Entrevista: Lugubres

Há algum tempo atrás, eu tinha adicionado na minha lista de amigos no facebook uma pessoa sonhadora e batalhadora dentro do cenário Doom brasileiro. Tive entre algumas conversas, um questionamento sobre pessoas que poderiam integrar o seu projeto. Muitas coisas se passaram de uns dois anos pra cá e isso está relatado nessa entrevista que vem a seguir, com o guerreiro Robson.

 

1. E aí Robson, tudo beleza? Eis que finalmente conseguimos realizar uma entrevista contigo.

Robson: Realmente, Rodrigo, faz tempo que falamos sobre isso, pra mim é um imenso prazer.

 

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2. O embrião da Lúgubres foi formado no Maranhão, em 2006. Conte-nos mais sobre os primeiros passos.

Robson: Então, tudo começou na verdade com a banda Sea Of Sorrows, formada em 2002, a banda se apresentou algumas vezes no underground de São Luis, mas as constantes mudanças, principalmente de baterista (kkkkk), fizeram a banda parar. Os membros que continuaram juntos formaram o que viria a ser a Lugubres Memorias em 2006 e chegamos  a gravar uma demo que não pode ser lançada na época. Por motivos pessoais eu acabei me mudando pra São Paulo e recomecei tudo aqui, trouxe todo o material que eu tinha composto e mudei para um nome mais curto e direto: Lugubres.

 

 

3. Após sua mudança para São Paulo, qual foi a maior dificuldade encontrada para colocar em prática esse seu projeto?

Robson: O de sempre, baterista (kkkkkkk). A primeira formação aqui em São Paulo contava comigo na guitarra, Lucas Medeiros (Pile of Corpse) na outra guitarra, Paullus (Morcrof) baixo e voz e Anders Andlung na bateria. Essa formação durou pouco, o Paullus  retomou  com bastante gás os trabalhos na Morcrof o que acabou consumindo muito tempo dele e ele teve que sair, o Anders mudou de cidade e ficou difícil de se locomover pra São Paulo e acabou saindo também. Por fim o Lucas se mudou pro Mato Grosso, e lá estava eu de novo atrás de uma formação. Por conselho de muita gente (inclusive seu rsrsrs) eu resolvi gravar o material sozinho mesmo, com a ajuda de Nilo Neto (produtor das músicas da Lugubres no split lançado com a Les Mémoires Fall).

 

4. Como surgiu a idéia para o split com a Les Mémoires Fall?

Robson: O Emerson tinha acabado de gravar uma música da Les Mémoires Fall, aliás a minha favorita deles, e eu estava concluindo a da Lugubres, então conversamos e surgiu a ideia muito naturalmente. Foi muito legal todo o processo porque acabou botando as duas bandas pra trabalhar mais , gravando as outras musicas pra compor o split. Eu e o Emerson nunca tínhamos nos encontrado antes e todo processo rolou via internet e telefone mesmo, mas foi fantástico o envolvimento de ambas as partes. Acho que a sinceridade, a honestidade e uma forte vontade de contribuir com a cena doom foi o que mais nos moveu naquele momento. Fiquei muito feliz com o resultado de tudo, tenho muito orgulho de tudo que foi conseguido e te garanto não foi nada fácil. Foram meses difíceis, de uma correria intensas das duas bandas, mas o resultado final me deixou muito orgulhoso e muito feliz.

 

 

1081881_4763462904859_1071505736_n5. Após pouco tempo com a line-up estabilizada, vocês tiveram a primeira baixa, com a saída do tecladista/violinista Italo Martínez. Lembro que foi um pouco conturbada. Conte-nos mais a respeito.

Robson: Foi um desastre. Acreditamos muito no Italo no começo, dávamos muito crédito para ele e isso talvez tenha sido o erro. Ele nos decepcionou muito e tentou inclusive ficar com o nome da banda pra ele, foi graças ao Gerisson (então baixista da banda) e ao Leandro (baterista) que tiveram uma postura muito coerente e forte nesse momento, que se posicionaram contra ele. Mas não foi fácil pra ninguém pois todos nós nos sentimos traídos.

