. Esta faixa é mais trabalhada do que a anterior devido aos elementos citados e se o próximo lançamento (full-lenght prometido para este ano) vier nessa linha, agradará em cheio não só os fãs órfãos do Katatonia do início dos anos 90, mas todo apreciador de um excelente Doom/Death Metal.

Asphodelus – Dying Beauty & the Silent Sky (Iron Bonehead)
1. Intro
2. Illusions of Life
3. Dying Beauty & the Silent Sky
4. Nemo Ante Mortem Beatus

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Iron Bonehead

Resenha por: Rodrigo Bueno

Fallen – Fallen

SP. 107-15.jpgA banda Fallen da Noruega, é uma entidade Funeral Doom que conta com seu fundador Anders Eek como atual e único membro e neste material que foi lançado via Solitude-Prod no ano de 2015 nada mais é que seu único álbum + 2 bonus track.

Na época do lançamento de A Tragedy’s Bitter End, tínhamos em sua line up o falecido guitarrista Christian Loos e Kjetil Ottersen no baixo, teclado, vocais e guitarras adicionais.

Eek e Loos também tocavam junto em outra entidade norueguesa denominada Funeral. Mas vamos no ater neste álbum em específico.

O andamento é lento, arrastado no melhor estilo Funeral Doom, mas não pense você caro leitor, que os vocais de Kjetil são aqueles vocais cavernosos ultra urrados, muito pelo contrário, são limpos, compassados e até mesmo hipnotizantes e podemos sentir isso logo de cara na faixa de abertura “Gravdans”.

O andamento moroso continua em “Weary and Wretched” e aqui os vocais são graves, no melhor estilo Peter Steele, em modo comparativo.

O som do Fallen é majestoso e até mesmo poético numa certa forma de ver e compreender o som que eles fazem. Lembro de ter escutado pela primeira vez logo após o seu lançamento lá em 2004 e havia achado muito bom com excessão dos vocais. Com o passar dos anos e com o amadurecimento pessoal e ao escutar este disco periodicamente, não consigo imaginar uma forma que melhor casasse o vocal ao som do Fallen.

Seguindo adiante outras faixas que podemos destacar em meio a toda essa depressão é “Morphia” e “Now That I Die”.

As duas faixas bonus contidas nesta coletânea são “Drink Deep My Wounds” e “Persephone” que é a versão coverizada do Dead Can Dance.
Ambas as faixas foram extraídas de versões demos do vindouro segundo álbum deles e que certamente nunca iremos ver a luz do dia devido a partida do guitarrista Christian Loss.

Mas fica aqui o belo registro desta banda de Funeral Doom, Fallen.

Fallen – Fallen (Solitude-Prod)
1. Gravdans
2. Weary And Wretched
3. To The Fallen
4. Morphia
5. Now That I Die
6. The Funeral
7. Drink Deep My Wounds
8. Persephone

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Acid Witch – Midnight Movies

acid witch - midnight movies cover.JPGAno passado o selo Hells Headbanger lançou este EP dos malucos do Acid Witch. Neste EP contém apenas 4 músicas, todas versões covers de clássicos dos filmes de terror dos anos 80. Este material com pouco mais de 20 minutos nos trás uma certa dose de diversão, pois não há como não curtir as versões “podreiras” de bandas como Fastway, Sorcery, Black Roses ou até mesmo 45 Grave.

Não há como citar esta ou aquela como a melhor faixa, apenas tentar compará-las com as versões originais e achar as similaridades e as diferenças entre elas.

O álbum abre com “I’m Back” e uma versão cheia de samplers entrecortando a faixa, tira um pouco a dinâmica dela, mas nada que tire o “headbanging” do ouvinte.

Seguindo temos a versão raw de Fastway, com a música “After Midnight”. Os vocais rasgados naqueles riffs “acdcianos” são de empolgar até o final, ou melhor, próximo ao fim (a música), tem uns barulhos esquisitos e logo rola um diálogo da película.

“Soldiers of the Night” é uma versão bem interessante em relação a farofeira oitentista original. Aqui há uma variação de vocais entre o limpo (principal) e os vocais mais rasgados (refrão) e mantém a dinâmica da música do início ao fim.

E para encerrar temos “Partytime” versão coverizada da banda de deathrock 45 Grave. Para quem conhece a versão cantada por Dinah Cancer vai estranhar esta versão desgraçada.

Enfim quem curtiu/curte os filmes de terror dos anos 80 e teve o prazer de conhecer suas trilhas sonoras irá se deleitar com esse EP, agora se você desconhece, o youtube lhe cairá como uma luva para que você revisite tanto as faixas citadas quanto as películas.

