Chant of the Goddess libera seu primeiro álbum

a3450928176_10.jpgApós um certo tempo que foi anunciado, desde a época em que a banda se chamava Siracvsa, estes paulistanos nunca desistiram de seus sonhos e lutaram bravamente contra as adversidades da vida, principalmente a financeira que se instaurou no Brasil no ano de 2016.
Após mudança de nome e resistindo contra tudo e todos, eis que este álbum vê a luz do luar e se torna realidade.
Apreciem sem moderação este álbum de Doom Metal e guardem bem o nome deles “Chant of the Goddess”, pois ainda há muita lenha pra queimar.

Baixe o disco aqui e divulgue para os seus amigos.

Doomed – Anna

sp-117-16Este cara não para! Muito diferente do subgênero que é notoriamente conhecido pela lentidão, este alemão está a todo vapor no que diz respeito a lançamento de materiais. O projeto começou em 2011 e desde 2012 (debut The Ancient Path) foram lançados mais 4 álbuns, sendo o último este ano, intitulado de Anna. A mente por trás deste projeto se chama Pierre Laube e sim ele é encarregado de todos os instrumentos, vocais e conteúdo lírico do projeto. 

Anna possui somente 7 músicas, com maioria ultrapassando os 7 minutos de duração. Partindo de uma comparação com seu antecedente, (Wrath Monolith, 2015) é notável que o músico partiu para um caminho mais melódico, mas não menos pesado e denso. As linhas melódicas de guitarra são bem mais exploradas nesse play e certamente pode agradar uma parcela maior de ouvintes que não simpatizam com o Death/Doom menos “firulento”, digamos assim. “As The Thoughts Began To Be Tarnish”, é um ótimo exemplo de como o músico explora essas novas nuances que antes não eram inexistentes, mas eram menos evidentes. 

A faixa que mais me agradou foi, “The Frozen Wish”, por possuir um começo extremamente melancólico e partindo para um riff Sabatthiano extremamente pesado no estilo serrote. Os vocais limpos fazem toda a diferença nessa faixa que remete muito na minha opinião, à Black Sabbath ou Ghost, por passar uma atmosfera bastante bruxuleante. 

A arte gráfica do álbum continua seguindo o padrão dos álbuns anteriores, trabalhando com cores envelhecidas, desbotadas e transmitindo um sentimento de foto ou filme velho, esquecido, ultrapassado. Este álbum não pode não agradar numa primeira audição, como foi o meu caso, mas nada que uma geladeira de uma semana e uma conferência com maior atenção não faça o ouvinte mudar de ideia. Excelente trabalho para os apreciadores de Death/Doom.

Doomed – Anna (Solitude Prod)
1. Your Highness The Chaos
2. Anna
3. As The Thoughts Began To Be Tarnish
4. The Weeping Trees
5. Withering Leaves
6. Roots Remain
7. The Frozen Wish

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Resenha por: Guilherme Rocha

Ocultum – Ceremonia Oculta Primitiva

522144Banda chilena formada em 2009 e nos apresentou seu primeiro material gravado em 2012, através de um single.
Mas apenas em 2015 saiu seu full-lenght intitulado Ceremonia Oculta Primitiva. O que temos aqui é um sludge altamente sujo, pesado e com passagens absurdamente lentas e trazem sete temas em pouco menos de uma hora e vou fazer um apanhado geral deste disco.
Os temas são cantados na maioria em espanhol e algumas faixas cantadas em inglês e em ambos os resultados são bem satisfatórios.
“Nausea y oración” abre este material e já de cara deixa o ouvinte em estado de catarse. A música é bem estruturada e nos brinda com um excelente solo de guitarra.
A próxima é “The Faceless King” já chega nos brindando com um excelente clima em sua abertura e vai mantendo o pique ora arrastado, ora mais cadenciado. A única coisa a se lamentar por assim dizer, foram os vocais que ficaram um tanto baixo e fica quase ininteligível o que Sebo vocifera.
Chegada a vez da terceira música e para mim uma das melhores do disco, “Marasmo” e apesar do nome, ela não deixa ninguém parado. Com riffs Sabbathicos e um solo bem inspirado esta faixa cativa do seu início ao final.
“Tumba de Siglos” vem em seguida e mantém o pique da anterior e também é uma faixa muito inspirada e acredito que ela deve ser um dos pontos altos da banda nas apresentações ao vivo.
A faixa título é outra faixa bem interessante, talvez pelo próprio nome dela, temos algumas batidas “tribais” da bateria perto da metade dela trazendo bons resultados a ela. O andamento lento e a linha de “solo de guitarra” é outra parte angustiante dela.
E para encerrar temos “E.N.D.”, é a maior faixa do álbum e seu andamento é desesperador e como diz o nome dela, nos leva ao fim de tudo e consigo uma certa dose de angústia, principalmente nos minutos finais.
Na página do bandcamp deles este material está disponível para download e se quiser o material físico e dar aquela força para a banda, basta entrar em contato via facebook.

