Paradise Lost – Medusa

658250O Paradise Lost tem há muitos anos lançado álbuns regulares, nada que se compare com o que se foi nos anos 90, mas mesmo assim tem rendido muitas audições agradáveis.

Com este novo álbum “Medusa” não seria diferente e poderíamos aqui falar bem ou mesmo falar mal, mas vamos partir do pressuposto que, nos dias atuais, eles não tem mais nada para provar para ninguém. É uma banda já com sua carreira consolidada e por onde passam, tem os seus seguidores fiéis.

Partindo disso, temos que ver que qualquer álbum que eles façam sempre vai soar como algo que já fizeram no passado que pode ser analisado da seguinte forma: primeiro, eles só estão seguindo seus instintos e como eles mesmos escreveram os álbuns anteriores, então seria natural que as composições se pareçam ou lembre algo. Segundo, eles já conhecem a fórmula e sabem que muitos fãs são xiitas e querem ouvir aquele mesmo disco dos anos 90 e resolveram agradar aos fãs e não o que eles realmente gostariam de fazer. Prefiro ficar com a primeira opção.

Só que o que mais me deixa de cara, é esse pessoal que fica falando que esse “Medusa” se parece com o “Shades of God” ou que é um “Gothic” sem inspiração, o Iron Maiden lança o mesmo álbum desde a sua fundação e ninguém reclama, isso que nem quero mencionar o AC/DC…

O álbum não é ruim, não soa datado e na minha concepção, eles apenas misturaram tudo aquilo que já fizeram nesses quase 30 anos de carreira, com excessão da parte eletrônica que começou na época do One Second e perdurou por alguns anos.

Há muitos vocais guturais, assim como no álbum anterior, há muitos vocais limpos, o que para mim nunca incomodou pois gosto de ambos os vocais que o Nick Holmes executa.

Faixas como “Fearless Sky”, “The Longest Winter”, “Medusa”, “From the Gallows”, soam muito bem, uma que eu poderia deixar de lado ou incluí-la como bônus seria a felizinha “Blood & Chaos” que acabou tirando um pouco aquele clima soturno do álbum e em seu lugar eu incluiria “Shrines” que está de bônus em algumas edições.

Se você é fã do Paradise Lost e curtiu muito o álbum anterior, este certamente irá lhe agradar também, mas se você é aquele fã que torce o nariz desde o final dos anos 90, na época do “One Second”, nem perca teu tempo com esse disco aqui.

Paradise Lost – Medusa (Nuclear Blast)
1. Fearless Sky
2. Gods of Ancient
3. From the Gallows
4. The Longest Winter
5. Medusa
6. No Passage for the Dead
7. Blood & Chaos
8. Until the Grave

depress5

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Resenha por: Rodrigo Bueno

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Trees of Eternity – Hour of Nightingale

trees-of-eternity-coverFinalmente foi lançado “Hour of the Nightingale”, o tão esperado full-length do Trees of Eternity. Um disco que desperta alegria e tristeza simultaneamente, alegria por se tratar de uma obra-prima, um dos melhores do ano, diga-se de passagem e tristeza, por que trata-se de um tributo a bela e jovem vocalista Aleah, falecida em abril desse ano.
Musicalmente o play conta com todas as 4 músicas do primeiro registro do grupo, a demo “Black Ocean”, que aqui passaram por um processo de remasterização e ficaram até melhor por assim dizer e outras 6 inéditas, dividas em uma hora e alguns minutos de audição.
A princípio contando apenas com o instrumentista Juva Raivio (Swallow The Sun) e Aleah Liane Stanbridge nos vocais, esse lançamento teve participação de alguns músicos ilustres do cenário Doom Metal mundial. Fredrik Norrman e Mattias Norrman respectivamente guitarrista e baixista (October Tide), Kai Hahto baterista (Wintersun), Mick Moss (Antimatter) vocais na faixa “Condemned To Silence” e Nick Holmes (Paradise Lost) vocais na derradeira “Gallows Bird”.
Quem já ouviu o grupo antes, não tem do que reclamar desse play, o que temos aqui são 10 hits, totalmente atmosféricos, trazendo o melhor do gênero com bastante peso e lentidão, aliadas aos belos vocais de Aleah.
Destaque para a faixa de abertura “My Requiem”, “Broken Mirror” (primeira faixa disponibilizada para audição) e “Gallows Bird”.
“Hour of Nightingale”, cumpre bem o seu papel de homenagear a Aleah, que jamais será esquecida, devido aos sentimentos transmitidos por sua bela voz. Só nos resta o lamento de saber que nunca mais ouviremos algo novo dela, pelo menos fica o legado de um dos melhores discos do ano.

