Shakhtyor – Shakhtyor

shakhtyorNunca fui um grande apreciador de músicas instrumentais, mas tenho que confessar que fiquei abismado com o poderio desses 3 músicos alemães.

No cd que recebemos do selo Cyclone Empire, tem apenas 4 músicas e a versão em vinil que foi lançada, contém uma faixa exclusiva.

Para situar o ouvinte, o som praticado por eles é pesado, quebrado e envolvente, numa mistura de Sludge/Post Metal e com algumas pitadas de Stoner.

“E. Jasper” abre o play e em muitas vezes o vocal (inexistente) não faz falta, pois muitas vezes acabamos viajando no som e acaba passando despercebido a ausência.

“Handschuhmann” vem na sequência, sendo a menor faixa do disco, com apenas 7:38 e segue na linha da anterior.

Riffs pesados e cativantes, baixo com uma bela presença e a bateria intrincada dão a tônica desse música. Em algumas vezes, nessa faixa, você espera pela entrada dos vocais gritados, característicos do estilo, mas eles não vêm e em outras passagens, você acha que os “vocais” já passaram.

“Nyk Phoa”, é a faixa mais longa, com pouco mais de 13 minutos e também a mais sinistra. Tem uma levada hipnotizante e sinceramente, essa faixa estimula o ouvinte a uma viagem interior e quando ele volta a si, a música está próximo do fim.

Para finalizar temos “K.I.”, que é uma faixa envolvente e começa de forma lenta e aos poucos vai dando forma e peso a ela.

Todos os músicos são excelentes instrumentistas, mas não há como não destacar a linha de baixo precisa de Christian Müller, seja acompanhando as guitarras de Christian Herzog, ou sustentando a música enquanto Herzog viaja em sua guitarra.

Recomendado para fãs de Pelican, Jesu, Neurosis e afins. Caso você não seja fã de nenhuma das bandas citadas e tenha interesse, dê uma passada no bandcamp deles para dar uma conferida, tenho certeza que fará uma viagem sem volta.

 

Shakhtyor – Shakhtyor (Cyclone Empire)

1. E. Jasper

2. Handschuhmann

3. Паук Риба

4. K.I.

 

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Cyclone Empire

Jex Thoth – Blood Moon Rise

jexthoth-ihrcd107_smJá são incontáveis as vezes que sento na frente do computador para resenhar esse disco e sempre tem algo que me tira a atenção e perco o fio da meada.

Faz uns dias que ando pensando e ouvindo esse álbum e sinto que agora é a hora.

Para quem não sabe, esse é o novo trabalho dessa cantora estadunidense conhecida como Jex Thoth. Para quem ainda não se ligou, ela cantava na antiga banda Totem, que durou de 2005 a 2007, tornando a banda solo homônima.

Aqui dando continuidade ao Psychedelic Rock/Doom Metal, e eu achei mais aprimorado e empolgante que seu trabalho anterior.

Desde que soube da existência da banda, tive um pé atrás, pois depois daquela avalanche de bandas pseudo-doom com vocais femininos que soavam todas iguais, meio que deu uma saturada já. E levando em conta esse pensamento, fiquei encantado já com os primeiros acordes da intro “To Bury”, e depois cair de joelhos de vez ao escutar o rock and roll empolgante de “The Places you Walk”.

“The Divide” é a próxima e ao escutar demasiadamente, o seu início acaba cansando um pouco, nada que desmereça faixa. As estrofes cantadas por Jex, soam como se fosse uma convocação para a batalha a seguir. Ao avançar da faixa, algo me fez lembrar do grandioso The Gathering da época da Anekke.

Seguindo em frente, temos a calma e psicodélica “Into a Sleep”. Sua levada lenta e viajante, nos trás a mente aquelas bandas de cabaré que muito bem foi representada no filme Twin Peaks, dando um clima hipnótico para ela. Não há como destacar um músico de sua banda nela, pois todos fazem suas respectivas partes se tornarem marcantes.

“And the River Ran Dry” é um pequeno interlúdio que serve de introdução para a também viajante “Keep you Weeds”. Os vocais de Jex vão envolvendo o ouvinte até chegar na hora do refrão e podemos sentir um pingo de melancolia nos versos ecoados pela sua voz.

