Dea Marica – Ritual of the Banished

Projeto paralelo de Riccardo Veronese, guitarrista da banda Gallow God e aproveitando uma pequena pausa em sua banda, ele nos brinda com essa nova banda doom.

Balefire inicia o play, guitarras pesadas e andamentos lentos dão o ritmo a música.

Um dos destaques são os vocais de Roberto Mura, principalmente os guturais, pois os vocais limpos, para mim, me pareceu um pouco inseguros, mas nada que prejudique a música.

The Wild Hunt é a seguinte, aqui os vocais limpos de Roberto Mura soam mais precisos. A faixa segue na mesma linha da primeira, mas encontramos algumas variações de andamento nela. Os primeiros vocais mais altos são arriscados aqui e com sucesso, vide o pré-refrão“… Pale light ventures beneath / Last hours of freedom awaken me / Red skies burn inside / My last breath tears fall away.”

Dea Marica é uma faixa bem emotiva, pois temos uma linha melódica de guitarra, intercalado com algumas linhas acústicas que quase chega a ser uma passagem folk devido ao seu dedilhado, o que dá um toque especial para ela. Com uma melodia fácil de assimilar, é quase impossivel não se flagrar cantarolando o refrão.

The Silence of the Shore começa com alguns violões entoando para tão logo a linha melódica seja introduzida (guitarra e bateria).

Senti novamente uma falta de segurança nos vocais, isso se falando dos primeiros estrofes, pois na hora que ele decide subir o tom da voz e cantar  “…This abyss pulls me in / Deeper I long for death…” fica absurdamente linda essa parte e na minha opinião eles deveriam tentar investir mais nessas passagens, ou mesmo tentar cantar dessa forma.

E para encerrar esse EP temos Ritual of the Banished, temos talvez a faixa mais doom de todo o material. Andamento ultra lento e alguns arpejos de guitarra ao fundo dão a forma melódica para a música.

Mas novamente os vocais limpos ainda pecam e para mim está pouco fora do tom.

Essa faixa é muito boa, e o seu final desolador tocado ao piano dar um ar de despedida e uma vontade de quero mais.

Assim como sua outra banda, esse Dea Marica tem um futuro muito promissor.

 

Dea Marica – Ritual of the Banished (independente)

1. Balefire

2. The Wild Hunt

3. Dea Marica

4. The Silence of the Shore

5. Ritual of the Banished

 

 

Contatos

http://deamarica.bandcamp.com/

http://www.facebook.com/DeaMarica

http://www.deamarica.co.uk/

Mare Infinitum – Sea of Infinity

A pedido do meu amigo Rodrigo, venho até o Funeral Weeding para resenhar o álbum da banda russa Mare Infinitum, que pratica um Funeral Doom/Death com algumas pitadas generosas atmosféricas no som. A banda lança seu primeiro cd pelo já conceituado selo do gênero Solitude Productions, sempre mostrando material de qualidade para os fãs.
A banda não tem muitas informações espalhadas, porém o que importa aqui é a música, e isso eles fazem muito bem: O cd abre com a pesada e densa In Absence We Dwell. A música nos presenteia com uma maravilhosa sessão atmosférica no meio dando um charme especial para um grandioso final com direito a vocais mezzo-limpos, executados por Ivan Guskov, de uma outra banda russa, porém essa de Heavy Metal, chamada Hunters.
A segunda música dá nome ao play. Sea Of Infinity carrega um clima denso e etéreo agora capitaneados pelas belas inserções de vocal feminino (feitos por Eris, que também toca teclado na faixa) e as novas aparições de Ivan Guskov. Novamente no meio da música há uma caída no ritmo e belas inserções de vocais sussurados, criando o clima que todos nós, amantes do doom mais arrastado, gostamos.
Beholding The Unseen tem certamente o clima mais pesado de todo o cd, com andamentos lentos e vocais agressivos na maior parte do tempo, porém sem perder a aura atmosférica que permeia por todo o cd. A música também conta com os vocais limpos de Ivan Guskov dando todo o charme necessário. A bela instrumental November Euphoria com seus longos e agonizantes (no melhor sentido da palavra) invoca os mais profundos e densos sentimentos para o grand-finale In The Name Of My Sin, com seus pouco mais de doze minutos com todos os elementos que fazem desse um grande álbum: Densidade, cadência, atmosfera, vocais fortes e muito peso.
O Mare Infinitum acertou em cheio no seu primeiro lançamento e se você gostar da banda, pode adquirir facilmente o play pelo site http://solitude-prod.com/. Vida longa à banda e que a mesma nos presenteie com grandes peças como essa.

