1000 Funerals – Butterfly Decadence

Desde que veio ao mundo em 2005, esse projeto Funeral Doom nos surpreendeu não somente pelas belas melodias mas também por vir do conservador Irã, tão conservador que a ex-tecladista Pixy deixou a banda para poder se casar e seu “open-mind” marido que não gosta de heavy metal acabou proibindo-a de continuar. Logo após isso o promissor projeto acabou encerrando suas atividades. Lembro-me que por causa desse blog acabei descolando o contato da banda e enviei um email que pouco tempo depois me foi respondido e este continha a mensagem, estamos preparando um novo álbum.
Após longos seis anos de espera e eis que esse álbum ganhou vida e começa belíssimamente com Suturated Lips numa intro/música que segue numa melhor das influências de Shape of Despair em seu som.
Of Love Then Deceit vem para começar a missa de cremação do sujeito, seguindo as belas melodias de teclado e uma guitarra pesada, aliada a bateria cadenciada que vem dando forma a esse requiem. Ao longo de seus 10 minutos, podemos ouvir as variações de instrumental, com passagens atmosféricas onde encantam e deprimem o ouvinte. Os vocais falados de Emerna são um tanto sinistros, pois parecem aquelas intervenções de EVP de um espírito dando um depoimento inconformado com sua partida.
Nothing Has Ever Been vem dando sequência com alguns teclados hipnotizantes em seu início e aqueles mesmos vocais falados da faixa anterior se fazem presença nessa. O andamento quebrado da bateria com as melodias de teclado/piano são o ponto forte dessa faixa, e sinceramente me deixou embasbacado com o que ouvi.
Butterfly Decadence faixa tocada em sua totalidade no piano e o teclado fazendo ambientação fazendo parecer uma pequena intro para Vast Infinite Beauty. Esta que já entra rasgando com uma guitarra pesada e notas de piano nos intervalos dos riffs. As variações de vocais, aqueles mesmos de Emerna juntos com os guturais de Haamoon parecendo o demônio encarnado, ainda mais ao acompanhar as letras. ‘ So tired and weak was christ on the cross/ Departed from prophecy./ To bring back an impaled world into foss / Foolish he exposed his love.
I’m unbowed because of you / I’m so wild and jealous. / I’m silent in flames of doom / I am satan the cursed and fallen. / I wonder what I was to you / Remember thy angel.’ (Trad. livre: Tão cansado e fraco foi cristo na cruz / Morto na profecia./ Para trazer de volta um mundo empalado em Foss / Tolo ele expôs o seu amor. / Eu sou inflexível por causa de você / Estou tão selvagem e invejoso. / Estou em silêncio nas chamas da desgraça / Eu sou Satanás, o amaldiçoado e caído./ Eu quero saber o que eu fazia com você / Lembre-se o teu anjo.)
E para acabar temos uma versão para Night’s Dew do grandioso Shape of Despair, que ficou bem interessante e um pouco diferente da original.
Espero que a banda não acabe após esse material, pois acredito eu que esses iranianos ainda tem muita lenha para queimar.

 

1000 Funerals – Butterfly Decadence (Silent Time Noise)
1. Sutured Lips
2. Of Love Then Deceit
3. Nothing Has Ever Been
4. Butterfly Decadence
5. Vast Infinite Beauty
6. Night’s Dew (Shape of Despair cover)

 

 

Contatos:
http://silent-time-noise.ru/
http://www.myspace.com/1000funerals

 

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HellLight – and Then, The Light of Consciousness Became Hell

