…in Deviltry

Tommy Lindal anuncia que sua banda … in Deviltry acaba de lançar via streaming audio em seu site oficial, duas músicas demo do seu vindouro ep, e também aproveita para anunciar o seu line-up. Além dele e de sua esposa/vocalista Larisse Katarine, a banda conta também com o brasileiro Ricardo Polato (b) e os noruegueses Pål Imsland (d) e Odd (v).

Confiram: http://indeviltry.com/Audio

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Before the Rain – Frail

Após o lançamento de seu debut, o Before the Rain seria capaz lançar algo tão bom mesmo com as baixas em sua formação? e a resposta é SIM!
Tudo aquilo que ouvimos em seu álbum de estréia, ouvimos nesse Frail. Guitarras pesadas, melodiosas dando aquela atmosfera desoladora e com um destaque nos vocais. Nesse novo trabalho a banda conta com Gary Griffith (ex-Morgion) e para quem já está familiarizado com seus vocais em sua antiga banda já sabe o que esperar do rapaz. O disco abre com a desoladora And the Worlds Ends There e para o ouvinte não der cabo em sua vida logo na entrada, nos minutos finais da faixa temos uma pegada mais gótica por assim dizer e um solo executado em two hands dando uma pegada legal para ela. Shards vem em seguida e se o depressivo pensa que escapou por um triz na faixa anterior, com certeza nessa ele sairá em busca de seus materiais cortantes.
Breaking the Waves é a faixa mais longa do disco e em momento algum se torna cansativa e em sua parte “atmosférica” lá pela metade nos traz aquele sentimento de ruínas aliados aos vocais de Peter Bjargo (Arcana) e também aos corais de Natalie Koskinen (Shape of Despair), são de esmagar o peito em tristeza.
A Glimpse Towards the Sun é a mais curta, beirando os nove minutos e nem por isso é menos bela e sofrida, pois os corais de Natalie também se encaixaram muito bem nela. Frail tem uma pegada legal e exatamente na metade ela tem uma quebrada em seu andamento nos dando a impressão que o que vem pela frente seria a próxima faixa e novamente os corais de Natalie se fazem presente.
E se o ser moribundo não deu cabo ainda de sua vida, com certeza após Peace in Absent ele pensará melhor a respeito pois é uma ótima faixa para se deixar morrer em paz.
E a medida que o tempo vai passando o Before the Rain vai se tornando melhor, assim como um bom e velho vinho português.

Before the Rain – Frail (Avantgarde Music)
1. And The World Ends There
2. Shards
3. Breaking The Waves
4. A Glimpse Towards The Sun
5. Frail
6. Peace Is Absent

Contato:
http://www.beforetherain.net/
http://www.facebook.com/beforetheraindoom

Gallhammer – The End

Novo disco dessas garotas japonesas onde vêm para confirmar a sentença: ou você gosta ou você odeia.
Neste novo material, elas seguem como um duo, visto que sua guitarrista deixou a banda ano passado e esse The End vêm para coroar essa nova fase. Com uma ambientação mais Drone/Doom devido ao baixo ultra distorcido e os vocais odiosos de Vivian Slaughter deixam o som muito sombrio. Mas não pensem que elas se limitam a isso, pois o trabalho que elas desenvolvem desde o início da banda é: 50% raw black metal e 50% doom. As faixas black me lembram o Bathory da fase The Return tocado de forma ríspida e quase sem melodia, dando ênfase no sentimento odioso do ser-humano, vide as músicas Rubbish CG202, Aberration, com os vocais de gato asmático da baterista Risa Reaper e Entropy G35. Mas confesso que as músicas que me chamaram muito mais atenção foram as calcados no doom: The End, Wander e 108=7 / T-NA, onde as 3 somadas dão meia hora de puro sentimento melancólico.
Nessa última conseguimos ouvir umas passagens de sax tocados também pela vocalista, e ao longo da faixa um sentimento perturbador vem a cabeça, pois o som do sax tocado em meio as distorções de baixo e a bateria cadenciada, nos parece o som de um elefante sendo sacrificado.

Gallhammer – The End (Peaceville Records)
1. The End
2. Rubbish CG202
3. Aberration
4. Sober
5. Entropy G35
6. Wander
7. 108=7/T-NA

Contatos:
http://www.myspace.com/ghammercrust
http://www.peaceville.com/gallhammer/theend/

