Mist of Misery divulga vídeo

A banda sueca de Depressive Black Metal “Mist of Misery” disponibilizou no canal do selo Black Lion Records a faixa de seu vindouro EP chamado “Fields of isolation” e esta faixa conta com a participação de Paolo Bruno (Thy Light/ex-Desdominus).
O Ep será lançado dia 15 de dezembro deste ano e mais informações sobre ele, basta clicar aqui.

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Katatonia – The Fall of Hearts

570160.jpgFalar sobre Katatonia é uma tarefa fácil e complicada ao mesmo tempo. Dinossauros do Doom Metal, facilmente uma das melhores do gênero, elogia-los é chover no molhado. Já ouvi muito fã de Doom Metal que não gosta de uma ou outra banda do gênero, mas nunca que não gostasse de Katatonia. Com 25 anos de estrada e com agora 11 álbuns de estúdio, a banda continua em um nível de estima absurdo. Mas desde Dethroned & Uncrowned (2013) que, é um album “acústico”, mas transparece que o grupo abraçou uma abordagem muito mais mais soft. Venho me questionando e dialogando com meu círculo há um tempo: Até onde vai a linha em que podemos considerar Katatonia como Doom Metal ou se o que eles fazem atualmente ainda é Doom Metal?

Tenho certeza que ao fazer este tipo de questionamento, pedras virão a minha direção e que meu conhecimento sobre a banda ou o genero vão ser colocados em pauta, mas não me preocupo com isso pois já fiz inúmeras resenhas desde meus 18 anos e hoje com 25 e conhecendo muito mais que anos atrás os policiais do metal continuam agindo da mesma forma e se tem algo em que aprendi é que mente fechada não muda, então não, não estou preocupados com que tipo de julgamentos ou interpretações levianas alguns terão ao ler este texto/resenha.

Pois bem, vou usar este novo álbum do Katatonia e compará-los com algumas músicas dos álbuns anteriores pra explanar o que estou querendo dizer. The Fall of Hearts, começa com a faixa “Takeover”, que possui um ínicio suave, porém bastante intricado e vai encorpando e ganhando peso com um riff progressivo, o que me fez lembrar Pain of Salvation e desemboca num refrão típico de Katatonia seguindo a faixa na mesma levada até que no final, onde temos um dos pouco momento de peso do álbum seguido de um belo solo.  Muito diferente de “Forsaker”, do álbum Night is the New Day por exemplo, que já começa com um peso sensacional e quase não possui tempos intricados e em suma traduz muito mais o gênero Doom que “Takeover”, a meu ver. “Decima”, é a quarta faixa e certamente é uma das mais leves do álbum, se não a mais leve, mas não traz o sentimento melancólico Doom própriamente dito. Para compará-la com uma faixa do próprio grupo temos de viajar até 2009 na faixa “Inheritance” pra achar uma faixa tão leve quanto e essa sim passa muito mais desconforto melancólico. “Santion” e “Residual”, as duas faixas que vem depois de “Decima” não soam nada Doom também, sendo “Residual” uma canção que lembra em alguns momentos faixas do álbum Damnation do Opeth, ou seja, progressiva, ainda que obscura em essência.

“Serac” e “Passer” são as faixas mais pesadas do álbum e também não trazem o sentimento Doom como, “Tonight’s Music” ou “Teargas”, ambas do álbum Last Fair Deal Gone Down (2007), que em sua composição são mais leves, mas a intensidade de peso e vocal possuem uma conotação mais voltado ao Doom Metal.

Indo direto ao que penso sobre os últimos anos do Katatonia. A essência da banda ainda remete ao clima obscuro, mas é notavel que mesmo quando há guitarras (haver guitarras não é sinônimo de peso e sequer credencia ao gênero Metal) ou passagens mais rápidas não consigo fazer mais uma ligação ao Doom e sim ao Prog ou Atmospheric. Sinto também uma aproximação cada vez mais forte a elementos mais acústicos, mas talvez isso seja normal, afinal os dois últimos trabalhos da banda antes de “The Fall of Hearts”, foram acústicos ou versões mais leves de faixas já lançadas. Em resumo, se eu fosse mostrar uma banda do gênero pra alguém, Katatonia não seria uma referência, pelo menos não nos álbuns atuais, mas ainda sim seria uma referência de excelente qualidade músical, pois o som dos suecos continua impecável em todos os sentidos.