Acid Witch – Midnight Movies (Hells Headbangers Records)
1. I’m Back (Sorcery cover)
2. After Midnight (Fastway cover)
3. Soldiers of the Night (Black Roses cover)
4. Partytime (45 Grave cover)

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Usnea – Random Cosmic Violence

randomcosmicviolence_1500Tirando a poeira de alguns materiais que recebi ao longo do ano passado, eis um que me intrigou pela sonoridade e seu andamento arrastado.
Usnea é o nome deste quarteto estadunidense e que apresenta aqui seu segundo full-lenght e primeiro trabalho via Relapse Records.

Vasculhando o site Metal-Archives, consta que esta banda oriunda de Portland (sempre ela) e que praticam um “Blackened Funeral Doom”, mas ao ouvir a pequena intro que antecede os acordes de “Lying in Ruin” e tendo por base os vocais desesperados e uma prévia do andamento, eles tem flertam (e muito bem) com o Sludge. As alternâncias entre os vocais urrados e gritados casaram muito bem no contexto da faixa.

“Healing Through Death” vem em seguida trazendo todo o desespero iminente num ser humano, visto os vocais agoniados, para não dizer agonizantes, dando um toque em especial ao som. Mudanças de andamento podemos encontrar ao longo de seus 14 minutos e mesmo com essas passagens mais funerais eles mantém em alta a sonoridade, preenchendo possíveis lacunas, prendendo a atenção do ouvinte.

Geralmente as faixas que dão nome aos materiais são as que merecem uma atenção maior, pois elas meio que representam o conteúdo do álbum. E com essa “Random Cosmic Violence” não seria diferente. Ao contrário das outras faixas onde já esfregavam o desgosto da vida na cara do ouvinte, esta começa de forma calma, com alguns arpejos de guitarra e vocais hipnotizantes, para tão logo o ouvinte ser jogado do alto de um prédio com tamanho desprezo transmitidos pelos vocais e o peso das guitarras. Seguimos nessas alternâncias de andamento durante a música, sendo até surpreendidos por uma parte totalmente esporrenta e ríspida, assim como a morte que o espreita.

E para encerrar essa hora de audição, temos “Detritus”, que é o estado que o ouvinte se encontra após a audição desta música. Seguindo na mesma vibe que a faixa anterior, ou seja, arpejos de guitarra dão a tônica da faixa. Esta música é a mais cadenciada do álbum e acaba deixando um gosto de quero mais.

Fãs de Neurosis podem ir sem medo que a diversão está garantida.

Usnea – Random Cosmic Violence (Relapse Records)
1. Lying in Ruin
2. Healing Through Death
3. Random Cosmic Violence
4. Detritus

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Relapse Records

Resenha por: Rodrigo Bueno

In Absenthia – A Subtle Teardrop – pt I

ARTWORK.jpgPrestes a lançar um EP Compilation de seus materiais que deve chegar no início do próximo ano, nada melhor do que encerrar este com uma das promessas dentro do cenário Doom Metal brasileiro.

Mostrando uma clara evolução desde seu primeiro material, este “A Subtle Teardrop – pt I” nos brinda com 3 canções de altíssimo nível.

Começando com a bela “Everlasting Cycle of Consciousness”, tendo em sua intro belas linhas de piano acompanhados de um violino, para tão logo entrar as guitarras e o sofrimento. Os vocais de Bruno me lembraram os vocais de Felix, do saudoso Crematory (fase Transmigration//Illusions). Onde mesmo sendo “cantado” gutural torna-se inteligível a sua audição.

Seguindo em frente temos “My Eerie Affair” e aqui posso citar a marcante presença do novo baterista  Erlon Guterres, tanto pelas batidas precisas em sua bateria tanto pelos vocais limpos em dueto com o vocalista Bruno Braga. Outro destaque vão para os belos vocais de Marina Melo, simples porém eficazes.

E para encerrar temos, para mim, a melhor faixa do EP intitulada “A Lament (Unveiled by the Moonlight)”. Esta faixa tem em sua levada um flerte com o Funeral Doom, as belas intervenções de piano sendo acompanhados de uns vocais falados, dão a ela um clima soturno. Para completar a tristeza temos também os vocais limpos de Erlon marcando presença.

Agora nos resta aguardar pelo EP compilation que citei no início e torcer para que este ajude-os a alçar vôos mais altos antes que seu debut seja lançado no final do vindouro ano.

In Absenthia – A Subtle Teardrop – pt I (independente)
1. Everlasting Cycle of Consciousness
2. My Eerie Affair
3. A Lament (Unveiled by the Moonlight)

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Resenha por: Rodrigo Bueno