 

 

6. Pouco tempo após esse turbilhão que pairou sobre a Lúgubres, eis que você anuncia a sua saída da banda. O que realmente aconteceu?

Robson: Na verdade eu fiquei muito chateado com alguns posicionamentos internos e realmente pensei em parar de tocar, não só na Lugubres mas desistir de vez desse lance de música, mas acabei encontrando gente que me apoiou muito e que conhece toda a minha luta em relação a Lugubres e me disseram que eu não podia desistir, que eu não podia abandonar tudo assim. Pessoas como o Edson (Crimson Down Project), o Emerson (Les Memoires Fall) e eu e você também conversamos sobre isso. Somando a isso, o próprio Gerisson e o Leandro fizeram questão de deixar claro que a Lugubres sou eu e que não faria sentido eles continuarem sem mim e que eles também não continuariam, então eu mudei de ideia e resolvi continuar e retomar o trabalho com a banda. Fui muito criticado em ter divulgado pela internet essas coisas Rodrigo, isso faz parte da própria proposta da banda, ter essa relação de contato imediato com o público e ser muito sincero. Ainda receberei muitas criticas a esse respeito, mas é assim que eu lido com as coisas, prestando contas com o publico, pois tenho total consciência que não existe a Lugubres sem o seu público.

 

 

7. Vi que você anunciou a entrada de um novo baixista para a Lúgubres. Como se encontra a atual situação da banda?

Robson: Verdade, o Joey Fernandez, um cara sensacional, que muito tem me ajudado nessa reerguida da Lugubres. Eu já havia tocado com o Joey em um outro projeto e fiquei muito impressionado  com a  energia e a técnica dele, então foi a primeira ideia que me passou pela cabeça na hora de reformular a Lugubres foi chamá-lo. Foi o Joey que me apresentou o Del Vieira que é o atual guitarrista. Eu também já havia tocado com o Charles Matheus (baterista), mas foi o Joey quem conversou com ele e o convenceu a tocar com a Lugubres.

 

 

1148272_4763468745005_403448418_n8. Há previsão para um full-lenght para breve?

Robson: Sim, sim, já andei conversando com o mesmo produtor da Lugubres no split  (Nilo Neto) sobre isso e provavelmente à partir do próximo ano, voltaremos pra estúdio e continuaremos as gravações que devem gerar o full-lenght, acho que no segundo semestre de 2014 conseguiremos lançar um álbum.

 

9. Você atualmente têm se dedicado ao um outro projeto Aquenamon? O que pode nos adiantar?

Robson: A Aquenamon é um proposta diferente da Lugubres, eu tenho várias músicas em uma proposta que não encaixariam na Lugubres, soam algo mais folk, ainda doom, mas mais folk. Também estou começando um projeto bem funeral/death doom chamado Dying Poem com o Marcello Markes, acho que em 2014 todos esses projetos estarão na ativa.

 

10. Obrigado Robson pela entrevista e deixo o espaço livre para suas últimas considerações.

Robson: Obrigado Rodrigo, agradeço o espaço e espero todos no Doomsday Festival. Stay doomed forever.

 

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Aphonic Threnody – First Funeral

aphonic threnodyO que podemos esperar, quando juntamos num mesmo disco músicos das seguintes bandas: Urna, Gallow God, Dea Marica, Pantheist e Leecher? Música de carnaval é que não é.

Eis que essa banda que iniciou como um projeto de Riccardo e Roberto que tão logo foi tomando forma e outros músicos foram sendo adicionados.

Gravaram este EP com apenas 4 músicas, a versão em vinil ganhou um bonus track para Symphonaire Infernus et Spera Empyrium do dispensa comentários My Dying Bride.

E o que poderíamos esperar dessa banda, algo que não fosse sombrio, arrastado e depressivo.

Após um pequeno sampler introdutório, temos a faixa “The Threnody” inciando essa missa fúnebre. Riffs extremamente arrastados e ao fundo as linhas de teclado de Kostas vem ceifando a alegria restante no corpo do ouvinte.

Os vocais de Roberto estão fortes, envolventes e carregados de melancolia, mesmo sendo gutural.