Ocultum – Ceremonia Oculta Primitiva (independente)
1. Nausea y oración
2. The Faceless King
3. Marasmo
4. Tumba de Siglos
5. Black River
6. Ceremonia Oculta Primitiva
7. E.N.D.

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Resenha por: Rodrigo Bueno

The Wounded Kings – Visions in Bone

590742Após 12 anos de atividades, os ingleses The Wounded Kings resolvem encerrar as atividades após o lançamento do 5º disco “Visions in Bone”, o play contém apenas 5 faixas, porém, se alongam em quase 50 minutos.
Celebrando tal encerramento o disco, nos presenteia com o melhor do Doom Tradicional, trazendo outros elementos musicais como o sludge, stoner e até um pouco de rock progressivo.
Os caras seguem fiéis ao que se propuseram a executar desde o início, a atmosfera sombria, o peso absurdo, a voz fantasmagórica de “George Birch”, um disco que marca o seu retorno e o fim de uma das bandas mais clássicas da nova era da música lenta.
Aguardemos um retorno da banda, caso isso não aconteça, temos a certeza de que eles cravaram os vossos nomes na história e jamais serão esquecidos!

The Wounded Kings – Visions in Bone (Candlelight Records)
1. Beast
2. Vultures
3. Kingdom
4. Bleeding Sky
5. Vanishing Sea

depress5

Resenha por: Luan Monteiro

Trees of Eternity – Hour of Nightingale

trees-of-eternity-coverFinalmente foi lançado “Hour of the Nightingale”, o tão esperado full-length do Trees of Eternity. Um disco que desperta alegria e tristeza simultaneamente, alegria por se tratar de uma obra-prima, um dos melhores do ano, diga-se de passagem e tristeza, por que trata-se de um tributo a bela e jovem vocalista Aleah, falecida em abril desse ano.
Musicalmente o play conta com todas as 4 músicas do primeiro registro do grupo, a demo “Black Ocean”, que aqui passaram por um processo de remasterização e ficaram até melhor por assim dizer e outras 6 inéditas, dividas em uma hora e alguns minutos de audição.
A princípio contando apenas com o instrumentista Juva Raivio (Swallow The Sun) e Aleah Liane Stanbridge nos vocais, esse lançamento teve participação de alguns músicos ilustres do cenário Doom Metal mundial. Fredrik Norrman e Mattias Norrman respectivamente guitarrista e baixista (October Tide), Kai Hahto baterista (Wintersun), Mick Moss (Antimatter) vocais na faixa “Condemned To Silence” e Nick Holmes (Paradise Lost) vocais na derradeira “Gallows Bird”.
Quem já ouviu o grupo antes, não tem do que reclamar desse play, o que temos aqui são 10 hits, totalmente atmosféricos, trazendo o melhor do gênero com bastante peso e lentidão, aliadas aos belos vocais de Aleah.
Destaque para a faixa de abertura “My Requiem”, “Broken Mirror” (primeira faixa disponibilizada para audição) e “Gallows Bird”.
“Hour of Nightingale”, cumpre bem o seu papel de homenagear a Aleah, que jamais será esquecida, devido aos sentimentos transmitidos por sua bela voz. Só nos resta o lamento de saber que nunca mais ouviremos algo novo dela, pelo menos fica o legado de um dos melhores discos do ano.

