Lacryma Sanguine – Tour Report pt.03

Os últimos dias de turnê: Crato, Juazeiro do Norte, mais reformas, mais manguaças e o dia em que tocamos duas vezes em uma só noite.

 

Sem TítuloDepois de toda a manguaça comemorativa na noite anterior em Sousa, acordamos bem cedo, aproximadamente as 9 horas da manhã, para arrumar as malas e os equipamentos na van e partir para Juazeiro do Norte, aonde iriamos no mesmo dia para Crato, onde foi o show do dia 22.

O hotel em que a gente estava era para estar naquelas listas Veja ou Exame dos melhores estabelecimentos do Brasil, tamanho a qualidade do serviços que eles prestaram. Além de nos proporcionar um belo serviço de despertador matutino com os pedreiros fazendo reforma a quase 9 ou 8 da manhã, fomos informados que só teriamos como pagar o hotel em cash motherfucker, pois eles não aceitavam cartão de crédito.

 

Gostaria de saber o nome do dono desse hotel pra fazer alguma artigo estilo Case de Sucesso – Gestores e entregar pra minha faculdade como tese. É 10 na certa. O Max, como um rapaz maldoso e misantrópico que é, desceu a linha no hotel no Tripadvisor. Fiquei com pena deles…

Bem, pegamos nossa van do Doom em direção a Juazeiro do Norte, o que foi uma viagem de mais ou menos 3 horas de duração, onde tivemos um tempinho pra tomar uma cerva pra tirar a ressaca e dormir o resto da viagem.

 

Sem Nome 7Chegando em Juazeiro, tratamos de achar nosso hotel rapidinho para por as coisas. O dia seria meio apertado pois ainda teriamos que partir para o SESC de Crato para a passagem de som e posteriormente o show.

Ao chegar no hotel, mais uma boa notícia pra banda. GUESS WHAT? Mais um hotel em reforma. Dessa vez a moça foi enfática que os pedreiros não iriam trabalhar em horários desconfortáveis e que, segundo ela, tiveram que fazer reformas no hoteis pois dias antes houve romaria e os romeiros simplesmente tocaram o puteiro no lugar. Hahahahahaha!
Quando os cristãos são mais agressivos que nós, devotos de Baphomet, é quando você comeca a repensar nos seus conceitos de vida…

 

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Tivemos um tempinho para um lanchinho, comer um salgado fulero e subir um pouco a serra para ir a Crato. Não tivemos muito tempo de observar a região que parecia ser muito bonita, pois logo chegamos ao SESC e comecamos a montar tudinho pra passagem de som. O palco era um pouco menor se comparado com o de Sousa e a aparelhagem não era lá das melhores. No caso era mais auditório para peças de teatro em si do que um palco para shows, mas tava valendo, a passagem de som foi tranquila e deu tudo certinho para o show.

 

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O camarim do lugar era no andar subterrâneo, o que eu achei muito massa, sempre quis ter a vontade de estar em uma casa de show com camarim subterrâneo. Faltou as pixações, os posters e assinaturas de bandas que já passaram por lá, mas enfim né, esperar ter algo assim em um SESC é como esperar um show do Shape of Despair em algum festival coxinha, como o Rock in Rio.

 

O show deu tudo certo, a galera correspondeu legal e compareceu nos shows da banda, acredito que alguns chegaram a comparecer também no show do dia seguinte em Juazeiro mesmo, não me lembro bem. Após o show, conhecemos um parceiro que curtiu pra caramba o show e nos convidou a comparecer no bar em que alguns amigos e familiares trabalham em Juazeiro, o Black Dog, além de fazer uma visita ao Porão Rock, loja de artigos e roupas da Amanda, gente finíssima que também compareceu aos nossos shows em Juazeiro. Além de conhecer o lugar, fomos convidados a tocar no Bar após o show que seria no CCBNB de Juazeiro do Norte. Topamos a parada e aproveitamos para dar um saco no pico e tomar umas gelas, lógico.

 

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O que era para ser só umas cervejinhas acabou virando a noite inteira no bar regado a cerveja, cachaça e uns queijinhos pra dar uns tiragosto cabreirão, né! No bar conhecemos muita gente fina por lá e algumas figuras bizarras como o rapaz que era encarregado da segurança do local, que era gente boa mas certamente não tinha um juízo muito no lugar certo. Em um certo momento, este rapaz, por algum motivo do qual eu não tenho nenhuma vontade de saber, resolveu que seria legal abaixar as calças mostrar sua bunda cabeluda, abrir as bandas e demonstrar o seu pinho para todos nós…

 

E ele realmente fez isso…

Nessa hora, eu agradeço a Baphomet por estar no exato momento indo em direção ao banheiro e não ter visto nada dessa cena fatídica, diferente dos outros que tiveram que passar por isso. C’est La Vie!

 

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Bem, o outro dia deu para descansar bem mais, o Gagá aproveitou a manhã para dar um passeio pela cidade e registrar alguns picos legais em fotos. Eu aproveitei o tempo lógico indo dormir o máximo que podia e me deliciar com os PFs sem peso da cidade (já disse que isso é uma das maiores maravilhas do mundo, não disse?).

