Illimitable Dolor – Illimitable Dolor

albumartwork1A Illimitable Dolor surgiu através da mente criativa de Stuart Prickett, numa forma de homenagear seu amigo Gregg Williamson que faleceu em dezembro de 2014. Como o próprio Stuart menciona, o passamento de seu amigo deixou-o “fudidamente entristecido” e as músicas que ouvimos neste álbum auto-intilulado são em sua maioria composição que surgiram seguidas da morte de Gregg. São apenas 4 composições no álbum, que variam entre 9 e 12 minutos e que vai esmagando o ouvinte a medida que os minutos passam.

O disco abre com “Rail of Moon, a Stone” e ja nos dá uma prévia do que ouviremos. Temos aqui um belo Atmospheric Doom, altamente emotivo e arrastado, beirando o Funeral Doom.

A faixa seguinte “Comet Dies or Shines” eu toquei no FuneralCast e quem tiver interesse pode dar uma checada diretamente lá e tirar suas próprias conclusões.

“Salt of Brazen Seas” é a maior música do disco, beirando os 13 minutos, e me lembrou muito o Skepticism. Numa levada bem lenta e com o predomínio do famoso órgão que fez os finlandeses conhecidos. E aqui dão um charme a mais na faixa e não conseguiria imaginar outro efeito se não fosse esse.

E para encerrar o disco temos “Abandoned Cuts of River”, que nos brinda de forma magistral e com o perdão do trocadilho, o sentimento de abandono que ela nos traz é incrível. Detalhe para as belas melodias que acontecem em plano de fundo a ela, e as vocalizações que são de fazer o ouvinte repensar a sua existência.

O lançamento oficial deste álbum acontece agora em março e já podemos incluí-los na lista de melhores do ano, com toda certeza.

Illimitable Dolor – Illimitable Dolor (Transcending Obscurity)
1. Rail of Moon, a Stone
2. Comet Dies or Shines
3. Salt of Brazen Seas
4. Abandoned Cuts of River

depress5

Contatos:
Facebook
Bandcamp
Transcending Obscurity

Anúncios

Subterranean Disposition – Contagiuum and the Landscapes of Failure

final artworkO australiano Terry Vainoras é uma figura carimbada e importante na cena do metal australiano tendo participado de vários grupos dos mais variados sub generos do Metal. Em 2011 o músico deu iniciativa ao seu projeto chamado Subterraneal Disposition, que dá nome também ao primeiro álbum do projeto lançado em 2012. Este primeiro álbum, menos lapidado que o novo trabalho, trás uma sonoridde calcada no Doom/Death Metal mas não possui o brilho que este novo trabalho apresenta.

 Contagiuum and the Landscapes of Failure, eleva a sonoridade, atmosfera e requinte à outro patamar em sua carreira. Além de transmitir uma áurea muito mais atmosférica e depressiva o trabalho conta com toque especial do saxofone, fazendo total diferença em diversas faixas. “Wooden Kimono Fixative”, é um belo exemplo pra iniciar e exemplificar o potencial que tal instrumento nos proporciona. Sua introdução é de uma melancolia única e forte, pega o ouvinte de surpresa. 

 Obviamente o álbum não é somente baseado em explorar o sax. Em cada faixa (5 sem contar a intro, cada uma com mais de 10 minutos) observamos todas as influências deste excelente músico, passando entre o Death, Black, Doom, Atmosférico e Experimental, vocais rasgados, guturais, vocais limpos e vocais femininos, tudo muito bem mesclado e encaixado. Aos que acompanham minhas resenhas, sabem que gosto sempre que possível comentar sobre a arte da capa do álbum. Neste caso a capa do projeto é estupenda. Certamente inspirada pelas artes pós impressionistas auxiliados com a tematica depressiva e melancólica do nosso querido e triste gênero. Uma arte á altura da qualidade da música, ou seja, a não ser que você goste apenas de Death/Doom cru, este é um álbum que vai agradar e muito.

Subterranean Disposition – Contagiuum and the Landscapes of Failure (Hypnotic Dirge Records/BadMoodMan)
1. Blood And Skin
2. A Place We Used To Call Home
3. Beneath This Lake (Feat. Daniel Droste)
4. Gone (Feat. Jani Ala-Hukkala)
5. A New Maze
6. Order Of The Nightshade

depress5

Contatos:
Facebook
Bandcamp
Solitude-Prod.

Resenha por: Guilherme Rocha

Orphans of Dusk – Revenant

SP. 102-15Com certeza este é um dos melhores trabalhos do ano de 2015! O trio australiano composto por Dam Nahum (Bateria), James Quested (Guitarra; Contrabaixo) e Cris G. (Vocal) soube incorporar a melancolia através de sua sonoridade de forma excelente. Sendo “Revenant” o primeiro trabalho da banda, ou seja, estamos falando de um ótimo EP. O grupo miscigena em seu trabalho, elementos do Gothic Metal ao Doom/Death Metal, inclusive um toque de depressive.

Com quatro faixas, o suficiente para percebermos a qualidade do trio, nos mostra já de cara uma melancolia imensurável. Estou falando de “August Price”, a primeira faixa do EP. A maneira como ela começa é inigualável. Um som totalmente sombrio, que com a base do teclado, sentimos um frio aterrorizante. A faixa nos remete um pouco à Moonspell, Woods of Ypres e entre tantas outras bandas, que quando citadas, evidentemente fica claro a influência do grupo em relação às últimas. A mudança repentina da música é que dá o tom perfeito; de um instante ao outro a canção sai do ritmo gótico e entra ao mundo depressivo, de um jeito a não deixar a canção um tanto cansativa.

