Windhand – Soma

somaEis aqui um dos álbuns mais aguardados deste ano! Uma banda que começou quieta, na sua, mas ao parir a sua 1ª demo; Windhand (Practice Space Demo) demonstrou todo o seu poder…

“Soma” é o 2º Full-lenght da banda norte-americana Windhand; com o seu Stoner/Doom Metal direto e pesadíssimo, eles afirmam de vez a sua potencialidade nessa cena crescente e repleta de bandas talentosas. Sem mais delongas, vamos ao que interessa. ‘Orchard’ marca o inicio desta longa viajem, essa música já havia sido disponibilizada pela banda antes por se tratar de um single, o que fez as expectativas aumentarem ainda mais, com o seu jeito único de fazer boa música, essa faixa é matadora, te preparando para a seguinte. ‘Woodbine’ (outra faixa que havia sido disponibilizada no bancamp da banda) com o doce vocal da grande Dorthia Cottrell, com o diferencial de nesta faixa, o vocal ser dobrado, como se fosse um eco de sua própria voz, com um solo dissonante e psicodélico e pouco mais de 9 minutos de um peso sem igual…

‘Feral Bones’ é a 3ª faixa, um ritmo quebrado, tanto pelas cordas que ficaram gravíssimas nesta, pelo vocal que teve que se encaixar nesta árdua tarefa, mas, com sucesso e a bateria sempre imponente de Ryan Wolfe, com um solo rápido, como se separasse a música ao meio, nessas alturas você já se encontra totalmente submerso na atmosfera cinzenta dos caras!

Evergreen’ surge para acalmar os nervos já espancados pelo brilho das 3 primeiras, tocada a violão, soa como um folk, e mais uma vez o vocal duplicado de D.C. te leva a uma viajem de 7 minutos, esta musica é algo inédito para a banda. Depois dessa ‘terapia’ tudo desmorona com ‘Cassock’, uma semelhança com os Mestres Electric Wizard vem à mente em questão de segundos, riffs malditos e tenebrosos dos Asechiah Bogdan e Garrett Morris, e uma vez mais D.C. destrói tudo com a sua voz, um solo mais longo que te entorpece com tamanha facilidade, outra marca registrada da banda. A música se acelera e a sua espinha se congela, sua pele arrepia, o frio te domina, você fecha os olhos, balança sua cabeça, segue o ritmo, seus olhos lacrimejam… Tudo volta a ficar lento, nesse momento você já está totalmente fora de si, totalmente entorpecido, a música fica mais lenta, tenebrosa, te envolve em suas garras, D.C. desfere uma espécie de balbucio entre as levadas sinistras, seu corpo inteiro se enrijece. Com quase 14 minutos essa faixa te prepara para o desfecho, após você já estar totalmente entregue, aguenta firme, porque o que ainda está por vir é a ‘Boleskin’ com 30 minutos e meio, ela se inicia com uma intro no violão e de fundo o típico zumbido do vento, você leva um susto com a ‘entrada’ poderosa, a sofridão aliada a lentidão te trazem de volta. Martelada é palavra, tudo entra em consenso, cada riff é um uníssono, seu cérebro pulsa, seu sangue está fora de controle… É feito uma pausa, o som melancólico do violão, volta, tudo desmorona novamente, tudo vai se arrastando novamente, uma prolongação do fim, do fim com total maestria. São 75 minutos muito bem utilizados, simplesmente um marco na História de um estilo de poucos apreciadores, porém, fiéis.

 

Windhand – Soma (Relapse Records)

1. Orchard
2. Woodbine
3. Feral Bones
4. Evergreen
5. Cassock
6. Boleskine

 

depress5

 

Contatos:
https://www.facebook.com/WindhandVA
http://windhandva.bandcamp.com/

 

Resenha por GZ – DOOM, BE DOOMED OR FUCK OFF.

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