Morbid Evils – In Hate with the Burning World

morbid evils coverProtejam seus ouvidos e preparem as caixas de som! Uma tremenda porrada Doom/Death Metal está para entrar em seu subconsciente e traumatizá-lo! Essa é a mensagem transmitida no primeiro álbum de estúdio da banda finlandesa Morbid Evils. Direto da cidade de Turku, o quarteto formado por Jan Trygg na guitarra, Timo Niskala na bateria, Tero Nordlund no baixo e vocal e mais Keijo Niinimaa na guitarra e vocal (Sendo este último o membro fundador da banda), trazem seu primeiro trabalho oficial intitulado “In Hate with the Burning World”, lançado neste ano de 2015, com seis faixas não muito curtas mas também não muito longas.

O som mixado traz uma pegada Sludge, mas sem desapegar do Doom e nem do Death. Um som bastante arrastado e cadenciado, vocal urrado e assustador, muita técnica empenhada no mesmo para que as faixas soassem o mais brutal possível.

A primeira faixa deixa bem evidente o que já foi citado anteriormente, guitarras com um som muito sujo, bateria numa lentidão atormentadora. “Cruel”, dá a impressão de experiência aos músicos de Morbid Evils, pois é uma musicalidade muito bem trabalhada, com muita paciência para encaixar de maneira certeira os contratempos impostos pelo lentidão da faixa. Os primeiros minutos ficam nesse ritmo bem quebrado e deixando ainda mais aquela sensação de obscuridade. E assim se sucede até o final da canção, dando a impressão de que algo mais “impossível” aparecerá pela frente.

O início de “Crippled” (segunda faixa) é sensacional, um contrabaixo timbrando mais sujeira ainda! E no seguinte instante entram em ação as guitarras com o arrastar sombrio, vocal desumano e humilhante. Até certo ponto, a cadência musical me lembrou um pouco “Human Collapse” (outra banda de Doom/Death Metal), mas não tanto pelo instrumental, e sim pela potência vocálica e seus intervalos. Aspectos muito semelhantes que agregaram no poder desta segunda canção! Outro aspecto interessante foi o fato de a mixagem da caixa da bateria ter um som menos sufocante, se destacando com seus ecos e consequentemente dando um pouco a mais de vida à música. Seus pouco mais de sete minutos de duração fazem valer a pena!

“In hate” começa semelhante à um soco na cara! Uma suavidade suja imposta pela guitarra e quando menos e espera, Keijo Niinima surpreende com um leve urro, seguido da guitarra arrastada, característica que já ficou evidente no trabalho dos finlandeses. Junto com essa pedrada, “South of Hell” é outra canção com o início semelhante, porém, muito mais Sludge, guitarras ecoando sujeira, no bom sentido, bateria um pouco lenta e com uma porrada sendo executada na caixa. Uma característica interessante é o fato de a banda não executar solos! Raramente aparece algum riff meloso, dando um sentido mais bonito à música. Mas enfim, ao contrário da faixa anterior, que tinha uma duração de mais de sete minutos, South of Hell apresenta apenas pouco mais de quatro minutos de sonoridade impactante!

“Pollute” é até o momento a canção mais Sludge do álbum, isso por que neste início, a guitarra carrega um som arrastado e sombrio. Mesmo com toda a distorção executada, ainda dá uma impressão de algo a mais para impressionar o ouvinte com o peso brutal da banda. É nesta canção, que em certo momento, o medo absoluto é imposto! Riffs estonteantes e catastróficos, com um ar de destruição. Para fechar com chave de ouro, eis que lhe apresento a faixa que leva o nome do álbum, ou pelo menos parte dele. “Burning World”. Acompanhando o nome do álbum, assim como algumas faixas anteriores, a canção começa deixando a impressão de que algo está sendo carbonizado. E dali em diante, a porradaria come solta! É a faixa mais comprida do álbum, com pouco mais de dez minutos, e muita progressividade! É a canção que mais se aproxima do Doom Metal, um pouco mais de melancolia, encaixaria esta canção como sendo Funeral Doom Metal.

Satisfação é o que não me falta ao término desse trabalho. Mas mesmo tendo certeza disso, creio que a banda tem muito mais capacidade de lançar álbuns tão potentes quanto! Tudo se encaixou perfeitamente, inclusive as mudanças rápidas de gênero. Passagens rápidas que faziam com que o som não ficasse tão monótono assim. Por isso, creio que a Finlândia, hoje sendo uma potência no mundo musical, nos fornecerá o mais megalomaníaco trabalho de todos, espero que esse trabalho seja o segundo álbum de estúdio de Morbid Evils!

Morbid Evils – In Hate with the Burning World (Svart Records)
1. Cruel
2. Crippled
3. In Hate
4. South of Hell
5. Pollute
6. Burning World

depress5

Contatos:
Facebook
Bandcamp
Svart Records

Resenha por: Leonardo Reis

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