O ano de 2011 está sendo um dos mais promissores para o cenário doom que há tempos não se via. Talvez pelo anunciação de que o mundo acabará em dezembro do ano que vêm, então muitas bandas nacionais e internacionais estão se empenhando em fazer verdadeiras trilhas sonoras para o final dos tempos.
Veja o caso do HellLight, que há alguns anos vem nos brindando com grandes trabalhos e chegou nesse ‘and Then, The Light of Consciousness Became Hell’, atingindo o ápice de sua maturidade sonora. Com melodias extremamente depressivas, coesas e com uma atmosfera pesada, deixando o mais sorumbático ouvinte apreensivo e em dúvidas se dá cabo a vida logo ou espera até o término do cd.
The Light that Brought Darkness já nos dá uma prévia do que o disco todo nos reserva, e gostaria de citar duas coisas nessa faixa. A primeira, além das belas melodias e partes climáticas de teclado/piano, os vocais limpos de Fábio me lembraram a mesma forma que o saudoso Dio costumeiramente fez em sua carreira, numa ênfase maior em seu último material com o Heaven and Hell. A segunda é a parte final da música que me trouxe a mente a faixa Blood and Iron do Bathory, onde Quorthon meio que preparava o terreno para depois envolver o ouvinte em sua grandiosa melodia.
Downfall of the Rain vem dando continuidade a essa depressão sonora, trazendo uma dose recheada de teclado e vocais sinistros sendo acompanhados por um baixo pesado e preciso.
Soaring Higher segue na mesma linha das faixas anteriores, mas aqui ao fechar os olhos dá até para imaginar Dio sendo encarnado e cantando essa faixa, poderia ter sido a faixa mais funeral doom que o baixinho poderia ter gravado. E para fechar a faixa com um grand-finale, temos um clima que precede o solo sendo tocado com uma guitarra sem distorção e que realmente nos surpreende pelo bom gosto.
Children of Doom, essa música é sofrida, aqueles vocais sussurados, parece um obsessor falando la dentro de sua mente doentia, lhe fazendo recordar de sua infância e das vezes que você se sentiu rejeitado seja lá por qual tenha sido o motivo, e que deixaram marcas em sua vida.
The Secrecy dá uma aliviada na depressão, ou quem sabe você já não consiga mais se deprimir por estar no fundo do poço, mas essa faixa possui uns climas que consagraram o Bathory tornando-a também uma faixa boa.
Beneath the Light of the Moon vem para encerrar o disco e consequentemente com a vida do cidadão, se é que terá forças para levantar após sua alma ter deixado seu corpo para deixá-lo apodrecer em vida.
Amantes de funeral doom podem ir com gosto nesse cd, que com certeza não sairá de seu playlist por um bom tempo, para os não tão familiarizados, vão com calma, porque eu não me responsabilizo por vocês.

 

HellLight – and Then, The Light of Consciousness Became Hell (Solitude Prod)
1. The Light That Brought Darkness
2. Downfall Of The Rain
3. Soaring Higher
4. Children Of Doom
5. The Secrecy
6. Beneath The Light

 

 

Contatos:
www.helllight-doom.com/
http://metalmedia.com.br/helllight/index.php
https://www.facebook.com/pages/HellLight-Doom-Metal/137602556285696
http://solitude-prod.com

 

Lost in Darkness – Acanto “Ignis Profanus”

Para quem acha que a Colômbia se resume em Shakira e as FARC está redondamente enganado. Pois a cena metálica por aquelas terras é muito poderosa e lembro de ter trocado uma gravação em k7 na época do meu falecido zine Book of Faustus e colocava muita banda tupininquim no chinelo.
E o que ouvimos neste ep desses colombianos, trata-se de um death/doom com algumas boas doses de black metal e cantado em sua língua natal, com detalhe em especial para a faixa Acanto que possui algumas passagens em latim.
Mis Ultimas Palabras e Tormento, seguem numa forma mais agressiva beirando ao já citado black metal com vocais dobrados que fizeram presente na parte boa da discografia do Cradle of Filth.
Acanto segue numa linha voltado ao doom com um ótimo clima de teclado, guitarras ultra pesadas, variações ritmicas muito bem compostas e um fraseado de guitarra muito inspirado. Adaggieto e Funeral também são faixas muito boas seguindo na mesma linha death doom.
Lachrymorum tem um pouco mais de velocidade que as anteriores e sua quebrada de andamento dando uma ênfase na orquestração, meio que preparando o ouvinte para o que vem a seguir.
Neste ep há 3 bônus que foram extraídos de sua demo, a gravação é um pouco inferior comparado a esse material, mas nada que comprometa a audição.
Basium Mortis da início a essa segunda parte, sendo a maior faixa de todo o material e com um senso melódico ímpar.
Laberinto de Lamentos começa de uma forma lenta e aos poucos vai ganhando velocidade e de uma forma vai instigando o ouvinte a ir descobrindo o que virá a seguir.
E para fechar o material Ad Perpetuam Rei Memoriam vem para terminar de levar os restos mortais do cidadão para o além túmulo.
Um bom material que irá agradar em cheio principalmente aos fãs de Katatonia e Anathema antigos.

