Sorrowful – In the Rainfall

SP. 105-15Porrada! Esta palavra define exatamente o que o novo álbum da banda Sorrowful vai nos apresentar. Agressividade, pedais brutais, distorção e uma boa mixagem! Um álbum verdadeiramente muito trabalhado e com um enorme investimento! Muito bem produzido.

“In the Rainfall” foi lançado nesse ano de 2015, e posso comparar a bandas que já possuem o prestígio do público como November’s Doom – Amid Its Hallowed Mirth, primeiro álbum da banda, Six Feet Under, Morgoth e por que não Entombed? Posso estar forçando um pouco a barra, mas é a impressão que tive. Nacionalmente falando, me lembrou um pouco “Soturnus” da Paraíba, devido ao peso das guitarras e cadência da bateria em certas músicas. Digo isso pois o som dos suecos me lembrou muito essas bandas citadas, em muitos aspectos, mas ainda sim, Sorrowful conseguiu atribuir sua identidade em todas as músicas. Ficou uma obra impecável, ainda mais devido a bela influência do Melodic Death Metal, que também em muitas partes do álbum é possível perceber, fica muito evidente nas composições feitas pela guitarra solo que dá aquela pegada clássica –  melodicidade – nas músicas secas e arrastadas da banda transmitida pela guitarra base.

A bateria aparece como um tanque de guerra no meio de uma batalha, quando você menos imagina, ela aparece justamente para explodir os ouvidos daqueles que esperam algo mais parado. Sorrowful é o tipo de banda que representa muito bem o gênero Doom Death Metal. Sinceramente, um sub-gênero que me agrada e muito!

O álbum apresenta nove faixas, uma melhor do que a outra! Pessoalmente falando, esse tipo de gênero musical é sempre catastrófico, pois apresenta diversas bandas potentes, que na maioria das vezes não tem o merecido reconhecimento pelo público.

“The Last Journey” é a faixa que dá início à esse horrendo show! Como já citei, alguns aspectos se encaixam ao primeiro álbum da banda norte-americana “Noermber’s Doom”. Devido a cadência, à afinação e distorção das guitarras. Uma música muito seca, com pouco sentimentalismo. Porém, o vocal assombra tudo isso, fazendo o ouvinte entender que a mensagem da música é essa! Tristeza Nua e crua. Típico do Doom Metal.

“Nothingness” tem o início semelhante, mas com outra perspectiva, já que a guitarra solo dá a devida melodia. Mudando o traçado da canção. Mas o vocal como sempre entrando para acabar com qualquer chance de felicidade.

“Gray People” tem uma miscigenação de Doom e Melodic, isso devido à cadência lenta das guitarras e a pedrada estabelecida pela bateria, e em seguida o vocal. Está parecendo um padrão, mas as músicas têm uma tonalidade diferente. Até que de repente a faixa fica ainda um pouco mais calma e lenta, me lembrando muito Morgoth em certos aspectos.

“Oceans of Darkness” começa de uma forma muito semelhante à “Human Collapse”. Melancolia da guitarra mais a lentidão da bateria. Isso sem falar na guitarra solo executada de forma melódica. Até o momento, a música que mais se aproxima do Melodic Death Metal. Os instrumentos são executados de forma impecável, tudo ao seu tempo de forma incontestável.

“Utopian Existence” é a música com a entrada mais agressiva, dando a entender ao ouvinte de que essa faixa pode ser o destaque do álbum. Quando sem mais nem menos, a lentidão mais melancolia entram em ação para assombrar o cenário e fazer uma breve viajem.

“Frozen Sun” acabou me lembrando bem de leve “Obituary” – não o vocal e sim o compasso da bateria junto com as guitarras e o contrabaixo -, Um faixa espetacular. Ficou muito evidente o fato de eu mencionar o quanto o vocal é demais. Isso por que é um gutural sombrio e muito “urrado”. Deixando o som de um jeito maligno.

“The Machine of Desolation” já acaba se encaixando em canções já executadas no álbum, porém, a bateria tem uma significância ainda maior devido a jogada inicial, dando a impressão de que algo ainda maior virá pela frente. E é o que acaba acontecendo até certo ponto, quando entra uma introdução lenta de guitarra base e melancolia da guitarra solo, até que entra o vocal limpo e triste, remetendo muito à November’s Doom!!

“The Flight of Mind” tem um início bem semelhante à muitas faixas de “Arch Enemy”. Técnica com muita velocidade e bateria acelerada. Mas como sempre a melosidade vem à tona mais a frente com o decorrer da canção. Logo nos deparamos com um solo muito emocionante de guitarra. E toda a podridão volta novamente.

E para terminar essa magnífica obra, “Eager of Death”, sendo a página final de um saudoso livro. Afinal, com tantas positividades dentro de um álbum, que vão desde instrumentalidade até mixagem, não poderia deixar de mencionar o belo trabalho executado na capa do álbum. Cores fortes com um cenário frio, lembrando muito os alpes nórdicos da Suécia e também da Noruega, ou até mesmo do Alaska. Uma obra simplória, mas ao mesmo tempo enigmática e perfeita!

Uma das melhores bandas que já tive  oportunidade de conhecer.

Tenho o prazer agora de poder ouvir um lindo trabalho como esse!

Sorrowful – In the Rainfall (Solitude-Prod)
1. The Last Journey
2. Nothingness
3. Gray People
4. Oceans Of Darkness
5. Utopian Existence
6. Frozen Sun
7. The Machine Of Desolation
8. The Flight Of Mind
9. Eager Of Death

depress5

Contatos:
Facebook
Bandcamp
Solitude-Prod

Resenha por: Leonardo Reis

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