“Eyes’ Light Faded Away” tem seu início um pouco doentio e aos poucos o seu funeral doom vai tomando forma. Essa faixa é pouca coisa mais rápida que a anterior, mas mesmo assim carregada de sentimento depreciativo.

Não deixe-se enganar pelo começo tranquilo de “Life Calls Death”, com arpejos de guitarra, uma linha de teclado para dar clima e uma flauta ao longe. Em uma passagem abrupta o belo fica para trás para dar lugar a essa negritude. Nessa faixa encontramos algumas mudanças de andamento, ora mais acelerada e outras vezes arrastadas, não deixando a música monótona em momento algum.

“Hollow” é sem dúvida a melhor faixa desse material, não desmerecendo as outras que também são igualmente boas, mas desde os primeiros acordes dessa música e ao longo de seus 10 minutos, temos nossos corpos esmagados por essa massa sonora.
E para encerrar temos “Symphonaire Infernus et Spera Empyrium”, que deixarei aqui o espaço aberto para o leitor tirar suas próprias conclusões.

A versão digital desse material também está disponível para download pago em sua página do Bandcamp, ou você pode entrar em contato com a banda via sua página do facebook e encomendar o seu vinil ou esperar um pouco pela versão em CD.

 

Aphonic Threnody – First Funeral (Terror from Hell/ Avantgarde Music)

1. The Threnody

2. Eyes’ Light Faded Away

3. Life Calls Death

4. Hollow

5. Symphonaire Infernus et Spera Empyrium (My Dying Bride cover)

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Contatos:

http://aphonicthrenody.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/pages/Aphonic-Threnody/527080693991442

Orchid – The Mouths of Madness

561855_10151407473022496_291750273_nNovo álbum desses estadunidenses e apesar de começar de forma brilhante, há algumas coisas que tenho que dizer.

Nos meados de 2012 conheci essa banda através de um amigo e a primeira escutada não houve como não pirar no som. Era como se o Black Sabbath tivesse ressurgido das cinzas e gravado o álbum “Capricorn” (e nessa época nem havia sinal de que uma reunião/gravação do novo álbum “13” tivesse sido anunciada).

E ao escutar esse novo The Mouths of Madness, como eu disse anteriormente, apesar de seu começo fantástico com a faixa homônima e consiga manter o pique com “Marching Dogs of War”, o que temos a seguir é algo que não soa como o Orchid que eu conheci e sim como uma versão atualizada do Black Sabbath.

A influência ficou um pouco de lado para que algumas ideias fossem copiadas, no caso de “Silent One”, que me lembrou Electic Funeral com N.I.B..

“Nomad” volta ao estilo Orchid de ser e é uma faixa muito boa, trazendo algumas variações de andamento e um clima um tanto soturno para a faixa.

“Mountains of Steel” em sua primeira levada do acorde da guitarra, logo vem a mente o riff introdutório de Sabbath Bloody Sabbath. Mas apesar da semelhança da nota que introduz a música, ela ainda tem uma levada própria.

A coisa fica feia mesmo com “Leaving it all Behind”, que além da semelhança do riff de entrada da música a levada é muito semelhante com After Forever. Ao prosseguir com a música, você percebe que ela vai melhorando e tentando trilhar por caminhos próprios, mas por melhor que ela termine o estrago inicial já foi feito.

“Loving the Hand of God” é outra que tem um riff copiado de After Forever. Para maquiar um pouco deram uma reduzida na velocidade, mas infelizmente não teve como não compará-lo a versão que o Biohazard fez para aquele famoso tributo Nativity in Black.

“Wizard of War” já é uma faixa conhecida, pois andou circulando em um single antes do lançamento desse álbum.

E para encerrar temos “See You on the Other Side” e que apesar do nome homônimo, não é cover do Ozzy e encerra o disco da mesma forma que começou.

Acredito eu que se não fosse os altos e baixos que esse álbum tem, seria um disco tão marcante quanto 0 “Capricorn” foi.