Katatonia – The Fall of Hearts (Peaceville)
1. Takeover
2. Serein
3. Old Heart Falls
4. Decima
5. Sanction
6. Residual
7. Serac
8. Last Song Before the Fade
9. Shifts
10. The Night Subscriber
11. Pale Flag
12. Passer

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Resenha por: Guilherme Rocha

Morito Ergo Sum – A Mournful Foreboding

front_webA Mournful Foreboding traz o alto potencial  dos suecos do Morito Ergo Sum, já há um bom tempo não escutava algo tão intenso. É impossível não comparar aos melhores álbuns do My Dying Bride, em especial  o Like a Gods Of The Sun.

O violonista e vocalista Sebastian Rosengren, trouxe mudanças valiosas, em um ótimo momento para banda, que está bem mais madura desde o álbum Moonchild de 2011.

Sebastian incorporou passagens de violino muito bem elaborada e na dose perfeita, harmonizando com as composições, que são verdadeiras poesias.

“Silence, My Belevod Friend” inicia deixando bem evidente a natureza pessoal do álbum, explorando uma das batalhas de vida do guitarrista Paolo Cito, que sofre de tinnitus.

A primeira parte do álbum desperta melancolias profundas e chama muita atenção os acordes e solos empregados separando perfeitamente o tempo de cada faixa, eu definiria como a parte de sobriedade que navega da angustias à melancolia.

Já na segunda parte do disco, as faixas são mais carregadas e pesadas e o que se pode perceber é uma aproximação a dor e as aflições, costurados a agonia e a raiva, riffs mais densos e menos espaçados, causam essa sensação.

A canção que mais me prendeu, foi  “Crows Of Hate”, eu posso definir como a alma do disco, muito bem construída, distorções lentas e carregadas, o violino traz a atmosfera para outra dimensão, é fantástico.

“I Won’t be Around (Tomorrow)” e “Rain” são as faixas acústicas do álbum, são encantadoras, uma boa maneira de quebrar um pouco o padrão.

É uma obra que conversa intimamente com  seus ouvintes e que deve agradar mesmo os mais exigentes doomers.

Morito Ergo Sum – A Mournful Foreboding (independente)
1. Silence, My Beloved Friend
2. Falling Low
3. I Won’t Be Around (Tomorrow)
4. Crows of Hate
5. My Shameless Pain
6. Rain
7. Gone (MMXV)
8. I Die, Therefore I Am (MMXV)

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Resenha por: Vortane

FuneralCast #04

FuneralCast #04 – Tracklist:
1. Dormant Inferno – Veil of Lunacy
2. Stoned Jesus – Here Come the Robots
3. Cauchemar – Nécromancie
4. The Cross – Cursed Priest
5. Morito Ergo Sum – Crows of Hate
6. Conan – Thunderhoof
7. The Taciturn – II
8. The Foreshadowing – Two Horizons

Trilha Sonora: Contempty
Álbum: Trauma

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When Nothing Remains – In Memorian

SP. 114-16.jpgAno passado eu rasguei elogios ao grupo, Within The Fall, que, aliás, também é sueco e figurou fácil nas minhas listas de melhor do ano por inúmeras razões. Este ano pelo o que parece o preferido da vez será este grupo que foi formado em  2010 e lança seu terceiro trabalho de estúdio e aí sou obrigado a quebrar o protocolo aqui e dizer: QUE PUTA ALBUM!

Pois bem, achando eu que a atmosfera emocionalmente desmotivadora e melancólica do Within The Fall não poderia ser melhorada, por trazer um casamento muito agradável das linhas de guitarra melódicas e as sinfonias, eis que, When Nothing Remains aparece elevando estas características a patamares ainda mais altos. Emocionalmente arrematador o álbum carrega uma série de adjetivos que não posso deixar de citar, mas apesar de parecer o objetivo do nosso gusto musical são poucas bandas que realmente nos fazem sentir: angústia, tristeza, arrependimento, amargor, rancor, etc… Não meu caro, não quer dizer que você irá obrigatoriamente sentir, mas é o que transparece através do som emitido pelo grupo , pelas sinfonias e principalmente quando Jan Sallander canta de maneira limpa, pois seu vocal é carregado de feeling e são com frequência o climax de cada faixa.

