Chant of the Goddess libera seu primeiro álbum

a3450928176_10.jpgApós um certo tempo que foi anunciado, desde a época em que a banda se chamava Siracvsa, estes paulistanos nunca desistiram de seus sonhos e lutaram bravamente contra as adversidades da vida, principalmente a financeira que se instaurou no Brasil no ano de 2016.
Após mudança de nome e resistindo contra tudo e todos, eis que este álbum vê a luz do luar e se torna realidade.
Apreciem sem moderação este álbum de Doom Metal e guardem bem o nome deles “Chant of the Goddess”, pois ainda há muita lenha pra queimar.

Baixe o disco aqui e divulgue para os seus amigos.

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls

601681Certos álbuns são feitos pra gente quebrar a cara, principalmente ao julga-los pela capa. É mais ou menos o que acontece aqui neste novo disco do Cardinal Wyrm. Quando recebi o promo da Svart acabei por não dar atenção devida a ele, talvez por estar num momento tumultuado da minha vida, onde após isso cheguei a anunciar o encerramento das atividades do blog. Mas graças aos deuses do Doom a coisa acalmou e estamos retornando, devagar conforme o estilo manda. Mas voltando ao álbum e sua capa “bonita”, estava eu aqui pensando em algo numa vibe mais de boas para ouvir e pensei vou colocar esse disco pra ver qual que é.

E para a minha surpresa é um puta disco de Doom Metal. Fui dar uma vasculhada no press release e posteriormente no Metal-Archives e vejo que este é o terceiro full-lenght deles e o primeiro a não ter a presença da baixista Rachel Roomian e em seu lugar temos Leila Abdul-Rauf (Hammer of Misfortune/Vastum) como live member.

O disco contém 6 temas e pouco mais de 45 minutos e segue numa vibe bem tradicional do Doom Metal, lembrando de longe os pilares do estilo como Pentagram ou mesmo o Trouble e com uma pequena dose de psicodelia. Apesar de termos alguns grunhidos como backing vocals, as linhas de vocais são voltadas ao estilo mais tradicional mesmo, numa vibe Dawn of Winter/Mirror of Deception.

Cast Away Souls abre muito bem com a faixa “Silver Eminence” e segue em alto nível com “The Resonant Dead”. “Lost Orison” é uma espécie de interlúdio que serve de preparação para a poderosa “Grave Passage”. Esta é uma faixa densa, repleta de peso e uma certa dose de revolta, sentimos isso principalmente nas intervenções dos vocais gritados.

Após ser esmagado pela faixa anterior, “After the Dry Years” começa bem tranquilo a fim de recuperar o fôlego do ouvinte, mas não deixe-se enganar, pois é outra faixa esmagadora de ossos. E para encerrar temos “Soul Devouring Fog”. Esta é a faixa mais arrastada do álbum e nos serve como a última pazada de terra em cima do corpo destroçado após a audição deste disco.

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls (Svart Records)
1. Silver Eminence
2. The Resonant Dead
3. Lost Orison
4. Grave Passage
5. After the Dry Years
6. Soul Devouring Fog

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Camel of Doom – Terrestrial

sp113Camel of Doom é algo único no mundo de Stoner/Doom, Terrestrial é o quarto disco da banda que traz um mergulho profundo no experimental doom.
A primeira faixa “Cycles (The Anguish Of Anger)” mistura riffs pesados com gritos etéreos, os sintetizadores são muito bem utilizados em toda conjuntura do trabalho.
Abordando uma atmosfera celestial chegamos dentro de um cenário de ficção científica evidenciados nas faixas “Singularity” e “Pyroclastic Flow”.
A faixa de equilíbrio intitulada “Sleeper Must Awaken”, traz uma canção diferenciada com elementos mais tradicionais.
O álbum traz várias dicotomias sonoras e é exatamente isso que te faz avançar sem saturar, mesmo trazendo um certo estranhamento, com quatro destas oito canções duram mais do que onze minutos (uma chega a quinze minutos), é um artefato que exige um mínimo de paciência para ser apreciado em sua profundidade, o que pode incomodar algumas pessoas.
“Euphoric Slumber” se agarra a riffs de funeral doom, mas com uma certa influência por rock, diria até com aspectos psicodélicos, acelerando e freando de forma a manter a atenção de quem escuta.
“Extending Life, Expanding Conciousness” é a canção final que traz um arranjo sintetizado com piano bem melancólico, contrastando com todo o álbum.
Temos aqui um artefato muito bem elaborado, mesmo que, em alguns momentos, se torne meio repetitivo, não é um problema para os fãs mais obstinados de doom metal.

Camel of Doom – Terrestrial (Solitude-Prod.)
1. Cycles (The Anguish of Anger)
2. A Circle Has No End
3. Pyroclastic Flow
4. Singularity
5. Nine Eternities
6. Euphoric Slumber
7. Sleeper Must Awaken
8. Extending Life, Expanding Conciousness

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Resenha por: Vortane

Algoma/Chronobot – Split LP

AlgomA - Split w-Chronobot - coverSplit liberado este ano pelo selo Dead Beat Media e traz duas bandas canadenses, uma delas já resenhada aqui no blog Funeral Wedding que é a Algoma e a outra acabei por rolar uma música no FuneralCast que é a Chronobot.