Seguindo nesse clima melancólico temos a seguinte “Ehjä”. Essa faixa é muito envolvente, deixando-a como um dos destaque positivos do cd. Destaque para a bateria marcada de Nick Ray Johnson, e para o excelente solo de guitarra.

Se encaminhando para o final do play, temos “The Four of Us are Dying” que apesar de seus pouco mais de 3 minutos, o andamento dela chega a dar inveja a muitos funeral doom existentes por aí, e para encerrar temos “Psyar”. Essa faixa além de ser a mais longa do play, tem um início com uma pegada folk e ao longo vai tendo uma levada bluesy , temos a participação de Lori Goldston do Earth nas linhas de cello.

Esse álbum acabou de ser lançado e mal posso esperar pelo álbum seguinte dessa banda.

 

Jex Thoth – Blood Moon Rise (I Hate)

1. To Bury

2. The Places You Walk

3. The Divide

4. Into a Sleep

5. And the River Ran Dry  instrumental

6. Keep Your Weeds

7. Ehjä

8. The Four of Us Are Dying

9. Psyar

 

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I Hate

Station Dysthymia – Overhead, Without Any Fuss, The Stars Were Going Out

frontOverhead, Without Any Fuss, the Stars Were Going Out é o nome do mais recente trabalho do quarteto russo Station Dysthymia, com um som bem arrastado, esse play leva você à uma longa viagem “funerária”…

“A Concrete Wall” abre o álbum, com a duração de 34 minutos, essa faixa trás um grande arrasto melódico, com uma mescla de vocais limpos e guturais no começo, tem um certo momento que o ouvinte se sente “preso” a uma atmosfera distorcida e obscura, talvez esse seja o objetivo desta faixa, te fazer sentir preso a esse “mundo” criado pelos membros.

“Ichor” vem na sequência, trazendo um inicio com a mesma atmosfera criada por sua primeira faixa, a mescla de distorções com o gutural “macabro” do vocalista “B.”, mais uma vez fazendo você caminhar com eles nessa faixa.

A faixa 3 “Starlit: A Rude Awakening” vem com uma pequena mudança no play, agora com um death/doom, mas mantendo o arrasto longo (talvez seja a faixa “mais rapidinha” do álbum), nesta musica o ouvinte pode conhecer melhor o trabalho vocal do “B.”, alias um dos fortes da banda na minha opinião, é esse gutural agoniante.

“Starlit: We Rest at Last” é o termino deste álbum, com 10 minutos a mais que sua antecessora, é uma faixa instrumental, o arrasto característico se mostra novamente forte e presente como nunca, aqui você encontra perfeita harmonia entre o funeral doom e o death/doom proposto pela banda, uma incrível faixa com distorções e linhas de bateria lentas e cruas…

Encerrando, é um bom álbum para fãs de funeral doom, com melodias cruas, densas e agoniantes, linhas de guitarra destorcidas, bateria lenta, bem interessante o trabalho desses russos, para quem não conhece, eles tem um trabalho lançado em 2009, intitulado “Only Gray Days”, esse tem influencias de drone, bem interessante.

 

Station Dysthymia – Overhead, Without Any Fuss, The Stars Were Going Out (Solitude Prod)

1. A Concrete Wall

2. Ichor

3. Starlit: A Rude Awakening

4. Starlit: We Rest At Last

 

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Solitude-Prod

 

Interview: Riccardo Veronese (Aphonic Threnody/Dea Marica/Gallow God)

We recently spoke with guitarist Riccardo Veronese, who is one of the most active name in the doom scenario, he plays in only 3 bands. One can call a super group of doom metal that is Aphonic Threnody bringing together members of the Urna, Gallow God, Pantheist and Leecher.
In this conversation he told us more about their bands, illegal downloading, their health status and more …

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1 – Hi Riccardo, how are you feeling after this little health issue?

Riccardo Veronese – Hi Rodrigo, I am much better now thank you. It has been a tough few months and I am just now getting back to the normal things I was doing before.

 

2 – Has this time at home harnessed you to compose?

 Riccardo Veronese – I did not do any music for about a month but over the last few months have been busy composing material. All in all I have written quite a bit of music.

 

Rick Polar copy3 – For readers who do not know you band Gallow God, would give us a brief history.

