Cardinal Wyrm – Cast Away Souls

601681Certos álbuns são feitos pra gente quebrar a cara, principalmente ao julga-los pela capa. É mais ou menos o que acontece aqui neste novo disco do Cardinal Wyrm. Quando recebi o promo da Svart acabei por não dar atenção devida a ele, talvez por estar num momento tumultuado da minha vida, onde após isso cheguei a anunciar o encerramento das atividades do blog. Mas graças aos deuses do Doom a coisa acalmou e estamos retornando, devagar conforme o estilo manda. Mas voltando ao álbum e sua capa “bonita”, estava eu aqui pensando em algo numa vibe mais de boas para ouvir e pensei vou colocar esse disco pra ver qual que é.

E para a minha surpresa é um puta disco de Doom Metal. Fui dar uma vasculhada no press release e posteriormente no Metal-Archives e vejo que este é o terceiro full-lenght deles e o primeiro a não ter a presença da baixista Rachel Roomian e em seu lugar temos Leila Abdul-Rauf (Hammer of Misfortune/Vastum) como live member.

O disco contém 6 temas e pouco mais de 45 minutos e segue numa vibe bem tradicional do Doom Metal, lembrando de longe os pilares do estilo como Pentagram ou mesmo o Trouble e com uma pequena dose de psicodelia. Apesar de termos alguns grunhidos como backing vocals, as linhas de vocais são voltadas ao estilo mais tradicional mesmo, numa vibe Dawn of Winter/Mirror of Deception.

Cast Away Souls abre muito bem com a faixa “Silver Eminence” e segue em alto nível com “The Resonant Dead”. “Lost Orison” é uma espécie de interlúdio que serve de preparação para a poderosa “Grave Passage”. Esta é uma faixa densa, repleta de peso e uma certa dose de revolta, sentimos isso principalmente nas intervenções dos vocais gritados.

Após ser esmagado pela faixa anterior, “After the Dry Years” começa bem tranquilo a fim de recuperar o fôlego do ouvinte, mas não deixe-se enganar, pois é outra faixa esmagadora de ossos. E para encerrar temos “Soul Devouring Fog”. Esta é a faixa mais arrastada do álbum e nos serve como a última pazada de terra em cima do corpo destroçado após a audição deste disco.

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls (Svart Records)
1. Silver Eminence
2. The Resonant Dead
3. Lost Orison
4. Grave Passage
5. After the Dry Years
6. Soul Devouring Fog

depress4

Contatos:
Bandcamp
Facebook
Svart Records

Resenha por: Rodrigo Bueno

Anúncios

Chalice of Suffering – For You I Die

579448Projeto capitaneado por John Suffering e que lançou seu primeiro material neste ano.
Temos aqui um Death/Doom Metal com algumas passagens voltadas ao Funeral e carregado de sentimento.

O disco abre com “Darkness” e que podemos dizer que é um convite a adentrar o mundo obscuro deste projeto. A faixa é densa, pesada e introspectiva e a mescla com os vocais falados dão um clima soturno a ela.

“Who will Cry” é a segunda e tem uma início muito bonito e com a entrada dos vocais, a faixa ganha um pouco mais de velocidade. Os vocais falados se fazem presentes aqui também e podemos destacar as belas frases de guitarra que temos próximo a metade dela.

“For you I Die” é a música mais rápida do disco, seu início é um convite ao headbanging, no melhor estilo Doom, é claro. Suas quebradas de tempo são bem colocadas e novamente aqui os vocais falados dão um ar introspectivo para ela.

“Alone” começa com uma levada de bateria, na verdade achei desnecessária, mas a partir do momento que entra os primeiros acordes de guitarra ela vem carregada de um sentimento pesaroso e não há como não se sentir mal após a sua audição. Para um Doomer, melhor faixa não há.

“Cumha Do Mag Shamhrain” é um interlúdio tocado em gaita de fole e que poderia ser chamada de evocação aos mortos, pois tem uma certa dose sombria em seus acordes e não fica difícil imaginar os mortos marchando ao recém sair das tumbas. “Fade away” é outro interlúdio e que ao meu ver poderia ter sido deixado de lado.

“Fallen” vem arregaçando os pulsos como uma lâmina afiada no pulso de um ser suicida, é uma música carregada de negatividade do seu início ao final e também poderemos considerá-la como uma das melhores do disco, talvez por que o vocalista John Suffering fez a letra em homenagem ao seu falecido pai.

E por fim temos “Void”. Faixa que encerra o disco e que traz consigo um sentimento bem obscuro, com uma sonoridade bem soturna, trágica e ao mesmo tempo bela.

Chalice of Suffering – For You I Die (GS Productions/Time End Records)
1. Darkness
2. Who Will Cry
3. For You I Die
4. Alone
5. Screams of Silence
6. Cumha do Mag Shamhrain
7. Fade Away
8. Fallen
9. Void

depress4

Contatos:
Facebook
GS Prod.

