Forgotten Tomb – …And Don’t Deliver Us from Evil

1351199423-forgotten_tomb_dont_deliverForgotten Tomb é uma banda italiana que dispensa comentários. Os primórdios na banda eram baseados numa sonoridade DSBM com grandes doses de doom metal, e a banda foi se moldando até chegar no som que pratica hoje, um depressive rock com grandes doses de desespero e agonia. E após o ótimo Under Saturn Retrograde, o grupo lança o ótimo “…and Don’t Deliver Us from Evil”, em 2012, pela Agonia Records. Antes mesmo de escutarmos o registro, já somos arrebatados pelo ótimo trabalho gráfico despreendido no álbum, feito pelo artista e músico Tumulash, da banda de black metal italiana Tumulus Anmatus. “Deprived” é a primeira músca e nos mostra a faceta nova do Forgotten Tomb, um rock enérgico com riffs poderosos e embebidos em desespero. A música ainda tem espaço para um lindo interlúdio mezzo-acústico de muito bom gosto, já nos mostrando a qualidade que serão apresentadas nas sete faixas do álbum. a faixa que dá nome ao álbum, “..And Don’t Deliver Us from Evil“, é a próxima e de cara nos joga num clima perturbador criado por desenhos exóticos nas cordas e bateria avassaladora. A música é se apresenta como uma tentativa de volta as origens da banda de forma grandiosa, apresentando a pegada que a banda mostrava outrora. “Cold Summer” nos mantém no abismo escuro e úmido que o Forgotten Tomb cria e novamente nos apresenta riffs bonitos e de criatividade palpável, a música também apresenta passagens bem lentas, outra característica do Forgotten Tomb de outrora que não é mais presente no som atual da banda.
Let’s Torture Each Other” traz uma pegada mais rock n roll, porém sempre com a pitada que pontua o som dos italianos, faixa interessante e pra mim, uma ótima junção das facetas da banda.”Love Me Like You’d Love The Death” traz momentos de lentidão exacerbada e carrega uma aura emotiva e depressiva notável. Destaque na música para o solo na parte final da música, carregado de feeling e demonstrando técnica, fazendo da canção um dos grandes momento do álbum. “Adrift” mantém a qualidade apresentada nas músicas anteriores, com destaque para os bem colocados vocais limpos de Ferdinando Marchisio. O italiano mostra que além de competente nas seis cordas, possui maleabilidade para variar de um vocal rasgado e cheio de desespero para uma voz lúcida.”Nullifying Tomorrow” é a última música do álbum e nos mostra bons leads de guitarra no começo, vocais poderosos e ao final, seções mezzo-acústicas carregadas de feeling. Mais uma vez, tendo grande trunfo nas guitarras solos e leads, criando uma atmosfera ímpar e terminando assim um álbum que reinventa o som do Forgotten Tomb e eleva o nome do grupo após o ótimo álbum anterior. Nota máxima e item indispensável.

 

Forgotten Tomb – …And Don’t Deliver Us from Evil (Agonia Records)

1. Deprived

2. …And Don’t Deliver Us from Evil

3. Cold Summer

4. Let’s Torture Each Other

5. Love Me Like You’d Love the Death

6. Adrift

7. Nullifying Tomorrow

 

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Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Ankhagram – Thoughts