 

Lost in Darkness – Acanto “Ignis Profanus” (independente)
1. Missa Defunctuorum
2. Mis Últimas Palabras
3. Tormento
4. Acanto “Ignis Profanus”
5. Adagietto
6. Funeral
7. Lachrymorum
8. Tenebra
9. Basium Mortis
10. Laberinto de Lamentos
11. Ad Perpetuam Rei Memoriam

 

 

Contatos:
http://lostindarknessdoom.blogspot.com/
http://www.myspace.com/lostindarknessmetal

Interview Faces of Bayon

Not long ago I came across this handsome guitarist / vocalist, where we explained about the recent pastthe band, drummer for the loss of his bipolar disorder, the plans for the future even about his interest in the Portuguese language.

 

1. I would like to give us a little intro to how did the band until the recording debut Heart of the Fire?
Matt Smith: We started the band in Autumn 2008, with Ron Miles and I being the first ones to start the band with ex-member Nate Westerlind, who left the band in April 2009, then we recruited Matt Davis and we slowly began writing and practicing the songs that are on “Heart of the Fire”.

 

2. What was the first thought after receiving the fatal news about Matt Davis?
Matt Smith: We were in complete shock, it hit us very hard, he was the one who recorded the whole “Heart of The Fire” CD on his 18-Track recorder, and to be honest with you, if it weren’t for Matt, “Heart of the Fire” would not even exist! It was something we never expected, but he struggled with his Bipolar Illness and if anyone knows what it is like to suffer from that illness then you know it’s not easy to live day to day. But we think of him every day and every time we play it is in his honor.

 

3. Recently was launched Heart of the Fire and serves as a tribute to Matt. You have come to fear that this album was not released and the band was over even before debuting?
Matt Smith: We really weren’t sure if we were going to continue with the band, but once we had the support and encouragement to continue from our fans we decided to continue the band in Matt’s name. There was no way we weren’t going to release the CD, because Matt had such a great influence on how the CD sounds, and his playing on it is very inspired and original.

 

4. And how is the acceptance of this work?
Matt Smith: People really love what he did with Faces of Bayon, the recording and drum playing on the CD has been getting great reviews.

 

5. Brimstoned e Ethereality and has a touch sinister in both instrumental and vocalizations. How did the idea for these songs to the final conception?
Matt Smith: “Brimstoned” and “Ethereality” were old songs I had written years ago with my solo project, St. Hubbins (https://www.facebook.com/pages/St-Hubbins/111853194092) and when it came time to start creating songs with Faces of Bayon, these two were logical choices, as I had always wanted to see them played with a full band very heavily.

 

6. Mike Brown is the new drummer and what he has added to the sound of Bayon Faces?
Matt Smith: Mike has added a completely new and positive energy to Faces of Bayon’s sound, and he also has a jazz drum background so he brings that element to the sound which enhances our sound quite a bit.

 

7. I know it’s early, but you already have new songs, and when you want to go into the studio to record their second album?
Matt Smith: Well. right now we only have two new songs, and these will probably be released as a split 12″ record with another band later this year, but as for the second album, that probably won’t happen until next year.

