Inborn Suffering – Wordless Hope

Aproveitando o embalo do lançamento do segundo álbum desses franceses, seis anos após esse debut, eis que a Solitude-Prod resolve relançá-lo.

O que encontramos aqui? A origem do Inborn Suffering, ou seja, melodias densas, atmosferas pesadas e muita melodia.

Na época a banda era um sexteto e um lineup um pouco diferente do que se encontra hoje e não menos talentosa.

Faixas como This is who we are e como o próprio nome já diz, mostram o porque eles se tornaram uma banda tão “curtida” não só por aquelas terras. Outras faixas que merecem destaque são: Inborn Suffering, The Agony Within, destaque nela para o baterista Thomas, que apesar do estilo ser “lento” , a bateria não precisa ser morta e ele mostrou nessa faixa de como um baterista de banda doom por trabalhar com seu instrumento.

As I Close my Eyes é a faixa mais curta do álbum, com pouco mais de 5 minutos e é um pouco mais “alegre” que as outras do álbum e nem por isso menos bela. Encontramos muita melodia de teclado e violino que lembra um pouco bandas do calibre do saudoso Celestial Season “Forever Scarlet Passion” era.

Thorn of Deceit é outra faixa poderosa, seu andamento lento, o clima orquestrado, aliado ao peso das guitarras e os vocais desesperados fazem dela especial.

Para quem quis comprar o cd na época e logo estava esgotado, eis a chance de adquirir essa obra-prima do doom metal francês.

 

Inborn Suffering – Wordless Hope (Solitude Prod)

1. This Is Who We Are

2. Inborn Suffering

3. Monolith

4. The Agony Within

5. As I Close My Eyes

6. Stygian Darkness

7. Thorn Of Deceit

8. The Affliction Corridor

 

 

Contatos:

http://www.facebook.com/pages/Inborn-Suffering/117955402733

http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/08/sp-063-12-inborn-suffering-wordless-hope-re-release/

 

ArchiTyrants – Black Water Revelation

Surgido das cinzas das bandas Hermetic Vastness e A Tribute to the Plague, esse quinteto curitibano chega ao se debut de forma magistral e independente.

Apostando na proposta das bandas anteriores, ou seja, Epic Doom na linha de Solitude Aeturnus/Candlemass, a banda ArchiTyrants já começa a colher bons frutos.

Com uma produção acima da média, onde faz-se ouvir todos os instrumentos de forma nítida, este cd com certeza irá agradar não só os fãs do estilo.

Faixas como Black Water Revelation, Morbid Peace (com seu início acústico) e Gruesome Symphony mostram o poder de fogo desses paranaenses.

Poison of Father is his Poisonous Son é uma faixa empolgante, com riffs de guitarra que lembram em muito o Solitude Aeturnus e ao longo de seus 9 minutos vamos passando por diversas sensações desde a melancolia à ira e retornando a melancolia.

Mas um dos destaques vai para a bela faixa Melancholic Sings of the Souls, com suas dobras de vocal, chegando a lembrar canto gregoriano e que dá um toque sinistro para ela. O refrão dela também é grudento e logo o ouvinte se pega cantarolando a frase: .. “Melancholic Sings of the Souls”…

Dark Cypher of the Justice e Nocturnal Government são faixas “uptempo”, e que lembra os trabalhos do Memento Mori, com bumbos dobrados, riffs quebrados e com uma carga de melancolia embutida na mudanças de andamento.

E para finalizar temos A.S.O.M.N. cantada em português e como uma homenagem à antiga banda, vide início dela, encerra de forma positiva esse cd.

As letras carregadas de misticismo e melancolia são um caso a parte nesse material.

Interessados, entrem em contato com a banda para aquisição desse disco, pois com certeza irá lhe render boas horas de audição.

 

ArchiTyrants – Black Water Revelation (independente)

1. Black Water Revelation

2. Morbid Peace

3. Gruesome Symphony

4. Poison of Father Is His Poisonous Son

5. Melancholic Sings of the Souls

6. Dark Cypher of the Justice

7. Nocturnal Government

8. A.S.O.M.N.

 

 

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The Gardnerz – It All Fades

Novo material desses suecos conhecidos por The Gardnerz. Seguindo a mesma proposta do primeiro cd, ou seja 50% death, 50% doom.