“Starless”, sendo a segunda faixa do EP, tem um início semelhante ao da primeira canção. Um toque sombrio de um violão até que entra em cena e interfere-se perfeitamente o som belo e mágico do teclado, trazendo consigo sua sonoridade; sua sinfonia sintetizada, a deixar maravilhado o som. Desta vez o som Doom soa mais evidente, ficando, não muito, em segundo plano a característica gótica da canção. A progressividade é também, bastante relevante nas canções do grupo australiano. Assim como citado na primeira faixa, sendo uma característica relevante ao grupo, sua canção sai de um mundo e entra em outro num instante. A parte mais bela da canção (aos 4:00 min.) nos trás uma bela sinfonia enquadrada pefeitamente ao vocal de Cris; este, por si só, solta um vocal limpo e melancólico, dando continuidade à toda instrumentalidade da banda. Novamente, o vocal beira o limpo e o gutural, um toque relevante nas músicas, evidenciando desta maneira, a capacidade do artista implementar mais técnica à banda.

“Nibelhein”, pode-se dizer que é a canção mais veloz dentra as quatro. A que remete muito mais, também, à Moonspell. Desde o vocal, que não é limpo, não é gutural e muito menos forçado. Trata-se de uma técnica usada por Fernando Ribeiro que nem eu sei dizer, ao certo, qual seria. A canção oscila entre o progressivo limpo até o Death Metal. “Beneath the Cover of Night” é a canção que termina o ciclo deste EP. Já de maneira surpreendente, nos remetendo à brutalidade e melancolia ao mesmo tempo. Vocal limpo, com uma tremenda distorção por parte das guitarras e lentidão por parte da bateria. Justo! Para terminar este ótimo trabalho por parte do trio australiano, não poderia faltar a sinfonia. Marca evidente até agora no trabalho do grupo. Esta por sua vez, é a canção mais longa do EP, contendo oito minutos de duração. É sem sombras de dúvida, a canção onde as sinfonias são mais bem executadas e encaixadas à cadência dos demais instrumentos. A melancolia vem à tona, destruição total, de forma tristonha e cruel!

Este é o ar de boas-vindas do trio de Orphans of Dusk! Um trabalho dedicado e belo, sem deixar cair o ritmo. Tudo muito bem trabalhado. Porrada sonora total!

Orphans of Dusk – Revenant (Solitude-Prod/Hypnotic Dirge)

1. August Price
2. Starless
3. Nibelheim
4. Beneath the Cover of Night

depress5

Contatos:
Bandcamp
Facebook
Solitude-Prod

Resenha por: Leonardo Reis

The Dead – Deathsteps to Oblivion

coverA Australia sempre nos brindou com excelentes grupos musicais, seja ele no Hard Rock (Rose Tattoo/AC/DC) ou no metal mais extremo (Pestilential Shadows, Erebus Enthroned, Austere e muitos outros). Mas é no Doom Metal que eu gosto de relacioná-los a música, visto que este país situado na longínqua Oceania nos brinda desde a década de 90 com excelentes hinos arrastados. Desde a época do dISENBOWELMENT que aqueles lados chama a minha atenção e de lá temos excelentes bandas como Creeping, Inverloch, Cryptal Darkness (RIP) e por que não incluir nesta leva este The Dead.

Este álbum foi originalmente lançado em 2012 de forma independente pela banda e só agora em 2014 que ele recebeu a versão física e já adianto de antemão que não havia escutado nada a respeito deles e vasculhando o site Metal-Archives lá consta como Death Metal a sua sonoridade. E como o blog Funeral Wedding é voltado ao Doom e vertentes, acabei por não dar muita atenção. Mas a sua capa enigmática sempre me chamou atenção desde a primeira vez que a vi e como um fã de metal eu coloquei o play pra rodar e logo de cara me surpreendi, pois de Death Metal, neste disco, pouco há deste estilo.

Já de cara temos uma batera mais grooveada, numa pegada voltada ao Sludge, andamento mais cadenciado, um peso absurdo nas guitarras e os vocais cavernosos.
“Maze of Fire” abre o disco de forma singular, prendendo a atenção do ouvinte do seu início ao fim. Seguindo nesta vibe arrastada temos “Disturbing the Dead” que posso mencionar como outra faixa doentia.
“The God Beyond” começa a velocidade da luz, talvez o único resquício do Death Metal de outrora. Mas já nos primeiros minutos, temos uma virada de mesa e a faixa se torna bem lenta.
“Terminus” é uma das melhores músicas do disco, pois nela há alguns elementos que a diferem do restante do material e próximo ao seu final, temos um solo de guitarra meio psicodélico dando um charme à ela.
E para encerrar, temos a faixa que da nome ao material: “Deathsteps to Oblivion”. E como toda música que dá nome ao material, deve ter sua atenção redobrada. É com certeza a música mais Downtempo do disco, com seu andamento extremamente lento e nela encontramos uma excelente linha de guitarra, que podemos chamar de solo.

A única coisa estranha na faixa, são as vociferações nos segundos finais que achei um pouco dispensável, mas nada que tire o brilho do disco.

The Dead – Deathsteps to Oblivion (Transcending Obscurity)
1. Maze of Fire
2. Disturbing the Dead
3. The God Beyond
4. Terminus
5. Deathsteps to Oblivion

depress4

Contatos:
Facebook
Bandcamp
Transcending Obscurity

Resenha: Rodrigo Bueno