Katatonia – The Fall of Hearts

570160.jpgFalar sobre Katatonia é uma tarefa fácil e complicada ao mesmo tempo. Dinossauros do Doom Metal, facilmente uma das melhores do gênero, elogia-los é chover no molhado. Já ouvi muito fã de Doom Metal que não gosta de uma ou outra banda do gênero, mas nunca que não gostasse de Katatonia. Com 25 anos de estrada e com agora 11 álbuns de estúdio, a banda continua em um nível de estima absurdo. Mas desde Dethroned & Uncrowned (2013) que, é um album “acústico”, mas transparece que o grupo abraçou uma abordagem muito mais mais soft. Venho me questionando e dialogando com meu círculo há um tempo: Até onde vai a linha em que podemos considerar Katatonia como Doom Metal ou se o que eles fazem atualmente ainda é Doom Metal?

Tenho certeza que ao fazer este tipo de questionamento, pedras virão a minha direção e que meu conhecimento sobre a banda ou o genero vão ser colocados em pauta, mas não me preocupo com isso pois já fiz inúmeras resenhas desde meus 18 anos e hoje com 25 e conhecendo muito mais que anos atrás os policiais do metal continuam agindo da mesma forma e se tem algo em que aprendi é que mente fechada não muda, então não, não estou preocupados com que tipo de julgamentos ou interpretações levianas alguns terão ao ler este texto/resenha.

Pois bem, vou usar este novo álbum do Katatonia e compará-los com algumas músicas dos álbuns anteriores pra explanar o que estou querendo dizer. The Fall of Hearts, começa com a faixa “Takeover”, que possui um ínicio suave, porém bastante intricado e vai encorpando e ganhando peso com um riff progressivo, o que me fez lembrar Pain of Salvation e desemboca num refrão típico de Katatonia seguindo a faixa na mesma levada até que no final, onde temos um dos pouco momento de peso do álbum seguido de um belo solo.  Muito diferente de “Forsaker”, do álbum Night is the New Day por exemplo, que já começa com um peso sensacional e quase não possui tempos intricados e em suma traduz muito mais o gênero Doom que “Takeover”, a meu ver. “Decima”, é a quarta faixa e certamente é uma das mais leves do álbum, se não a mais leve, mas não traz o sentimento melancólico Doom própriamente dito. Para compará-la com uma faixa do próprio grupo temos de viajar até 2009 na faixa “Inheritance” pra achar uma faixa tão leve quanto e essa sim passa muito mais desconforto melancólico. “Santion” e “Residual”, as duas faixas que vem depois de “Decima” não soam nada Doom também, sendo “Residual” uma canção que lembra em alguns momentos faixas do álbum Damnation do Opeth, ou seja, progressiva, ainda que obscura em essência.

“Serac” e “Passer” são as faixas mais pesadas do álbum e também não trazem o sentimento Doom como, “Tonight’s Music” ou “Teargas”, ambas do álbum Last Fair Deal Gone Down (2007), que em sua composição são mais leves, mas a intensidade de peso e vocal possuem uma conotação mais voltado ao Doom Metal.

Indo direto ao que penso sobre os últimos anos do Katatonia. A essência da banda ainda remete ao clima obscuro, mas é notavel que mesmo quando há guitarras (haver guitarras não é sinônimo de peso e sequer credencia ao gênero Metal) ou passagens mais rápidas não consigo fazer mais uma ligação ao Doom e sim ao Prog ou Atmospheric. Sinto também uma aproximação cada vez mais forte a elementos mais acústicos, mas talvez isso seja normal, afinal os dois últimos trabalhos da banda antes de “The Fall of Hearts”, foram acústicos ou versões mais leves de faixas já lançadas. Em resumo, se eu fosse mostrar uma banda do gênero pra alguém, Katatonia não seria uma referência, pelo menos não nos álbuns atuais, mas ainda sim seria uma referência de excelente qualidade músical, pois o som dos suecos continua impecável em todos os sentidos.