 

8. When I posted the comment on the Facebook page of you about the review I did, I read your comment on “from what little Portuguese I know,” you’ve been to Brazil? How was your contact with this language?
Matt Smith: I’ve never been to Brazil, but I used to work at a translation company and some of the books I worked with were in Portuguese, so I learned a little bit from there, and also my Spanish speaking skills helped with that as well.

 

9. You have a Psychedelic Folk project called St. Hubbins, how is this project, the plans for a new full length
Matt Smith: Right now my focus is on Faces of Bayon and the reunion of my old Death Metal band Engorged (https://www.facebook.com/pages/Engorged/100214686746744?sk=wall), but I am always writing new songs that would only really work for St. Hubbins, but I would like to release a new St. Hubbins CD sometime in the next year or two. That project is an outlet for my more traditional songwriting, non-Metal that is.

 

10. Thanks for the interview and would like to leave a message for his new Brazilian fans.
Matt Smith: You’re welcome! I would like to thank every Brazilian fan for listening to Faces of Bayon, we totally appreciate your support and if there’s ever a chance we can ever get to play in your country we would love to do that! Doom on! m/

 

Photos by: Hillarie Jason

Contacts:
http://www.facebook.com/facesofbayon
http://www.ragnarok-records.com/shop/

Entrevista Faces of Bayon

Há pouco tempo atrás entrei em contato com esse simpático guitarrista/vocalista, onde nos esclareceu sobre o passado recente da banda, a perda do baterista para sua doença bipolar, os planos para o futuro até sobre o interesse dele pela língua portuguesa.

 

1. Gostaria que nos desse uma pequena intro de como surgiu a banda, até a gravação do debut Heart of the Fire?
Matt Smith: Nós começamos a banda no Outono de 2008, com  Ron Miles e eu sendo os primeiros a iniciar a banda com ex-membro Nate Westerlind, que deixou a banda em abril de 2009, então recrutamos Matt Davis e lentamente começamos a escrever e ensaiar as músicas que estão em “Heart of the Fire”.

 

2. Qual foi o primeiro pensamento após receberem a fatídica noticia sobre Matt Davis?
Matt Smith: Nós estávamos em choque completo, nos atingiu duramente, ele era o único que registrou o “Heart of The Fire” todo em seu gravador de CD 18-Track, e para ser honesto com você, se não fosse por Matt, “Heart of the Fire” nem sequer existiria! Foi algo que nunca esperei, mas ele lutou com sua doença bipolar e você sabe de alguém que gosta de sofrer essa doença, então você sabe que não é fácil viver dia a dia. Mas penso nele todos os dias e cada vez que tocamos é em sua homenagem.

 

3. Recentemente foi lançado Heart of the Fire e serve como um tributo ao Matt. Vocês chegaram a temer que este álbum não fosse lançado e a banda acabasse mesmo antes de estrear?
Matt Smith: Nós realmente não tínhamos certeza se iríamos continuar com a banda, mas uma vez tivemos o apoio e incentivo de nossos fãs e decidimos continuar a banda em nome de Matt. Não havia nenhuma maneira que nós não iríamos lançar o CD, porque Matt teve uma influência tão grande sobre como esse CD soaria, e ele tocando nele é muito inspirado e original.

 

4. E como está a aceitação desse trabalho?
Matt Smith: As pessoas realmente amam o que ele fez com Faces de Bayon, a gravação de bateria e o CD tem recebido ótimas críticas.

 

5. Brimstoned e Ethereality tem um toque sinistro, tanto no instrumental quanto nas vocalizações. Como surgiu a idéia para essas músicas até a concepção final?
Matt Smith: “Brimstoned” e “Ethereality” eram músicas antigas que eu tinha escrito anos atrás com meu projeto solo, St. Hubbins (https://www.facebook.com/pages/St-Hubbins/111853194092) e quando chegou a hora de começar a criar músicas com Faces de Bayon, estas duas foram escolhas lógicas, como eu sempre quis vê-las sendo tocada com uma banda completa e muito pesada.