Krief de Soli – Procul Este, Profani

Hoje em dia com as facilidades de se encontrar programas de composição/gravação de músicas, muitos projetos pipocam aqui e ali, e isto que rola com esse Krief de Soli. Projeto formado em 2009 por Egregoir de Sang em Quebec – Canadá e nos apresenta um funeral doom extremamente arrastado e depressivo, lembrando em algumas passagens o grandioso Skepticism. Esse play contém apenas 3 sons, chegando próximo dos 50 minutos. Mei Oculi Devorati Sunt Tenebris abre essa depressão sonora, guitarras pesadas, vocais urrados mas em tons baixos, vão levando o ouvinte em direção ao apocalipse. Vocis… Imago… Funebris vem dando seqüência a esse opressivo material, com um clima de teclado e notas de piano vem estilhaçando o peito do depressivo. Linhas melódicas de guitarra surgem dando um toque especial na música. Uma coisa legal nessa faixa, que abruptamente ela muda de velocidade e cai numa pancadaria de fazer inveja à bandas tipo Dark Funeral. Benedicto Domini Sit Vobiscum começa com um violão dedilhando notas até o surgimento de um órgão de igreja, e aí sim começa a depressão dessa faixa. As letras/encarte abordam temas religiosos e recitados em latim os versículos do apocalipse.
Altamente recomendado para os seres que esperam pela Senhora Morte carregar o seu corpo cadavérico já cansado em direção a sua tumba e lá ficará esperando pela última pazada de terra.

Krief de Soli – Procul Este, Profani (Endless Winter Records)
1.  Mei Oculi Devorati Sunt Tenebris
2. Vocis… Imago… Funebris
3. Benedicto Domini Sit Vobiscum

Contato:
http://www.myspace.com/kriefdesoli
http://endless-winter.ru/

Vulture Industries – The Dystopia Journals

Caótico, é o que podemos chamar desse cd do Vulture Industries. No press-release que recebi, eles mesmos se intitulam como Avantgarde Black Metal, e juro que na primeira olhada até torci o nariz, mas ao rolar os primeiros acordes desse disco The Dystopia Journals fui me envolvendo com o som e sinceramente, mandei o rótulo para aquele lugar… A primeira faixa Pills of Conformity lhe prende a atenção que fica impossível querer passar de faixa na metade para dar uma boa sacada na íntegra do material e o único pensamento é: o que virá a seguir?
Ao acompanhar as letras no encarte parece que o cidadão está contando uma história, pois as músicas parecem não ter versos.
Barulhos eletrônicos em meio a som de cello, vocais desesperados alternados com grunhidos são a tônica desse play. Outras faixas que se destacam são: Blood don’t Flor Streamlined, A Path to Infamy, The Benevolent Pawn. Com membros já consagrados de bandas como Enslaved, Syrach, Taake, Malice in Wonderland já da para ter uma noção de que músicos inexperientes eles não são.
Em suma, adquira esse disco e ouça na íntegra, pois a audição é fácil e a cada ouvida uma nova descoberta no som desses noruegueses malucos.

Vulture Industries – The Dystopia Journals (Ragnarok Records)
1. Pills of Conformity
2. Blood Don’t Flow Streamlined
3. A Path of Infamy
4. Soulcage
5. The Crumbling Realm
6. The Benevolent Pawn
7. Grim Apparitions
8. To Sever the Hand Of Corruption
9. Ende

Contato:
http://www.facebook.com/vultureindustries
http://www.vulture-industries.net/
http://www.ragnarok-records.com/shop/ 

Faces of Bayon – Heart of the Fire

Faces of Bayon é uma banda relativamente nova, mas formada por membros já conhecidos na cena underground norte americana. Este debut já nasce como uma espécie de legado para a banda, visto que seu baterista original, Matthew Davis morreu inesperadamente no inicio desse ano, meses antes de seu lançamento. E o que ouvimos nesse ótimo cd de estréia, é um doom metal, passeando entre o stoner e o sludge, com riffs ultra-sinistros, e o álbum se torna tão intimista que parece que você consegue visualizar tudo o que eles transparecem em sua música. Brimstoned, a faixa de abertura meio que resume o disco todo, com a afinação dos instrumentos lá em baixo, passagens psicodélicas em meio às batidas tribais da bateria. A seguinte Ethereality é uma das mais “amedrontadoras” se for assim dizer, os vocais de Matt Smith são tão hipnotizantes e assustadores que se você estiver ouvindo em seu iPod, com certeza você ficará na expectativa de ver alguns vultos passando em sua frente. Godmaker é a mais psicodélica, onde Ron Miles toma a frente e leva a música em suas linhas de baixo e vocais limpos vão te levando para um lado mais transcendental. The Original Sin e Where the Golden Road Ends seguem numa linha mais sludge mas sem perder o pique das primeiras faixas do disco. A Fire Burns at Dawn é a mais calma e dá a última pazada de terra no cidadão que se matou ou enlouqueceu ouvindo esse álbum. Mas se conseguiu chegar ao fim, com certeza irá querer mais e mais. Recomendado para fãs de Electric Wizard, Cathedral e afins, e como eles mesmos dizem em seu press-release: “Prepare-se para ser esmagado até a morte sob o enorme peso deste aflição profana!

Faces of Bayon – Heart of the Fire (Ragnarok Records)
1. Brimstoned
2. Etheriality
3. Godmaker
4. The Original Sin
5. Where The Golden Road Ends
6. The Fire Burns At Dawn

Contato:
http://www.facebook.com/facesofbayon
http://www.ragnarok-records.com/shop/