Aproveitei para também dar uma passadinha na Porão Rock e conhecer o pessoal, além de convidar a galera pra chegar no rolê da bad vibe do show que seria mais tarde, lógico. Depois de uns passeios pela cidade voltei pro hotel, onde começamos a nos ajeitar para o que seria a nossa noite desafio, já que nunca haviamos tocado duas vezes em um mesmo dia. Agora podemos ocupar um status que só as bandas de forró ocupam por aqui no Ceará. Me encho de orgulho de levar o Doom a outros patamares. Amém.

 

Chegada a hora de rumar ao BNB, pegamos nossas cosias e partimos. O local era do caralho, mas o problema mais escroto era que o palco era no quarto andar do BNB, e tinhamos que descer e subir de elevador uma caralhada de vezes pra ir levando os equipamentos. E já ficava triste em lembrar que também teria que fazer isso pra descer todos os equipamentos.

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O palco do BNB de Juazeiro era bem melhor que todos os outros palco que passamos na turnê, os equipamentos eram bons e os sistema de jogos de luzes também. Deu para fazer ótimas filmagens e fotos durante o show da banda no palco, uma maravilha.

 

 

O show foi ótimo, tudo foi bem nos conformes, houve alguns problemas no equipamento do André que foi facilmente contornado e nada que abalou o show, adoramos tocar no palco grande do CCBNB de Juazeiro do Norte e deu uma super vibe com a iluminação do local. O pessoal curtiu bastante o show e inclusive alguns sairam rapidinho do CCBNB pra ir direto para o Black Dog ver a gente tocar novamente!!

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Fizemos todo o trajeto dos infernos de descer e subir novamente com os equipamentos para enfim pegar a van e, sem tempo nem pra uma jantinha, partir pro Black Dog e preparar nossas coisas para o pocket-show (risos) do Lacryma Sanguine. Chegando lá, fomos servidos deliciosos espetinhos de frango e carne (o de frango parecia que jogaram a carne em um balde de sal) e acompanhado das maravilhosas farofas Yoki! Aquelas que são bem picantes, sabe… FABULEUX!!!

 

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E ai pegamos os instrumentos e fizemos o nosso pequeno show no Black Dog. Senti uma vibe tão boa nesse show que me lembrou de nós no nosso primeiro show, tamanho era a empolgação com que estavamos tocando! As cervas ingeridas talvez tenham dado esse gás a mais, ou talvez a farofa Yoki, ou as duas coisas juntos. Tudo que pude concluir ao terminar o último show do Lacryma nessa tour é ver como é diferente a vibe que cada lugar pode proporcionar. Sabe, os CCBNBs têm aparelhagem boa e consegue proporcionar que o show seja praticamente um concerto em termos de palco. Isso é verdade, mas não consegue passar a sensação ‘Rock’n’Roll’ que só um lugar mais underground possui, entende? É um lance em que a atmosfera é quem dita o ritmo do lugar. Os centros culturais tem aquela coisa meio coxinha de ser, tudo certinho, tudo no horário, tudo nos trinks. Isso é bom, mas é legal também pegar a vibração crua, punk, ou meio Do it Yourself, também. Vale lembrar um coisa muito importante que os centros culturais normalmente oferecem e é um ponto positivo, pelo menos para a gente: Recebemos pelos nossos shows. Isso é um bom fator. Até hoje não recebemos por tocar em outrs tipos de shows. Não que a gente se importe com isso, claro. Adoramos tocar em vários tipos de lugares diferentes e temos meio que a convicção de que não seremos o tipo de banda que receberá alguma grana considerável pra fazer o nosso trabalho. Talvez para no mínimo investir em algo melhor para a banda no futuro… ou pelo menos espero. Hahahahaha! Na verdade, é a realidade de praticamente todas as bandas de metal do país e porque não dizer, do resto do mundo também…  No fim, o que importa mesmo é conciliar as experiências e entregar aos fãs um belo show de Doom Metal.

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Terminado o show, tivemos o resto da noite para aproveitar a última manguaça da turnê. Conhecemos um rapaz muito legal estava tão surpreso com o nosso show no Black Dog, pois estava com muita vontade de ver o show no CCBNB porém não pôde por estar com a perna quebrada e ninguem pode o levar para o show. Daí acabou combinando com os amigos de ir para o Black Dog para pelo menos passar o sábado com o pessoa e para a surpresa dele, a gente estava lá tocando. Espero que tenha curtido a surpresa, amigo! : )

 

Bem, o resto é apenas cervas e mais cervas, muita alegria e também assistindo um cover de Dio, a Holy Diver, que tocou logo após o nosso show no Black Dog.

 

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O Domingo foi de acordar cedo e pegar a estrada de volta. Compensar no sono durante quase todo o trajeto até a volta para Fortaleza.

 

Como primeira experiência de turnê posso dizer que foi tudo muito foda! Toda a galera massa que conhecemos na estrada, que nos deu apoio e tava lá pra assistir aos nossos shows. A produção dos shows, sempre atenciosa e empenhada em fazer acontecer, ao pessoal do Black Dog por ter nos chamado pra dar uma palhinha e tomar umas boas gelas por lá, simplesmente a todos de Patos, Sousa, Crato e Juazeiro do Norte, MUITO OBRIGADO! Adoramos cada momento que passamos nessas cidades, com vocês!

 

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Espero que essa seja apenas a primeira turnê de muitas que virão por ai.

Agora o Lacryma Sanguine está focando em gravar o seu álbum. Tenham fé em Baphomet, amigos, que dessa vez vai dar tudo certo!!!

Nos vemos em breve!!

HAILS!

 

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