343265Após a resenha do bom “Where Are You Now”, de 2010, venho até aqui novamente para resenhar o último álbum do Ankhagram, batizado “Thoughts”, lançado em 2012. O álbum chega até nós via Endless Winter. O registro começa com uma longa instrumental no piano chamada “Gates In Mind“, as melodias impostas são boas e até bem alegres, por assim dizer. Mas de qualquer forma é uma faixa longa para o começo de um CD (Quase seis minutos). Logo após temos “Don’t Feel This Life” e seus dezoito minutos de pura tristeza e depressão, com os vocais de Dead cumprindo bem o papel e superiores comparado ao cd anterior da banda. É uma ótima faixa e seu longo tempo não é notado devido a fluidez que a mesma apresenta. Logo após, temos “Lost In Reality” e seus teclados bem impostados (atenção no começo da segunda parte da música).
A quarta música da bolacha recebe o nome de “I’m A Fake” e novamente mostra bons teclados e levada na medida certa, monótona (nesse caso, não soando pejorativamente) e enérgica ao mesmo tempo, mantendo assim a linearidade em um nível superior. A próxima música se chama “Without Us” e possuí um vídeo oficial lançado no canal da banda (veja aqui). A música mantém o nível das outras (o final atmosférico é de uma beleza ímpar), porém, a banda usa de forma cansativa a mesma fórmula, fazendo assim com que o ouvinte sinta um cansaço na audição do CD, porém, sem perder a qualidade musical hora alguma. E por fim, temos a gigantesca instrumental de doze minutos nomeada “Thoughts” (que também tem um clipe oficial, veja aqui), terminando de forma perturbadora o registro. Um bom CD que mantém a regularidade do lançamento anterior, porém com alguns momentos cíclicos. De qualquer forma, um bom material para fãs do gênero.

 

Ankhagram – Thoughts (Endless Winter Records)

1. Gates in Mind

2. Don’t Feel this Life

3. Lost in Reality

4. I’m a Fake

5. Without Us

6. Thoughts

 

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Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Reino Ermitaño – Veneración del Fuego

Reino-Ermitaño-Veneración-del-FuegoFormado em Lima no Peru em 2001, e tendo debutado somente em 2003, confesso que esse material foi o primeiro álbum deles que tive contato.

E me surpreendeu pela ótima sonoridade, com suas guitarras pesadas e uma levada de metal setentista, fazendo um contraponto bacana com os vocais de Tania Duarte.

Os temas abordados nesse CD, vão desde a introspecção pura até os ritos antigos da floresta amazônica.

Esse é o primeiro álbum com o novo guitarrista Eloy Arturo e mesmo sem conhecer os trabalhos antigos, podemos notar o entrosamento da banda sendo um ótimo substituto.

O disco soa coeso e uníssono, deixando todas as faixas equilibradas, tornando difícil a escolha da melhor faixa, mas podemos citar algumas como Desangrándote, com uma levada sludge que empolga já nos primeiros riffs e dá até pra imaginar essa faixa ao vivo.

Cuando la Luz te Encontre tem uma levada Doom Tradicional e em seus 9 minutos podemos encontrar várias mudanças de andamento, ora arrastada ora psicodélica, temos uma passagem de violino que deixa a faixa mais melancólica e nos minutos finais temos até um solo de bateria.

Soy el Lobo e sua levada de metal setentista, El Rito e sua levada ritualistica (com o perdão do trocadilho) para depois seguir de forma lenta e sofrida, como se estivesse sangrando o animal em um ritual macabro.
Sangre India também é uma faixa que deve ser escutada com calma e certamente cairá no gosto dos fãs não só de Doom, mas de Heavy metal em geral. A parte acústica, seguindo uma influência das músicas folclóricas, com violão, arpejos de guitarra alternando com a sonoridade das flautas peruanas.

Para quem ainda não conhece o som desses hermanos peruanos, vale muito a pena e para quem já era fã, certamente esse álbum é um item indispensável em sua coleção.

 

Reino Ermitaño – Veneración del Fuego (I Hate)

1. Quimera

2. El Sueño del Condor

3. Sobre las Ruinas

4. Desangrándote

5. Cuando la Luz te Encuentre

6. Soy el Lobo

7. El Rito

8. Vente al Fuego

9. Sangre India

10. Cadáver, Semilla, Renacer

 

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Lacryma Sanguine – Tour Report pt.03

Os últimos dias de turnê: Crato, Juazeiro do Norte, mais reformas, mais manguaças e o dia em que tocamos duas vezes em uma só noite.

 

Sem TítuloDepois de toda a manguaça comemorativa na noite anterior em Sousa, acordamos bem cedo, aproximadamente as 9 horas da manhã, para arrumar as malas e os equipamentos na van e partir para Juazeiro do Norte, aonde iriamos no mesmo dia para Crato, onde foi o show do dia 22.

