Pulchra Morte libera video da faixa Soulstench

Banda estadunidense Pulchra Morte de Death/Doom, lançou dia 15 de agosto seu single auto-intitulado. O material está disponível em vinil 7″ .
Interessados em adquirir, podem entrar em contato diretamente com a banda, ou se preferirem o formato digital, basta acessar o bandcamp e fazer a compra por lá.

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Escute a música do Unearthly Trance que sairá no split com o Primitive Man

Confira o track do Unearthly Trance que figurará no split ao lado do Primitive Man.
Esse split será lançado dia 17 de Agosto via Relapse Records e está pesando umas 2 toneladas… Sludge/Doom pesado da poha….

Pre-Order via Relapse Records: http://bit.ly/PMUT-Split

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls

601681Certos álbuns são feitos pra gente quebrar a cara, principalmente ao julga-los pela capa. É mais ou menos o que acontece aqui neste novo disco do Cardinal Wyrm. Quando recebi o promo da Svart acabei por não dar atenção devida a ele, talvez por estar num momento tumultuado da minha vida, onde após isso cheguei a anunciar o encerramento das atividades do blog. Mas graças aos deuses do Doom a coisa acalmou e estamos retornando, devagar conforme o estilo manda. Mas voltando ao álbum e sua capa “bonita”, estava eu aqui pensando em algo numa vibe mais de boas para ouvir e pensei vou colocar esse disco pra ver qual que é.

E para a minha surpresa é um puta disco de Doom Metal. Fui dar uma vasculhada no press release e posteriormente no Metal-Archives e vejo que este é o terceiro full-lenght deles e o primeiro a não ter a presença da baixista Rachel Roomian e em seu lugar temos Leila Abdul-Rauf (Hammer of Misfortune/Vastum) como live member.

O disco contém 6 temas e pouco mais de 45 minutos e segue numa vibe bem tradicional do Doom Metal, lembrando de longe os pilares do estilo como Pentagram ou mesmo o Trouble e com uma pequena dose de psicodelia. Apesar de termos alguns grunhidos como backing vocals, as linhas de vocais são voltadas ao estilo mais tradicional mesmo, numa vibe Dawn of Winter/Mirror of Deception.

Cast Away Souls abre muito bem com a faixa “Silver Eminence” e segue em alto nível com “The Resonant Dead”. “Lost Orison” é uma espécie de interlúdio que serve de preparação para a poderosa “Grave Passage”. Esta é uma faixa densa, repleta de peso e uma certa dose de revolta, sentimos isso principalmente nas intervenções dos vocais gritados.

Após ser esmagado pela faixa anterior, “After the Dry Years” começa bem tranquilo a fim de recuperar o fôlego do ouvinte, mas não deixe-se enganar, pois é outra faixa esmagadora de ossos. E para encerrar temos “Soul Devouring Fog”. Esta é a faixa mais arrastada do álbum e nos serve como a última pazada de terra em cima do corpo destroçado após a audição deste disco.

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls (Svart Records)
1. Silver Eminence
2. The Resonant Dead
3. Lost Orison
4. Grave Passage
5. After the Dry Years
6. Soul Devouring Fog

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Svart Records

Resenha por: Rodrigo Bueno

Chalice of Suffering – For You I Die

579448Projeto capitaneado por John Suffering e que lançou seu primeiro material neste ano.
Temos aqui um Death/Doom Metal com algumas passagens voltadas ao Funeral e carregado de sentimento.

O disco abre com “Darkness” e que podemos dizer que é um convite a adentrar o mundo obscuro deste projeto. A faixa é densa, pesada e introspectiva e a mescla com os vocais falados dão um clima soturno a ela.

“Who will Cry” é a segunda e tem uma início muito bonito e com a entrada dos vocais, a faixa ganha um pouco mais de velocidade. Os vocais falados se fazem presentes aqui também e podemos destacar as belas frases de guitarra que temos próximo a metade dela.

“For you I Die” é a música mais rápida do disco, seu início é um convite ao headbanging, no melhor estilo Doom, é claro. Suas quebradas de tempo são bem colocadas e novamente aqui os vocais falados dão um ar introspectivo para ela.

“Alone” começa com uma levada de bateria, na verdade achei desnecessária, mas a partir do momento que entra os primeiros acordes de guitarra ela vem carregada de um sentimento pesaroso e não há como não se sentir mal após a sua audição. Para um Doomer, melhor faixa não há.

