Frowning – Extinct

CoverPara quem não conhece, o Frowning é uma ‘one-man-band’ do músico alemão Val Atra Niteris, que já integrou diversos projetos, mas nenhum deles expressivos. Porém, tal fato não significa que o que contenha neste trabalho seja de má qualidade, muito pelo contrário.

O álbum tem toda aquela atmosfera depressiva, desesperadora e fria tradicional do estilo e trabalha bem essas sensações ao longo das cinco faixas existentes no álbum. A sonoridade é bem dentro da linha tradicional do estilo como eu mencionei anteriormente, apresentando aquele ritmo lento e fúnebre em composições extensas e bem construídas. As guitarras reforçam a atmosfera densa e cadavérica feita pela Frowning e entregam uma série de riffs marcantes e pesados.

Os vocais seguem o estilo gutural mais cavernoso possível e transmitem toda carga emocional existente nas letras da Frowning, que lida com temas referentes à morte e tristeza, ressaltando a existência do cover incrível de “Marche Funèbre” do Frédéric Chopin no encerramento do disco. O álbum conta com a participação do SG da Suffer Yourself nos vocais da faixa de abertura “Nocturnal Void” e do Hekjal da Ad Cinerem também nos vocais da faixa “Encumbered by Vermin”. O álbum é sólido e apresenta composições num nível similar, com destaque para a colossal “Buried Deep”, faixa beirando os 21 minutos de duração na qual a Frowning apresenta uma vasta diversidade de ideias, nos deixando completamente à mercê de sua sonoridade massiva e sufocante.

Extinct irá agradar aqueles que acompanharam a banda em seu debut, além de ser um álbum totalmente recomendável para os apreciadores do gênero. A Frowning mais uma vez se mostra além das expectativas e entrega um álbum muito agradável.

Frowning – Extinct (Black Lion Records)
1. Nocturnal Void (feat. SG of Suffer Yourself)
2. Veiled in Fog
3. Encumbered by Vermin (feat. Hekjal Of Ad Cinerem)
4. Buried Deep
5. Frédéric Chopin’s Marche Funèbre

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Resenha por: Luan Monteiro

Illimitable Dolor – Illimitable Dolor

albumartwork1A Illimitable Dolor surgiu através da mente criativa de Stuart Prickett, numa forma de homenagear seu amigo Gregg Williamson que faleceu em dezembro de 2014. Como o próprio Stuart menciona, o passamento de seu amigo deixou-o “fudidamente entristecido” e as músicas que ouvimos neste álbum auto-intilulado são em sua maioria composição que surgiram seguidas da morte de Gregg. São apenas 4 composições no álbum, que variam entre 9 e 12 minutos e que vai esmagando o ouvinte a medida que os minutos passam.

O disco abre com “Rail of Moon, a Stone” e ja nos dá uma prévia do que ouviremos. Temos aqui um belo Atmospheric Doom, altamente emotivo e arrastado, beirando o Funeral Doom.

A faixa seguinte “Comet Dies or Shines” eu toquei no FuneralCast e quem tiver interesse pode dar uma checada diretamente lá e tirar suas próprias conclusões.

“Salt of Brazen Seas” é a maior música do disco, beirando os 13 minutos, e me lembrou muito o Skepticism. Numa levada bem lenta e com o predomínio do famoso órgão que fez os finlandeses conhecidos. E aqui dão um charme a mais na faixa e não conseguiria imaginar outro efeito se não fosse esse.

E para encerrar o disco temos “Abandoned Cuts of River”, que nos brinda de forma magistral e com o perdão do trocadilho, o sentimento de abandono que ela nos traz é incrível. Detalhe para as belas melodias que acontecem em plano de fundo a ela, e as vocalizações que são de fazer o ouvinte repensar a sua existência.

O lançamento oficial deste álbum acontece agora em março e já podemos incluí-los na lista de melhores do ano, com toda certeza.

Illimitable Dolor – Illimitable Dolor (Transcending Obscurity)
1. Rail of Moon, a Stone
2. Comet Dies or Shines
3. Salt of Brazen Seas
4. Abandoned Cuts of River

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Transcending Obscurity

Chalice of Suffering – For You I Die

579448Projeto capitaneado por John Suffering e que lançou seu primeiro material neste ano.
Temos aqui um Death/Doom Metal com algumas passagens voltadas ao Funeral e carregado de sentimento.

O disco abre com “Darkness” e que podemos dizer que é um convite a adentrar o mundo obscuro deste projeto. A faixa é densa, pesada e introspectiva e a mescla com os vocais falados dão um clima soturno a ela.

“Who will Cry” é a segunda e tem uma início muito bonito e com a entrada dos vocais, a faixa ganha um pouco mais de velocidade. Os vocais falados se fazem presentes aqui também e podemos destacar as belas frases de guitarra que temos próximo a metade dela.

“For you I Die” é a música mais rápida do disco, seu início é um convite ao headbanging, no melhor estilo Doom, é claro. Suas quebradas de tempo são bem colocadas e novamente aqui os vocais falados dão um ar introspectivo para ela.

“Alone” começa com uma levada de bateria, na verdade achei desnecessária, mas a partir do momento que entra os primeiros acordes de guitarra ela vem carregada de um sentimento pesaroso e não há como não se sentir mal após a sua audição. Para um Doomer, melhor faixa não há.