O hotel em que a gente estava era para estar naquelas listas Veja ou Exame dos melhores estabelecimentos do Brasil, tamanho a qualidade do serviços que eles prestaram. Além de nos proporcionar um belo serviço de despertador matutino com os pedreiros fazendo reforma a quase 9 ou 8 da manhã, fomos informados que só teriamos como pagar o hotel em cash motherfucker, pois eles não aceitavam cartão de crédito.

 

Gostaria de saber o nome do dono desse hotel pra fazer alguma artigo estilo Case de Sucesso – Gestores e entregar pra minha faculdade como tese. É 10 na certa. O Max, como um rapaz maldoso e misantrópico que é, desceu a linha no hotel no Tripadvisor. Fiquei com pena deles…

Bem, pegamos nossa van do Doom em direção a Juazeiro do Norte, o que foi uma viagem de mais ou menos 3 horas de duração, onde tivemos um tempinho pra tomar uma cerva pra tirar a ressaca e dormir o resto da viagem.

 

Sem Nome 7Chegando em Juazeiro, tratamos de achar nosso hotel rapidinho para por as coisas. O dia seria meio apertado pois ainda teriamos que partir para o SESC de Crato para a passagem de som e posteriormente o show.

Ao chegar no hotel, mais uma boa notícia pra banda. GUESS WHAT? Mais um hotel em reforma. Dessa vez a moça foi enfática que os pedreiros não iriam trabalhar em horários desconfortáveis e que, segundo ela, tiveram que fazer reformas no hoteis pois dias antes houve romaria e os romeiros simplesmente tocaram o puteiro no lugar. Hahahahahaha!
Quando os cristãos são mais agressivos que nós, devotos de Baphomet, é quando você comeca a repensar nos seus conceitos de vida…

 

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Tivemos um tempinho para um lanchinho, comer um salgado fulero e subir um pouco a serra para ir a Crato. Não tivemos muito tempo de observar a região que parecia ser muito bonita, pois logo chegamos ao SESC e comecamos a montar tudinho pra passagem de som. O palco era um pouco menor se comparado com o de Sousa e a aparelhagem não era lá das melhores. No caso era mais auditório para peças de teatro em si do que um palco para shows, mas tava valendo, a passagem de som foi tranquila e deu tudo certinho para o show.

 

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O camarim do lugar era no andar subterrâneo, o que eu achei muito massa, sempre quis ter a vontade de estar em uma casa de show com camarim subterrâneo. Faltou as pixações, os posters e assinaturas de bandas que já passaram por lá, mas enfim né, esperar ter algo assim em um SESC é como esperar um show do Shape of Despair em algum festival coxinha, como o Rock in Rio.

 

O show deu tudo certo, a galera correspondeu legal e compareceu nos shows da banda, acredito que alguns chegaram a comparecer também no show do dia seguinte em Juazeiro mesmo, não me lembro bem. Após o show, conhecemos um parceiro que curtiu pra caramba o show e nos convidou a comparecer no bar em que alguns amigos e familiares trabalham em Juazeiro, o Black Dog, além de fazer uma visita ao Porão Rock, loja de artigos e roupas da Amanda, gente finíssima que também compareceu aos nossos shows em Juazeiro. Além de conhecer o lugar, fomos convidados a tocar no Bar após o show que seria no CCBNB de Juazeiro do Norte. Topamos a parada e aproveitamos para dar um saco no pico e tomar umas gelas, lógico.

 

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O que era para ser só umas cervejinhas acabou virando a noite inteira no bar regado a cerveja, cachaça e uns queijinhos pra dar uns tiragosto cabreirão, né! No bar conhecemos muita gente fina por lá e algumas figuras bizarras como o rapaz que era encarregado da segurança do local, que era gente boa mas certamente não tinha um juízo muito no lugar certo. Em um certo momento, este rapaz, por algum motivo do qual eu não tenho nenhuma vontade de saber, resolveu que seria legal abaixar as calças mostrar sua bunda cabeluda, abrir as bandas e demonstrar o seu pinho para todos nós…

 

E ele realmente fez isso…

Nessa hora, eu agradeço a Baphomet por estar no exato momento indo em direção ao banheiro e não ter visto nada dessa cena fatídica, diferente dos outros que tiveram que passar por isso. C’est La Vie!

