Entrevista: Riccardo Veronese (Aphonic Threnody/Dea Marica/Gallow God)

Conversamos recentemente com o guitarrista Riccardo Veronese, que é um dos nome mais atuantes dentro do cenário doom, pois toca em apenas 3 bandas. Uma delas podemos chamar de um super grupo doom que é o Aphonic Threnody que reúne membros do Urna, Gallow God, Pantheist e Leecher.
Nessa conversa ele nos contou mais sobre suas bandas, download ilegal, seu estado de saúde e mais…
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1. Olá, Riccardo, como você está se sentindo depois daquele seu pequeno problema de saúde?

Riccardo Veronese – Oi, Rodrigo. Eu estou bem melhor agora, obrigado. Foram alguns meses difíceis e só agora estou voltando à minha rotina normal.

 

2. Você aproveitou pra compor durante esse tempo em casa?

Riccardo Veronese – Eu não fiz nada relacionado a música por cerca de um mês, mas nos últimos meses estive ocupando escrevendo material novo. De um modo geral, até que escrevi bastante música.

 

Rick Polar copy3. Para os leitores que não conhecem sua banda Gallow God, poderia fazer uma biografia resumida?

Riccardo Veronese – O Gallow God começou há alguns anos, em 2004. Eu e o Dan começamos a trabalhar juntos num projeto de Doom Metal usando o nome Celephais, com a intenção de não ser nada além de um projeto de estúdio que lançaríamos se o resultado acabasse sendo bom. Quando estávamos terminando de gravar o EP, decidimos expandir o projeto numa banda completa e trouxemos Jim Panlilio para a bateria e Martin Singleton para o baixo. A mudança de nome de Celephais para Gallow God foi feita no início de 2010. Martin deixou a banda, então eu e Dan voltamos a trabalhar só nos dois no álbum The Veneration of Serpants e o completamos em 2012. Então nós trouxemos o Mitch como baixista e o Cris, da minha outra banda, Dea Marica, para a bateria.

 

 

4. Em que pé está o Gallow God? Vocês lançaram o Veneration of the Seraents em abril, como foi a recepção?

Riccardo Veronese – A recepção foi ok, mas o álbum não deslanchou como eu imaginei que iria. Isso se deve parcialmente a sua fraca divulgação e a falta de um contrato.

As pessoas esperaram muito tempo por este álbum e, quando nós terminamos, ainda demorou cinco meses até ele ser lançado, então acredito que muito do interesse desapareceu.

 

 

5. Houve uma mudança no lineup desde o EP False Mystical Prose para este novo CD. Ouvindo o disco, não parece que estes membros foram substituídos, devido ao entrosamento da banda. Como está a situação atual?

Riccardo Veronese – Pra ser honesto, eu e o Dan tocamos tudo no EP False Mystical Prose e no The Veneration of Serpants. O Mitch tocou baixo no The Circle, pro qual o Dan já tinha escrito as linhas de baixo e o Jim e nosso ex-baterista adicionaram algumas partes em algumas faixas. Então não tivemos muita contribuição dos outros membros.

 

 

6. Neste meio tempo, você lançou um projeto chamado Dea Marica junto com Roberto Mura, do Urna. Como surgiu a ideia para este projeto?

Riccardo Veronese – Eu estava esperando o Dan acabar as partes dele, já que ele tinha muita bateria e guitarra pra gravar, então decidi fazer outro projeto, já que tinha muito material que não ia usar no Gallow God. O Roberto me contatou e nós começamos o projeto Dea Marica.

 

 

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7. No EP “The Ritual of the Banished”, comparando com este novo material, nós notamos uma grande evolução nos vocais do Roberto. Neste material, você puderam explorar mais a fundo esta linha que falhou no EP?

Riccardo Veronese – Eu acho que no novo álbum nós tivemos uma estrutura melhor e o Roberto teve mais liberdade para se expressar. Eu escrevi tudo para Ritual e foi legal deixar o Roberto fazer a magia dele e se soltar neste álbum, o que ele fez com muito sucesso. O feedback tem sido ótimo.

 

8. O album The Curse of the Haunted Album foi lançado recentemente, mas o áudio já estava disponível na página deles no bandcamp. Como foi a recepção deste material?

Riccardo Veronese – Foi muito positiva e nós assinamos logo em seguida com a Weird Truth Productions, então estamos muito felizes com o resultado. As pessoas estão começando a ver do que realmente se trata a nossa música.

 

9. Não contente com todas essas bandas, você atualmente faz parte do projeto Aphonic Threnody, que inclui outros membros de bandas conhecidas do cenário Doom. Como surgiu a ideia deste projeto?

Riccardo Veronese – Eu e o Roberto estávamos de boa um dia e eu disse “vamos fazer um projeto de Funeral Doom”. Ele riu, mas logo percebeu que eu estava falando sério.

Nós começamos a trabalhar bem rápido nele, a ideia da banda e o conceito foram feitos em alguns dias. Eu nunca tinha feito este estilo de música e é uma nova área fantástica que posso explorar.

 

aphonic threnody10. O CD vai ser lançado pela Weird Truth Production no Japão e o vinil pela Avantgarde Prod. Existe uma pequena diferença na capa dos dois discos. Foi algo pré-determinado ou simplesmente aconteceu?

Riccardo Veronese – Ok. O Dea Marica está sendo lançado pela Weird Truth Production apenas em CD e download via bandcamp. O Aphonic Threnody está sendo lançado em CD pela Avantgarde Music e o vinil pela Terror From Hell Records. A mudança nas capas é pra Aphonic Threnody. O Roberto deu a ideia de trocar as capas, o tipo de ideia em que ele é ótimo em ter.

 

 

11. Vocês já tem um terceiro álbum pronto, o que podemos esperar dos próximos lançamentos?

Riccardo Veronese – Eu comecei o trabalho no terceiro álbum do Dea Marica e temos umas quatro músicas no momento. Nós também vamos remasterizar três faixas do Ritual EP como um bônus com a participação de convidados.
Em relação ao Aphonic Threnody, nós praticamente terminamos o segundo álbum. Só precisa de mais uns instrumentos e vai estar pronto. Deve sair no ano que vem. Nós também temos o Greg do Esoteric numa faixa e o Mike do Loss também. Eu também tenho cinco faixas prontas para o terceiro álbum do Aphonic.

 

12. Mudando de assunto, a respeito dos downloads grátis, qual a sua opinião?

Riccardo Veronese – Sou bem de boa quanto a isso, pois, uma vez que sua música está nas ruas, as pessoas vão passá-las pro computador de qualquer jeito e não tem muito que você possa fazer quanto a isso. O lado positivo é que mais pessoas vão poder ouvir sua música.

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13. Um tema que costumo abordar nas minhas perguntas é a morte. Qual é a sua relação com o além-túmulo?

Riccardo Veronese – Eu penso bastante na morte. Eu sempre tive esse lado, o lado depressivo, e passei por muita dor e dificuldade na minha vida, então é por isso que eu gosto de compor músicas sombrias. Eu não acho que seja algo ruim. Não há nada de errado com a morte. É uma parte da vida, então por que não aceitá-la e tornar todo mundo mais miserável através da música?

 

14. O que você ouve hoje em dia? Qual o seu playlist atual?

Riccardo Veronese – Eu tenho ouvido o novo projeto do URNA, que estou adorando. Não foi lançado ainda, mas o Roberto gravou os vocais comigo, então preparem-se para este álbum. Também tenho ouvido Ataraxie e Before the Rain.

 

15. Riccardo, obrigado pela entrevista.

Riccardo Veronese – Como sempre, foi um prazer, meu chapa.

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