Don’t Look Back abre esse cd, como uma pedrada death old school, algumas passagens mais lentas e até umas vocalizações mais “clean” são encontradas na faixa e até um certo “groove”, mas o que predomina é a podridão, no bom sentido é claro.

A Horrible Disease tem uma levada mais doom, encontramos alguns vocais “mezzo gutural” que nos lembra Sentenced em sua fase intermediária.

Um detalhe fica para a parte doentia, onde encontramos dobras de vocais que ficaram bem interessante…” Speak, Hear, Fear this false king”.

E outro detalhe fica para os solos de guitarra, que foram bem construídos métricamente, mostrando que o guitarrista Wilhelm fez seu dever de casa.

Agora me digam o que é esse cover para o Transilvanian Hunger do Dark Throne? Uma versão acústica e que conta com a participação de Paulina Strihavka, e que ficou ótima dessa forma e no mínimo diferente daquela versão esporrenta dos mestres do raw black metal.

Após a calmaria da faixa anterior, voltamos ao death old school com It All Fades, que também conta com alguns backing vocals de Paulina, dando um clima sinistro para a música.  A força dos guturais de Niclas e o peso das guitarras marcam nessa faixa, além daquele tradicional solo das bandas death dos anos ’90.

Melatonin segue numa linha mais doom, e suas variações ritmicas são bem construídas. Variando entre guitarras pesadas e guitarras limpas sendo acompanhadas por rufos de tambor que dão um toque introspectivo à ela.

E para encerrar temos Erasing Bad Specimen, seguindo como uma continuação da faixa anterior, esta possui um certo groove e até umas vocalizações limpas são encontadas e com resultado muito agradável.

Vale destacar aqui a cozinha muito coesa composta por Francisco Martin e pelo novo baterista Vedran Benčić.

Entre em contato com a banda e adquira esse novo material, pois valerá cada centavo investido.

 

The Gardnerz – It All Fades (Abyss Records)

1. Don’t Look Back

2. A Horrible Disease

3. Transilvanian Hunger (Darkthrone Cover)

4. It All Fades

5. Melatonin

6. Erasing Bad Specimen

 

 

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Interview: Paradise Lost

Soon to disembark in Brazil for another South American tour, we talk with vocalist Nick Holmes to learn more about the new album “Tragic Idol”. We also talked about the idea of the clip “Honesty in Death,” which has the memory of his first visit to Brazil in 1995 and other issues.

 

1. The Tragic Idol album was released in April this year. How is the acceptance of this new work?

Nick Holmes So far very positive! The proof is usually at the concerts, and the new tracks go down as good as any others!

 

2. I read on the internet that this album was more difficult to write, lyrically speaking. I wonder how hard it was? Which part specifically?

Nick Holmes – Its our 13th album, it should get harder! If you think you have already written your best work then it would be time to stop! Lyrics are not too hard to write, writing melody lines is the tough part.

 

3. Paradise Lost has always had letters full of feeling, introspection and some more “strong” and this was reflected in the final part of the “Honesty In Death” video. Would you like to comment on the general conception of music and video.

Nick Holmes – We are massive fans of Horror and dark thriller movies, and were recently very impressed by the level of despair in the movie “the Road”. And decided we wanted a similar level of depression , but in 4 minute video clip instead!    

 

4. For me, the track “Fear of Impending Hell” has the same mood as the songs that comprise the album Icon. I know it was not intentional, but you felt they were able to rescue something that sounds old Paradise Lost?

Nick Holmes – It’s the same people composing the songs so I guess anything deemed as heavier will be compared to our older albums.

 

5. The Glorious End, has a very introspective lyrics, and you can view the world in ruins and a few souls crying for mercy. How did the idea to write this lyric?

Nick Holmes – The music has an ending song feel to it, So I guess I just followed suit when I wrote the lyrics and obviously the title.

 

6. For some people death is the end of it, for others the beginning. What is your relationship with death?

Nick Holmes – I consider it the end, And no one has proven otherwise.I dont belive in any religion or life after death theory. The older I get the more certain I feel about this. Death is the only thing that is forever.

 

7. Although 5 albums away from the sound of the Host, do you think the fans are still fearful for another surprise as that album?

Nick Holmes – Musically, a lot is swayed on what Greg is listening to when an album is written. For the last few years all He has listened to is 90s death metal and Swedish Discharge clone bands, don’t think anyone needs to worry about another Host anytime soon.