Riccardo Veronese – The Origin of Gallow God goes back a few years to 2004. Me and Dan  had started working together on a Doom Metal project using the name Celephais, with the intention of it being nothing more than a studio project that we would release if the music and recording turned out any good. 

Towards the end of recording the EP we decided to expand the project into a full band, and brought in Jim Panlilio on Drums and Martin Singleton on Bass.

 The name change from Celephais to Gallow God was made in early 2010, as after a bit of research we found that there was already a band using the Celephais name. Martin left the band so me and Dan went back to just working on The Veneration of Serpants album on our own and completed it in 2012. We then brought in Mitch as our bass player and Chris on drums from my other band Dea Marica. 

 

4 – How is the situation of Gallow God? You released the Veneration of the Serpents in April, How has it been with the feedback?

Riccardo Veronese – The feedback was ok but the album has not taken off how I imagined it to. This is partly to the poor promoting of it and not getting signed. People where waiting for this album for so long that when we finally finished it, it still took over 5 months more before it came out and I think a lot of interested in the album dropped.

 

5 – There was a change in the lineup since the EP False Mystical Prose for this new CD. And to listen to the recording , it does not seem that these members were replaced due to the interplay of the band . How is the current situation?

Riccardo Veronese – To be honest me and Dan played everything on the EP False Mystical Prose and the same on The Veneration of Serpants. Mitch played the bass on The Circle which Dan had already written the bass for and Jim our ex drummer done a few fills etc on a couple of tracks. So we did not have much input from the other members.

 

6 – In this middle ground you launched a project called Dea Marica alongside Roberto Mura from Urna. How did the idea for this project come around?

Riccardo Veronese – I was waiting around for Dan to do his parts as he had loads of drums and guitar to record so i decided to do another project as I had a lot of material lying around and some would not be used on Gallow God. Roberto contacted me and we started on the Dea Marica project.

 

382498_381606518612728_1420314276_n7 – In EP “The Ritual of the Banished” compared to this new material, we noticed a great evolution in the vocals of Roberto . For this material could you explore further this line which had failed in the EP?

Riccardo Veronese –  I think on the new album we did had better structure and Roberto was aloud more freedom to express himself. I wrote all the stuff for Ritual so it was nice to let Roberto work his magic and just go for it on this album which he has to great effect. The feedback has been great.

 

8 – The Curse of the Haunted album had its release recently, but the audio was already available in their page on bandcamp . How has the feedback been of this material?

Riccardo Veronese – It has been really positive so far and we got signed really quickly by Weird Truth Productions so we are very happy with the outcome. People are starting to see what our music is really about.

 

9 – And not content with all these bands , you are currently part of the project Aphonic Threnody , which includes other members of the band known scenario Doom . How did the idea for this project come about?

Riccardo Veronese – Me and Roberto were just sitting there one day and I said lets do a Funeral Doom project and he laughed but soon realised I meant it. We got to work really quickly on this and the band idea and concept was done within a few days. I have never done this style of music so it is a great new area I can explore. 

 

aphonic threnody10 – The CD will be released through Weird Truth Production in Japan and vinyl by Avantgarde Prod . And there is a small difference on the cover of both? It was an idea already conceived from the beginning or was it something that just happened?

Riccardo Veronese – Ok Dea Marica is been released by Weird Truth Production on CD only and download via Bandcamp. Aphonic Threnody is been released on CD by Avantgarde Music and the vinyl by Terror from Hell Records. The change on these covers is for Aphonic Threnody. Roberto cam up with idea to change the covers which he is great coming up with.

 

11 – You already have a third album already made , when can we expect the next releases?

 Riccardo Veronese – I have begun work on Dea Marica’s third album and we have about 4 songs at the moment. We will also re-master 3 tracks from the Ritual EP as a bonus with guests featuring.

Regarding Aphonic Threnody we have pretty much finished the second album. It just needs a few instruments to be put down and it will be done. This should come out early next year. We also have Greg from Esoteric on one track and Mike from Loss as well. I have also got 5 tracks for the third Aphonic album ready.

 

12 – Changing the subject , much of the talk about free download , what is your opinion?

 Riccardo Veronese – I am quite chilled about this as once your music is out there people will rip your songs anyway and there is not much you can really do about it. The positive is more people will get to listen to your music.