 

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Bem, o outro dia deu para descansar bem mais, o Gagá aproveitou a manhã para dar um passeio pela cidade e registrar alguns picos legais em fotos. Eu aproveitei o tempo lógico indo dormir o máximo que podia e me deliciar com os PFs sem peso da cidade (já disse que isso é uma das maiores maravilhas do mundo, não disse?).

Aproveitei para também dar uma passadinha na Porão Rock e conhecer o pessoal, além de convidar a galera pra chegar no rolê da bad vibe do show que seria mais tarde, lógico. Depois de uns passeios pela cidade voltei pro hotel, onde começamos a nos ajeitar para o que seria a nossa noite desafio, já que nunca haviamos tocado duas vezes em um mesmo dia. Agora podemos ocupar um status que só as bandas de forró ocupam por aqui no Ceará. Me encho de orgulho de levar o Doom a outros patamares. Amém.

 

Chegada a hora de rumar ao BNB, pegamos nossas cosias e partimos. O local era do caralho, mas o problema mais escroto era que o palco era no quarto andar do BNB, e tinhamos que descer e subir de elevador uma caralhada de vezes pra ir levando os equipamentos. E já ficava triste em lembrar que também teria que fazer isso pra descer todos os equipamentos.

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O palco do BNB de Juazeiro era bem melhor que todos os outros palco que passamos na turnê, os equipamentos eram bons e os sistema de jogos de luzes também. Deu para fazer ótimas filmagens e fotos durante o show da banda no palco, uma maravilha.

 

 

O show foi ótimo, tudo foi bem nos conformes, houve alguns problemas no equipamento do André que foi facilmente contornado e nada que abalou o show, adoramos tocar no palco grande do CCBNB de Juazeiro do Norte e deu uma super vibe com a iluminação do local. O pessoal curtiu bastante o show e inclusive alguns sairam rapidinho do CCBNB pra ir direto para o Black Dog ver a gente tocar novamente!!

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Fizemos todo o trajeto dos infernos de descer e subir novamente com os equipamentos para enfim pegar a van e, sem tempo nem pra uma jantinha, partir pro Black Dog e preparar nossas coisas para o pocket-show (risos) do Lacryma Sanguine. Chegando lá, fomos servidos deliciosos espetinhos de frango e carne (o de frango parecia que jogaram a carne em um balde de sal) e acompanhado das maravilhosas farofas Yoki! Aquelas que são bem picantes, sabe… FABULEUX!!!

 

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E ai pegamos os instrumentos e fizemos o nosso pequeno show no Black Dog. Senti uma vibe tão boa nesse show que me lembrou de nós no nosso primeiro show, tamanho era a empolgação com que estavamos tocando! As cervas ingeridas talvez tenham dado esse gás a mais, ou talvez a farofa Yoki, ou as duas coisas juntos. Tudo que pude concluir ao terminar o último show do Lacryma nessa tour é ver como é diferente a vibe que cada lugar pode proporcionar. Sabe, os CCBNBs têm aparelhagem boa e consegue proporcionar que o show seja praticamente um concerto em termos de palco. Isso é verdade, mas não consegue passar a sensação ‘Rock’n’Roll’ que só um lugar mais underground possui, entende? É um lance em que a atmosfera é quem dita o ritmo do lugar. Os centros culturais tem aquela coisa meio coxinha de ser, tudo certinho, tudo no horário, tudo nos trinks. Isso é bom, mas é legal também pegar a vibração crua, punk, ou meio Do it Yourself, também. Vale lembrar um coisa muito importante que os centros culturais normalmente oferecem e é um ponto positivo, pelo menos para a gente: Recebemos pelos nossos shows. Isso é um bom fator. Até hoje não recebemos por tocar em outrs tipos de shows. Não que a gente se importe com isso, claro. Adoramos tocar em vários tipos de lugares diferentes e temos meio que a convicção de que não seremos o tipo de banda que receberá alguma grana considerável pra fazer o nosso trabalho. Talvez para no mínimo investir em algo melhor para a banda no futuro… ou pelo menos espero. Hahahahaha! Na verdade, é a realidade de praticamente todas as bandas de metal do país e porque não dizer, do resto do mundo também…  No fim, o que importa mesmo é conciliar as experiências e entregar aos fãs um belo show de Doom Metal.

