On Thorns I Lay – Eternal Silence

SR-0158.jpegLembro da primeira vez em que ouvi o som desses gregos, foi por volta de 1995/96 quando o seu debut havia sido recém lançado. Lembro também de ter achado estranho, mas ter me agradado os ouvidos e passei por um tempo ouvindo apenas bandas gregas (lê-se Rotting Christ, Nightfall e Elysian Fields) e esta para mim seria uma nova promessa. Naqueles tempos a internet não era o que ela é hoje e algumas revistas especializadas não traziam tantas informações sobre a cena mais underground. Através do programa mIRC, onde havia alguns canais de compartilhamento de arquivo, acabei por encontrar mais alguns discos deles e a minha recepção à eles não foi muito agradável.

Assim quando recebi esse promo acabei por escutar com um pé atrás, pois a minha lembrança não era muito agradável.

E por um lado isto foi bom, pois pude ir conferindo faixa a faixa e me envolvendo com o disco de uma forma que acredito que posso dar uma nova chance a eles.

Após uma pequena introdução chamada “Believe”, que prepara o terreno para “Breathing”, onde podemos encontrar boas passagens atmosféricas, assim como interessantes intervenções de violino.

“Eternal Silence” já tem uma pegada mais moderna, talvez influência de um passado recente, os vocais femininos me fizeram lembrar de Evanescence. Apesar desta música dar nome ao disco, ela não é a melhor faixa.

“Cursed” é um belo interlúdio com violão sendo acompanhado por uma melodia de violino e piano, abrindo caminho para “Life Without You”. Esta música me trouxe a mente o Lacuna Coil, sem os lances eletrônicos que estão usando ultimamente. Esta faixa soa pesada, moderna porém com uma melodia que gruda na cabeça e logo você se flagra cantarolando.

Dando sequência ao disco, “People we Hurt” é uma das melhores faixas do play, apesar de seu início meio Evanescence, a melodia vocal que a cantora Maxi Nil (responsável pela gravação) impõe. A atmosfera criada nesta música, as melodias de violino são de arrepiar.

“Escape from Loneliness” é um novo interlúdio, com uma ambientação de teclado e umas vozes eletrônicas se fazem ouvir. “One Day to Live” vem na sequência e mantém um bom astral para o disco que se finda. Com uma levada mais na linha do Lacuna Coil, apesar de não ser nada de novo, as melodias agradam e muito. E para morrer em paz temos um último interlúdio chamado “Touching the Unknown”.

Um bom disco de retorno desses gregos e espero poder conferir outros discos deles num futuro próximo.

On Thorns I Lay – Eternal Silence (Sleaszy Rider Records)
1. Believe
2. Breathing
3. Eternal Silence
4. Cursed
5. Life Without You
6. People We Hurt
7. Escape From Loneliness
8. One Day To Live
9. Touching The Unknown
10. Eternal Silence (bonus video)

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Contatos:
Facebook
Sleaszy Rider

Resenha por: Rodrigo Bueno

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