 

8. You first played here in Brazil in 1995, what memories do you have of that era and his first time here.

Nick Holmes – Was pretty amazing seeing places that we had only ever seen on TV,  The huge crowds, meeting Ozzy, pretty much a young metal bands dream, Only thing that spoiled the SA trip was contracting salmonella poisioning in Mexico City. That was the roughest Ive ever felt in my life!

 

9. What are your expectations for this tour in Latin America, and what we can expect from it? 

Nick Holmes – At this precise moment We just hope the new album has been well recieved! and that usually reflects at the concerts both in attendance and the energy of the crowd, We will play 4 songs off  TI , or so…

 

10. Despite a stable line-up, you have always had “issues” with drummers. Do you believe that Adrian will remain long into the band?

Nick Holmes – Not really issues if you look at the long term of things. People come and go, Thats life, However We are good friends with Adrian, Hes a obviously a great drummer and fits in really well, Hes already been in the band 3.5 years, time flies.

 

11. Each drummer has brought new ideas and influences. I wonder what each one added to the sound of Paradise Lost today?

Nick Holmes – The drum parts on the whole are already written before we record, Its more a case of developing theyre style to parts.

 

12. One question I always do is about illegal downloads. To what extent this helps and also hampers for Paradise Lost?

Nick Holmes – It benefits bands for touring, opening doors in new territories, but from a revenue point of view it has brought the industry to is knees.Its very difficult for new bands to make a living from music, bands frantically tour more than ever, the live circuit is rammed, people get spoilt with choice,and as a result Its made music more disposable.  

 

13. What song that you no longer could play, but still have to do it?

Nick Holmes – Easy. As I die. 

 

14. What was the “worst show” you’ve ever played. And why? 

Nick Holmes – Bad shows are usually for only one or two reasons, not including the occasional lack lustre Monday night audience, Bad equipment & late nights are usually to blame, the latter doesnt happen much thesedays, too old to burn the candle at both ends anymore! But bad shows can often turn out to be “funny” shows, So its best to look on the positive side.

 

15. You’ve been through a lot in these years of band. What story do you remember what makes you sad? And what was the story that still remembers when you laugh alone?

Nick Holmes –Trying to maintain relationships, and juggling family life in general parallel to touring and recording can be really tough,The only things that make me feel sad are personal issues.

There has being hundreds of funny incidents, The best being the ones that were usually horrible at the time, Our First US tour, and recording Shades Of God we both magnificent moments in retrospect.

 

16. I appreciate the interview and would like to leave a last word to the Brazilian fans.

Nick Holmes – To all our Brazilian Fans, Check out Tragic Idol! We look forward to playing there once again soon and thanks for your support!!!

 

Photo: © Paul Harries

Entrevista: Paradise Lost

Prestes a desembarcarem no Brasil para mais uma turnê sul americana, fomos conversar com o vocalista Nick Holmes para saber mais à respeito do novo álbum “Tragic Idol”. Conversamos também sobre a ideia do clip “Honesty in Death”, da lembrança que tem da sua primeira visita ao Brasil em 1995 entre outros assuntos.

 

1. O álbum Tragic Idol foi lançado em abril desse ano. Como está a aceitação deste novo trabalho?

Nick Holmes – Até agora, muito positiva! A prova normalmente são os shows e as novas faixas estão descendo tão bem quanto qualquer outra!

 

2. Eu li na internet que este álbum foi mais difícil de escrever, no que diz respeito às letras. O quão difícil foi? E que parte, especificamente? 

Nick Holmes – Este é o nosso 13º álbum, é pra ficar mais difícil! Se você pensa que já escreveu seu melhor trabalho então já seria hora de parar! As letras não são tão difíceis de escrever, compor as linhas melódicas é a parte mais complicada.

 

3. O Paradise Lost sempre teve letras cheias de sentimento, introspecção e algumas mais “fortes” e isso tudo se refletiu na parte final do vídeo de “Honestly In Death”. Você poderia comentar a concepção geral da música e do vídeo?

Nick Holmes – Nós somos grandes fãs de filmes de suspense e terror e recentemente ficamos muito impressionados com o nível de desespero no filme “The Road”.

Decidimos que queríamos um nível similar de depressão, só que num vídeo de quatro minutos!

