Cross Vault – Miles to Take

cross-vault-coverNovo EP deste grupo alemão que sai agora dia 18 de Novembro e tem apenas 2 sons e com pouco mais de 15 minutos.

Pra quem não tá ligado no som deles, é um Doom Metal, mas não se limitam a isso, algumas passagens me lembraram o Bathory (Hammerheart era), ou mesmo bandas numa levada mais voltada ao Folk (devido a levada de violões), lê-se Agalloch e Empyrium.

Mas vamos ao álbum, “A Hand Moving Mountains” abre o disco de forma cativante, as linhas melódicas de guitarra aliadas aos vocais melancólicos de N. são como uma lâmina rasgando a carne. As intervenções de violão (citados a cima) dão esse toque mais folk, mas não deixa o pique cair e mantém-se firme e forte na tristeza.

“Miles to Take” é a segunda e derradeira faixa e tem uma carga depressiva embutida nela, desde o seu primeiro acorde até o último bate uma “bad vibe” no ouvinte e fica difícil não emocionar com ela.

Dando uma viajada na capa do álbum que leva o nome desta última, é fácil de se entristecer ao imaginar o cidadão que está nela ter que caminhar milhas e milhas para chegar ao seu destino. Deixando mais atual, esse “Miles to Take” poderia ser representado como a trilha sonora dos refugiados sírios com destino a longínqua europa.

A única coisa negativa assim por dizer, é ter apenas essas duas faixas e fica inevitável sua nova audição.

Cross Vault – Miles to Take (Iron Bonehead)
1. A Hand Moving Mountains
2. Miles to Take

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Resenha por: Rodrigo Bueno

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Light of the Morning Star – Cemetery Glow

ae85bfe1-5516-423e-916b-1119b9efec43Desde o dia que recebi este promo até o presente dia, o som apresentado por esta banda inglesa continua inrotulável. Mas podendo enquadrá-los dentro de alguma coisa, notamos elementos do DeathRock, Gothic Rock e com algumas passagens voltadas ao Doom e porque não, uma pequena dose de psicodelia.

Neste MLP temos apenas 3 sons que se resumem em pouco mais de 12 minutos. Pra quem se recorda, no episódio #06 do FuneralCast, eu toquei uma música deste material, que é a faixa de abertura intitulada “An Empty Hearse”.

Nela podemos ouvir nitidamente esta influência do DeathRock/Gothic Rock, sua levada simples e cativante, os vocais numa levada mais grave, tradicional do estilo lembrando ao longe os vocais de Roony Moorings.

Na sequência temos “Black Throne Ascension” que é bem direta como a faixa anterior, mas com uma leve passagem mais cadenciada. A simplicidade instrumental me trouxe a mente a banda Khold, que tem em seus riffs simples e muito cativantes mas com uma dose sinistra.

E para encerrar temos “Wraith”. Destacamos nela o baixo marcado e as quebras de tempo, deixando-a bem tétrica e que prende a atenção do ouvinte.

Espero não ter que aguardar muito para o debut álbum, pois este pequeno material deixou com uma vontade de ouvir mais e mais. O jeito, por enquanto, é colocar pra rodar novamente até saciar a vontade.

Light of the Morning Star – Cemetery Glow (Iron Bonehead)
1. An Empty Hearse
2. Black Throne Ascension
3. Wraith

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Asphodelus – Dying Beauty & the Silent Sky

a_lp_cover.jpgApós 3 demos e um EP lançados sob a alcunha de Cemetery Fog, estes finlandeses optaram por mudar o nome de sua banda por achar que o nome antigo não cabia mais no som em que estão executando atualmente e esta nova empreitada denomina-se Asphodelus.

Se antes aquele Doom/Death Metal com uma pegada bem Old School predominava, agora temos um lugar a mais as melodias lembrando em muito a época “podre” do Katatonia, ou seja, este material bebe muito da fonte do Dance of December Souls.

O som apresentado aqui em comparação a antiga empreitada, é muito parecido e para nós apreciadores não haveria um motivo para a tal mudança de nome, mas como apenas observamos de longe, não sabemos o que ocorre internamente além de uma vista mudança no lineup.

Este MLP 12” intitulado “Dying Beauty & the Silent Sky” contém apenas 4 sons, sendo que uma intro, duas faixas executadas integralmente e um interlúdio que leva nome do material para criar uma bela atmosfera.

Illusions of Life” tem uma pegada do ja citado Katatonia, me fazendo lembrar da excelente “In Silence Enshrined”. Andamento lento, uma guitarra fazendo a linha guia para para o restante do grupo. Para não ficar na morosidade, presenciamos algumas mudanças de andamento, deixando a faixa um pouco mais rápida e ao fundo se fazem ouvir algumas vozes femininas completando a harmonização.

Nemo Ante Mortem Beatus” segue nesta mesma pegada, ou seja, melodiosa mas ao mesmo tempo com uma crueza ímpar. Temos uma participação feminina e não apenas no coro para dar clima. Esta faixa é mais trabalhada do que a anterior devido aos elementos citados e se o próximo lançamento (full-lenght prometido para este ano) vier nessa linha, agradará em cheio não só os fãs órfãos do Katatonia do início dos anos 90, mas todo apreciador de um excelente Doom/Death Metal.

Asphodelus – Dying Beauty & the Silent Sky (Iron Bonehead)
1. Intro
2. Illusions of Life
3. Dying Beauty & the Silent Sky
4. Nemo Ante Mortem Beatus

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Resenha por: Rodrigo Bueno