Wedding in Hades – Misbehaviour

Passado dois anos do lançamento do debut, eis que retornam com um belíssimo segundo álbum.
Já nos primeiros acordes podemos notar, além de uma qualidade de gravação superior ao debut, também um cuidado maior com as composições. Não que as do debut fossem ruins, muito pelo contrário, mas nesse Misbehaviour podemos notar partes mais melancólicas e partes mais “agressivas”.
No álbum anterior senti uma pegada muito maior do gothic/doom em suas composições, e neste álbum podemos notar que a banda deixou fluir seu lado doom/death, o que me agradou em cheio.
Forsaken, faixa que abre o disco, meio que resume todo esse sentimento, pois temos uma linha de violino já em seu início, vocais melancólicos de S.Toutain cantarolando as primeiras frases, para depois o peso das guitarras se fazerem presentes e S.Toutain começar a mostrar o poder de seu vocal gutural. Um pouco antes da metade o som da banda dá uma parada e vai se arrastando em um quase Funeral/Doom e se torna um dos momentos mais marcantes da faixa.
Men to the Slaughter é a seguinte e nos brinda com uma bela linha de guitarra, além do primeiro solo que lembrou muito as frases de Gregor Mackintosh na época do álbum Gothic. Outro detalhe que marcou na faixa é a presença de refrão, e apesar de ser apenas a frase “Shoot to Kill”, torna-se impossível você não cantarolar.
Sleeping Beauty começa com uma caixinha de música daquelas infantis, e temos novamente a guitarra conduzindo a faixa com belas frases e os vocais limpos dão um toque “angelical” para ela, a entrada do “anjo mal” com os vocais mudando de rumo.
Uma coisa que fica latente no som desses franceses é a influência de Type O Negative, pois em muitas vezes presenciamos os vocais sussurados sendo levados pelo baixo e a atmosfera de teclado dando todo o clima, como presenciamos no final da faixa.
Dust in a Stranger’s Eyes é outra faixa voltada ao doom/death arrastado e a presença de violino tocado de forma simples, da um charme especial para ela, pois ele (o violino) não tira a atenção do que está sendo tocado.
Os já citados vocais guturais de S.Toutain dão um toque maléfico para a faixa, pois nota-se um certo desdém ao escutar a frase: “… Forsaken by Angels, addicted to their dust. Cursed by the poison that runs in your veins…”.
Regrets, apesar de seu início lento, rapidamente ganha velocidade e parece que logo irá rolar um blast beat, mas pelo contrário, há uma nova quebrada em seu andamento e somos surpreendidos por uma passagem acústica, para logo as guitarras cadenciadas se fazerem presentes. The One to Blame inicia logo dando impressão de ser continuação da faixa anterior e seguindo na mesma pegada.
Almost Living é uma faixa longa e é ela que encerra o álbum, já que seguindo temos a faixa Men to the Slaughter (Reprise) que é uma versão editada da mesma. Voltando à Almost Living que inicia com um clima de teclado e violões sendo acompanhados pelos vocais limpos do já citado cidadão.
Novamente nessa faixa os violinos se fazem presentes, sendo bem encaixados e podemos escutar toda a harmonia entre ele e a guitarra. Essa música deve ser bem interessante de assistir ao vivo somente para presenciar as mudanças de vocais em suas passagens limpo/gutural/limpo numa mesma sequência de frase.
Para quem já havia se supreendido com o debut, tenho certeza que esse play irá surpreender novamente e por um bom tempo irá ficar em seu playlist.

 

Wedding in Hades – Misbehaviour (BadMoodMan/Solitude Prod)
1. Forsaken
2. Men to the Slaughter
3. Sleeping Beauty
4. Dust in a Stranger’s Eyes
5. Regrets
6. The One to Blame
7. Almost Living (but not dead yet)
8. Men to the Slaughter (reprise)

 

 

https://www.facebook.com/weddinginhades
http://weddinginhades.bandcamp.com/
http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/04/bmm-050-12-wedding-in-hades-misbehaviour/

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Serviço de Utilidade Pública

O já tradicional evento voltado ao Doom Metal que rolava em Joinville/SC, aporta este ano em São Paulo no Bar Manifesto no dia 15 de Julho (domingo) e tendo início as 18h.
Este que será o primeiro grande evento voltado ao estilo e conterá as bandas, HellLight, Mortarium, Les Mémoires Fall e O Mito da Caverna.
Divulguem e compareçam!

