Doom of The Week: Cough

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Adoro ser pego de surpresa quando escuto uma banda cuja primeira impressão é que vai ser apenas mais uma que não vai lhe chamar a atenção. Aí você simplesmente para de escutar a música na metade e vai procurar algo melhor pra fazer. Comigo isso acontece bastante.  Só que tem vezes que quando se está escutando uma banda e, aos primeiros riffs da banda, você já sabe que é o buraco é mais embaixo… E para Doom Metal, isso é um elogio, tá??

 

Foi mais ou menos assim como eu conheci o Cough. Fuçando um pouquinho o site do Cvlt Nation, encontrei uma review do novo material dessa banda em split com o Windhand, o Reflection of The Negative, e logo bateu o interesse ao ver a capa do material (Qualquer coisa que envolva bodes ou algo parecido na capa já me interessa). E como quem não esperava muita coisa, ao escutar os primeiros segundos de Athame, foi um estouro!

 

cough03Aquele som de bateria seca com o reverb na medida certa, do jeitinho que o papai aqui mais gosta, um instrumental Doom Metal de vibe ocultista com uma pegada quase Funeral. Vocais que alternam com o estilo hipnótico ,que o Electric Wizard ensinou bem para a sociedade bad vibe, e o gritado sofrido e arrestado foi o bastante para deixar este rapaz que vos escreve totalmente in love!

 

O Cough é uma banda de Richmond, Virgina, US and A, formada por volta de 2005 e já tem na bagagem dois Full-lenght lançados até hoje, o Sigillum Luciferi, de 2008, e o Ritual Abuse, de 2010 e galera, Esse Ritual Abuse é uma maravilha!! É desespero, misantropia e bad-trip de ácido em forma de música. Do tipo que nenhum fã do estilo vai botar defeito.

 

Os dois álbuns da banda foram gravados no Volume Studious, em Chicago, estúdio do bambambam do metal na região, Sanford Parker (do fudidérrimo Minsk!), daí a pitada meio Sludge que dá um sabor a mais ao som do Cough!

 

cough04O Cough também é uma das bandas que integram o cast do festival Roadburn, o Woodstock dos Doomsters e adjacentes, desse ano, que conta com a curadoria de ninguem mais ninguem menos que Jus Oborn, do Electric Wizard. E enquanto isso neguinho fazendo de tudo para ir pra Lollapalooza e Rock in Rio…

Bem, como já falei demais sobre a banda, tá na hora de fechar o bico (ou o texto, no caso) e deixar vocês se deliciando com o som do caras! Solta o som, DJ!

 

 

 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

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