 

4. Pra mim, a faixa “Fear of Impending Hell” tem o mesmo clima que as músicas que compõem o álbum Icon. Eu sei que não foi intencional, mas vocês sentiram como se pudessem resgatar alguma coisa que soasse como o velho Paradise Lost?

Nick Holmes – São as mesmas pessoas compondo as músicas, então eu acho que qualquer coisa considerada mais pesada vai ser comparada aos nossos álbuns mais antigos.

 

5. “The Glorious End” tem uma letra muito introspectiva. Você pode ver o mundo em ruínas e algumas almas chorando por piedade. Como você teve a ideia de escrever esta letra?

Nick Holmes – A música tem um clima de música de encerramento, então acho que apenas segui este aspecto quando escrevi a letra e, obviamente, o título.

 

6. Para algumas pessoas, a morte é o final de tudo; para outras, é o começo. Qual é a sua relação com a morte?

Nick Holmes – Eu considero a morte o fim e ninguém nunca provou o contrário. Eu não acredito em nenhuma religião ou teoria de vida após a morte. Quanto mais velho eu fico, mais eu tenho certeza disso. A morte é a única coisa eterna.

 

7. Embora já tenham passado cinco álbuns do Host, você acha que os fãs ainda estão receosos de se surpreenderem como aconteceu com aquele álbum?

Nick Holmes – Musicalmente, muito é influência do que o Greg está ouvindo no momento em que um álbum é escrito. Nos últimos anos, ele tem ouvido death metal dos anos 90 e bandas clones de Swedish Discharge. Acho que ninguém precisa se preocupar com outro Host tão cedo.

 

8. Vocês tocaram pela primeira vez aqui no Brasil em 1995. Que lembranças você tem dessa época?

Nick Holmes – Foi muito legal ver lugares que a gente só tinha visto na TV, as grandes plateias, encontrar o Ozzy… praticamente o sonho de toda jovem banda de metal. A única coisa que estragou a viagem para a América do Sul foi pegar salmonela na Cidade do México. Nunca me senti tão mal na vida!

 

9. Qual a sua expectativa para esta turnê na América Latina e o que podemos esperar dela?

Nick Holmes – Neste exato momento, nós esperamos que o novo álbum tenha sido bem recebido! Isto costuma se refletir nos shows, tanto em número de pessoas quanto na energia da multidão.

Nós vamos tocar umas quatro músicas do TI, mais ou menos…

 

10. Apesar de um line-up estável, vocês sempre tiveram “problemas” com bateristas. Você acredita que o Adrian vai ficar bastante tempo na banda?

 Nick Holmes – Não exatamente problemas, se você observar as coisas a longo prazo. As pessoas vêm e vão.

A vida é assim. Contudo, nós somos bem amigos do Adrian. Ele obviamente é um grande baterista e se encaixa muito bem. Ele já está na banda há três anos e meio. O tempo voa.

 

11. Cada baterista trouxe novas ideias e influências. Gostaria de saber o que cada um adicionou ao som do Paradise Lost hoje.

Nick Holmes – As partes de bateria já são escritas antes da gente gravar, é mais um caso de desenvolver o estilo deles para cada parte.

 

12. Uma pergunta que eu sempre faço é a respeito dos downloads ilegais. A que ponto eles ajudam ou atrapalham o Paradise Lost?

Nick Holmes – Eles beneficiam as bandas na hora de conseguir turnês, abrindo portas em novos territórios, mas do ponto de vista do lucro, os downloads ilegais colocaram a indústria de joelhos. É muito difícil para novas bandas viver de música. As bandas estão saindo em turnê freneticamente, mais do que nunca, o circuito ao vivo está saturado e as pessoas têm o poder da escolha. Como resultado, a música está mais descartável.

 

13. Que música você não gostaria mais de tocar, mas ainda é obrigado?

Nick Holmes – Fácil. As I Die.

 

14. Qual foi o pior show que você já fizeram? Por quê?

Nick Holmes – Shows ruins normalmente acontecem por apenas uma ou duas razões, sem contar os ocasionais públicos mornos de segundas à noite. Equipamentos ruins e shows madrugadas adentro normalmente são os culpados. Este último não acontece muito hoje em dia, somos velhos demais pra virar a noite tocando!

Mas shows ruins podem acabar sendo shows “engraçados”, então é melhor olhar o lado bom.

 

15. Você passou por muita coisa nestes anos de banda. Que histórias você lembra que te deixam triste? E que história que você lembra que te faz rir sozinho?