 

Orchid – The Mouths of Madness (Nuclear Blast)

1. Mouths of Madness

2. Marching Dogs of War

3. Silent One

4. Nomad

5. Mountains of Steel

6. Leaving It All Behind

7. The Loving Hand of God

8. Wizard of War

9. See You on the Other Side

 

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Contatos:

https://www.facebook.com/orchidsf

http://www.OrchidSF.comhttp://orchid.bandcamp.com/

Entrevista: Loss

Ao começar esse prefácio, estive lembrando desde a primeira vez que ouvi essa banda, lá pelos idos de 2004. E para mim essa entrevista teve um gosto especial, foi uma satisfação pessoal poder questionar sobre a banda e projetos paralelos, ideias futuras e conhecer um pouco mais o submundo do Loss.

 

Mikelossmay201. Despond, o album foi lançado há mais de um ano. Como tem sido o feedback?

M. Meacham – O feedback tem sido muito positivo. Parece que a banda ganhou muito reconhecimento desde o lançamento do álbum e a Profound Lore fez um trabalho fantástico nos ajudando a crescer.

 

2. A música “Cut up, Depressed and Alone” tem uma letra bem depressiva e é impossível não se imaginar nela. De onde veio a ideia para escrevê-la?

M. Meacham –  Essa música foi diretamente influenciada pelas minhas lutas constantes contra a depressão severa, a ansiedade, a automutilação e a autodepreciação. A letra é bem direta e eu vivi cada segundo dela. Sem esperança. Cortar sua pele apenas pra ver se você consegue sentir algo através da apatia. Desistir.

 

3. Eu lembro de conhecer a Loss por volta de 2004, através do mIRC (#doom-mp3). Qual a sua relação com a internet e downloads grátis?

M. Meacham –  Eu acho que todo mundo tem uma relação com a internet nos dias de hoje. Eu uso todos os dias para trabalhar, networking e comunicação. Downloads grátis sempre vão acontecer, mas eu acho que os verdadeiros amantes da música vão sempre procurar ou comprar/apoiar artistas que realmente se esforçam para criar trabalhos com convicção, que não soem artificiais.

m_Loss052011_0164. A capa do album é mais “dark” que chocante comparada a da demo. Quem sugeriu o conceito desta arte ou o artista teve liberdade para criar?

M. Meacham – Nós surgimos com vários conceitos para várias partes e Richard Friend, este artista fantástico que trabalhou com a gente, meio que desenhou suas próprias ideias a partir das músicas e nossos conceitos, mas para a capa em particular… nosso baixista, John Anderson, veio com a ideia de um corpo sem vida, sem sexo ou expressão num cenário funéreo… é bastante belo, eu acho.

 

5. No ano passado, foi lançado um “split-live” via Scion Audio Visual com algumas faixas ao vivo de bandas como Pallbearer, YOB, Atlhas Moth, além de vocês. Vocês já pensaram em lançar um DVD com algumas apresentações ou é algo fora de cogitação?

M. Meacham – Talvez no futuro, mas nada para o momento.

 

m_Loss052011_0356. Há previsão de um novo álbum do Loss?

M. Meacham – Estamos nos estágios iniciais de escrever nosso segundo álbum no momento que estou te respondendo. Nós também estamos completando as faixas para dois split’s diferentes. Um com Graves At Sea e outro com Hooded Menace.

 

7. No debut, haviam duas faixas demo e a música gravada com o Worship. Para o próximo álbum, vocês têm a intenção de dar uma nova roupagem a alguma música que já apareceu em outro disco?

M. Meacham – Não. O próximo álbum do Loss vai ser feito 100% com material novo.

8001095772_c3ddff6300_o8. Para algumas pessoas, a morte é o final de tudo; para outras, é o começo. Qual a sua relação com a morte?

M. Meacham – A morte é perfeita… instantânea e para sempre. A morte é o cenário perfeito para a meditação final.

 

9. Você tem um projeto tão devastador quanto a sua banda. Qual é a situação atual do Mourner?

M. Meacham –  Infelizmente, o Mourner acabou… eu realmente gostei de tocar naquela banda e todos nós continuamos bons amigos. Todos os membros tem calendários que não são compatíveis uns com os outros e alguns membros tem compromissos pessoais demais. Estou orgulhoso do que gravamos, etc. Outra sessão para compor/gravar nunca está fora de cogitação… eu tenho alguns outros projetos musicais rolando… Recluse (com Phillip Cobalt), Hollow Serpent Tooth (com o Jake do Mourner) e o Rituaal (também com o Jake e com o Justin da Father Befouled Encoffination). A Rituaal tem um 7” que vai ser lançado a qualquer momento pela Parasitic Records.