 

‘clique na imagem ao lado para visualizá-lo’

 

Serviço:
Eclipse Doom Festival V – 15/07/2012 – Inicio às 18h
Bandas

 

Hell Light – Funeral Doom (São Paulo/SP)
http://www.myspace.com/helllight

 

Mortarium – Doom Metal (Rio de Janeiro/RJ)
www.reverbnation.com/mortariumdoommetal

 

Les Mémoires Fall – Doom Metal (São José dos Campos/SP)
www.reverbnation.com/lesmémoiresfall

 

O Mito da Caverna – Doom Metal / Grind Core Morto
http://www.facebook.com/pages/O-Mito-da-Caverna/151489491586589
http://www.myspace.com/omitodacaverna

 

+ Lançamento da 1° Coletânea Doom Metal do Brasil
Doomed Serenades

Aguardem maiores informações…

+ Sorteio Exclusivo da Persephone D.C de corpete e peça masculina.

+ Cobertura exclusiva do Evento Funeral Wedding
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Persephone D.C e Refuge Rock Wear
Apoio: Camisetas Extremas, União Doom Metal BR e Garagem Joinville

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Grown Below – The Long Now

A primeira ouvida nesse debut já nos causa uma impressão agradável pela diversidade ritmica e sentimental que nos é transmitida em pouco mais de 60 minutos.
O que temos aqui é um sludge + doom + post rock, e que toda essa mistura de ritmos foi construída de uma forma natural e é simplesmente chamada Grown Below.
Trojan Horses (they Ride) abre o play e te joga na cara a ira sludge, com as guitarras sujas, bateria quebrada e vocais guturais, para depois ter a sensação de ser jogado ao chão e ser surrado até perder as forças. A sensação miserável que você sente ao ouvir as guitarras limpas/viajantes e os vocais melancólicos são desesperadoras. Podemos considerar a faixa seguinte Devoid of Ages como a parte final de Trojan Horses, onde a faixa anterior termina de forma calma, Devoid mostra que o moribundo ainda luta pela vida e sua pegada sludge nos mostra realmente isso.
O início de The Abyss me trouxe a mente o grande Celestial Season, por seu início tendo algumas linhas de violino sendo tocadas com as guitarras distorcidas e vocais guturais.
Um destaque para a faixa, vai para o dueto com a cantora Aurore Picavet, conhecida sob alcunha de Arconic.
Minaco II – Nebula é uma faixa instrumental, que vem de forma climática, talvez para conseguirmos recuperar o fôlego para a próxima faixa.
End of All Time começa de forma viajante, alternando passagens de guitarra sem distorção com guitarras sujas até a entrada dos vocais sofridos de Matthijs Vanstaen.
Vale destacar não somente o trabalho da banda em si, mas os vocais de Matthijs, pois o cara consegue ir da “ira” ao “melancólico” de forma ímpar, e por algumas vezes lembra o timbre de Laine Stayle (Alice in Chains).
The Long Now vem para encerrar o play e ao longo de seus 16 minutos nos trás um resumo de tudo que o ouvimos/sentimos durante a audição desse cd faço minhas a penúltima frase do cd: “Breathing my last vital breath”.
E Malklara é uma faixa instrumental que vem somente para certificar que o cidadão está apodrecendo em vida antes de seu último acorde.

 

Grown Below – The Long Now (Slow Burn Records)
1. Trojan Horses (They Ride)
2. Devoid of Age
3. The Abyss
4. Minaco II – Nebula
5. End of All Time
6. The Long Now
7. Malklara

 

 

