Doom of the Week: Pantáculo Místico

20002_photo
No meio underground do metal, em qualquer lugar do Brasil, e até de outros países, sempre existem algumas bandas que acabam recebendo uma denominação ou um status bem peculiar para o estilo que eles representam: as bandas lendas-vivas.

Essas são as bandas que você ouve fala quando começa a conhecer mais da cena e sempre tem aquele amigo headbanger que conhece as bandas mais underground (sempre tem essa galera…) que, sabe-se lá como o indivíduo conheceu, ou que fez história por ser uma das primeiras de um determinado estilo ou por ter sobrevivido por tanto tempo apenas através da relevância de um álbum.

O Pantáculo Místico é uma dessas bandas que podem pegar com todo orgulho o medalhão dos lendas-vivas do metal cearense.

panband

Quando entrei no Lacryma Sanguine, sempre ouvi falar do Pantáculo Místico pelos outros membros da banda. Era, segundo eles uma das primeiras bandas de Doom Metal da terrinha, feito bem incrível diga-se de passagem. O Pantáculo surgiu em 1999 com a demo Magnitude Oculta, demo pedra que hoje talvez seja um item raríssimo para os fãs de Doom Metal.

pan_demo

Com um Doom Metal clássico no estilo do My Dying Bride nos primeiros álbuns, o Pantáculo Místico possui uma tématica lírica sobre paganismo e ocultismo (como o próprio nome já entrega de bandeja, né?) e em português. A demo de Magnitude Oculta é um som tão pedra e tão 90’s Doom que é quase como sentir Baphomet dando aquela fungada marota no seu cangote aos poucos que os riffs lentos da banda vão se arrastando com o desenrolar das 6 faixas do album, em meios aos arranjos característicos dos teclados que davam aquela vibe “suave” ao estilo da época (e que até hoje muitas bandas do estilo ainda utilizam dessa sonoridade).

E daí que depois dessa demo, não rolou muita coisa nesse intervalo de quase 15 anos! A banda sumiu para algum outro macrocosmo e ficou por lá descansando na boa até que no comecinho desse ano os caras lançam o EP “Velados Por Entidades”, que contam com regravações de algumas músicas da demo de 1999, além da instrumental “Canalizando Energias Nas Dimensões do Além”.

Vale a pena sacar o som dos caras com o EP novo, mas eu confesso que ainda prefiro o som pedrada da primeira demo, porque nada é melhor que aquele som de metal brasileiro anos 90 feito na raça e sem a produção maravilhosa que hoje quase todas as bandas de metal têm e deixam o som mais pasteurizado que leite Tipo C.

Detalhe legal: Meu colega de banda, o guitarrista do Lacryma Sanguine, Yuri Nobre já chegou a fazer parte do line-up da banda, assim como o tecladista/vocal da Tenebra, o Edilberto Monte.

 

 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s