Heavydeath – Eternal Sleepwalker

Heavydeath album coverO gênero é Doom Death Metal, mas a pegada num Sludge Metal é enormemente perceptível. Assim, logo, a banda sueca Heavydeath apresenta seu primeiro Full-Lenght lançado neste ano de 2015. Depois de tanto trabalho, o resultado foi muito significativo para os membros da banda. O grupo formado por Daniel Moilanen na bateria (Katatonia (live member), Dracena, Lord Belial, entre outras boas bandas), Johan Bäckman no contrabaixo e Nicklas Rudolfsson que comanda o vocal e a guitarra, vem da cidade de Ljungskile, localizado na província de  Bohusbanan, próximo à Estocolmo. Partem deste país diversos grupos muito bons, que são internacionalmente reconhecidos, logo, valorizados dentro da cena.

Formado no ano de 2013, o trio vem trabalhando duro, com bastante Demo do ano de 2014 e um EP mais uma compilação no mesmo ano, mas enfim, vamos ao que interessa. “Eternal Sleepwalker” é um trabalho interessante, pois sai um pouco do que chamamos de Doom/Death! As guitarras soam além do que o gênero pode nos suprir. Um som muito arrastado do começo ao fim, dando oportunidade à relevância da importância do contrabaixo, que em certos momentos, tem uma presença legal dentro das faixas. O trabalho conta com sete músicas autorais, sem nenhum cover e muito menos bonus track. As três primeiras canções: “Ascending”, “Road to the Fire” e “Bow Down”, deixam evidente o que citei anteriormente, Sludge Metal miscigenado com Death/Doom Metal. Guitarras com uma mixagem pouco trabalhada, obviamente para dar o som desejado, justamente dentro do Sludge Metal. A partir desse momento, na quarta faixa, “Eat the Sun”, a porrada começa a comer solta! O Doom/Death Metal aparece com potência assustadora. E também salienta-se a participação do contrabaixo, com riffs relevantes, fazendo a faixa soar mais técnica do que as anteriores. A velocidade duplica, deixando de ser um som um tanto estagnado, muito mais objetivo. Ao mesmo tempo que pode-se fazer uma analogia à Black Sabbath, isso por que em certos momentos, os riffs das guitarras soam muito Heavy Metal, aquele executado pelos britânicos. Mas não deixe-se enganar, apenas os riffs dão essa percepção! A melancolia é ainda mais amarga do que se espera.

“Eternal Sleepwalker” é uma canção interessante. Misturando vários elementos do Metal (Sludge Metal, Doom/Death Metal, Heavy Metal e um pouco de Hard Rock/Punk). Sendo a quinta canção do álbum e com a importância de carregar o título do trabalho, deve-se prestar muita atenção nesta faixa! Digo isso por que em algumas passagens da canção, dá para sentir de leve o som distorcido do contrabaixo, causando uma leve euforia, até o momento em que o ritmo da música muda levemente também. “Heavy as Death” e “Beyond the Riphean Mountains” fecham com muita grandeza este belo trabalho! O som decai mais ainda em questão de mixagem totalmente suja. Horrorizando mais ainda no bom sentido o trabalho.

Vários elementos foram colocados em campo para a produção deste impecável trabalho, que com certeza merece o devido reconhecimento. Bandas vindouras da região sueca dificilmente são de decepcionar, e Heavydeath está nesta relação de bandas que firmarão com êxito o Metal!

Heavydeath – Eternal Sleepwalker (Svart Records)
1. Ascending
2. Road to the Fire
3. Bow Down
4. Eat the Sun
5. Eternal Sleepwalker
6. Heavy as Death
7. Beyond the Riphean Mountains

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Resenha por: Leonardo Reis

My Silent Wake – Damnatio Memoriae

CoverHá pelo menos uns 5 anos ouço falar desta banda e já me foi até recomendado por alguns contatos, mas lembro de ter escutado uma vez e não ter achado nada de mais no som deles. E eis que alguns anos se passam e recebo em minha caixa de email este álbum para resenhar. Olhei e pensei comigo mesmo, o que tiver que ser, será.

Coloquei o álbum em minha playlist e fui dar uma conferida. O álbum abre com “Of Fury” e logo de cara o que me chama atenção são os vocais, que me trouxeram a mente o insano Chris Reifert do saudoso Autopsy. Na sequência temos “Highwire”, que é uma música mais acelerada, com uma influência maior do “Gothic” e soando bem moderna para os padrões Death/Doom que a banda se propõe. Chegando em “Now it Destroys”, esta banda que antes eu achava muito comum e não tão empolgante, acabou ganhando meus ouvidos. Esta faixa é meio que uma junção das duas primeiras, tem uma levada uptempo, com aqueles vocais alá Autopsy, soa moderna e tem uma pegada nos riffs de guitarra que são excelentes.