Contatos:
https://www.facebook.com/grownbelow
http://www.grownbelow.bandcamp.com

Profetus – … to Open Passages in Dusk

Há pouco tempo atrás recebi essa obra prima do funeral doom finlandês, e por muitas vezes tentei escrever uma resenha que expressasse todo o sentimento que esse álbum transpassa.
O álbum começa com When Autumn Cries a Fiery Canticle e logo nos primeiros acordes gélidos faz-se ouvir os vocais falados, fazendo o prenúncio dessa missa fúnebre. Ao longo de seus 14 minutos toda a áurea depressiva/suicida vai se instalando no corpo do ouvinte, e fica um tanto impossível não sentir toda a agonia  que sai pelos auto-falantes.
The Watchers Dusk segue a mesma linha da faixa de abertura, nos dando impressão de ser uma faixa apenas e em seus 12 minutos um mix de sensações é nos passado. Mas é bom o ouvinte não começar a repensar muito sobre sua vida, pois tenho certeza que não chegará ao final desse cd.
Os destaques nessa faixa ficam primeiramente para a bateria, pois para tocar um som nessa “velocidade” e se manter no tempo e conseguiu preencher muito bem os espaços, e outra são os violões tocados ao fundo dando um toque sutil para ela.
The Shoreless é a maior faixa do play, com seus 17 minutos, e ao acompanhar as letras uma frase me deixou pensativo: “Dying words broken into silent bliss of soul” (trad. livre: Derradeiras palavras divididas em êxtase silencioso da alma).
E para encerrar Burn, The Lanters of Eve que chega para enterrar o cadavérico doomster após essa missa funesta. Vale destacar nessa faixa a participação de F. P. Kutzbach da banda Procession, fazendo um contraste com os vocais cavernosos de A. Mäkinen.
Uma coisa a ser relatada que a arte gráfica do LP é muito mais bonita, pois possui a paisagem toda e infelizmente no CD foi editada.
Altamente recomendados para fãs do mais fúnebre doom metal, e amantes de bandas como Skepticism, Tyranny e outras mais oriundas da gélida Finlândia.
Escondam as giletes e tirem as crianças da sala, ok.

 

Profetus – … to Open Passages in Dusk (Weird Truth Prod)
1. When Autumn Cries a Fiery Canticle
2. The Watchers Dusk
3. The Shoreless
4. Burn, The Lanters of Eve

 

 

Contatos:
http://www.facebook.com/SaturnineDoom
http://www.myspace.com/profetus

Entrevista: (EchO)

Algumas bandas nos marcam de alguma forma e por um bom tempo elas fazem parte de nosso playlist diário, e por muitas vezes você se pega cantarolando passagens de alguma música. Com relação a essa banda italiana é justamente isso que acontece, por vezes já me flagrei “cantando riffs” ou mesmo algumas frases. Nessa entrevista que fiz com o simpático guitarrista Simone, nos dá mais detalhes sobre o início da banda, a gravação do debut, sobre algumas letras que de certa forma são bem pessoais, vamos conferir.

 

1. Gostaria que nos desse uma pequena biografia desde o surgimento da banda até a gravação de Devoid of Illusion.
Simone: Claro! A banda foi formada durante o Outono de 2007 com base em uma idéia de Tony (voz) e Simone M (teclados) com o objetivo de tocar doom metal com diferentes influências, em primeiro lugar o psicodélico. O line-up foi completado nos meses seguintes com Mauro (guitarra) e Simone S (guitarra). Após diversas  mudanças de formação, apenas na Primavera de 2011 Agostino (baixo) se junta à banda dando estabilidade ao line-up.
Sobre lançamentos, publicamos uma demo chamada “Omnivoid” em 2008, um promo em 2010 e, finalmente, em 11/11/11 o nosso álbum de estréia “Devoid of Illusions”, gravado na Priory Recording Studios (Sutton Coldfied, UK) e Studios CMAT (Birmingham, Reino Unido) e produzido por Greg Chandler (Esoteric), que também aparece como convidado na última música do disco (Sounds from out of Space).
Nestes anos tivemos o prazer de dividir palcos com bandas como Agalloch, Dornenreich, Esoteric, October Tide, Dayligth Dies, Forgotten Tomb e muitos outros.

 

2. O álbum Devoid of Illusions foi lançado há pouco mais de três meses. Como está o feedback dele?
Simone: O retorno até agora está realmente bom, tanto do público e dos críticos, e o álbum também está vendendo muito bem, estamos realmente satisfeitos com isso.

 

3. Para mim Unforgiven March é uma das faixas mais marcantes do álbum, principalmente nessa passagem: “When hope is lost, When darkness is pain, No more love…no more hate… When the end is here, Just me and my denied chance, The time of doom has come…” . Como surgiu a idéia para ela?
Simone: A idéia básica além de “Unforgiven March” é (alguém que sofre de) dupla personalidade, a letra foi escrita como pensamentos de duas pessoas diferentes, mas no final você percebe que ele é apenas uma pessoa.
O refrão é como uma resposta do “meio ruim” para a “metade boa” (no verso citado).

 

4. Omnivoid tem uma sonoridade que vai para um lado mais post-rock, moderno ou mesmo djent. Gostaria que comentasse sobre essas sonoridades não tão corriqueiras ao death doom.
Simone: Na verdade, nós não nos importamos com qual gênero estamos tocando ao compor nossas músicas, baseamos nossa fase criativa em nossos sentimentos e sensações e todas as influências diferentes que você ouve no disco são uma conseqüência disso. E assim também o som de “Omnivoid” que vem das nossas origens musicais (já que somos 6 pessoas diferentes).
“Omnivoid” é também uma das músicas mais antigas (que era a faixa-título de nossa primeira demo também foi re-arranjadas e re-gravadas para o álbum). Então eu acho que lhe dá uma boa perspectiva sobre como começou e como nós evoluímos.

