Review geral: Horseskull, Idre, Black Capricorn e Blackwitch Pudding

Devido a correria diária, o acúmulo de materiais recebidos tornou-se quase que uma constante, por isso acabei tomando esta atitude e apresentar de uma vez quatro lançamentos que ocorreram no ano de 2014.

 

458321• Começando com este lançamento de setembro do ano passado, este Stoner/Doom, vem a galope conquistando os fãs do estilo. Com os pés fincados na psicodelia do estilo, o som do Horseskull é ao mesmo tempo empolgante e repleto de passagens arrastadas. Eu ja havia recebido um web-single pouco tempo antes de lançamento deste álbum e já naquela época eu havia ficado impressionado com o som deles. Um dos destaques vai para os vocais de Anthony Staton, que chega a flertar com o Sludge e para os solos cheios de fuzz e wha-wha.

Destaque para as faixas “Outlaw Wolf Fire”, “Falling into Addiction” e para a sensacional “Ara:h:ari”.

 

a2770565129_10• Vindos de Oklahoma, e indo em direção oposta da correnteza, temos este projeto Doom que flerta com o Post-Metal e tem em sua sonoridade o experimentalismo.

São apenas 2 sons que estão disponíveis para download free e nos impressiona da forma que conseguem nos deprimir.

Uma das coisas que podemos destacar no som deles, são os vocais de Ryan Davis que acabaram por lembrar o grandioso Johnny Cash, principalmente nas primeiras estrofes da faixa “Factorie”. Seguindo adiante deste longa faixa, com pouco mais de 25 minutos, temos uma viagem completa em seu instrumental e por muitas vezes eu me pergunto, como será uma apresentação deste trio ao vivo?

A segunda e última faixa “Witch Trial” deste material é tão hipnótica quanto a anterior, ainda mais pelas rufadas de tambor, que parece estar nos convocando para a guerra que se aproxima e que o fim de tudo é certo.

 

cover• Mudando de país, temos este potente Psychedelic Doom dos italianos do Black Capricorn.

Este é o terceiro play deste trio e sucessor do excelente Born Under the Capricorn.

A faixa de abertura é uma instrumental de 4 minutos e a guitarra é carregada de um efeito estranho, o que me deixou com uma má impressão deste play.

Passado o susto, temos uma sonzeira realmente Doom aqui, e é “Cult of the Friars”, faixa que dá nome ao disco e que poderia facilmente ter sido escolhida para abrir o álbum. Destaque do álbum vai para as garotas Virginia e Rakela que seguram muito bem a cozinha. Os vocais de Kjxu estão mais hipnóticos e soturnos, cantados quase que como se estive em uma missa negra.

 

bp• Desembarcando em Portland/USA temos este Stoner/Doom regado a muita erva

e humor, coisa que caminham praticamente juntas.

Mas voltando ao som que é o mais importante, este play foi originalmente lançado em 2013 e teve uma tiragem muito pequena, mas no bandcamp abaixo é possível adquirir via download free este material.

Se você curte a erva, o Stoner ou os dois, certamente irá se divertir ao som destes malucos norte americanos. Destaque deste material vai para “Gathering Panties” que é uma faixa muito convidativa ao headbanging.

 

Contatos:

Horseskull.Bandcamp

Idre.Bandcamp

Black Capricorn.Soundcloud

Blackwitch Pudding.Bandcamp

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Woe Unto Me – A Step Into The Waters Of Forgetfulness

sp082-14Em Janeiro de 2014, temos uma grata surpresa vinda da Bielorrússia, lançando seu debut conhecemos as obscuras melodias do Woe Unto Me. Intitulado “A Step into the Waters of Forgetfulness” esse é um com certeza um álbum para bom apreciadores de funeral doom.

O álbum se inicia com “Slough of Despond”, a faixa já começa com um belo trabalho de teclados, levando o ouvinte para uma atmosfera única, logo em seguida sentimos o peso da bateria que convida os outros instrumentos a se iniciarem, o belo vocal de Artyom fica logo destacado, forte e cadenciado, em seguida destaque para a mudança de vocais, onde entra os vocais limpos Sergey. Acompanhar essa faixa é viajar por um ambiente atmosférico bem trabalhado e longo, os vocais se alternam deixando a faixa muito atrativa aos ouvidos dos fã de death/doom.

Dando continuação temos “The Gospel Reading”, logo de início já notamos todo o potencial dos vocais de Sergey, ao fundo temos a percepção dos vocais femininos de Julia, trazendo uma faixa mais “funeral”, tem seu início cadenciado levando por longos minutos, e mais uma vez os vocais de Artyom se destacam, colocando a melodia em completa escuridão e peso, a faixa termina com um ambiente chuvoso espetacular, que liga de imediato a próxima.

“Stillborn Hope” tem a continuação do ambiental trazido na sua antecessora, a chuva continua e vai encaminhando o ouvinte de encontro com os instrumentos, nesta faixa notamos mais presente o vocal da Julia, fazendo uma ótima mescla com Sergey, com riffs cadenciados a faixa segue a mesma linha “funeral”, destaque no fim para uma voz macabra de um bebê.

A quarta faixa é um instrumental de 6 minutos, leva o nome de “4”, totalmente ambiental e funerária, mostrando todo o potencial dessa banda em administrar uma melodia obscura.

Fechando este trabalho temos “Angels to Die”, uma das melhores faixas que ouvi no ano passado, onde você encontra todos os vocais em perfeita harmonia, o peso do death/funeral segue levando o ouvinte pelos seus 14 minutos. Essa faixa com certeza agrada a todos os fãs de doom, e deixa ainda mais ansioso para um segundo trabalho dessa ótima banda.

 

Woe Unto Me – A Step Into The Waters Of Forgetfulness (Solitude Prod)

1. Slough Of Despond

2. The Gospel Reading

3. Stillborn Hope

4. 4

5. Angels To Die

 

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Resenha feita por Diego Augusto (Depressão Doomster)