Mas foi com a música “Black Oil” que definitivamente eles me ganharam. Pensa numa música sofrida, com riffs melancólicos e vocalizações desesperadas. Temos algumas mudanças de andamento, mas ela continua com essa mesma negatividade. Dando continuidade a este sofrimento, no bom sentido, temos “And so it Comes to an End”. Não há muito o que dizer desta faixa, apenas o sentimento de desolação imposto pela melodia de guitarra e os vocais guturais que ecoam na mente deprimida do ouvinte.

Após um pequeno alívio com “The Innocent”, temos outra faixa torturante que é “The Empty Unknown”. Os riffs esmagadores desta faixa, passam como um rolo compressor por cima do ouvinte e um sentimento de amargura é deixado após a audição desta excelente música, muito deste sentimento é devido as excelentes vocalizações.

E para encerrar temos “Chaos Enfolds Me” que vem selar o caixão do deprimido ouvinte, deixando um vazio por dentro. O jeito é colocar pra rodar novamente este disco.

My Silent Wake – Damnatio Memoriae (House of Ashes)
1. Of Fury
2. Highwire
3. Now it Destroys
4. Black Oil
5. And so it Comes to an End
6. The Innocent
7. The Empty Unknown
8. Chaos Enfolds Me

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Dark Art of Doom and Desolation disponível para download

a1388198524_10E o blog Dark Art of Doom and Desolation disponibilizou via Bandcamp a sua compilação, apenas com bandas chilenas de Doom Metal e vertentes.

Esta coletânea está disponível de forma grátis, neste link aqui e tem o intuito na divulgação das bandas.

Interessados em adquirir a cópia física deste material, entrar em contato por email.

Morbid Evils – In Hate with the Burning World

morbid evils coverProtejam seus ouvidos e preparem as caixas de som! Uma tremenda porrada Doom/Death Metal está para entrar em seu subconsciente e traumatizá-lo! Essa é a mensagem transmitida no primeiro álbum de estúdio da banda finlandesa Morbid Evils. Direto da cidade de Turku, o quarteto formado por Jan Trygg na guitarra, Timo Niskala na bateria, Tero Nordlund no baixo e vocal e mais Keijo Niinimaa na guitarra e vocal (Sendo este último o membro fundador da banda), trazem seu primeiro trabalho oficial intitulado “In Hate with the Burning World”, lançado neste ano de 2015, com seis faixas não muito curtas mas também não muito longas.

O som mixado traz uma pegada Sludge, mas sem desapegar do Doom e nem do Death. Um som bastante arrastado e cadenciado, vocal urrado e assustador, muita técnica empenhada no mesmo para que as faixas soassem o mais brutal possível.

A primeira faixa deixa bem evidente o que já foi citado anteriormente, guitarras com um som muito sujo, bateria numa lentidão atormentadora. “Cruel”, dá a impressão de experiência aos músicos de Morbid Evils, pois é uma musicalidade muito bem trabalhada, com muita paciência para encaixar de maneira certeira os contratempos impostos pelo lentidão da faixa. Os primeiros minutos ficam nesse ritmo bem quebrado e deixando ainda mais aquela sensação de obscuridade. E assim se sucede até o final da canção, dando a impressão de que algo mais “impossível” aparecerá pela frente.

O início de “Crippled” (segunda faixa) é sensacional, um contrabaixo timbrando mais sujeira ainda! E no seguinte instante entram em ação as guitarras com o arrastar sombrio, vocal desumano e humilhante. Até certo ponto, a cadência musical me lembrou um pouco “Human Collapse” (outra banda de Doom/Death Metal), mas não tanto pelo instrumental, e sim pela potência vocálica e seus intervalos. Aspectos muito semelhantes que agregaram no poder desta segunda canção! Outro aspecto interessante foi o fato de a mixagem da caixa da bateria ter um som menos sufocante, se destacando com seus ecos e consequentemente dando um pouco a mais de vida à música. Seus pouco mais de sete minutos de duração fazem valer a pena!

“In hate” começa semelhante à um soco na cara! Uma suavidade suja imposta pela guitarra e quando menos e espera, Keijo Niinima surpreende com um leve urro, seguido da guitarra arrastada, característica que já ficou evidente no trabalho dos finlandeses. Junto com essa pedrada, “South of Hell” é outra canção com o início semelhante, porém, muito mais Sludge, guitarras ecoando sujeira, no bom sentido, bateria um pouco lenta e com uma porrada sendo executada na caixa. Uma característica interessante é o fato de a banda não executar solos! Raramente aparece algum riff meloso, dando um sentido mais bonito à música. Mas enfim, ao contrário da faixa anterior, que tinha uma duração de mais de sete minutos, South of Hell apresenta apenas pouco mais de quatro minutos de sonoridade impactante!