 Nick Holmes – Tentar manter relacionamentos e equilibrar a vida familiar em paralelo à vida de turnês e gravações pode ser muito difícil. A única coisa que faz com que eu me sinta triste são problemas pessoais.

 Aconteceram centenas de histórias engraçadas. As melhores normalmente são aquelas que na época foram terríveis. Nossa primeira turnê nos Estados Unidos e a gravação de Shades Of God são momentos fantásticos em retrospecto.

 

16. Obrigado pela entrevista. Você gostaria de deixar alguma palavra final para seus fãs brasileiros?

Nick Holmes – Para todos os nossos fãs brasileiros, confiram o Tragic Idol! Nós estamos ansiosos para tocar aí de novo em breve. Obrigado pelo apoio!

 

Photo: © Paul Harries
Trad.: Marcelo Bauducco

 

The Prophecy revela capa e tracklist

Os doomsters Ingleses do The Prophecy revelaram a arte da capa e tracklist de seu novo álbum, intitulado Salvation, com lançamento previsto para 21 de janeiro através do selo Code666. Dando seguimento ao álbum “Into the Light” (2009), Salvation foi produzido e mixado por Greg Chandler (Esoteric) no Priory Studio e masterizado por James Plotkin (Sunn O))), ISIS e Pelican).

 

O cd será embalado numa luxuosa versão digipak e encarte com livreto de 12 páginas.

 

Tracklist:

‘Salvation’

‘Released’

‘Reflections’

‘In Silence’

‘Redemption’

 

 

Well Of Souls – Sorrow My Name

Aos primeiros acordes desse novo trabalhos já temos noção do que encontraremos pela frente, ou seja muito doom metal, épico e pesado.

Seguindo na linha das clássicas do estilo, como Solitude Aeturnus/Candlemass, esses norte americanos seguem com pernas próprias o duro caminho do reconhecimento.

Sorrow my Name abre o disco e de forma empolgante lembra os primeiros materiais do já citado Solitude Aeturnus, com os vocais de John Calvin seguindo num timbre muito próximo ao de Robert Lowe.

A seguinte faixa mantém o pique do álbum para cima, com a também bela Forsaken. Seu momento “acústico” junto com o vocal e bateria já valeria a aquisição do disco, e o solo de guitarra que vem a seguir é de muito bom gosto.

The Pain’s not Forgotten é uma faixa bonita, seu início acústico e quando começa os vocais, nos parece que está cantando aos ventos. Mantendo alguns exageros de vocal à parte, essa faixa nos rende algumas angústias e momentos de euforia.

Seria mais interessante se John deixasse de lado a sua influência de “James Hetfield” (pós álbum preto), e cantasse sem esses exageros, pois acaba se tornando repetitivo e chato.

As I Die é outra faixa que carrega uma enorme influência de Solitude Aeturnus, vide o refrão. Mas novamente encontramos os mesmos exageros dos vocais, não compromete a música, mas ela poderia ter sido diferente e o resultado melhor ainda.

Sanity’s Lie é uma faixa interessante, com várias dobras de vocais e um refrão que lembra de longe as bandas de metal melódico.

A parte instrumental dela é impecável, tanto na bateria e baixo, quanto nas guitarras, isso sem contar com o solo inspiradíssimo.

Ashes of Despair e Dark Soul’s of Destiny são faixas à parte do disco, pois possuem um pequeno diferencial dessas últimas 3 citadas. Os vocais são cantandos de forma impecável e sem exageros, levantando o pique do álbum e dando uma nova cara para a banda. Destaque especial para Dark Soul’s.. pelo excelente refrão, e horas depois de ter escutado o cd, você ainda se pega cantarolando.

Para quem quiser adquirir esse material, que por sinal é muito bonito, capa e encarte impecável e acabamento em digi-pak, só entrar em contato com a banda.

Exageros à parte, essa banda merece uma atenção especial e logo cairá nas graças dos doomsters.

 

Well Of Souls – Sorrow My Name (Brainticket Records)

1. Sorrow My Name

2. Forsaken

3. The Pain’s Not Forgotten

4. As I Die

5. Sanity’s Lie

6. Ashes of Despair

7. A Dark Soul’s Destiny

 

 

Contatos:
http://www.facebook.com/wellofsoulsdoom 

http://www.wellofsoulsband.com/