Resenha por: Rodrigo Bueno

Subterranean Disposition – Contagiuum and the Landscapes of Failure

final artworkO australiano Terry Vainoras é uma figura carimbada e importante na cena do metal australiano tendo participado de vários grupos dos mais variados sub generos do Metal. Em 2011 o músico deu iniciativa ao seu projeto chamado Subterraneal Disposition, que dá nome também ao primeiro álbum do projeto lançado em 2012. Este primeiro álbum, menos lapidado que o novo trabalho, trás uma sonoridde calcada no Doom/Death Metal mas não possui o brilho que este novo trabalho apresenta.

 Contagiuum and the Landscapes of Failure, eleva a sonoridade, atmosfera e requinte à outro patamar em sua carreira. Além de transmitir uma áurea muito mais atmosférica e depressiva o trabalho conta com toque especial do saxofone, fazendo total diferença em diversas faixas. “Wooden Kimono Fixative”, é um belo exemplo pra iniciar e exemplificar o potencial que tal instrumento nos proporciona. Sua introdução é de uma melancolia única e forte, pega o ouvinte de surpresa. 

 Obviamente o álbum não é somente baseado em explorar o sax. Em cada faixa (5 sem contar a intro, cada uma com mais de 10 minutos) observamos todas as influências deste excelente músico, passando entre o Death, Black, Doom, Atmosférico e Experimental, vocais rasgados, guturais, vocais limpos e vocais femininos, tudo muito bem mesclado e encaixado. Aos que acompanham minhas resenhas, sabem que gosto sempre que possível comentar sobre a arte da capa do álbum. Neste caso a capa do projeto é estupenda. Certamente inspirada pelas artes pós impressionistas auxiliados com a tematica depressiva e melancólica do nosso querido e triste gênero. Uma arte á altura da qualidade da música, ou seja, a não ser que você goste apenas de Death/Doom cru, este é um álbum que vai agradar e muito.

Subterranean Disposition – Contagiuum and the Landscapes of Failure (Hypnotic Dirge Records/BadMoodMan)
1. Blood And Skin
2. A Place We Used To Call Home
3. Beneath This Lake (Feat. Daniel Droste)
4. Gone (Feat. Jani Ala-Hukkala)
5. A New Maze
6. Order Of The Nightshade

depress5

Contatos:
Facebook
Bandcamp
Solitude-Prod.

Resenha por: Guilherme Rocha

Lelantos – Akrasia

01Disponibilizado para audição e download grátis o primeiro registro do projeto Lelantos.
Este projeto para quem não sabe, conta com Bruno Braga da banda de Gothic/Doom Metal In Absenthia e aqui faz um som mais atmosférico e melancólico.
Abaixo o tracklist e os créditos do material:

1. Prelude to Inexistence
2. Act I – Solemn Will to Prevail
3. Act II – Aetherial Streams
4. Act III – On Volitional Entities
5. Act IV – Apathy and Perishment

All instruments, male vocals, songs and lyrics by Bruno B. Braga;
Recorded, mixed and mastered at Gravesounds Studio;
Artwork: William Farias
Logo: Rodrigo Bueno
Guest singer in Acts I and III: Nany Yates;
Official Page: https://www.facebook.com/LelantosDoom/

Curtam, compartilhem e principalmente se deleitem com este belo material.

Altar of Oblivion – Barren Grounds

587973Novo EP desses dinamarqueses que executam um compete Doom Metal. Com um flerte fortíssimo com o Heavy Tradicional, “State of Decay” abre este artefato de forma ímpar. Apesar do andamento moroso que o estilo “exige”, da metade para o final desta faixa é um convite ao “headbanging” para em seguida voltar ao andamento Doom Metal, ou seja, arrastado.

“Serenity” é a segunda faixa e com pouco menos de 2 minutos, ela cria a ambientação perfeita para a faixa que dá nome ao disco “Barren Grounds”. Esta que já começa com um riff cortante numa pegada mais tradicional do Doom Metal e tão logo damos de cara com um refrão grudento e quando percebemos, estamos cantarolando junto a medida que a faixa avança. As quebras de tempo nesta faixa dão um toque especial para ela e não deixa a monotonia tomar conta em momento algum. Outro destaque além do refrão é o solo, que não é de fazer nenhum guitarrista virtuoso morrer de inveja, mas é bem construído e casou perfeitamente com a faixa.

Para encerrar temos “Lost”, começando de uma forma calma e com umas vocalizações que me lembraram a “Planet Caravan” do saudoso Black Sabbath, com aquele efeito cantado num balde com água. Na passagem seguinte temos o timbre tradicional do vocalista Mik Mentor e assim seguimos para o fim do álbum de forma calma e que em paz morreremos.

Altar of Oblivion – Barren Grounds (Shadow Kingdom Records)
1. State of Decay
2. Serenity
3. Barren Grounds
4. Lost

depress4

Contato:
Facebook
Shadow Kingdom

Resenha por: Rodrigo Bueno