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Terminado o show, tivemos o resto da noite para aproveitar a última manguaça da turnê. Conhecemos um rapaz muito legal estava tão surpreso com o nosso show no Black Dog, pois estava com muita vontade de ver o show no CCBNB porém não pôde por estar com a perna quebrada e ninguem pode o levar para o show. Daí acabou combinando com os amigos de ir para o Black Dog para pelo menos passar o sábado com o pessoa e para a surpresa dele, a gente estava lá tocando. Espero que tenha curtido a surpresa, amigo! : )

 

Bem, o resto é apenas cervas e mais cervas, muita alegria e também assistindo um cover de Dio, a Holy Diver, que tocou logo após o nosso show no Black Dog.

 

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O Domingo foi de acordar cedo e pegar a estrada de volta. Compensar no sono durante quase todo o trajeto até a volta para Fortaleza.

 

Como primeira experiência de turnê posso dizer que foi tudo muito foda! Toda a galera massa que conhecemos na estrada, que nos deu apoio e tava lá pra assistir aos nossos shows. A produção dos shows, sempre atenciosa e empenhada em fazer acontecer, ao pessoal do Black Dog por ter nos chamado pra dar uma palhinha e tomar umas boas gelas por lá, simplesmente a todos de Patos, Sousa, Crato e Juazeiro do Norte, MUITO OBRIGADO! Adoramos cada momento que passamos nessas cidades, com vocês!

 

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Espero que essa seja apenas a primeira turnê de muitas que virão por ai.

Agora o Lacryma Sanguine está focando em gravar o seu álbum. Tenham fé em Baphomet, amigos, que dessa vez vai dar tudo certo!!!

Nos vemos em breve!!

HAILS!

 

Embrace Of Silence – Leaving The Place Forgotten By God

-products_pictures-sp061Após 2 EP’s lançados, esses ucranianos chegaram ao tão sonhado debut e o que encontramos aqui é um Doom/Death Metal, cru e tocado de forma sincera.

Apesar de constar um tecladista em sua line-up o som desse instrumento é quase inaudível, para não dizer ausente.

Podemos sentir uma grande influência de Ophis, Mourning Beloveth ou até mesmo My Dying Bride do seu longínquo início de carreira, pois podemos sentir um som voltado para as linhas melódicas e peso das guitarras.

O encarte é cheio de imagens de anjos de cemitério, coisas que eram muito feito no passado e não sei se é o efeito da arte, mas me deu impressão que essas imagens estavam em baixa resolução, mas mesmo assim é de muito bom gosto e cada imagem é relacionada com alguma parte da letra em questão.

Apesar de não apresentar nada de novo em sua sonoridade, podemos destacar as depressivas In Gloom of Somnolent Night e The Slave of Forgotten Graves,  Silent Voice, Empty Words pela variação ritmica.

In Angel’s Hands é com certeza uma das melhores faixas, pois contém o já citado peso e linha melódica, encontramos alternância de tempo, teclados e violino.

Essa faixa reúne tudo aquilo que um doomster aprecia pois ela lhe trás ódio e tristeza e uma força de continuar lutando por sua existência.

Um bom álbum de estréia e espero que nos brinde com um novo álbum em breve.

 

Embrace Of Silence – Leaving The Place Forgotten By God (Solitude Prod.)