Katatonia – The Fall of Hearts (Peaceville)
1. Takeover
2. Serein
3. Old Heart Falls
4. Decima
5. Sanction
6. Residual
7. Serac
8. Last Song Before the Fade
9. Shifts
10. The Night Subscriber
11. Pale Flag
12. Passer

depress5

Contatos:
Facebook
katatonia.com

Resenha por: Guilherme Rocha

Overload Music Fest 2016 divulga programação oficial do evento

Já começou a contagem regressiva para a terceira edição do Overload Music Fest! A organização do evento acaba de revelar os tão aguardados horários das atrações que vão se apresentar, no próximo dia 4 de setembro, no Carioca Club, em São Paulo. Serão mais de sete horas ininterruptas com o melhor da música alternativa mundial e novamente atraindo pessoas de vários países da América Latina.

Dispondo de invejável line-up, a programação do Overload Music Fest traz a consagrada banda sueca Katatonia, uma das atrações mais aguardadas a desembarcar no Brasil este ano; e a sensação do atual cenário mundial, Alcest (FRA). Quem promete roubar a cena é o Labirinto, grande promessa do cenário brasileiro. Além disso, os fãs terão o privilégio de conferir a especial e inusitada performance acústica de Vincent Cavanagh, frontman da aclamada banda inglesa Anathema.

Veja abaixo a ordem das exibições e horários do Overload Music Fest 2016:
fest-horarios.jpg
Apesar da grande procura, ainda há ingressos à venda no site do Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com/omf) e pontos autorizados. O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento. Tudo o que for arrecadado será doado ao projeto Pari Sem Fome, que auxilia moradores de rua e refugiados estrangeiros nas regiões do Pari, Canindé e Centro. Mais informações no serviço abaixo.

katatonia-estersegarra-1024x681.jpgCelebrando 25 anos de estrada, os suecos do Katatonia são uma das atrações mais aguardadas dos últimos cinco anos pelo público brasileiro. Jonas Renkse (vocal), Anders Nyström (guitarra), Roger Öjersson (guitarra), Niklas Sandin (baixo) e Daniel Moilanen (bateria) retornam após emocionante show de estreia no país. Para delírio dos sedentos e ansiosos fãs, os músicos devem preparar um verdadeiro best of dos seus 10 elogiados registros fonográficos, além de já promover o novo álbum “The Fall Of Hearts”. Esta nova apresentação na capital paulista será a única e exclusiva data no Brasil.

 

alcest-2-photo-by-william-lacalmontie-1024x682.jpgJá o renomado Alcest volta a fazer parte do line-up do Overload Music Fest. O grupo francês que surpreendeu ao público com irretocável apresentação na primeira edição do evento, regressa especialmente para executar na integra o aclamado “Les Voyages de l’âme”, considerado por muitos a obra-prima da dupla Neige e Winterhalter. Espera-se que seja apresentada alguma composição do novo álbum “Kodama”.

 

labirinto_by_biancapaixao_1vd_web-1024x683.jpgLabirinto, representante brasileiro que também roubou a cena durante a edição de estreia do festival, novamente promete não ser um mero coadjuvante. Erick Cruxen (guitarra), Felipe Freitas (guitarra), Luis Naressi (guitarra), Muriel Curi (bateria) e Ricardo Pereira (baixo) vão aproveitar a oportunidade para fazer o show de lançamento do novo álbum “Gehenna”.

 

 

vc2-1024x682.jpgEnquanto Vincent Cavanagh, frontman do Anathema, desembarca especialmente no Brasil trazendo na bagagem elogiado set acústico com as principais composições do grupo inglês o qual é co-fundador.

