FuneralCast#08

 

FuneralCast #08 – Tracklist
1. Alaric – Wreckage
2. A Sun Traverse – Still Shining
3. The Evil – Screams
4. Jupiterian – Behind the Wall of Sleep (Black Sabbath cover)
5. Kausalgia – Thorns
6. Vanha – Old Heart Fails
7. Bill + Phil –  Dirty Eye
8. Spectral Voice – Rotting Auras

Trilha: Powerwolf
Álbum: Blood of the Beast

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Chant of the Goddess libera seu primeiro álbum

a3450928176_10.jpgApós um certo tempo que foi anunciado, desde a época em que a banda se chamava Siracvsa, estes paulistanos nunca desistiram de seus sonhos e lutaram bravamente contra as adversidades da vida, principalmente a financeira que se instaurou no Brasil no ano de 2016.
Após mudança de nome e resistindo contra tudo e todos, eis que este álbum vê a luz do luar e se torna realidade.
Apreciem sem moderação este álbum de Doom Metal e guardem bem o nome deles “Chant of the Goddess”, pois ainda há muita lenha pra queimar.

Baixe o disco aqui e divulgue para os seus amigos.

The Wounded Kings – Visions in Bone

590742Após 12 anos de atividades, os ingleses The Wounded Kings resolvem encerrar as atividades após o lançamento do 5º disco “Visions in Bone”, o play contém apenas 5 faixas, porém, se alongam em quase 50 minutos.
Celebrando tal encerramento o disco, nos presenteia com o melhor do Doom Tradicional, trazendo outros elementos musicais como o sludge, stoner e até um pouco de rock progressivo.
Os caras seguem fiéis ao que se propuseram a executar desde o início, a atmosfera sombria, o peso absurdo, a voz fantasmagórica de “George Birch”, um disco que marca o seu retorno e o fim de uma das bandas mais clássicas da nova era da música lenta.
Aguardemos um retorno da banda, caso isso não aconteça, temos a certeza de que eles cravaram os vossos nomes na história e jamais serão esquecidos!

The Wounded Kings – Visions in Bone (Candlelight Records)
1. Beast
2. Vultures
3. Kingdom
4. Bleeding Sky
5. Vanishing Sea

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Resenha por: Luan Monteiro

Cross Vault – Miles to Take

cross-vault-coverNovo EP deste grupo alemão que sai agora dia 18 de Novembro e tem apenas 2 sons e com pouco mais de 15 minutos.

Pra quem não tá ligado no som deles, é um Doom Metal, mas não se limitam a isso, algumas passagens me lembraram o Bathory (Hammerheart era), ou mesmo bandas numa levada mais voltada ao Folk (devido a levada de violões), lê-se Agalloch e Empyrium.

Mas vamos ao álbum, “A Hand Moving Mountains” abre o disco de forma cativante, as linhas melódicas de guitarra aliadas aos vocais melancólicos de N. são como uma lâmina rasgando a carne. As intervenções de violão (citados a cima) dão esse toque mais folk, mas não deixa o pique cair e mantém-se firme e forte na tristeza.

“Miles to Take” é a segunda e derradeira faixa e tem uma carga depressiva embutida nela, desde o seu primeiro acorde até o último bate uma “bad vibe” no ouvinte e fica difícil não emocionar com ela.

Dando uma viajada na capa do álbum que leva o nome desta última, é fácil de se entristecer ao imaginar o cidadão que está nela ter que caminhar milhas e milhas para chegar ao seu destino. Deixando mais atual, esse “Miles to Take” poderia ser representado como a trilha sonora dos refugiados sírios com destino a longínqua europa.

A única coisa negativa assim por dizer, é ter apenas essas duas faixas e fica inevitável sua nova audição.