 

5. Disclaiming my Faults tem uma linha melódica em seu início que me lembrou muito a Disappear do Paradise Lost. E a letra dela é um tanto “doentia”, principalmente nessa parte “Whispering a deadly lullaby…it must end tonight… Cover my sight… Cover my sinfulness… Your primordial fears are the same as mine… Can I smother my child with a pillow? …disclaiming my faults… It’s in your eyes…” Como surgiu a ideia para essa também?
Simone: Esta idéia surgiu enquanto Tony e Paolo estavam discutindo sobre a negação.
Ele fala sobre como as pessoas se defendem contra a dor e se recusam a pensar sober o que aconteceu com eles foi real.

 

6. E quem você ja teve vontade de sufocar com um travesseiro?
Simone: Com o “meu filho” pretendemos que a criança interior que cada pessoa tem dentro, que é menos relacionado com dogmas sociais, e que está ligado com a negação.
Sufocando a criança interior que temos dentro é apenas um símbolo que usamos para expressar negação.

 

7. Apesar de ter somente uma demo e um álbum lançado e se alguém que não conhece a sonoridade do (EchO), qual faixa você recomendaria e que acha que melhor definiria o som.
Simone: Bem, eu acho que “Summoning The Crimson Soul” tem quase todas as características avaliadas da banda, mas eu pessoalmente escolho 2 músicas e que seria “The Coldest Land” e “Omnivoid”.

 

8. Muita coisa tem se falado sobre a internet e seus “downloads ilegais”. Qual sua opinião sobre isso?
Simone: Hoje ninguém compra mais os cds (também se houver um retorno da vinil e da fita), eu acho que uma boa idéia para o futuro seria começar a colocar os álbuns para download gratuito, também porque as bandas que tem sorte de ter a “banda” como um trabalho de viver só com os shows ao vivo e turnês, talvez colocassem o álbum para download grátis é também uma maneira melhor de ser conhecido por um maior leque de pessoas, que talvez venham a seus shows, e talvez comprem sua merchandising, se eles querem apoiá-lo.

 

9. Depois daquela onda metal melódico que veio da Italia e assolou o mundo anos atras, e agora parece que as bandas de metal extremo estão tendo uma abertura maior. Qual banda você destacaria?
Simone: Há um monte de bandas muito boas na Itália, no ano passado, dividimos o palco com grandes bandas como “Kubark”, “While Sun Ends” e “Sephira”, só para citar alguns deles.
Depois, há também os nossos bons amigos da “Synapses” e “Sunpocrisy” que acaba de lançar seus álbuns de estréia como nós, e para as bandas que eu acho que você já conhece que são “Forgotten Tomb” e “The Foreshadowing” que estão saindo com álbuns novos este ano e “Hour Of Penance” que fará uma turnê americana com Nile em poucos meses.

 

10. Obrigado pela entrevista e sinta-se livre em nos dar suas ultimas palavras aos leitores do Funeral Wedding.
Simone: Obrigado por esta entrevista e, obrigado a leitores do Funeral Wedding pela leitura.
Há o link para comprar o nosso disco de nossa gravadora BadMoodMan Records
http://www.solitudestore.com/en/product/echo-2011-devoid-of-illusions/
E aqui a nossa página no Facebook, que atualizamos todos os dias com links e notícias sobre a banda, datas de shows, turnês e tudo mais, portanto, fique atento lá se você quiser nos seguir.
http://www.facebook.com/pages/EchO/141116903052 

 

Obrigado pela leitura!

 

Cheers

 

Simone & (Echo)

interview: (EchO)

Some bands mark in some way and for a long time they are part of our daily playlist, and you often find yourself humming some song passages. With relation to this Italian band that’s just what happens sometimes have found myself “singing riffs” or even a few sentences. In this interview I did with friendly guitarist Simone, give us more details on starting the band’s recording debut, on some letters that somehow are very personal, we’ll check.