 

 

 

Serviço São Paulo
Overload orgulhosamente apresenta Overload Music Fest 2016
Atrações: Katatonia (SUE), Alcest (FRA), Labirinto (BRA) e Vincent Cavanagh (UK)
Data: 4 de setembro (domingo)
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
Abertura da casa: 15h | Início dos shows: 16h30
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/851491944963135
Classificação etária: 16 anos
*14 e 15 anos: entrada permitida acompanhado de responsável legal maior de idade, mediante apresentação de documento oficial
Informações: www.overload.com/omf

Ingressos: http://www.clubedoingresso.com/omf e pontos autorizados (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar)

Valores: pista estudante: R$ 190,00 | pista promocional: R$ 190,00* | pista inteira: R$ 380,00
Camarote: ESGOTADO
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento. Tudo o que for arrecadado será doado ao projeto Pari Sem Fome, que auxilia moradores de rua e refugiados estrangeiros nas regiões do Pari, Canindé e Centro

Funeral Moth – Transience

coverApós uma significante mudança em sua lineup, com a debandada de um de seus membros fundadores, a Funeral Moth eis que estabiliza a sua lineup e lança um poderoso novo material.

São apenas duas faixas do mais extremo Funeral Doom já escrito por estes japoneses. No seu debut álbum já encontrávamos algo desesperador, mas nada que se compare a este play e sua faixa de abertura que da nome ao disco, “Transience”.

A música transcorre de forma lenta e contínua, com grandes passagens atmosféricas e belos fraseados de guitarra, que trazem um clima soturno para ela. As letras seguem sendo cantada em duas línguas, em inglês e o próprio idioma deles, ou seja, o japonês.

A segunda e última música é “Lost”, com menos tempo que a primeira, esta beira perto dos 18 minutos e o clima desesperador continua aqui.

Andamento mais arrastado e em algumas passagens dela, me trouxe a mente a banda norteamericana “Loss”.

Os vocais sussurrados, os acordes longos e semi distorcidos.

Próximo a metade da música, temos um dos melhores momentos dela, onde encontramos alguns arpejos e uma atmosfera ímpar, para em seguida mergulhar num abismo sem fundo em mais uma parte funeral.

Ótima audição para auto reflexão e acompanhado de uma boa taça de vinho

E com estas belas palavras que encerram a faixa de abertura, finalizo esta resenha: “os sonhos perdidos, as ilusões sem voz, as almas transitórias, o fim é o nada”.

Funeral Moth – Transience (Weird Truth Prod.)
1. Transience
2. Lost

depress5

Contatos:
Weird Truth Prod
Facebook

Resenha por: Rodrigo Bueno

Solothus – No Reigns Eternal

559769Outro Death/Doom de muito respeito da Finlândia, pais que vem se mostrando um nicho muito rico no que diz respeito ao Doom, tendo em vista que além de Swallow the Sun temos outras bandas também de grande qualidade como: Kuolemanlaakso, Red Moon Architect, Black Sun Aeon e por aí vai. Solothus chega ao seu segundo full-lenght, No Reigns Eternal com um poderoso Death/Doom que vai agradar e muito aos fãs do gênero.

Em termos de composição não há muito o que se exaltar, é direto e de grosso modo só irá agradar ao fã do Death/Doom, então se você é fã de um Doom mais atmosférico ou algo nesse sentido, sinto muito mais Solothus é pura brutalidade Doom. Uma maneira mais prática de categorizar o Solothus é imaginar o sua sonoridade, os riffs principalmente, de Novembers Doom só que sem os vocais limpos e a complexidade de composição também. Inclusive se prestarmos atenção no logo da banda, capas e postura do grupo é visivel que o grupo é mais voltado ao lado Old School da veia do Doom/Death, algo como mistura entre Asphyx e Novembers Doom. A última faixa, “The Winds of Desolation”, é a melhor faixa em minha opinião, pois carrega uma densidade, peso descomunal e um riff inicial marcante.

Pra concluir, gosto sempre de chamar a atenção pra este lado mais estético como as capas dos álbuns e elogiar as capas tanto do trabalho de 2013, Summoned From The Void (o qual não tive oportunidade de ouvir ainda) e este de 2016 No Reigns Eternal, ambos carregando um ar Old School bem bacana. Álbum indispensável aos fãs de Death/Doom.

Solothus – No Reigns Eternal (Doomentia Records)
1. The Betrayer
2. No King Reigns Eternal
3. Darkest Stars Aligned
4. Malignant Cares
5. Towers in the Mist
6. The Winds of Desolation

depress4

Contatos:
Bandcamp
Facebook

Resenha por: Guilherme Rocha