“Cumha Do Mag Shamhrain” é um interlúdio tocado em gaita de fole e que poderia ser chamada de evocação aos mortos, pois tem uma certa dose sombria em seus acordes e não fica difícil imaginar os mortos marchando ao recém sair das tumbas. “Fade away” é outro interlúdio e que ao meu ver poderia ter sido deixado de lado.

“Fallen” vem arregaçando os pulsos como uma lâmina afiada no pulso de um ser suicida, é uma música carregada de negatividade do seu início ao final e também poderemos considerá-la como uma das melhores do disco, talvez por que o vocalista John Suffering fez a letra em homenagem ao seu falecido pai.

E por fim temos “Void”. Faixa que encerra o disco e que traz consigo um sentimento bem obscuro, com uma sonoridade bem soturna, trágica e ao mesmo tempo bela.

Chalice of Suffering – For You I Die (GS Productions/Time End Records)
1. Darkness
2. Who Will Cry
3. For You I Die
4. Alone
5. Screams of Silence
6. Cumha do Mag Shamhrain
7. Fade Away
8. Fallen
9. Void

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Bloody Hammers – Lovely Sort of Death

bloody-hammers-lovely-sort-of-deathNovo álbum deste duo norteamericano e traz em sua sonoridade um flerte o Dark Rock, coisa que não estava tão evidente no álbum anterior.

Ao todo são 10 faixas em pouco mais de 45 minutos e neste período de audição, nos causa uma sensação que vai da euforia a agonia extrema.

O álbum abre com “Bloodletting on the Kiss”, numa forma lenta porém cativante e sombria, os acordes de guitarra e os vocais cantados de uma forma tranquila por Anders Manga nos passam uma calmaria, uma sensação de êxtase e a sonoridade dos teclados ao fundo nos trazem a mente aqueles filmes de terror dos anos 80.

Indo nesta vibe Darkwave dos anos 80 temos a seguinte “Lights Come Alive”. Apesar da faixa ser um pouco mais animada, conseguimos sentir uma certa melancolia nos vocais de Anders. Mas nada que se compare com o clima soturno e deprimente de “The Reaper Comes”. Faixa que rendeu o primeiro vídeo da banda deste novo álbum. E desde o lançamento, esta foi uma das faixas que mais ouvi, devido a atmosfera negra que a circunda. Não sei citar se é os acordes extremamente baixo dos sintetizadores, se é a guitarra, os vocais hipnotizantes, a bateria tribal ou se é o conjunto  da obra, mas uma coisa posso afirmar, esta é uma das faixas mais sombrias que o Bloody Hammers já escreveu.

“Messalina” vem em seguida e sua levada no baixo logo de cara me trouxe a mente bandas do calibre do The Sisters of Mercy e/ou The Cure, mas é uma faixa que tocaria com certeza nos inferninhos Gothic Rock ao redor do mundo, empolgando quem estiver na pista.

“Infinite Gaze to the Sun” tem seu início pesado para depois flertar novamente com o Gothic e tendo seu resultado muito bom e agradável de ouvir, lembrando vagamente o Evereve do álbum Regret.

Dentro deste apanhado geral ainda encontramos boas faixas como “Ether”, “Shadow Out of Time” e “Catasatrophe”.

Em resumo o que o Bloody Hammers fez neste disco, é quase o mesmo que o Paradise Lost fez com o One Second, mas sem soar tão “eletrônico”. É Doom, é Gothic, é Darkwave, mas continua sendo Bloody Hammers.

Bloody Hammers – Lovely Sort of Death (Napalm Records)
1. Bloodletting on the Kiss
2. Lights Come Alive
3. The Reaper Comes
4. Messalina
5. Infinite Gaze to the Sun
6. Stoke the Fire
7. Ether
8. Shadow Out of Time
9. Astral Traveler
10. Catastrophe

