Jupiterian – Terraforming

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Prestes a embarcarem para mais uma turnê européia, o selo indiano Transcending Obscurity disponibilizou para a imprensa esse novo trabalho do Jupiterian. Modéstia a parte, algumas músicas desse trabalho eu ja havia presenciado a sua execução ao vivo numa apresentação que eles fizeram no Curupira Rock Club em Guaramirim, cidade próxima a Blumenau, ao lado das bandas Desdominus, Creptum e outras.
Então ao ouvir esse álbum, foi meio que reviver a experiência que foi assisti-los ao vivo.

Mas voltando ao álbum, quem já conhece os álbuns anteriores, já sabe o que esperar, mas há que acrescentar um nível de evolução natural em suas composições. Um nível de capirotagem que não era, talvez, tão evidente nos trabalhos anteriores e “Matriarch”, faixa que abre o disco, é um bom exemplo disso.

Em seguida temos “Unearthly Glow” que já começa destruindo com uma linha melódica de guitarra que faria muito medalhão do estilo torcer o nariz de inveja. Por citar as linhas de guitarra, esse álbum está com um trampo muito maior nas 6 cordas, ou mais evidente por assim dizer, onde volta e meia tu se pega analisando a linha melódica, intervalos e harmonizações de ambas.

“Forefathers” é outra faixa que já havia ouvido e me lembro de ter ficado anestesiado com com a dissonância das guitarras, e sempre que ouço essa faixa, aquele mesmo sentimento volta, volta e volta, num looping eterno de desgraça.

“Terraforming” para mim, seria a faixa que deixaria de lado ou teria a colocado como uma intro, pois a primeira vez que a ouvi me causou uma certa estranheza, pois estava esperando logo entrar as guitarras e não ficar numa viagem eterna num Drone/Dark Ambient. Tudo bem que tem a participação do Maurice de Jong, mas, sobrevivemos.

“Us and Them” é outra faixa que eles haviam executado ao vivo e me recordo da bateria numa levada voltada ao hardcore e em seguida os acordes dissonantes e invadindo a mente. Esta faixa é bem interessante pois temos muitas variações de tempo nela, hora mais lenta e hora mais esporrenta e mostrando todo o lado agressivo da banda e em seguida ser agraciado por uma linha melódica de guitarra nunca imaginável.

E para encerrar temos “Sol”, faixa truncada, pesada, arrastada no melhor estilo Sludge. A afinação baixa dos instrumentos em “Zé bemol” dão um ar tenebroso a ela e nos faz imaginar o astro rei tão logo se apagando.

Em suma, um trabalho extremamente maduro, conciso e definitivo para a banda fincar de vez o pé no Sludge/Doom mundial.

Jupiterian – Terraforming (Transcending Obscurity)
1. Matriarch
2. Unearthly Glow
3. Forefathers
4. Terraforming (ft. Maurice de Jong)
5. Us and Them
6. Sol

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Resenha por: Rodrigo Bueno

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Illimitable Dolor – Illimitable Dolor

albumartwork1A Illimitable Dolor surgiu através da mente criativa de Stuart Prickett, numa forma de homenagear seu amigo Gregg Williamson que faleceu em dezembro de 2014. Como o próprio Stuart menciona, o passamento de seu amigo deixou-o “fudidamente entristecido” e as músicas que ouvimos neste álbum auto-intilulado são em sua maioria composição que surgiram seguidas da morte de Gregg. São apenas 4 composições no álbum, que variam entre 9 e 12 minutos e que vai esmagando o ouvinte a medida que os minutos passam.

O disco abre com “Rail of Moon, a Stone” e ja nos dá uma prévia do que ouviremos. Temos aqui um belo Atmospheric Doom, altamente emotivo e arrastado, beirando o Funeral Doom.

A faixa seguinte “Comet Dies or Shines” eu toquei no FuneralCast e quem tiver interesse pode dar uma checada diretamente lá e tirar suas próprias conclusões.

“Salt of Brazen Seas” é a maior música do disco, beirando os 13 minutos, e me lembrou muito o Skepticism. Numa levada bem lenta e com o predomínio do famoso órgão que fez os finlandeses conhecidos. E aqui dão um charme a mais na faixa e não conseguiria imaginar outro efeito se não fosse esse.

E para encerrar o disco temos “Abandoned Cuts of River”, que nos brinda de forma magistral e com o perdão do trocadilho, o sentimento de abandono que ela nos traz é incrível. Detalhe para as belas melodias que acontecem em plano de fundo a ela, e as vocalizações que são de fazer o ouvinte repensar a sua existência.

O lançamento oficial deste álbum acontece agora em março e já podemos incluí-los na lista de melhores do ano, com toda certeza.

Illimitable Dolor – Illimitable Dolor (Transcending Obscurity)
1. Rail of Moon, a Stone
2. Comet Dies or Shines
3. Salt of Brazen Seas
4. Abandoned Cuts of River

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Swampcult – The Festival

a2459895900_10Segundo álbum desta banda holandesa desconhecida de uma grande parcela do cenário e que terá o lançamento deste novo álbum agora no início de Outubro via Transcending Obscurity da Índia.

Para poder entender melhor sobre eles, fui obrigado a buscar ajuda com os universitários (Metal-Archives e Youtube).

O disco é conceitual e se baseia nos contos de H.P. Lovecraft, mais precisamente no conto “The Festival” e que dá nome ao material.

Todo o disco conta o passo a passo da história, como se fosse uma trilha sonora para ela. O encarte possui ilustrações de cada capítulo, levando o ouvinte para dentro do universo criado por H.P. e musicado por esses holandeses.

Eu não tenho muito contato com o mundo de H.P. Lovecraft, mas assim como nos contos Edgard Allan Poe e alguns escritores do início do século passado, o início de suas histórias são um pouco amarradas e se o leitor (neste caso) der uma pequena viajada, tem que voltar ao início e ler novamente.

E é o que mais ou menos acontece aqui, o início do álbum até o capitulo 4 é um pouco amarrado, com riffs que se repetem dando uma impressão de ser uma faixa só, o que se torna um pouco cansativo. Mas a partir do capítulo 5 a coisa deslancha, deixando o ouvinte apreensivo sobre qual será o próximo passo.

Não podemos deixar de destacar as ambientações e vocalizações ao fundo, dando uma certa dose de desespero para algumas faixas, principalmente no “Chapter VIII – The Madness”, que nos traz a mente um ambiente escuro rodeado por um pântano e que enquanto menos se espera, Cthulhu poderá emergir dele.

Se você que é familiarizado com este universo irá se deleitar com este disco, agora se desconhece este ambiente, acho melhor correr atrás deste conto e colocar este disco pra rodar enquanto devora o livro.

Swampcult – The Festival (Transcending Obscurity)
1. Chapter I – The Village
2. Chapter II – The Old Man
3. Chapter III – Al-Azif Necronomicon
4. Chapter IV – Procession
5. Chapter V – The Rite
6. Chapter VI – The Flight
7. Chapter VII – The Dawning
8. Chapter VIII – The Madness
9. IX – Epilogue – Betwixt Dream and Insanity

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Resenha por: Rodrigo Bueno