“Pollute” é até o momento a canção mais Sludge do álbum, isso por que neste início, a guitarra carrega um som arrastado e sombrio. Mesmo com toda a distorção executada, ainda dá uma impressão de algo a mais para impressionar o ouvinte com o peso brutal da banda. É nesta canção, que em certo momento, o medo absoluto é imposto! Riffs estonteantes e catastróficos, com um ar de destruição. Para fechar com chave de ouro, eis que lhe apresento a faixa que leva o nome do álbum, ou pelo menos parte dele. “Burning World”. Acompanhando o nome do álbum, assim como algumas faixas anteriores, a canção começa deixando a impressão de que algo está sendo carbonizado. E dali em diante, a porradaria come solta! É a faixa mais comprida do álbum, com pouco mais de dez minutos, e muita progressividade! É a canção que mais se aproxima do Doom Metal, um pouco mais de melancolia, encaixaria esta canção como sendo Funeral Doom Metal.

Satisfação é o que não me falta ao término desse trabalho. Mas mesmo tendo certeza disso, creio que a banda tem muito mais capacidade de lançar álbuns tão potentes quanto! Tudo se encaixou perfeitamente, inclusive as mudanças rápidas de gênero. Passagens rápidas que faziam com que o som não ficasse tão monótono assim. Por isso, creio que a Finlândia, hoje sendo uma potência no mundo musical, nos fornecerá o mais megalomaníaco trabalho de todos, espero que esse trabalho seja o segundo álbum de estúdio de Morbid Evils!

Morbid Evils – In Hate with the Burning World (Svart Records)
1. Cruel
2. Crippled
3. In Hate
4. South of Hell
5. Pollute
6. Burning World

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Resenha por: Leonardo Reis

Vulkro disponibiliza gravação de álbum nunca lançado

A banda catarinense de Death/Doom “Vulkro”, disponibilizou através do YouTube a gravação do full-lenght datado de 2008 e  nunca antes lançado.

Está disponível todo o áudio do material e também consta o download grátis via Google Drive.

O Vulkro encerrou suas atividades por volta de 2008 e este material sempre foi algo que os apreciadores de seu Doom Metal aguardavam ansiosos. E tudo leva a crer que a banda terá o seu retorno das atividades, visto que Alex Pazetto deixou o Krophus.

Vamos aguardar mais notícias sobre eles.

Enquanto isso, clique, escute, baixe e divulgue.

Skepticism – Ordeal

Captura de Tela 2015-08-01 às 11.37.52Após ter passados longos anos desde seu último álbum “Alloy”, estes finlandeses resolveram apostar numa forma “diferente” para a gravação deste novo álbum intitulado “Ordeal”. No início deste ano eles gravaram de forma “ao vivo” 6 faixas inéditas e ainda deram 2 bônus de seus clássicos funerais para a pequena plateia (lê-se sortudos) presente.

A primeira coisa a se notar é a qualidade de gravação, que além de ter um aspecto “live”, não soa como um disco ao vivo como costumamos ouvir por aí. Há sim algumas pequenas intervenções da plateia entre uma faixa e outra, mas podemos sentir toda a atmosfera captada neste material.

A inclusão de um segundo guitarrista, como live member, veio a somar, pois nos poucos solos e ou linhas de guitarra, não temos aquele vazio característicos de banda com apenas um guitarrista, isso sem contar que a banda não possui baixista.

Apesar do disco todo soar uníssono e músicas com qualidade ímpar, não posso deixar de comentar o meu descontentamento com os vocais, já no álbum anterior eu já não tinha curtido e aqui me soa estranho. Algumas vezes parece estar rachado, mas isso não chega por a perder todo este trabalho, pois você acaba se acostumando.

Voltando à parte musical, podemos destacar as faixas: “Momentary”, “The Departure” com o seu andamento melancólico que apenas o Skepticism consegue produzir. “March Incomplete”, esta música é cortar os pulsos já nos primeiros acordes, além de parecer uma filha mais nova do seu clássico absoluto “The March and the Stream”.

“Closing Music” é uma excelente faixa para o encerramento do ato antes das duas faixas bônus, que já mencionei no início. Ela é longa, arrastada, nos dá uma impressão de ser uma faixa instrumental até que próximo do final, algumas frases se fazem ouvir.

Após seu último acorde, temos alguns segundos de silêncio absoluto até novamente ouvir os acordes de “Pouring” e na sequência, a dispensa comentários, “The March and the Stream”.

Como não haveria deixar de ser, mais um ótimo discos dos mestres do Funeral Doom e espero não ter que esperar quase 10 anos até seu próximo lançamento.

Ouça sem moderação.

Skepticism – Ordeal (Svart Records)
1. You
2. Momentary
3. The Departure
4. March Incomplete
5. The Road
6. Closing Music
7. Pouring
8. The March and the Stream

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Resenha por: Rodrigo Bueno