As duas faixas do Algoma são calcadas no Sludge Metal e praticamente não sobra algum resquícios do Doom Metal que esteve presente em algumas passagens de seu trabalho anterior. Destaque principal para a segunda faixa “Electric Fence”.

No lado B deste material temos a Chronobot que nos apresenta um Space Doom/Stoner Metal muito viajado e repleto de efeitos psicodélicos. A faixa de abertura “Red Nails” foi qual eu toquei no FuneralCast #01, então quem estiver curioso sobre o som, corre lá pra ouvir. A seguinte “Jerry Can” é a mais curta das 3 faixas que eles executam e também é a mais viajada, o baixo distorcido aliado os efeitos te fazem ir pra bem longe. E para fechar temos “Sons of Sabbath” que é a mais animada do material, mas também achei a mais fraca das 3 músicas executadas por eles.

Fica aqui o registro deste material nervoso e que vale sua audição.

Algoma/Chronobot – Split LP (Dead Beat Media)

Lado A
1. Algoma – Phthisis
2. Algoma – Electric Fence

Lado B
3. Chronobot – Red Nails
4. Chronobot – Jerry Can
5. Chronobot – Sons of Sabbath

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Obsidian Sea – Dreams, Illusions, Obsessions

obsidian sea cover.jpgDreams, Illusions, Obsessions vem longe dos extremos. A banda traz um Doom com fortes influências setentista tradicionais, principalmente Black Sabbath.

A composição do álbum é singular e muitas vezes causa a sensação de estamos ouvindo uma trilha sonora de filmes mórbidos dos anos 70/80.

Particularmente, Anton me impressionou em seu desempenho, seus sussurros se elevam em verdadeiros gritos de agonia de forma magistral, bases e solos de alto nível.

“The Trial of Herostratus” do início ao álbum com um riff bem acelerado, seguida de Confessions, uma queda brusca no tempo, na dose perfeita para evidenciar ainda mais o baixo e dando mais espaço para belos solos de guitarra.

As próximas faixas, “Child in the Tower” seguida de “Mulkurul” e “The Fatalist” são a santa trindade deste artefato, o desenvolvimento muito bem estruturados, a originalidade das canções e os uivos de Anton são muito marcantes, principalmente junto ao órgão que é introduzido, em Mulkurul com solo que merece destaque. Percebi certa influência psicodélica principalmente em “The Fatalist”, pra mim, a faixa com mais profundidade e que cria todo ambiente para a faixa final, “Somnambulism”, fechando em uma sequência densa e muito bem executada,  Um disco digno  dos grandes clássicos do Doom metal Old School.

Obsidian Sea – Dreams, Illusions, Obsessions (Nuclear War Now)
1. The Trial of Herostratus
2. Confession
3. Child in the Tower
4. Mulkurul
5. The Fatalist
6. Somnambulism

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Nuclear War Now

Resenha por: Vortane

Pombagira – Flesh Throne Press

a3502179531_10A primeira coisa que meio veio na cabeça ao ver o nome deste grupo era saber como era o som e de onde era a banda. Qualquer o país que fosse senão o Brasil seria uma grande surpresa, afinal não é sempre que você vê o nome do espírito feminino de uma religião Afro-brasileira sendo usado com tão explicitamente. O grupo que é de origem inglesa lança seu sexto trabalho com apenas nove anos de carreira e composto por apenas 2 integrantes: Pate (vocais e guitarras) e Carolyn (bateria).

Flesh Throne Press, é um cd duplo trazendo um total de 13 faixas totalmente voltadas pro Stoner/Psychodelic Rock. Sim, não dá nem pra dizer que o som do grupo se encaixa no Metal propriamente dito, pois demonstra apenas alguns flertes com o gênero, como pode ser notado na primeira faixa do segundo cd, “In The Silence” que traz muito de Black Sabbath, incluindo os vocais bem parecidos com o do Ozzy.

O álbum é bem linear, segue a mesma linha e às vezes não há como distinguir se a música seguinte não é a mesma que tocou anteriormente. Isso em minha opinião é um baita ponto negativo apesar do som da banda ser bastante agradável, mas somente se você planeja ouvir o grupo apenas uma vez. O álbum também difere bastante de faixas lançadas anteriormente a este lançamento, sendo que as mais antigas são mais pesadas, agressivas, evidenciando que este álbum pode ter sido uma tentativa de fazer algo diferente, mais atmosférico, mas que infelizmente pode não ter dado certo uma vez que as canções antigas aparentam carregar mais entusiasmo.

Apesar de tudo, este álbum é uma bela pedida pra quem é fiel ao gênero Stoner/Psychodelic e pode ate agradar aos fãs do primeiro álbum do Black Sabbath.

Pombagira – Flesh Throne Press (Svart Records)
CD01
1. The Way
2. Gather
3. Endless
4. Sorcerous Cry
5. Soul Seeker
6. Flesh Throne Press

CD02
1. In the Silence
2. Blessed Are the Dead
3. Time Stone
4. Ash to Flesh
5. I Curse I Pray
6. Cold Descent
7. Yesterday’s Tomorrow

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Resenha por: Guilherme Rocha