 

Mare Infinitum – Sea of Infinity (Solitude Prod)

1. In Absence We Dwell

2. Sea Of Infinity

3. Beholding the Unseen

4. November Euphoria

5. In The Name Of My Sin

 

 


https://www.facebook.com/MareInfinitum

http://mareinfinitum.bandcamp.com/

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

 

 

 

 

Whales and Aurora – The Shipwreck

Mais uma vez os italianos nos surpreendendo com uma ótima banda. Depois daquela onda açucarada de metal sinfônico que assolou o mundo no final dos anos 90 início dos 2000. Eis que de um tempo pra cá muitas bandas de qualidade, voltadas ao metal extremo têm surgido por lá.

E para a nossa sorte, cai em mãos esse The Shipwreck, que conta com 7 faixas e podemos contá-los como capítulos, pois trata-se de um álbum conceitual que traz ao ouvinte um passo a passo do estado negativo da consciência humana. Assim como na Teoria do Existencialismo de Sartre, as letras são como uma visão em preto e branco que guiam o ouvinte até uma aceitação apática das coisas como elas são.

Musicalmente falando encontramos nesse material um Sludge/Post metal, muito pesado e introspectivo que nos transmite essa angústia descrita acima. Não há como destacar uma ou outra pois todas as faixas são de uma mesma qualidade. Mas as faixas Refused Recounting Words, Achieving the Unavoidable e A New Awareness, são verdadeiras obras-primas.

Uma faixa que pega pesado nas letras, apesar de todas serem assim, mas Abandoned Among Echoes, vide o trecho: …Behold glory, it means nothing. Behind your eyes I recall the weight of tears…”; é daquelas músicas que te confortam nos dias de tristeza/revolta. Apesar de seu começo calmo e um pouco viajante, logo entra os vocais desesperados de Alberto Brunello junto com as guitarras pesadíssimas de Nicolo de Fraceschini para nos trazer um turbilhão de emoções.

Tá esperando o que para correr atrás de sua cópia e se deixar esmagar por essa onda de existencialismo?

 

Whales and Aurora – The Shipwreck (Slow Burn/Solitude Prod)

1. Refused Recounting Words

2. Achieving the Unavoidable

3. The Aground Hard-ship

4. Abandoned Among Echoes

5. Awakened by the Aurora

6. A New Awareness

7. Floating on Calm Waters

 

 

Contatos:

http://whalesandaurora.bandcamp.com/

http://slowburn.ru/lang/eng/2012/05/burn-014-12-whales-and-aurora-the-shipwreck/

Interview: Caskets Open

For some time I have done this interview with these Finns, but due to setbacks had not enough time to translate it. Anyway, it’s time to publish it, and it can better understand what goes on in their heads. Gave us details on some curiosities in his debut, as some things happened “fast” in his career, besides other issues.

 

1. You set up the band in 2007, a year after you released your demo and later the debut album. The things happened relatively quickly for you, huh?

Horror: After doing that math – I think it did, but before the first demo things weren’t really happening and we were in a kind of situation where we had to decide whether to split or to really take effort to try to put out some kind of a release. It was a good kickstart for us considering it got us performing live and getting a record deal really fast after releasing the demo. The songs on the demo were written and put together in very short time and they were heavily influenced by Saint Vitus and Reverend Bizarre. You don’t have to be a genius to hear that from it… After releasing the demo we were asked to play live a few gigs and because of that we got some interest from couple of labels. Then in 2010 after playing more live shows and writing a handful of new material we did our first LP through Streaks Records and it still is our only official release so it doesn’t really feel like we have done anything too fast! 

 

Terror: Because of releasing only one demo, our debut wasn’t really a collection of old songs. Everything except SWBD (which was originally done for the demo) was written during 2009. We actually recorded a ridiculous amount of stuff for the demo and dropped out almost all of it. But i can’t say everything happened too fast, for us it feels like making both releases took almost eternity. Of course we had some good luck but everything happened quite naturally I’d say. Actually we’ve been together five years now and we got one album out, could be quicker too. For the next album we got again a good bunch of songs to select from.

