Entrevista: Lugubres

Há algum tempo atrás, eu tinha adicionado na minha lista de amigos no facebook uma pessoa sonhadora e batalhadora dentro do cenário Doom brasileiro. Tive entre algumas conversas, um questionamento sobre pessoas que poderiam integrar o seu projeto. Muitas coisas se passaram de uns dois anos pra cá e isso está relatado nessa entrevista que vem a seguir, com o guerreiro Robson.

 

1. E aí Robson, tudo beleza? Eis que finalmente conseguimos realizar uma entrevista contigo.

Robson: Realmente, Rodrigo, faz tempo que falamos sobre isso, pra mim é um imenso prazer.

 

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2. O embrião da Lúgubres foi formado no Maranhão, em 2006. Conte-nos mais sobre os primeiros passos.

Robson: Então, tudo começou na verdade com a banda Sea Of Sorrows, formada em 2002, a banda se apresentou algumas vezes no underground de São Luis, mas as constantes mudanças, principalmente de baterista (kkkkk), fizeram a banda parar. Os membros que continuaram juntos formaram o que viria a ser a Lugubres Memorias em 2006 e chegamos  a gravar uma demo que não pode ser lançada na época. Por motivos pessoais eu acabei me mudando pra São Paulo e recomecei tudo aqui, trouxe todo o material que eu tinha composto e mudei para um nome mais curto e direto: Lugubres.

 

 

3. Após sua mudança para São Paulo, qual foi a maior dificuldade encontrada para colocar em prática esse seu projeto?

Robson: O de sempre, baterista (kkkkkkk). A primeira formação aqui em São Paulo contava comigo na guitarra, Lucas Medeiros (Pile of Corpse) na outra guitarra, Paullus (Morcrof) baixo e voz e Anders Andlung na bateria. Essa formação durou pouco, o Paullus  retomou  com bastante gás os trabalhos na Morcrof o que acabou consumindo muito tempo dele e ele teve que sair, o Anders mudou de cidade e ficou difícil de se locomover pra São Paulo e acabou saindo também. Por fim o Lucas se mudou pro Mato Grosso, e lá estava eu de novo atrás de uma formação. Por conselho de muita gente (inclusive seu rsrsrs) eu resolvi gravar o material sozinho mesmo, com a ajuda de Nilo Neto (produtor das músicas da Lugubres no split lançado com a Les Mémoires Fall).

 

4. Como surgiu a idéia para o split com a Les Mémoires Fall?

Robson: O Emerson tinha acabado de gravar uma música da Les Mémoires Fall, aliás a minha favorita deles, e eu estava concluindo a da Lugubres, então conversamos e surgiu a ideia muito naturalmente. Foi muito legal todo o processo porque acabou botando as duas bandas pra trabalhar mais , gravando as outras musicas pra compor o split. Eu e o Emerson nunca tínhamos nos encontrado antes e todo processo rolou via internet e telefone mesmo, mas foi fantástico o envolvimento de ambas as partes. Acho que a sinceridade, a honestidade e uma forte vontade de contribuir com a cena doom foi o que mais nos moveu naquele momento. Fiquei muito feliz com o resultado de tudo, tenho muito orgulho de tudo que foi conseguido e te garanto não foi nada fácil. Foram meses difíceis, de uma correria intensas das duas bandas, mas o resultado final me deixou muito orgulhoso e muito feliz.

 

 

1081881_4763462904859_1071505736_n5. Após pouco tempo com a line-up estabilizada, vocês tiveram a primeira baixa, com a saída do tecladista/violinista Italo Martínez. Lembro que foi um pouco conturbada. Conte-nos mais a respeito.

Robson: Foi um desastre. Acreditamos muito no Italo no começo, dávamos muito crédito para ele e isso talvez tenha sido o erro. Ele nos decepcionou muito e tentou inclusive ficar com o nome da banda pra ele, foi graças ao Gerisson (então baixista da banda) e ao Leandro (baterista) que tiveram uma postura muito coerente e forte nesse momento, que se posicionaram contra ele. Mas não foi fácil pra ninguém pois todos nós nos sentimos traídos.

 

 

6. Pouco tempo após esse turbilhão que pairou sobre a Lúgubres, eis que você anuncia a sua saída da banda. O que realmente aconteceu?

Robson: Na verdade eu fiquei muito chateado com alguns posicionamentos internos e realmente pensei em parar de tocar, não só na Lugubres mas desistir de vez desse lance de música, mas acabei encontrando gente que me apoiou muito e que conhece toda a minha luta em relação a Lugubres e me disseram que eu não podia desistir, que eu não podia abandonar tudo assim. Pessoas como o Edson (Crimson Down Project), o Emerson (Les Memoires Fall) e eu e você também conversamos sobre isso. Somando a isso, o próprio Gerisson e o Leandro fizeram questão de deixar claro que a Lugubres sou eu e que não faria sentido eles continuarem sem mim e que eles também não continuariam, então eu mudei de ideia e resolvi continuar e retomar o trabalho com a banda. Fui muito criticado em ter divulgado pela internet essas coisas Rodrigo, isso faz parte da própria proposta da banda, ter essa relação de contato imediato com o público e ser muito sincero. Ainda receberei muitas criticas a esse respeito, mas é assim que eu lido com as coisas, prestando contas com o publico, pois tenho total consciência que não existe a Lugubres sem o seu público.

 

 

7. Vi que você anunciou a entrada de um novo baixista para a Lúgubres. Como se encontra a atual situação da banda?

Robson: Verdade, o Joey Fernandez, um cara sensacional, que muito tem me ajudado nessa reerguida da Lugubres. Eu já havia tocado com o Joey em um outro projeto e fiquei muito impressionado  com a  energia e a técnica dele, então foi a primeira ideia que me passou pela cabeça na hora de reformular a Lugubres foi chamá-lo. Foi o Joey que me apresentou o Del Vieira que é o atual guitarrista. Eu também já havia tocado com o Charles Matheus (baterista), mas foi o Joey quem conversou com ele e o convenceu a tocar com a Lugubres.

 

 

1148272_4763468745005_403448418_n8. Há previsão para um full-lenght para breve?

Robson: Sim, sim, já andei conversando com o mesmo produtor da Lugubres no split  (Nilo Neto) sobre isso e provavelmente à partir do próximo ano, voltaremos pra estúdio e continuaremos as gravações que devem gerar o full-lenght, acho que no segundo semestre de 2014 conseguiremos lançar um álbum.

 

9. Você atualmente têm se dedicado ao um outro projeto Aquenamon? O que pode nos adiantar?

Robson: A Aquenamon é um proposta diferente da Lugubres, eu tenho várias músicas em uma proposta que não encaixariam na Lugubres, soam algo mais folk, ainda doom, mas mais folk. Também estou começando um projeto bem funeral/death doom chamado Dying Poem com o Marcello Markes, acho que em 2014 todos esses projetos estarão na ativa.

 

10. Obrigado Robson pela entrevista e deixo o espaço livre para suas últimas considerações.

Robson: Obrigado Rodrigo, agradeço o espaço e espero todos no Doomsday Festival. Stay doomed forever.

 

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