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Alaric – End of Mirrors

a3757278799_16Rótulos não servem para definir o que ouvimos ou o que somos, mas em muitos casos eles servem para nos dar uma base. Este é o caso da banda estadunidense Alaric, pois em alguns lugares temos como rótulos: Dark Punk, Noise Rock, Post-Punk, mas ouvindo o som posso concluir que: temos a agressividade do Punk, a melancolia do Doom e o peso do Sludge em suas canções.
O som é simples, sem estruturas complexas que fariam o Dream Theater morrer de inveja, mas é muito cativante e por vezes depressivo.
Já havia ouvido a banda na época que lançaram o split com outra banda norteamericana Atriarch, mas não havia dado a atenção merecida e após ter recebido um teaser deste novo álbum “End of Mirrors”, entrei em contato com o departamento de imprensa da gravadora que ficou de enviar o play, mas por algum motivo não chegou e ainda bem que existem boas almas que disponibilizaram este artefato na internet e de lá baixei e estou aqui resenhando.
São ao todo 7 faixas e aproximadamente 40 minutos de pura desgraça sonora.
As músicas são de média duração, girando em torno de 5 a 8 minutos, exceto a faixa que dá nome ao material com pouco menos de 3 minutos.
O álbum abre com “Demon” e seus barulhinhos eletrônicos no início causam uma certa estranheza e deixa o ouvinte um pouco receoso do que está por vir, mas logo faz-se ouvir as primeiras batidas dos tambores de Jason Willer e em seguida as microfonias da guitarra de Russ e o baixo de Rick vão dando o clima sombrio a ela, preparando o terreno para os vocais melancólicos de Shane Baker.
Após ter o corpo esmagado já na faixa de abertura, não há muito espaço para respirar, pois a sensação claustrofóbica que causa este álbum é impressionante, vide faixas como: “Wreackage”, “Mirror” e “Adore”.
A faixa que menos gostei aqui foi justamente a que dá nome ao material, talvez por sua levada mais HC e ser a mais rápida, não é ruim, mas senti um pouco deslocada neste material.
Para encerrar de forma tranquila, “Angel” vem para apaziguar o espírito cansado e desgraçado após a audição deste álbum.
Mas aquela sensação de ouvir de novo e de novo permanece.

Alaric – End of Mirrors (Neurot Recordings)
1. Demon
2. Wreckage
3. Mirror
4. Adore
5. Shrinking World
6. End of Mirrors
7. Angel

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Usnea – Random Cosmic Violence

randomcosmicviolence_1500Tirando a poeira de alguns materiais que recebi ao longo do ano passado, eis um que me intrigou pela sonoridade e seu andamento arrastado.
Usnea é o nome deste quarteto estadunidense e que apresenta aqui seu segundo full-lenght e primeiro trabalho via Relapse Records.

Vasculhando o site Metal-Archives, consta que esta banda oriunda de Portland (sempre ela) e que praticam um “Blackened Funeral Doom”, mas ao ouvir a pequena intro que antecede os acordes de “Lying in Ruin” e tendo por base os vocais desesperados e uma prévia do andamento, eles tem flertam (e muito bem) com o Sludge. As alternâncias entre os vocais urrados e gritados casaram muito bem no contexto da faixa.

“Healing Through Death” vem em seguida trazendo todo o desespero iminente num ser humano, visto os vocais agoniados, para não dizer agonizantes, dando um toque em especial ao som. Mudanças de andamento podemos encontrar ao longo de seus 14 minutos e mesmo com essas passagens mais funerais eles mantém em alta a sonoridade, preenchendo possíveis lacunas, prendendo a atenção do ouvinte.

Geralmente as faixas que dão nome aos materiais são as que merecem uma atenção maior, pois elas meio que representam o conteúdo do álbum. E com essa “Random Cosmic Violence” não seria diferente. Ao contrário das outras faixas onde já esfregavam o desgosto da vida na cara do ouvinte, esta começa de forma calma, com alguns arpejos de guitarra e vocais hipnotizantes, para tão logo o ouvinte ser jogado do alto de um prédio com tamanho desprezo transmitidos pelos vocais e o peso das guitarras. Seguimos nessas alternâncias de andamento durante a música, sendo até surpreendidos por uma parte totalmente esporrenta e ríspida, assim como a morte que o espreita.

E para encerrar essa hora de audição, temos “Detritus”, que é o estado que o ouvinte se encontra após a audição desta música. Seguindo na mesma vibe que a faixa anterior, ou seja, arpejos de guitarra dão a tônica da faixa. Esta música é a mais cadenciada do álbum e acaba deixando um gosto de quero mais.

Fãs de Neurosis podem ir sem medo que a diversão está garantida.

Usnea – Random Cosmic Violence (Relapse Records)
1. Lying in Ruin
2. Healing Through Death
3. Random Cosmic Violence
4. Detritus

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Relapse Records

Resenha por: Rodrigo Bueno