 

10. Recentemente foi lançada uma página no Bandcamp com duas músicas para um novo projeto que você participa junto com J. Stubbs (Encoffination) e J. Rothlisberger (Mourner). Como surgiu a ideia para este projeto?

M. Meacham – Nós queríamos criar algo vil e extremamente black e bizarro. O resultado final é a Rituaal. Nós nos conhecemos e trabalhamos em diversos estilos por muito tempo e decidimos fazer a Rituaal juntos. O plano é sempre escrever e gravar material suficiente para um 7” durante o período de três dias ou menos. Completamente terminado e gravado num curto período de tempo, demorando mais só com os conceitos e letras/conteúdo. Estou muito orgulhoso desta facada estranha de Black Metal que nós criamos. Planejamos fazer nossa segunda sessão muito em breve.

 

39528_166806283329651_6386032_n11. Os temas das letras da Rituaal são bem diferentes dos assuntos das outras bandas. Fale-nos mais sobre eles.

M. Meacham – A Rituaal é baseada no satanismo antigo/tradicional/medieval, em práticas ocultas e bruxaria. Eu trabalhei muito nas minhas letras, assim como o Justin. Nos dois escrevemos umas música musicalmente e depois a letra, para encaixar. Os temas deste primeiro 7” são baseados em antigas práticas de bruxaria e rituais sabáticos… projeções astrais através da meditação e o consumo de venenos naturais com o objetivo de se tornar mais próximo do diabo.

 

 

12. Você gravou os vocais para uma faixa de um CD que será lançado pela banda Aphonic Threnody. O que você pode nos dizer sobre essa música?

M. Meacham – Sim, é algo no qual me pediram pra participar e a música é forte, então eu concordei… eu não conheço muito sobre a banda ou seus integrantes, apenas sei que são muito dedicados…. vamos ver como ela vai se sair.

 

13. Obrigado pela entrevista. Alguma consideração final?

M. Meacham – O Loss está ocupado escrevendo seu próximo funeral opus, que mais uma vez será lançado pela Profound Lore. O trabalho com a Hooded Menace será lançado pela Doomentia e o com a Graves At Sea pela Gilead Media. Fiquem atentos… para novidades, etc. e para comprar música e merchandise, por favor visitem www.LossDoom.com . Contatem-nos pelo lossdoom@gmail.com ou mande qualquer ameaça de morte, calcinhas sujas, lâminas enferrujadas, drogas ou correspondência para:

 

Loss

P.O. Box 681924

Franklin, TN 37068

USA

 

Obrigado pela entrevista e saudações, Rodrigo… nós saudamos orgulhosamente a América do Sul e o Brasil, em particular… a terra do Metal of Death… Hail, Sarcófago!

 

Photos by: Diana Lee Zadlo, Ray+Wendy

Trad.: Marcelo Bauducco

Interview: Loss

When starting this preface, I was remembering from the first time I heard this band, way back in 2004. And for me this interview had a special taste, it was a personal satisfaction may question about the band and side projects, future ideas and learn a little more about the underworld of Loss.

 

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1. Despond, the album, was released more than a year, how has been their feedback?

M. Meacham – The feedback has been very positive. It seems the band has gotten a lot of recognition since its rlease and Profound Lore has done a tremendous job helping us grow.

 

2. The song “Cut up, Depressed and Alone” has a letter derogatory well, and is impossible not imagine yourself in it. How did the idea for the lyric?

M. Meacham That song was directly influenced by my ongoing struggles with severe depression, anxiety and self mutilation and self loathing. The lyrics are quite straight forward and I lived every second of them. No hope. Cutting skin just to see if you can still feel through the numb. Giving up.

 

3. I remember Loss known around 2004 through mIRC (#doom-mp3). What is your relationship with the internet and free downloads?