 

6. Mike Brown é o novo baterista e o que ele tem acrescentado para o som o Faces of Bayon?
Matt Smith: Mike adicionou uma energia totalmente nova e positiva para o som do Faces of Bayon, e ele também tem um ‘jazz background’ e ele traz esse elemento para o nosso som e que deixa bem reforçado.

 

7. Sei que ainda é cedo, mas vocês já têm músicas novas, e quando pretendem entrar em estúdio para a gravação de seu segundo álbum?
Matt Smith: Bem, agora só temos duas músicas novas, e provavelmente será lançado como um split 12″ com outra banda ainda este ano, mas como um segundo álbum, provavelmente não acontecerá até o próximo ano.

 

8. Quando postei o comentário na pagina no facebook de vocês sobre a resenha que eu fiz, li seu comentário sobre “o pouco que sei de português”, você já esteve no Brasil? Como foi o seu contato com essa língua?
Matt Smith: Eu nunca fui ao Brasil, mas eu trabalhava em uma empresa de tradução e de alguns dos livros que eu trabalhava eram em Português, então eu aprendi um pouco, e também as minhas habilidades de língua espanhola ajudaram com isso também.

 

9. Você tem um projeto de Psychedelic Folk chamado St. Hubbins, como anda esse projeto, planos para um novo fulo lenght?
Matt Smith: Agora o meu foco está em Faces de Bayon e o reencontro de minha velha banda Death Metal Engorged (https://www.facebook.com/pages/Engorged/100214686746744?sk=wall), mas estou sempre escrevendo novas canções que são realmente voltadas para St. Hubbins, mas eu gostaria de lançar um novo CD em algum momento do próximo ano ou dois. Esse projeto é uma saída para minhas composições mais tradicionais, ‘não-metal’.

 

10. Agradeço pela entrevista e gostaria que deixasse uma mensagem para seus novos fãs brasileiros.
Matt Smith: Não há de quê! Gostaria de agradecer a todos os fãs brasileiros para ouvir Faces de Bayon, nós apreciamos o seu apoio total e sempre haverá uma chance de tocar em seu país um dia e adoraríamos fazer isso! Doom on! m /

 

Photos by: Hillarie Jason
Contatos:
http://www.facebook.com/facesofbayon
http://www.ragnarok-records.com/shop/

The Gardnerz – The System Of Nature

Aos primeiros acordes desse play, automaticamente nos leva para o início dos anos 90 onde a cena doom/death era tocada de forma crua e Paradise Lost, Anathema e Katatonia ainda não tinham flertado com outros estilos, ou sequer aliviado o pé da “podreira”.
A faixa de abertura The Art of Suffering, nos lembra bastante o grandioso Dance of December Souls, tocado de forma simples mas melodiosa. Your Final Solution tem um trampo bem legal de guitarra e onde o sr. Niclas Ankarbranth solta a voz, ora urrado e ora odioso. Flaw in the Axiom tem uma pegada mais death, mas com umas excelentes melodias de guitarra e também é a maior faixa, chegando aos 6 minutos.
More or Less é uma faixa que merece destaque, com o baixo logo no início marcando a música e seu andamento mezzo doom mezzo death e uma rifferama de guitarra de dar inveja. Vale destacar o fato do guitarrista Wilhelm Lindh ter tocado no Tristitia.
Se você já curtia sua antiga banda, é bem provável que curta essa também.

 

The Gardnerz – The System Of Nature (Abyss Records)
01. The Art Of Suffering
02. Lady In The Grave
03. Your Final Solution
04. Born To Consume
05. Incident
06. Shift In Thought
07. Flaw In The Axiom
08. More Or Less
09. Confusion
10. Maybe It’s Time
11. Bloody Vengeance (VULCANO cover)
12. Servants Of The Warsmen (WINTER cover)

 

 

Contato:
www.myspace.com/thegardnerz
http://www.facebook.com/thegardnerz

Interview The Gardnerz

I contacted Wilhelm a little while ago via myspace for more information about the band and give us some more news about what’s to come for these gardeners Swedes.