 

2. But you Rule was released in 2010. How has been the reception of the album since its release until today?

Horror: Actually I don’t really know what most of the people think of it – I think I’ve kinda dodged people’s opinions and concentrated on how the LP sounded to me personally, after all the inexperienced mayhem we went through making it. It has it’s moments. Sometimes I love it, sometimes I don’t. The few comments I’ve heard have been positive, though. As a debut I think it could be worse?

 

Terror: Well, Streaks is almost out of the press, but it doesn’t mean distros wouldn’t be having them a lot still. Feedback’s been mostly positive, sometimes maybe too much. A few people have told they thought their speakers were broken when they first time heard the album, hehe.

 

3. One thing I found interesting was the track Jonestown, the lyrics makes reference to that fateful day. It is interesting to note that more than 30 years this subject is still cited. How did the idea for this lyric?

Horror: The idea to it came just simply going through documented material about the incident. I felt pure terror watching the footage and reading about it and listening their last moments that were captured on audio. The song wrote itself at the same night and it still haunts me now and then.

 

Terror: This is off-topic, but when Church of Misery released their Greetings from Jonestown EP while we were mixing But You Rule, I was sure we were going to be blamed of stealing the idea.

 

4. The track Corky / In the Arms of Satan, has something to do with Corky Nowell and his Summum?

Horror: No it doesn’t, Sorry! This is one of those I can’t even explain ha ha! The Corky part is just bullshit. Actually the track is a combination of two different songs: “In the arms of Satan” -part is about butchering.

Terror: laughs

 

5. What is the meaning for the acronym SWBD?

Horror: “Should We Be Doomed?”. I thought it would be neat to dress the title like Black Sabbath’s N.I.B. The song itself is about intergalactic force of true evil that is amongst us disguised as true doom inquisition officers.

 

6. You already have plans for a new album? And when you wish to release it?

Horror: The new album is planned to be released by the end of 2012 or early 2013. The songs are going to be more versatile considering just doom metal or our former stuff and they have more influences from punk rock, hardcore and even death metal. The new album is still going to sound like us – it’s just differently approached this time. There are so many songs written already that it will take time to go through that pile of crap to get a decent record out. Many of the new songs to be released – we have played live for about a year already… 

 

Terror: The difference to But You Rule is also that now we had more time, over two years, with the new material. For BYR we recorded almost everything we had at that time. With the demo it was different, it’s more like a collection of least worst songs we recorded. I hope this time its kinda other way around. But actually we’ve been also thinking of recycling one song from the demo for the new album.

 

7. I always do this question, mainly to have the different views on the subject. What is your opinion about “illegal” downloads, and even where you think the Internet helps or hinder?

Horror: I don’t know. It’s all good probably.

 

Terror: In this genre and with our sales numbers it probably only helps. The ones who get the music usually will buy the records. Or I don’t know. At least when people get wasted at our gigs and the record price is low enough it’s possible to get them fooled, haha!

 

8. I think I did more interviews with Finnish doom bands than anywhere else. You do not think the country should change the name the Finland to Doomland? (kidding)

Horror: Well, there was and still is some Reverend Bizarre cocksucking going on and we are proudly part of it! After all the finnish doom in general kinda sounds “unique” worldwide but there’s still lots of variation within the finnish bands themselves. At least the bands we have played often with – for example Garden of Worm, Temples, The Wandering Midget, Cardinals Folly… they all have their own thing going on.

 

Terror: Nowadays it could rather be changed to Sludgeland. 

 

9. Thanks for the interview and leave space for his last words to the readers of Funeral Wedding.

Horror: Cheers! Listen to Temples.

 

Terror: Thanks for the interest! Soon its two years from the death of Peter Steele, spin Slow, Deep & Hard for his memory.

 

Pics: Jaakko Alatalo | jalatalo@gmail.com

Entrevista: Caskets Open

Já faz algum tempo em que realizei essa entrevista com esses finlandeses, mas devido aos contratempos não tinha tempo hábil para traduzi-la. Enfim, chegou a hora de publicá-la e nela podemos entender melhor o que se passa na cabeça deles. Nos deram detalhes sobre algumas curiosidades em seu debut, como algumas coisas aconteceram “rápido” em sua carreira, além de outros assuntos.