1. In Gloom of Somnolent Night

2. The Slave of Forgotten Graves

3. The Gates of Remembrance

4. Silent Voice, Empty Words

5. Way to Salvation

6. In Angel’s Hand

7. I’m Your Jesus

 

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Contatos:

http://embraceofsilence.bandcamp.com/album/leaving-the-place-forgotten-by-god

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My Dying Bride – Rio de Janeiro – 10/04

902762_10151376404393456_271341211_oNa noite cinzenta de uma Quarta-Feira, dia 10 de Abril, o Rio de Janeiro recebeu o único show no Brasil dos pioneiros do doom metal britânico My Dying Bride. A capital carioca recebia pessoas de todas as partes do país para a  grande celebração que iria acontecer naquela noite. Preciso aproveitar o espaço e dizer que é uma honra poder estar vendo o tour de bandas pelo Rio de Janeiro aumentar, estamos tendo bons shows em grande quantidade e preços modestos para o público. A casa estava cheia e o público ansioso, apesar de um breve atraso para a abertura dos portões, o show começou pontualmente às 20h30, horário previsto no ingresso.

Após uma breve intro e com a banda toda já posicionada atrás das cortinas, as mesmas se abrem e a devastação começa com “Kneel Till Doomsday”, na minha opinião, a melhor música do último trabalho, entitulado “A Map Of All Our Failures”. A banda se mostra coesa desde o início da apresentação, e os vocais rasgados de Aaron não ficaram devendo em nada para os primeiros trabalhos. Música executada primorosamente. Logo depois tem inicio “Like Gods of the Sun” do álbum de mesmo título, deixando todos na casa em êxtase e sem acreditar no que estava acontecendo ali, na frente de todos. “To Remain Tombless”, do grande “A Line Of Deathless Kings” é executada com peso e agressividade, e com grande semelhança ao que é apresentado no full-length. Aliás, um grande trunfo do show do MDB: Os timbres dos instrumentos e dos vocais se assemelham bastante ao que é executado no CD, fazendo a experiência de um show da banda ser mais grandiosa.

28171_10151376412538456_1289968000_nEis que nos é despejada “From Darkest Skies”, do majestoso clássico “The Angel And The Dark River”. A casa entrou em desespero com o que estava sendo feito no palco. Volta e meia escutávamos alguém falando “Não é possível que eu esteja vendo isso” ou um “Eu não tô acreditando no que tá acontecendo”. Eu mesmo disse isso algumas vezes! Não conseguia acreditar no que estava sendo executado por aqueles cinco caras e uma mulher. Um pedaço da minha história e da história de muita gente sendo contado por quem criou o conto.

“Turn Loose the Swans”, do álbum de mesmo nome, veio em seguida, jogando todos para o abismo de vez. Era possível ver lágrimas nos olhos de muitos nessa altura e pessoas gritando junto com Aaron e fazendo um coro moribundo, mas ao mesmo tempo, emocionante. “My Body, a Funeral”, do ótimo “For Lies I Sire” foi a próxima a ser executada e o violino de Shaun Macgowan brilhou. O timbre era cristalino e o músico fazia seu instrumento chorar, acrescentando a carga emotiva necessária que a música pede. “The Wreckage of My Flesh” foi o momento mais emocionante e grandioso pra mim da noite, pois pessoalmente, ela figura no melhor álbum da banda, o magnífico “Songs Of Darkness, Words Of Light”. A música foi fielmente executada, com todos os mínimos detalhes necessários. Na minha opinião, o ponto alto da apresentação.

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“She Is the Dark”, do “The Light At The The End Of The World”, foi apresentada em seguida. Mais uma vez, a banda executa a música de forma magnífica, inclusive fazendo aparecer uma tímida roda no meio do público. Vale ressaltar a presença de Aaron, que submerge totalmente no clima das músicas e nos passa todo peso das letras e das melodias.”The Poorest Waltz”, música de trabalho do último álbum “A Map Of All Our Failures”, foi apresentada corretamente em seguida.

Logo após, um dos grandes momentos da noite se anunciou: “The Cry Of Mankind”, segunda música executada do “The Angel And The Dark River”, começara.A execução da música foi, como esperado, primorosa. Porém, uma falha no PA criou uma onda sonora no conjunto abafando a música em muitas partes. Uma pena, pois não conseguimos captar toda a carga que a música despeja, porém, isso não tira em nada o brilho da noite. “Bring Me Victory”, música de trabalho do “For Lies I Sire” (E com um clipe muito interessante, por sinal), foi a próxima do show, seguida por “Like a Perpetual Funeral”, também presente no último trabalho.