 

1. For those who do not know it, give us a brief history of the band until the recording debut.
Wilhelm Lindh – This band started out as a solo project in the summer of 2008, I just wanted to do what ever came to mind playing wise. My idea was to mix the early Katatonia sound with death metal for example bolt thrower, death and that kind of a thing, I wanted to mix all my favorite bands to try to create something I could call my own.The songs as you can hear them today have parts recorded from 2008 until 2010. And in that time some members came and some went. Now we are Niclas Ankarbranth vocals -Wilhelm Lindh (Myself) – Guitar Francisco Martín bass. Juan Pablo Donoso drums.

 

2. Upon hearing the first chords of The Art of Suffering, we soon come to mind the early 90’s where bands were a death / doom play at raw way, it was thought a certain way or just move in that direction eventually happened.
Wilhelm Lindh – That was the first song I wrote for this band and then it was pure Katatonia worship on my part. As I said before I wanted to mix Katatonia/doom and death metal. So some songs have more of the doom element and some have more of the death element. I think the first songs were more doom and the latter were more death, I guess in the sense that they were more technical, most of them are pure doom in the tempo but maybe a bit more up tempo in the riffing. I think it turned out good since the album got varied, even if it is generally speaking kind of slow.

 

3. How is the process of publishing the album System of Nature?
Wilhelm Lindh – Well the thing is that before we sent out any promo copies or anything  we got contacted by two labels that somehow found our MySpace, and we decided to go with Abyss records for the cd version. We had already made promo copies of the album so we sent those out to magazines and such.

 

4. I believe that people who are starting on the scene a short time only know the name of Vulcano. How was the choice of Bloody Vengeance and why?
Wilhelm Lindh – That was our bass players idea, I myself hadent listend to Vulcano that much but he showed me the song and I thought that we could make something cool with it.

 

5. I know that System of Nature was recently released, but soon you plan to enter the studio to record their second album. And what we can expect from this new material?
Wilhelm Lindh – The album is only out as promos as out yet, the last we heard was that it is gonna be out in may /june sometime through Abyss Records. We are also gonna have it released on gatefold LP by Mechanix Records around the same time.
We have material for our second album already done, and we are talking about starting to record a new album or a ep in the winter. I would say that we are keeping with the same style as on “System”  but the songs are a bit slower and longer. We have tried just to keep doing what we like to do, and that is to do doomy death metal.

 

6. You were part of one of the most respected names in the Doom scene, Tristitia, what memories you have of that time.
Wilhelm Lindh – I was only in Tristitia for a very brief time, but I thought it was very cool to play with them. Louis was working on new stuff so we were jamming on two or three new songs. But unfortunately nothing came of it. We played together in a death metal band called Devastator, as well, we did a demo but nothing more.

 

7. Make a comparative profile of the scene at the time of Tristitia and now with The Gardnerz. The difficulties to promote their work, poor recordings, etc.
Wilhelm Lindh – I cant really comment to much since as I was not in the band when they were really going at it, but I know that Louis was struggling for many years with finding members and such. I guess the main issue was since they couldn’t get a stable line up it was hard to do gigs, and if you can’t do gigs it’s hard to promote your band.  We have similar problems with The Gardnerz, the Swedish scene is really not what it was, now days everyone wants to play metal core and that is no fun.

 

8. Thanks for this short interview, let us his final considerations, and make sure that we contact you again soon.
Wilhelm Lindh – Thanks for letting me ramble on, keep it slow and keep your eyes out for our debut album The System Of Nature!
Hope to be talking to you soon again.
Cheers!
Wilhelm.

 

Contact:
http://www.facebook.com/thegardnerz
http://www.myspace.com/thegardnerz/