M. Meacham – I think everyone hás a relationship with the internet in this day and age. I use it everyday for work, networking and communication. Free downloads are always going to happen but I think real music lovers will always seek out and purchase/support artists that really put forward an effort to create music with conviction that doesnt come across as contrived.

 

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4. The album cover is more “dark” than shocking compared to the demo. Who suggested the conception of this art, or the artist felt free to create?

M. Meacham – We came up with several concepts for various pieces and Richard Friend, the amazing artist we worked with, kind of drew his own ideas from the music and our concepts but for the cover in particular… Our bassist, John Anderson, came up with the idea of a lifeless body with no gender or expression in a funerary setting… its quite beautiful in its final realization I think.

 

5. Last year launched a “split-live” via Scion Audio Visual with some live tracks from bands like Pallbearer, YOB, Atlhas Moth, beyond you. Have you thought about launching a DVD with a few performances, or is this something out of the question?

M. Meacham – Perhaps in the future but nothing at the moment.

 

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6. There is forecast to a new “Loss” album?

M. Meacham – We are in the beginning stages of writing our second album as I type this. We are also completing tracks for 2 separate split LP’s. One with Graves At Sea and one with Hooded Menace.

The new Loss album will be something of an overture draped in impenetrable melancholy. 

 

7. In the debut had two demo tracks and the music of the split with “Worship” that was rerecorded. For the next album you have intention to give a new look to some music that figured in some other split?

M. Meacham – No. The next Loss álbum will be 100% new material.

 

8001095772_c3ddff6300_o8. For some people “death” is the end of it, for others the beginning. What is your relationship with “death”?

M. Meacham – Death is perfect…instant and forever. Death is the perfect setting for the final meditation.

 

9. Do you have a project as devastating as your band. How is the current situation of the Mourner? 

 M. Meacham – Sadly, Mourner is no more… I really enjoyed playing in that band and we all remain very close friends. All the members have schedules that are not compatible with each other and some members have too many personal obligations. Im proud of what we recorded etc. Doing another writing/recording session is never out of the question… I do have some other projects going on musically… Recluse (with Phillip from Cobalt), Hollow Serpent Tooth (with Jake from Mourner) and Rituaal (with Jake again and Justin from Father Befouled/Encoffination). Rituaal has a 7” that is out any day now via Parasitic Records.

 

10. Recently launched a Bandcamp page, two songs for a new project that you participate alongside J. Stubbs (Encoffination) and J. Rothlisberger (Mourner). How did the idea for this project?

M. Meacham – We wanted to create something vile and utterly black and bizarre. The end result is Rituaal. We have all known each other and worked in various capacities for a long time and we decided to do Rituaal together. The plan is to always write and record enough material for a 7” over the course of 3 days or less. Completely made up and recorded in a short period of time and taking time only on the concepts and lyrics/content. I’m really proud of this eerie slab of Black Metal we have created and plan to do our second session very soon.

 

39528_166806283329651_6386032_n11. The lyrical theme of Rituaal is quite different from the subjects of the other bands. Tell us more about them.

 M. Meacham – Rituaal is based on old/traditional/medieval satanism and occult practices and witchcraft. I worked very hard on my lyrics and so did Justin. We both wrote one song musically and then its lyrics to match.

The themes in this first 7” are based on old practices of witchcraft and sabbatical rites…astral projection through meditation and imbibing natures poisons all in order to become closer to the devil.

 

12. You recorded vocals for a track on an upcoming cd of the band “Aphonic Threnody”. What can you tell us about this song, how did you come?

M. Meacham – Yes this is something they asked me to take part in and the music is strong so I agreed… I dont know much about the band or its members other than they seem very dedicated…we shall see how it comes out…

 

13. Thanks for the interview and leave the space for his last considerations.

M. Meacham – Loss is busy writing our next funeral opus and it will be once again released by Profound Lore.

The split with Hooded Menace will be released by Doomentia and the Graves At Sea split by Gilead Media. Beware… for all news etc and to purchase music and merchandise, please visit www.LossDoom.com

Contact us via lossdoom@gmail.com or send any death threats, dirty panties, rusty razors, drugs or correspondence to:

 

Loss

P.O. Box 681924

Franklin, TN 37068

USA

 

Thank you for the interview and best regards, Rodrigo…. We proudly salute South America and Brazil in particular… the land of the Metal Of Death… Hail Sarcófago!