Trees of Eternity – Hour of Nightingale (Svart Records)
1. My Requiem
2. Eye Of Night
3. Condemned To Silence (feat. Mick Moss)
4. A Million Tears
5. Hour Of The Nightingale
6. The Passage
7. Broken Mirror
8. Black Ocean
09. Sinking Ships
10. Gallows Bird (feat. Nick Holmes)

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Resenha por: Luan Monteiro

SpiritBell divulga músicas e tracklist de próximo material

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SpiritBell surgiu das cinzas de Aiming High, uma banda de homenagem Accept que era popular no underground da Hungria Ocidental. Influenciado por artistas como Metal Church, Savatage, Mercyful Fate, Iron Maiden, Accept e Judas Priest, os guerreiros húngaros logo criaram suas próprias músicas. Depois de uma demo, dois EPs, um full-length e um cover-album, eles se tornaram uma banda conhecida na cena metal underground húngara. Devido ao fato de que a audiência de sua música diminuiu na Hungria, SpiritBell começou a ter menos shows que finalmente levou a banda para a sua morte em 2013 … No entanto, a paixão permaneceu.
Apesar dessas decepções, SpiritBell permaneceu inquieto e continuou a produzir novos trabalhos em sua garagem. O trabalho árduo de derreter o aço húngaro resultou em cinco novas músicas de alta energia cheias de escuridão. Infelizmente, a falta de interesse bloqueou estas obras-primas em suas adegas, mas todos nós sabemos o que dizem sobre o animal acorrentado … Ele finalmente encontra o seu caminho para a superfície com uma fome sem fim de sangue.

Em 2016, os tempos eram diferentes, as pessoas começaram a mostrar interesse em tocar a SpiritBell novamente, despertando o fantasma do ato prometendo uma vez underground. Sándor “Pixi” Patak “, cantor e membro fundador da banda, decidiu atender a chamada e ressuscitou o grupo terminando as músicas que foram escritas após a divisão. Cinco obras-primas de Heavy/Doom Metal foram postas em sua forma final no estúdio caseiro do amigo de Pixi. Cinco músicas mortais sobre guerra, fantasmas e outros tópicos misteriosos. Pixi está trabalhando atualmente em criar uma linha estável para executar essas músicas junto com os favoritos antigos.

A besta interior é desencadeada na imagem de sabre que empunham os arqueiros de cavalo da Hungria, que como uma onda mortal do Oriente está pronta para espalhar sua música heavy / doom metal em todo o mundo.

Esta versão, originalmente planejada como EP, foi ampliada com 5 faixas extras, trazendo o tempo de jogo em 48 minutos!

Ouça aqui

Track – List:

1. The Nameless Soldier
2.  Desert Ghost
3. The Flying Dutchman
4. Breath of the Raven
5. Full Moon Madness
6. I am the Vengeance (Demo 2016)
7. Queen of the Night (Demo 2016)
8. Ivan the Terrible (Demo 2016 -Instrumental)
9. Horgonyt fel! (Demo 2012)
10. Doomed Planet (Demo 2013) – Cirith Ungol Cover

Cross Vault – Miles to Take

cross-vault-coverNovo EP deste grupo alemão que sai agora dia 18 de Novembro e tem apenas 2 sons e com pouco mais de 15 minutos.

Pra quem não tá ligado no som deles, é um Doom Metal, mas não se limitam a isso, algumas passagens me lembraram o Bathory (Hammerheart era), ou mesmo bandas numa levada mais voltada ao Folk (devido a levada de violões), lê-se Agalloch e Empyrium.

Mas vamos ao álbum, “A Hand Moving Mountains” abre o disco de forma cativante, as linhas melódicas de guitarra aliadas aos vocais melancólicos de N. são como uma lâmina rasgando a carne. As intervenções de violão (citados a cima) dão esse toque mais folk, mas não deixa o pique cair e mantém-se firme e forte na tristeza.

“Miles to Take” é a segunda e derradeira faixa e tem uma carga depressiva embutida nela, desde o seu primeiro acorde até o último bate uma “bad vibe” no ouvinte e fica difícil não emocionar com ela.

Dando uma viajada na capa do álbum que leva o nome desta última, é fácil de se entristecer ao imaginar o cidadão que está nela ter que caminhar milhas e milhas para chegar ao seu destino. Deixando mais atual, esse “Miles to Take” poderia ser representado como a trilha sonora dos refugiados sírios com destino a longínqua europa.

A única coisa negativa assim por dizer, é ter apenas essas duas faixas e fica inevitável sua nova audição.

Cross Vault – Miles to Take (Iron Bonehead)
1. A Hand Moving Mountains
2. Miles to Take

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Iron Bonehead

Resenha por: Rodrigo Bueno