Funeral Moth – Transience

coverApós uma significante mudança em sua lineup, com a debandada de um de seus membros fundadores, a Funeral Moth eis que estabiliza a sua lineup e lança um poderoso novo material.

São apenas duas faixas do mais extremo Funeral Doom já escrito por estes japoneses. No seu debut álbum já encontrávamos algo desesperador, mas nada que se compare a este play e sua faixa de abertura que da nome ao disco, “Transience”.

A música transcorre de forma lenta e contínua, com grandes passagens atmosféricas e belos fraseados de guitarra, que trazem um clima soturno para ela. As letras seguem sendo cantada em duas línguas, em inglês e o próprio idioma deles, ou seja, o japonês.

A segunda e última música é “Lost”, com menos tempo que a primeira, esta beira perto dos 18 minutos e o clima desesperador continua aqui.

Andamento mais arrastado e em algumas passagens dela, me trouxe a mente a banda norteamericana “Loss”.

Os vocais sussurrados, os acordes longos e semi distorcidos.

Próximo a metade da música, temos um dos melhores momentos dela, onde encontramos alguns arpejos e uma atmosfera ímpar, para em seguida mergulhar num abismo sem fundo em mais uma parte funeral.

Ótima audição para auto reflexão e acompanhado de uma boa taça de vinho

E com estas belas palavras que encerram a faixa de abertura, finalizo esta resenha: “os sonhos perdidos, as ilusões sem voz, as almas transitórias, o fim é o nada”.

Funeral Moth – Transience (Weird Truth Prod.)
1. Transience
2. Lost

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Resenha por: Rodrigo Bueno

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Lifeblood – Shattered Wishes

11050750_1631564713758547_2748591997319696152_nRecebi este material por esses tempos atrás e logo de cara me impressionou pela qualidade do material em si, coisa que só a Weird Truth produz.

Musicalmente, na primeira ouvida, também me agradou muito, mas após algumas audições subsequentes encontrei algumas poucas passagens, que ao meu ver, poderiam ter sido melhor aproveitadas.

Podemos destacar poucas faixas, pois o álbum todo soa muito coeso e honesto, mas “Black Rain” com a linha de baixo impecável, a seguinte “Still Alive (Not Dead Yet)” com sua mudança de andamento certeira, “Numb” que possui uma atmosfera bem intensa ou mesmo a faixa título que encerra o álbum e vem carregada com um sentimento depreciativo imenso, não passam despercebidos pelo ouvinte.

Duas coisas que me incomodaram na audição são os excessos de “rooooooaaaaarrrrrr” ao final de cada frase e a coisa mais pegou todas as vezes que ouvi o disco foi a ausência de uma segunda guitarra. Não sei se a ideia é tentar soar o mais próximo do que se toca ao vivo, mas em alguns fraseados de guitarra nota-se um vazio ao fundo, que poderia ter sido preenchido por essa segunda guitarra ou por alguma ambientação de teclado. Isto pode ser sentido na faixa “Dark Days”, ou mesmo em “Vestiges of the Past”.

Enfim, mesmo com esses lacunas, este álbum vale a sua audição e quem sabe num futuro próximo, o nome Lifeblood seja tão reconhecido como os seus compatriotas do Funeral Moth, Coffins ou Begräbnis.

Lifeblood – Shattered Wishes (Weird Truth Productions)
1. Black Rain
2. Still Alive (Not Dead Yet)
3. Numb
4. Stench of Excessive Self-Consciousness
5. Dark Days
6. Vestige of the Past
7. Failed in Life
8. Shattered Wishes

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