 

Photos by: Diana Lee Zadlo, Ray+Wendy

Evangelist – Doominicanes

a2928876630_10Segundo material desses poloneses que chegam a nós. Mantendo sua sonoridade intacta em relação ao debut mas com uma evolução natural em suas composições, deixando o seu epic/doom metal mais pesado e melancólico. Trazendo consigo os potentes vocais que seguem da escolha do sr. Messiah Marcolin, nos bons tempos do Candlemass e ainda sim mantendo a sua particularidade.

Após uma pequena intro, eis que começam os primeiros acordes de “Blood Curse”. Atmosfera extremamente pesada e uma certa aura melancólica em cada riff emanado dos falantes. Batera cadenciada e baixo marcante dão a tônica dessa faixa e não teria tido melhor escolha para música de abertura.

“Pain and Rapture” vem em seguida e nela não há como não destacar o excelente solo de guitarra e o refrão pegajoso, fazendo dela uma das melhores faixas já compostas por esses poloneses.

“Deadspeak” é aquela faixa densa e pesada. Sofrida desde os primeiros acordes e vem açoitando o ser cadavérico em cada palavra proferida pelo vocal. Destaque não somente para o excelente solo de guitarra, mas para toda a faixa.

“To Praise, to Bless, to Preach” tem um início mais voltado ao metal tradicional, mas logo a velocidade diminui e ao entrar os vocais, o doom predomina.

As letras são um caso a parte e nesse disco está ainda mais calcado na religiosidade, mas longe de ser algo apelativo, de pregação ou mesmo voltado ao louvor.

E para encerrar temos o opus “Militis Fidelis Deus”.

Com o início em um canto religioso, quase que um canto gregoriano, temos o início da degradação do ser humano.

E ao longo de seus 12 minutos tudo o que ouvimos são como uma lâmina na carne e que aos poucos vai retalhando o ouvinte deixando-o em pedaços.

Se você curte epic/doom na linha de Reverend Bizarre, o ja citado Candlemas eis o seu novo nome em seu playlist.

 

Evangelist – Doominicanes (Doomentia Records)

1. Blood Curse

2. Pain and Rapture

3. Deadspeak

4. To Praise, to Bless, to Preach

5. Militis Fidelis Deus

 

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Contatos:

http://evangelistdoom.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/evangelistmetal

Guehenom está de volta ativa

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A GUEHENOM foi formada em 1992, em São Paulo, com o objetivo de executar um Doom/Death Metal, inspirado nos ícones da mesma época. A concepção lírica das músicas varia entre temas épicos, místicos e ocultos. O grupo encerreou as atividades no ano de 1998.
Uma boa notícia para os bangers, GUEHENOM está de volta!!! Com uma nova line-up com Fábio Shammash (Mythological Cold Towers)  e Aziz Simão (Crimson Dawn) nas guitarras, Claudio Screpetz (Crimson Dawn e Tenebrario)  bateria, Paullus Moura (Morcrof)  baixo e Edson Herrera (Crimson Dawn, ex-Folklord) -no vocal. O grupo ainda apresenta um novo logo criado por Rodrigo Bueno do webzine Funeral Wedding.

 

Guehenom 2013

Discografia:
– The Rising of the Innominate Forces – Demo 1993
– The Phosthumous Meeting – Demo 1994
– Solstice Winter – Demo 1998
– The Fallen Age (1992-1997) – Compilation tape 2006
– Xenomorphic Art in Black – Compilation Demo 2007
– March to Guehena – Compilation Demo 2008

 

 

 

Está disponível para DOWNLOAD a Compilação “The Fallen Years (1992 – 1997).

 

www.facebook.com/Guehenom

 

 

*fonte: http://sepulchralvoicemetalfanzine.blogspot.com.br/2013/08/guehenom-esta-de-volta-ativa.html