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13 – A topic that is very recurrent in the questions I do is about death . What is your relationship with the beyond the grave?

 Riccardo Veronese – I do think about death quite a lot. I have always had that side to me, the depressing side and have gone through a lot of pain and hardship in my life so that is why I love composing dark music. I don’t think it’s a bad thing. Nothing wrong with death its apart of life so why not embrace it and make everyone miserable through music!!!

 

14 – What are you listening to today? What is your current playlist?

Riccardo Veronese – I have been listening to URNA’s new project which I am loving. Not released yet but Roberto done his vocal recording at mine so watch out for this album. Also Ataraxie and Before the Rain.

 

15 – Riccardo Thank you for the interview and leave room for their last cries.

Riccardo Veronese – As always it was a pleasure matey.

 

Entrevista: Riccardo Veronese (Aphonic Threnody/Dea Marica/Gallow God)

Conversamos recentemente com o guitarrista Riccardo Veronese, que é um dos nome mais atuantes dentro do cenário doom, pois toca em apenas 3 bandas. Uma delas podemos chamar de um super grupo doom que é o Aphonic Threnody que reúne membros do Urna, Gallow God, Pantheist e Leecher.
Nessa conversa ele nos contou mais sobre suas bandas, download ilegal, seu estado de saúde e mais…
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1. Olá, Riccardo, como você está se sentindo depois daquele seu pequeno problema de saúde?

Riccardo Veronese – Oi, Rodrigo. Eu estou bem melhor agora, obrigado. Foram alguns meses difíceis e só agora estou voltando à minha rotina normal.

 

2. Você aproveitou pra compor durante esse tempo em casa?

Riccardo Veronese – Eu não fiz nada relacionado a música por cerca de um mês, mas nos últimos meses estive ocupando escrevendo material novo. De um modo geral, até que escrevi bastante música.

 

Rick Polar copy3. Para os leitores que não conhecem sua banda Gallow God, poderia fazer uma biografia resumida?

Riccardo Veronese – O Gallow God começou há alguns anos, em 2004. Eu e o Dan começamos a trabalhar juntos num projeto de Doom Metal usando o nome Celephais, com a intenção de não ser nada além de um projeto de estúdio que lançaríamos se o resultado acabasse sendo bom. Quando estávamos terminando de gravar o EP, decidimos expandir o projeto numa banda completa e trouxemos Jim Panlilio para a bateria e Martin Singleton para o baixo. A mudança de nome de Celephais para Gallow God foi feita no início de 2010. Martin deixou a banda, então eu e Dan voltamos a trabalhar só nos dois no álbum The Veneration of Serpants e o completamos em 2012. Então nós trouxemos o Mitch como baixista e o Cris, da minha outra banda, Dea Marica, para a bateria.

 

 

4. Em que pé está o Gallow God? Vocês lançaram o Veneration of the Seraents em abril, como foi a recepção?

Riccardo Veronese – A recepção foi ok, mas o álbum não deslanchou como eu imaginei que iria. Isso se deve parcialmente a sua fraca divulgação e a falta de um contrato.

As pessoas esperaram muito tempo por este álbum e, quando nós terminamos, ainda demorou cinco meses até ele ser lançado, então acredito que muito do interesse desapareceu.

 

 

5. Houve uma mudança no lineup desde o EP False Mystical Prose para este novo CD. Ouvindo o disco, não parece que estes membros foram substituídos, devido ao entrosamento da banda. Como está a situação atual?

Riccardo Veronese – Pra ser honesto, eu e o Dan tocamos tudo no EP False Mystical Prose e no The Veneration of Serpants. O Mitch tocou baixo no The Circle, pro qual o Dan já tinha escrito as linhas de baixo e o Jim e nosso ex-baterista adicionaram algumas partes em algumas faixas. Então não tivemos muita contribuição dos outros membros.

 

 

6. Neste meio tempo, você lançou um projeto chamado Dea Marica junto com Roberto Mura, do Urna. Como surgiu a ideia para este projeto?

Riccardo Veronese – Eu estava esperando o Dan acabar as partes dele, já que ele tinha muita bateria e guitarra pra gravar, então decidi fazer outro projeto, já que tinha muito material que não ia usar no Gallow God. O Roberto me contatou e nós começamos o projeto Dea Marica.