“Cumha Do Mag Shamhrain” é um interlúdio tocado em gaita de fole e que poderia ser chamada de evocação aos mortos, pois tem uma certa dose sombria em seus acordes e não fica difícil imaginar os mortos marchando ao recém sair das tumbas. “Fade away” é outro interlúdio e que ao meu ver poderia ter sido deixado de lado.

“Fallen” vem arregaçando os pulsos como uma lâmina afiada no pulso de um ser suicida, é uma música carregada de negatividade do seu início ao final e também poderemos considerá-la como uma das melhores do disco, talvez por que o vocalista John Suffering fez a letra em homenagem ao seu falecido pai.

E por fim temos “Void”. Faixa que encerra o disco e que traz consigo um sentimento bem obscuro, com uma sonoridade bem soturna, trágica e ao mesmo tempo bela.

Chalice of Suffering – For You I Die (GS Productions/Time End Records)
1. Darkness
2. Who Will Cry
3. For You I Die
4. Alone
5. Screams of Silence
6. Cumha do Mag Shamhrain
7. Fade Away
8. Fallen
9. Void

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GS Prod.

Resenha por: Rodrigo Bueno

Luna – Ceremony

luna-ceremony  Lançado no último dia 31 de Agosto o novo single do projeto composto pelo músico DeMort (Anton Semenko), trás como já resenhado por aqui (Ashes to Ashes por Leonardo Reis e On The Other Side of Life por mim) um trabalho sensacional de Funeral Doom Metal mas que certamente deve ganhar acréscimos técnicos e criativos daqui pra frente.

É evidente que o músico continua firme com os riffs e com a cadência fúnebre, mas com menos de 1 minuto entram corais, proporcionando uma sonoridade épica e que transmite um cenário de grandiosidade à faixa. A Solitude Productions ressalta isso na descrição da faixa lançada no Bandcamp, exaltando a nova estrutura de composição e que certamente expande os horizontes não só do grupo mas de albuns do Funeral Doom.

A meu ver a faixa é sensacional e é uma evolução, mas devo alertar que com os corais, arranjos com sinfonias quem gostava da banda mais crua pode não ver com bons olhos esta mudança. Certamente esta faixa é o anúncio de um album grandioso que este ucraniano está aprontando e nós e a Solitude Productions estamos de olho.

Luna – Ceremony (Solitude-Prod)
1. Ceremony

depress5

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Solitude Prod
Bandcamp

Resenha por: Guilherme Rocha

 

Funeral Moth – Transience

coverApós uma significante mudança em sua lineup, com a debandada de um de seus membros fundadores, a Funeral Moth eis que estabiliza a sua lineup e lança um poderoso novo material.

São apenas duas faixas do mais extremo Funeral Doom já escrito por estes japoneses. No seu debut álbum já encontrávamos algo desesperador, mas nada que se compare a este play e sua faixa de abertura que da nome ao disco, “Transience”.

A música transcorre de forma lenta e contínua, com grandes passagens atmosféricas e belos fraseados de guitarra, que trazem um clima soturno para ela. As letras seguem sendo cantada em duas línguas, em inglês e o próprio idioma deles, ou seja, o japonês.

A segunda e última música é “Lost”, com menos tempo que a primeira, esta beira perto dos 18 minutos e o clima desesperador continua aqui.

Andamento mais arrastado e em algumas passagens dela, me trouxe a mente a banda norteamericana “Loss”.

Os vocais sussurrados, os acordes longos e semi distorcidos.

Próximo a metade da música, temos um dos melhores momentos dela, onde encontramos alguns arpejos e uma atmosfera ímpar, para em seguida mergulhar num abismo sem fundo em mais uma parte funeral.

Ótima audição para auto reflexão e acompanhado de uma boa taça de vinho

E com estas belas palavras que encerram a faixa de abertura, finalizo esta resenha: “os sonhos perdidos, as ilusões sem voz, as almas transitórias, o fim é o nada”.

Funeral Moth – Transience (Weird Truth Prod.)
1. Transience
2. Lost

depress5

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Weird Truth Prod
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Resenha por: Rodrigo Bueno

FuneralCast #06

FuneralCast #06 – Tracklist
1. (EchO) – Beneath this Lake
2. Saturndust – Gravitation of A Hollow Body
3. Chalice of Suffering – Void
4. Light of the Morning Star – An Empty Hearse
5. October Tide – Nursed by the Cold
6. High Priest of Saturn – Ages Move the Earth
7. Contempty – Woe is Me
8. Spirit Adrift – Specter of Ruin

Trilha sonora: Pantáculo Místico
Álbum: Velado por Entidades

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*Premiere – Arche

O selo Third I Rex disponibilizou o vídeo da banda Arche, do álbum intitulado “Undercurrents” e que tem seu relançamento previsto para Junho deste ano.
O trio finlandês liberou em formato digital e independente em sua página do bandcamp e teve algumas cópias em versão cassete e em edição limitada.
O selo Third I Rex estará lançando sua versão em formato digipak e edição limitada. Quem adquiri-lo, também irá ganhar a versão digital para download e streaming ilimitado através de um aplicativo.
Interessados entrem contato com o selo para saber a melhor forma de aquisição.

Contato:
Third I Rex