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Eis que surge o barulho de chuva no PA, característico do início de “The Dreadful Hours”, do álbum de mesmo nome. Executada com clareza e perfeição, a música levou os presentes a loucura, pessoas em extase e presenciando o que por muitos anos parecia impossível. Um grande momento de uma grande noite. Logo após, a banda faz uma pausa e Aaron diz que não se considera um rockstar, então não sairá do palco para todos gritarem o nome da banda e em seguida, eles voltarem. Em meio a aplausos pela atitude, a banda começa a execução da jurássica “The Forever People”, do primeiro full “As The Flowers Withers”, de 1992. Nos é apresentado o proto-My Dying Bride na noite: guitarras raivosas, bateria agressiva e vocais desesperados por toda a canção ditam o começo de uma banda que há 23 anos ainda continua em plena forma e fazendo história. A ultima música a ser apresentada é “The Raven And The Rose”, também do “The Dreadful Hours”, encerrando assim um show esperado por muito tempo pela maioria dos presentes. A banda sai ovacionada do palco e nós com a esperança de que não demorem mais esse todo esse tempo pra se apresentarem por terras brasileiras novamente.

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Vale ressaltar que após o show, a produtora Overload e a banda fizeram um meet and greet aberto para todos que ainda estivessem na casa, todos se mostraram simpáticos, assinando os itens que os fãs levaram para autógrafos e tirando fotos com todos. Um show de simpatia e profissionalismo tanto da banda, quanto da produtora. Eu, como fã, posso dizer que foi um sonho realizado e espero poder ver shows como o mesmo nível mais vezes no Rio de Janeiro. Aproveito o espaço para agradecer a Overload pelo profissionalismo, pela vontade e por sempre tratar o público com o devido respeito, precisamos de mais pessoas como vocês na cena carioca. E deixo-vos, leitores, com as palavras que toda a vez que deito a cabeça no travesseiro a noite, ressoam na minha mente:

 

“Good Evening, Rio de Janeiro. We Are My Dying Bride.”

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Fotos: Daniel Croce

 

Somnus Aeternus – On The Shores Of Oblivion

350833A República Tcheca é conhecida por suas paisagens bonitas, as belas atrizes de filmes adultos e agora será reconhecida por sua boa música.

Me vêm a cabeça algumas poucas bandas de Doom que obtiveram um certo reconhecimento fora de suas fronteiras e agora essa nova banda terá o seu.

Encontramos aqui um Dark/Doom Metal e em muitas vezes as músicas ganham um pouco mais de velocidade, mas mesmo assim recheadas de uma atmosfera triste.

Encontramos nesse debut, ótimos riffs de guitarra, podemos sentir o entrosamento dos guitarristas Juráš e Wohma com uma guitarra sobrepondo a outra.

Um outro destaque vai para a tecladista Janča que consegue criar intervenções em meio as melodias que dão um toque especial.

As primeiras faixas do CD carregam consigo um sentimento bem triste e andamento mais lento característicos do Doom Metal, mas a paritr da faixa The Light at the End of the Suffering, o disco ganha um pouco mais de velocidade seguindo uma linha mais voltada ao Dark Metal, e nela encontramos um baixo bem marcante.

As faixas que mais se destacam são: Withering Attachment, Of the Bond, Purgatorium, Sinthesis.

Apesar das faixas raramente passarem dos 5 minutos, o trabalho torna-se empolgante e longe de ser cansativo. Indicado para fãs de Swallow the Sun, Agalloch.

 

Somnus Aeternus – On The Shores Of Oblivion (Solitude Prod)

1. Withering Attachment

2. Decrepitus

3. Few More Pictures Till Death

4. Of the Bond

5. The Light at the End of the Suffering

6. A Touch of Insanity

7. Purgatorium

8. The Divine Void

9. Everything Else Is a Lie

10. Sinthesis

 

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