 

1. Would you like to give us a short biography of the band since the beginning until the recording Devoid of Illusion.
Simone:
Sure! The band was formed during autumn 2007 based on an idea of Tony (voice) and Simone M (Keyboards) with the aim to play doom metal with different influences, first of all the psychedelic. The line-up was completed in next months with Mauro (guitar) and Simone S (guitar). After different line-up changes only in spring 2011 Agostino (bass) joins the band giving stability to the line-up.
About releases we published a demo called “Omnivoid” in 2008 a promo in 2010 and finally on 11/11/11 our debut album “Devoid of Illusions” recorded in the Priory Recording Studios (Sutton Coldfied, UK) and CMAT Studios (Birmingham, UK) and produced by Greg Chandler (Esoteric) that also appears as a guest in the last song of the record (Sounds from out of Space).
In these few years we had the pleasure to share stages with bands like Agalloch, Dornenreich, Esoteric, October Tide, Dayligth Dies, Forgotten Tomb and many others.

 

2. Devoid of Illusions The album was released just over three months. How is it feedback?
Simone: The feedback about now is really good both from the public and from the reviewers, and the album is also selling pretty good, we are really satisfied about it.

 

3. To me Unforgiven March is one of the most outstanding tracks on the album, especially this passage: “When hope is lost, When darkness is pain, No more love…no more hate… When the end is here, Just me and my denied chance, The time of doom has come…” .. How did the idea for her.
Simone: The basic idea besides Unforgiven March is that one of the double personality, the lyrics are written as they are the thoughts of 2 different persons, but at the end you realize that it’s only one person.
The chorus is like an answer from the “bad half” to what said by the “good half” (in the verse).

 

4. Omnivoid has a sound that goes to a more post-rock, modern or even djent. Would you like to comment on these sounds not so common to the death doom.
Simone: Actually we don’t care about what genre we’re playing while composing songs, we base our creative phase on our feelings and sensations and all the different influences  you hear on the record are a consequence of this. And so also the sound of  “Omnivoid” comes from our musical backgrounds (we are 6 people so they are really diversified).
Omnivoid is also one of the most old songs (it was the title track of our first demo also if it has been re-arranged and re-recorded for the album) so I think it gives you a good prospective about how we started and how we evolved.

 

5. Disclaiming my Faults have a melodic line in its beginning it reminded me a lot to Paradise Lost’s Disappear . And her handwriting is a bit “sick”, especially this part “Whispering a deadly lullaby…it must end tonight… Cover my sight… Cover my sinfulness… Your primordial fears are the same as mine… Can I smother my child with a pillow? …disclaiming my faults… It’s in your eyes…” How did the idea for this too?
Simone: This idea came up while Tony and Paolo were discussing about denial.
It speaks about how people sometimes as first defends against pain refuse to think that what happened to them was real.

 

6. And who will you ever had to smother with a pillow?
Simone: With “my child” we intended the interior child that every person has inside, that is less connected with social dogmas, and that’s connected with denial.
Smothering the interior child we have inside is just a symbol we used to express denial.

 

7. Despite having only a demo and an album out and if someone does not know the sound of (EchO), which track would you recommend and do you think best define the sound.
Simone: Well, I think that “Summoning The Crimson Soul” has almost all the characteristics of the band, but i personally would choose 2 songs and they would be “The Coldest Land” and “Omnivoid”.

 

8. Much has been said about the internet and its “illegal downloads”. What is your opinion about that?
Simone: Today nobody buys anymore the cd’s (also if there is a coming back of the vinyl and of the tape), i think that a good idea for the future would be to start to put the albums for free download, also because the bands that are so lucky to have the band as a job live only with the live shows and tours and maybe putting the album in free download is also a better way to be known by a largest range of people, that maybe will come to your gigs, and maybe will buy your merchandise if they want to support you.

 

9. After that melodic metal where that came from Italy and devastated the world years ago, and now it seems that the extreme metal bands are having a larger opening. What band you highlight?
Simone: There are a lot of really good bands in Italy, last year we shared stage with great bands such as “Kubark”, “While Sun Ends” and “Sephira”, just to mention some of them.
Then there are also our good friends “Synapses” and “Sunpocrisy” who just released their debut albums like us, and for the bands that I think you already  know there are “Forgotten Tomb” and “The Foreshadowing” that are coming out with new albums this year and “Hour Of Penance” that will make an american tour with Nile in a few months.

 

10. Thanks for the interview and feel free to give us his last words to the readers of Funeral Wedding
Simone: Thank you for this interview and thanks to Funeral Wedding’s readers for reading.
There is the link to buy our record from our label BadMoodMan Records  http://www.solitudestore.com/en/product/echo-2011-devoid-of-illusions/
And here our facebook page, we update it everyday with links and news about the band, tour dates and everything, so stay tuned there if you want to follow us.
http://www.facebook.com/pages/EchO/141116903052 

 

Thanks for reading!!!
Cheers
Simone & (EchO)