 

1. Vocês montaram a banda em 2007 e um ano depois lançaram sua demo e, mais tarde, o álbum de estreia. As coisas aconteceram relativamente rápido pra vocês, hein?

Horror: Fazendo toda a matemática, acho que sim, mas antes da primeira demo as coisas não estavam realmente acontecendo e chegamos numa situação onde tínhamos que decidir se nos separávamos ou fazíamos um esforço de verdade para tentar lançar algum tipo de material.
Foi um bom ponto de partida pra nós, considerando que isto nos levou a apresentações ao vivo e um contrato de gravação bem rápido depois que lançamos a demo. As músicas da demo foram escritas e gravadas num período de tempo muito curto e foram muito influenciadas por Saint Vitus e Reverend Bizarre. Você não precisa ser um gênio pra perceber isso… Depois de lançar a demo, nos pediram pra fazer alguns shows, que acabaram atraindo o interesse de um par de selos. Então, em 2011, depois de tocar mais shows e escrever algum material novo, nós gravamos nosso primeiro LP pela Streaks Records, que ainda é nosso único lançamento oficial. Então, não parece muito que nós fizemos alguma coisa de maneira rápida!

 

Terror: Por termos lançado só uma demo, nossa estreia não foi bem uma coleção de músicas antigas. Tudo fora o SWBD (que foi feito originalmente pra demo) foi escrito em 2009. Na verdade, gravamos uma quantidade ridícula de coisas pra demo e acabamos deixando a maior parte de fora. Mas eu não posso dizer que tudo aconteceu depressa. Pra nós, fazer os dois lançamentos pareceu quase uma eternidade. Claro que tivemos um pouco de sorte, mas tudo aconteceu bem naturalmente, eu diria. Na verdade, nós estamos juntos há cinco anos agora e botamos um álbum na rua, poderia ter sido mais rápido também. Para o próximo, novamente nós temos uma boa seleção de músicas pra escolher.

 

2. Mas o “Rule” foi lançado em 2010. Como foi a recepção do álbum desde então até hoje?
Horror: Na verdade, eu não sei direito o que a maioria das pessoas pensam dele – eu acho que meio que evitei a opinião das pessoas e me concentrei em como o LP soava pra mim, depois de todo o caos  pelo qual passamos durante a concepção do disco. Ele tem seus momentos. Às vezes eu amo, às vezes não.
Os poucos comentários que eu ouvi foram positivos, apesar disso. Como estreia, eu acho que poderia ser pior?

 

Terror: Bem, Streaks está quase fora de catálogo, mas isso não significa que a Distros não tenha um monte deles ainda. O feedback foi na maioria positivo, às vezes talvez até demais. Umas poucas pessoas falaram ter pensado que suas caixas de som estavam quebradas quando ouviram o disco pela primeira vez, hehe.

 

3. Uma coisa que eu achei interessante foi a faixa “Jonestown”. As letras fazem referência a aquele dia fatídico. É interessante notar que mesmo depois de 30 anos este tema ainda é citado. Como surgiu a ideia para esta letra?
Horror: A ideia para a música simplesmente veio através de materiais a respeito do incidente. Eu senti terror puro assistindo as imagens, lendo sobre ele e ouvindo os últimos momentos captados em áudio. A música se escreveu sozinha na mesma noite e ainda me assombra de vez em quando.

 

Terror: Isto não tem muito a ver com o assunto, mas quando o Church of Misery lançou seu EP “Greetings from Jonestown” enquanto mixavamos o “But You Rule”, eu tinha certeza que a gente seria acusado de roubar a ideia deles.

 

4. A faixa “Corky / In The Arms of Satan” tem algo a ver com Corky Nowell and his Summum?
Horror: Não, não tem, desculpe! Esta é uma daquelas que eu nem consigo explicar ha ha! A parte do “Corky” é só bobagem. Na verdade, a faixa é uma combinação de duas músicas diferentes. A parte “In The Arms of Satan” é sobre desmembramento.

 

Terror: Risos.

 

5. Qual é o significado do acrônimo SWBD?
Horror: “Should We Be Doomed”. Eu achei que seria legal dar uma roupagem ao título no estilo do “N. I. B” do Black Sabbath. A música é sobre uma força intergaláctica de puro mal que está entre nós disfarçada de agentes inquisidores da verdadeira condenação.