Cross Vault – Miles to Take (Iron Bonehead)
1. A Hand Moving Mountains
2. Miles to Take

depress5

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Iron Bonehead

Resenha por: Rodrigo Bueno

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls

601681Certos álbuns são feitos pra gente quebrar a cara, principalmente ao julga-los pela capa. É mais ou menos o que acontece aqui neste novo disco do Cardinal Wyrm. Quando recebi o promo da Svart acabei por não dar atenção devida a ele, talvez por estar num momento tumultuado da minha vida, onde após isso cheguei a anunciar o encerramento das atividades do blog. Mas graças aos deuses do Doom a coisa acalmou e estamos retornando, devagar conforme o estilo manda. Mas voltando ao álbum e sua capa “bonita”, estava eu aqui pensando em algo numa vibe mais de boas para ouvir e pensei vou colocar esse disco pra ver qual que é.

E para a minha surpresa é um puta disco de Doom Metal. Fui dar uma vasculhada no press release e posteriormente no Metal-Archives e vejo que este é o terceiro full-lenght deles e o primeiro a não ter a presença da baixista Rachel Roomian e em seu lugar temos Leila Abdul-Rauf (Hammer of Misfortune/Vastum) como live member.

O disco contém 6 temas e pouco mais de 45 minutos e segue numa vibe bem tradicional do Doom Metal, lembrando de longe os pilares do estilo como Pentagram ou mesmo o Trouble e com uma pequena dose de psicodelia. Apesar de termos alguns grunhidos como backing vocals, as linhas de vocais são voltadas ao estilo mais tradicional mesmo, numa vibe Dawn of Winter/Mirror of Deception.

Cast Away Souls abre muito bem com a faixa “Silver Eminence” e segue em alto nível com “The Resonant Dead”. “Lost Orison” é uma espécie de interlúdio que serve de preparação para a poderosa “Grave Passage”. Esta é uma faixa densa, repleta de peso e uma certa dose de revolta, sentimos isso principalmente nas intervenções dos vocais gritados.

Após ser esmagado pela faixa anterior, “After the Dry Years” começa bem tranquilo a fim de recuperar o fôlego do ouvinte, mas não deixe-se enganar, pois é outra faixa esmagadora de ossos. E para encerrar temos “Soul Devouring Fog”. Esta é a faixa mais arrastada do álbum e nos serve como a última pazada de terra em cima do corpo destroçado após a audição deste disco.

Cardinal Wyrm – Cast Away Souls (Svart Records)
1. Silver Eminence
2. The Resonant Dead
3. Lost Orison
4. Grave Passage
5. After the Dry Years
6. Soul Devouring Fog

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Resenha por: Rodrigo Bueno

Altar of Oblivion – Barren Grounds

587973Novo EP desses dinamarqueses que executam um compete Doom Metal. Com um flerte fortíssimo com o Heavy Tradicional, “State of Decay” abre este artefato de forma ímpar. Apesar do andamento moroso que o estilo “exige”, da metade para o final desta faixa é um convite ao “headbanging” para em seguida voltar ao andamento Doom Metal, ou seja, arrastado.

“Serenity” é a segunda faixa e com pouco menos de 2 minutos, ela cria a ambientação perfeita para a faixa que dá nome ao disco “Barren Grounds”. Esta que já começa com um riff cortante numa pegada mais tradicional do Doom Metal e tão logo damos de cara com um refrão grudento e quando percebemos, estamos cantarolando junto a medida que a faixa avança. As quebras de tempo nesta faixa dão um toque especial para ela e não deixa a monotonia tomar conta em momento algum. Outro destaque além do refrão é o solo, que não é de fazer nenhum guitarrista virtuoso morrer de inveja, mas é bem construído e casou perfeitamente com a faixa.

Para encerrar temos “Lost”, começando de uma forma calma e com umas vocalizações que me lembraram a “Planet Caravan” do saudoso Black Sabbath, com aquele efeito cantado num balde com água. Na passagem seguinte temos o timbre tradicional do vocalista Mik Mentor e assim seguimos para o fim do álbum de forma calma e que em paz morreremos.

Altar of Oblivion – Barren Grounds (Shadow Kingdom Records)
1. State of Decay
2. Serenity
3. Barren Grounds
4. Lost

depress4

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Shadow Kingdom

Resenha por: Rodrigo Bueno