Trees of Eternity – Hour of Nightingale (Svart Records)
1. My Requiem
2. Eye Of Night
3. Condemned To Silence (feat. Mick Moss)
4. A Million Tears
5. Hour Of The Nightingale
6. The Passage
7. Broken Mirror
8. Black Ocean
09. Sinking Ships
10. Gallows Bird (feat. Nick Holmes)

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Resenha por: Luan Monteiro

FuneralCast#03

FuneralCast#03 – Tracklist
1. Fuoco Fatuo – Eternal Transcendence into Nothingness
2. Loss – Depression’s Hammer
3. Ahab – The Thing that made Search
4. Mourning Sun – Spirals Unseen
5. Caligo MMXII – Templo da Desgraça
6. Paradise Lost – Silent
7. Type O Negative – World Coming Down

Trilha Sonora: Archityrants
Álbum: Black Water Revelation

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#StayDoom

Paradise Lost – The Plague Within

Paradise Lost - The Plague WithinHá mais de 25 anos na estrada, a banda inglesa Paradise Lost já atravessou diversas fases em sua carreira. Nos primeiros anos, foi fundamental para o surgimento, evolução e popularização do gothic metal, gravando clássicos indiscutíveis como Shades of God (1992), Icon (1993) e Draconian Times (1995). Depois, passou por um período onde explorou novas influências, incorporando elementos eletrônicos e de synthpop, notadamente em Host (1999). E então, usou a experiência para equilibrar a sonoridade clássica com o desejo de experimentação e renovou a sua música fazendo-a soar revigorada e alinhada à atualidade em trabalhos como In Requiem (2007), Faith Divide Us – Death Unites Us (2009) e Tragic Idol (2012).

The Plague Within, lançado no início de junho, é o décimo-quarto álbum do Paradise Lost é mantém a ótima fase vivida pela banda nos últimos anos. Produzido por Jaime Gomez Arellano, traz o quinteto formado por Nick Holmes (vocal), Greg Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra), Steve Edmondson (baixo) e Adrian Erlandsson (bateria) em dez faixas inéditas que mostram que os ingleses dominam plenamente a música que executam. A banda sabe exatamente onde encaixar os riffs, quanto alternar os ritmos, o momento certo para mudar a dinâmica de cada faixa. O domínio que o Paradise Lost demonstra sobre a sua arte em The Plague Within, além de transmitir uma segurança absurda, mostra que a banda atingiu definitivamente a maturidade.

Variando entre faixas mais lentas e que retomam a herança doom do início da carreira e outras onde o ritmo é mais acelerado e agressivo, o grupo construiu um disco muito interessante, com cada faixa apresentando caminhos ao mesmo tempo distintos, mas que soam interligados no conjunto da obra. A força de The Plague Within está na soma das dez faixas que compõe o álbum, e não focada em apenas algumas composições. Ainda que canções como “No Hope in Sight”, “Terminal”, “Punishment Through Time” e “Beneath Broken Earth” se destaquem em um primeiro momento, as audições contínuas revelam um trabalho coeso e dono de uma força descomunal.

The Plague Within (2015) é a biografia do Paradise Lost dos anos 1990-1995. Um álbum que volta às raízes mais profundas da banda sem repetir o que já foi feito, inovando. Da melodia ao peso ríspido, o Paradise Lost está de corpo e alma em um dos melhores álbuns até então lançados em 2015.

Paradise Lost – The Plague Within (Century Media)
1. No Hope in Sight
2. Terminal
3. An Eternity of Lies
4. Punishment Through Time
5. Beneath Broken Earth
6. Sacrifice the Flame
7. Victim of the Past
8. Flesh from Bone
9. Cry Out
10. Return to the Sun

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Century Media

Resenha por: Luan Monteiro

Lapsus Dei presta homenagem ao Paradise Lost

A banda chilena de Death/Doom Metal, presta homenagem a banda britânica Paradise Lost e faz uma versão para a bela “Enchantment” faixa de abertura do excepcional Draconian Times lançado em 1995.

Os britânicos passarão novamente pela América do Sul em Setembro, tocando no festival Overload ao lado de Anathema, Antimatter, Novermbers Doom e outros.

Fica aqui o registro da versão deles.