 

6. Vocês já têm planos para um novo álbum? E quando vocês pretendem lançá-lo?
Horror: O novo álbum está planejado para ser lançado no fim de 2012 ou no começo de 2013. As músicas vão ser mais versáteis considerando apenas doom metal ou nosso material anterior e tem mais influência do punk rock, hardcore e até death metal. O novo álbum ainda vai soar como nós – apenas terá uma abordagem diferente desta vez. Existem tantas músicas já escritas que vai levar um tempo até cavarmos aquela pilha de bosta para achar uma gravação decente. Muitas das músicas novas que serão lançadas nós já vínhamos tocando por mais ou menos um ano.

 

Terror: A diferença para “But You Rule” também é que agora nós tivemos mais tempo, mais de dois anos, com o novo material. Pro BYR, nós gravamos quase tudo que nós tínhamos na época. Com a demo foi diferente, é mais como uma coleção das músicas “menos piores” que nós gravamos. Eu espero que dessa vez seja meio que o contrário. Mas, na verdade, também estamos pensando em reciclar uma música do demo para o álbum novo.

 

7. Eu sempre pergunto isso, sobretudo para ter diferentes visões sobre o assunto: qual sua opinião sobre downloads “ilegais” e até onde vocês acham que a internet ajuda ou prejudica?

Horror: Eu não sei. Está tudo certo, provavelmente.

 

Terror: Neste gênero e com o nosso número de vendas, provavelmente só ajuda. Aqueles que baixam as músicas acabam comprando os discos. Ou eu não sei. Pelo menos quando as pessoas enchem a cara nos nossos shows e o preço do disco está baixo o suficiente, é possível enganá-los, ha ha!

 

8. Eu acho que fiz mais entrevistas com bandas de doom finlandesas que de qualquer outro país. Vocês não acham que deveriam mudar o nome de Finlândia para Doomlândia? (Brincadeira)

Horror: Bem, tinha e ainda tem alguma chupação de bolas do Reverend Bizarre acontecendo e nós orgulhosamente somos parte disso! Afinal, o doom finlandês, de uma maneira geral, meio que soa único no resto do mundo, mas ainda existe muita variação entre as bandas finlandesas. Pelo menos nas bandas com as quais costumamos tocar – por exemplo Garden of Worm, Temples, The Wandering Midget, Cardinals Folly… todas elas têm seu próprio estilo.

 

Terror: Hoje em dia era melhor mudar pra Lodolândia.

 

 

9. Obrigado pela entrevista. Deixo espaço para suas últimas palavras aos leitores do Funeral Wedding.

 Horror: Valeu! Escutem Temples.

 

Terror: Obrigado pelo interesse. Logo vai fazer dois anos da morte do Peter Steele, ouçam Slow, Deep & Hard em memória dele.

 

 

Trad.: Marcelo Bauducco
Fotos: Jaakko Alatalo | jalatalo@gmail.com

Alunah – White Hoarhound

Segundo play desses britânicos, mas confesso que foi o primeiro material deles que tenho o prazer de ouvir.

O som praticado por eles é um Stoner/Doom, e foi formado na escola Electric Wizard e pós graduado na escola Black Sabbath.

Um diferencial dessa banda fica por conta da vocalista, sim uma mulher, Soph Day e o seu timbre vocal deixa o som um tanto enigmático e viajante.

Demeter’s Grief abre o play e por muitas vezes se torna empolgante e fica difícil não bangear ao som das guitarras psicodélicas.

White Hoarhound é a segunda faixa, musicalmente é um pouco mais lenta que a faixa de abertura e tem uma linha de vocal um tanto grudenta e tão logo você está cantarolando.

Na sequência temos Belial’s Fjord, seguindo uma linha mais doom, e com sua linha de guitarra beirando à psicodelia e se o ouvinte se deixar levar, ele literalmente viaja.

The Offering começa com algumas vocalizações enigmáticas, mantendo o espírito psicodélico, mas a passagem seguinte particularmente eu achei repetitiva e o vocal não me agradou muito, pois para mim ficou faltando algo. Já nos riffs seguintes e no refrão o pique volta deixando-a empolgante. Talvez essa faixa ao vivo funcione muito bem e seja um dos destaques da noite.

Chester Midsummer Watch Parade é pesada, lenta e os vocais de Soph chegar a soar  melancólico. Aos poucos a faixa vai ganhando força e aumentando sua velocidade.