Instrumentalmente o grupo alterna entre o Death e o Symphonic/Gothic sempre aliados claramente ao Doom, tornando o som do grupo muito coeso e “sem buracos”. Entre as faixas á serem exaltadas temos: “Reunited in The Grave”, “In Memorian” (belos vocais) e “Eternal Slumber” que traz um belo trabalho de teclados antecedendo ao refrão matador sendo possivelmente a melhor faixa do trabalho.

Observando a arte do álbum percebemos que ela possui relação com as capas dos dois trabalhos anteriores (The Dark Serenity lançado em 2013 e As All Torn Asunder de 2012) então possivelmente há alguma história ou um conceito por de trás das músicas também, então me perdoe leitor por não ter mais nenhuma informação sobre isso, mas por falta de tempo e de informação não posso afirmar isso com certeza, entretanto as capas são de excelente bom gosto assim como o som. Álbum que será facilmente um dos melhores do ano e sugiro também que o leitor procure os álbuns anteriores que também são de excelente qualidade.

When Nothing Remains – In Memorian (Solitude-Prod.)
1. Reunited In The Grave
2. Drowning In Sorrows
3. In Memoriam
4. Ghost Story
5. The Soil In My Hand
6. A Lake Of Frozen Tears
7. Eternal Slumber
8. While She Sleeps
9. The Spirits In The Woods

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Solitude-Prod.

Resenha por: Guilherme Rocha

Enshine – Singularity

RWE011Tendo seu bem aclamado debut lançado em 2013, eis que este duo franco/sueco retornam com mais um ótimo full-lenght.

Tudo o que pudemos conferir no álbum anterior, encontramos aqui, ou seja muito Melodic Doom Metal.

As linhas de guitarra soam mais melodiosas e as atmosferas criadas pelos teclados são de fazer qualquer ser pensante se tornar uma pessoa mais introspectiva. Isto podemos sentir logo de cara na faixa de abertura “Dual Existence”.

“Adrift” é a faixa que vem em seguida começa com uns efeitos que me trouxe o Anathema na cabeça, por manter um clima viajante/deprê. Os vocais limpos dão uma ênfase maior nessa melancolia, enquanto os guturais fazem o belo serviço no restante da faixa.

A faixa seguinte, “Resurgence” deixa de lado o Melodic Doom e nos traz uma pegada mais modernosa, não é ruim, mas eu achei muito genérico. Para nossa sorte, a medida em que a faixa vai avançando, temos uma variação para uma levada mais tristonha, com um forte apelo as melodias do teclado.

“In Our Mind” para mim é uma das melhores músicas do disco, pois possui uma dose extra de melancolia, principalmente na hora em que os vocais limpos aparecem, e seu clima (nesta parte em específico) flerta com o shoegaze para tão logo descambar para o lado melódico e seus vocais guturais competentíssimo. Não há como não destacar o excelente solo de guitarra.

É chegada a hora de um pequeno interlúdio, marcando a metade do disco e intitulado como “Astarium Pt. II”. A primeira parte pode ser encontrada no debut album e soa bem interessante vocês ouvirem as duas em sequência.

“Echoes Master” é a responsável por abrir o segundo ato, e aqui mantém todo seu approach do Melodic Doom que lhe é característico e tendo sua extensão na faixa seguinte intitulada “Dreamtide”.

“The Final Trance” e “Apex” são responsáveis de finalizar de uma maneira bem pra baixo, mas no bom sentido. Enquanto a primeira mantém a mesma pegada do álbum, a última é responsável por dar aquele toque introspectivo e deixar aquele gosto de quero mais.

Enshine – Singularity (Rain Without End/Naturmacht Productions)
1. Dual Existence
2. Adrift
3. Resurgence
4. In Our Mind
5. Astrarium Pt. II
6. Echoes
7. Dreamtide
8. The Final Trance
9. Apex

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Rain Without End

Resenha por: Rodrigo Bueno

Ereb Altor grava tributo ao Bathory

Os suecos do Ereb Altor gravaram um tributo especial ao grandioso Bathory, intitulado “Blot – Ilt – Taut” (que significa Blood, Fire, Death em sueco).

Este lançamento ocorrerá em fevereiro do próximo ano em LP e Digital via Cyclone Empire.
As 7 músicas escolhidas para este álbum são dos seguintes álbuns:
1 do primeiro álbum “Scandinavian Metal Attack”
1 do “Under the sign of the Black Mark”
2 do “Blood Fire Death”
2 do “Hammerheart”
1 do “Twilight of the Gods”.

Enquanto a data do lançamento não chega, vamos apenas apreciando o primeiro teaser.