 

 

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7. No EP “The Ritual of the Banished”, comparando com este novo material, nós notamos uma grande evolução nos vocais do Roberto. Neste material, você puderam explorar mais a fundo esta linha que falhou no EP?

Riccardo Veronese – Eu acho que no novo álbum nós tivemos uma estrutura melhor e o Roberto teve mais liberdade para se expressar. Eu escrevi tudo para Ritual e foi legal deixar o Roberto fazer a magia dele e se soltar neste álbum, o que ele fez com muito sucesso. O feedback tem sido ótimo.

 

8. O album The Curse of the Haunted Album foi lançado recentemente, mas o áudio já estava disponível na página deles no bandcamp. Como foi a recepção deste material?

Riccardo Veronese – Foi muito positiva e nós assinamos logo em seguida com a Weird Truth Productions, então estamos muito felizes com o resultado. As pessoas estão começando a ver do que realmente se trata a nossa música.

 

9. Não contente com todas essas bandas, você atualmente faz parte do projeto Aphonic Threnody, que inclui outros membros de bandas conhecidas do cenário Doom. Como surgiu a ideia deste projeto?

Riccardo Veronese – Eu e o Roberto estávamos de boa um dia e eu disse “vamos fazer um projeto de Funeral Doom”. Ele riu, mas logo percebeu que eu estava falando sério.

Nós começamos a trabalhar bem rápido nele, a ideia da banda e o conceito foram feitos em alguns dias. Eu nunca tinha feito este estilo de música e é uma nova área fantástica que posso explorar.

 

aphonic threnody10. O CD vai ser lançado pela Weird Truth Production no Japão e o vinil pela Avantgarde Prod. Existe uma pequena diferença na capa dos dois discos. Foi algo pré-determinado ou simplesmente aconteceu?

Riccardo Veronese – Ok. O Dea Marica está sendo lançado pela Weird Truth Production apenas em CD e download via bandcamp. O Aphonic Threnody está sendo lançado em CD pela Avantgarde Music e o vinil pela Terror From Hell Records. A mudança nas capas é pra Aphonic Threnody. O Roberto deu a ideia de trocar as capas, o tipo de ideia em que ele é ótimo em ter.

 

 

11. Vocês já tem um terceiro álbum pronto, o que podemos esperar dos próximos lançamentos?

Riccardo Veronese – Eu comecei o trabalho no terceiro álbum do Dea Marica e temos umas quatro músicas no momento. Nós também vamos remasterizar três faixas do Ritual EP como um bônus com a participação de convidados.
Em relação ao Aphonic Threnody, nós praticamente terminamos o segundo álbum. Só precisa de mais uns instrumentos e vai estar pronto. Deve sair no ano que vem. Nós também temos o Greg do Esoteric numa faixa e o Mike do Loss também. Eu também tenho cinco faixas prontas para o terceiro álbum do Aphonic.

 

12. Mudando de assunto, a respeito dos downloads grátis, qual a sua opinião?

Riccardo Veronese – Sou bem de boa quanto a isso, pois, uma vez que sua música está nas ruas, as pessoas vão passá-las pro computador de qualquer jeito e não tem muito que você possa fazer quanto a isso. O lado positivo é que mais pessoas vão poder ouvir sua música.

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13. Um tema que costumo abordar nas minhas perguntas é a morte. Qual é a sua relação com o além-túmulo?

Riccardo Veronese – Eu penso bastante na morte. Eu sempre tive esse lado, o lado depressivo, e passei por muita dor e dificuldade na minha vida, então é por isso que eu gosto de compor músicas sombrias. Eu não acho que seja algo ruim. Não há nada de errado com a morte. É uma parte da vida, então por que não aceitá-la e tornar todo mundo mais miserável através da música?

 

14. O que você ouve hoje em dia? Qual o seu playlist atual?

Riccardo Veronese – Eu tenho ouvido o novo projeto do URNA, que estou adorando. Não foi lançado ainda, mas o Roberto gravou os vocais comigo, então preparem-se para este álbum. Também tenho ouvido Ataraxie e Before the Rain.

 

15. Riccardo, obrigado pela entrevista.

Riccardo Veronese – Como sempre, foi um prazer, meu chapa.