Oak Ritual I é uma faixa acústica e com uma linha Folk/Ritual vai criando um clima para a faixa seguinte Oak Ritual II.

A introdução dessa faixa me lembrou em muito Saint Vitus, seguindo uma mesma pegada das guitarras e até mesmo o clima dela. Apesar de sua longa duração, é uma das melhores músicas já produzidas pela banda e com certeza irá agradar em cheio os fãs de Stoner e os de Doom.

Vale destacar o trabalho de Greg Chandler (Esoteric) na captação e a mixagem/masterização por conta de Tony Reed.

 

Alunah – White Hoarhound (PsycheDOOMelic Records)

 

1. Demeter’s Grief

2. White Hoarhound

3. Belial’s Fjord

4. The Offering

5. Chester Midsummer Watch Parade

6. Oak Ritual I

7. Oak Ritual II

 

 

Contatos:

https://www.facebook.com/alunah.doom

http://www.alunah.co.uk/

Tommy Lindal is leaving our music scene

Tommy Lindal one of the founders of the Norwegian band “Theatre of Tragedy” is leaving the scene after his 16 year long struggle. In 1996 he suffered a stroke in Germany while recording their “Velvet Darkness They Fear” and “a rose for the dead” albums. Since then, he has tried to fight his way back to the scene, but the limitations he got  after his stroke refused to let him do so.

Here is Tommy´s final official statement:

 

My closure…

 

It has taken me more than 16 years to finally realize and more important to me personally, to admit  that the day back in the studio of 1996, did change my life as a musician forever. That is how deep my passion for my guitar and the love for making music was to me that I have been fighting all this time. Since that day I have been trying to find my way back to where it all started, so I could be able to “continue” my walk on the path I was so lucky to have found.

 

It has been a difficult journey, both personally and professionally, where I have met many new people and have got many different experiences. It is with a very heavy heart and tears in my eyes, that I have to admit that the path got more and more distant all along, and now has faded away. My battle is over.

 

There are different reasons for my decision to call it off, but the accident 16 years ago still make it impossible for me to continue. As a side-effect from my stroke, it has made my left arm lose its precision, short term memory loss and my balance is low. I cannot make any fast movements with my arm, and that is very limiting for my ability to play as I want to. I have tried it all, therapy, training, even acupuncture, but nothing helps. The last few years I have tried to play my way around it, but I am not satisfied with the result of my own work.

 

Even though, I do acknowledge how lucky I was to be a part of the gothic/doom metal scene for some years, and maybe I was one of those responsible  for setting some new standards in the genre. I was so fortunate that the work got spread out all over the world and it really does move me when people say that it has made a big impact on their life.

 

Over the recent years my interest in music has minimized, I guess it was making me realize my closure nearing. I do not listen daily to music anymore, I hardly play my guitar at all, I don’t even make the effort to listen for my favorite bands new releases. I still love to watch concerts, but it is in a different way than before. Today, I go to the shows to have a great time, meet friends, enjoy the show, and to not get inspiration, look at techniques and think like a musician. Yes, there is a difference in an Artist and Fan I think. As an Artist we do hear the music differently, so today I feel more closer to a Fan rather than an Artist. I guess that I am tired. Burned out…

 

Also I think that most of today’s music is so artificial, surgically precisioned, and full of electronics. I don’t see the true soul of music. Well, it sounds cool, it rocks, but that is my own opinion. I remember when I recorded my parts for “Theatre of Tragedy” and “Velvet Darkness They Fear” it was all made of feelings. We were just the guys with the drums and the guitars making our music in the rehearsal room, without machines and blinking lights. We used a keyboard, but mostly for piano and some weird sounds. We made the music according to our true feelings, and loved it because we thought it sounded brilliant. It all started when we did not care if anyone would like it or not.

 

Please do not get me wrong, I have had a lot of beautiful moments and there is hundreds of brilliant bands out there. My love for music as art will never die, nor the flame burning inside me. I will always fall in love with music, only this time it will be like a Fan.

 

I also want to tell all you who did believe in me, who understood my message, my way of playing, I am forever grateful for all your support. Thank you.

 

This took me 16 years of blood sweat and tears to realize, but it feels good to finally admit. I did my best.

 

You have just read my closure…

 

Tommy Lindal